sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Calendário FEEMT 2020

Confira o calendário de atividades da Feemt – Federação Espírita do Estado de Mato Grosso no ano de 2020.


Pequenos conflitos diários do relacionamento que nos machucam

Oito da noite numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal- humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe que estava errado.

Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria  insistir um pouco mais.

E ela diz: Entre ter razão e ser feliz, prefiro  ser feliz.

Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais teríamos estragado a noite.

Certamente uma sábia decisão.

Muitas vezes nós perdemos oportunidades de viver momentos felizes só porque queremos provar que estamos com a razão. Ou, pelo menos, pensamos que estamos.

De maneira alguma defendemos a omissão ou o não uso da razão, mas tão somente o uso da razão com sensibilidade.

Quantas amizades já destruímos por causa de uma obstinação em defender um ponto de vista?

Quanta energia já gastamos na defesa de uma ideia, desejando que os outros a aceitem a qualquer custo?

Quanto tempo perdido na elaboração de argumentos para convencer alguém de que temos razão em algum ponto?

Será que vale a pena essa maneira de ser?

Será que vale a pena perder a paz na tentativa de provar que estamos certos?

Não seria mais sábio de nossa parte optar pela harmonia, em vez de brigar por causa de pequenas questões irrelevantes?

É evidente que há momentos em que devemos defender nossa posição, e seria bom que o fizéssemos sem nos perturbar, sem sair do sério.

Mas o que geralmente acontece é que levamos as discussões, que deveriam ficar no campo das ideias, para o campo pessoal. E nos irritamos.

É importante considerar que para divergir não precisa dissentir.

Podemos discordar de alguém e ainda assim preservar a amizade e o respeito por esse alguém.

Pense nisso quando se apresentar uma situação em que você tenha que fazer essa opção e se questione, antes de agir:

Será que vale a pena perder a calma para defender esse ponto de vista?

Será que o momento certo para expor minha opinião é agora?

Será este o momento de impor minhas razões?

Talvez se prestássemos mais atenção em nossas palavras e nos porquês de nossas discussões frequentes, perceberíamos que, na maioria das vezes, poderíamos optar por ser feliz e ter paz, em vez de ter razão.

Considere que as energias gastas em discussões infrutíferas podem lhe fazer falta na manutenção da saúde física e mental, e busque usá-las de maneira útil e inteligente.

Afinal, todos os seus esforços devem ser usados em prol da harmonia comum, para que haja paz ao seu redor.

E lembre-se, sempre, antes de qualquer desgaste, de questionar: Quero ter razão, ou ser feliz?

Fonte site Chico Xavier de Minas

Entre problemas e bênçãos

É comum, quando falamos a respeito de otimismo e pessimismo, citarmos a questão de quem olha o copo e diz estar meio cheio ou meio vazio.

Em se tratando de nossas próprias vidas, quando fazemos o balanço das dificuldades que nos envolvem e as bênçãos que nos alcançam, não se faz diferente o panorama.

Lemos que um famoso escritor, numa tarde em que o atormentavam certos pensamentos, escreveu:

No ano passado, precisei fazer uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Tive que ficar de cama por um bom tempo.

Completei sessenta anos e precisei renunciar ao meu trabalho favorito: a redação de um editorial.

Eu havia permanecido, nessa tarefa, durante trinta anos.

Foi ainda nesse ano que experimentei a dor pela morte de meu pai.

Meu filho sofreu um acidente de automóvel e ficou hospitalizado por vários dias. A destruição do carro foi total. Outra grande perda.

E, triste, concluiu: Foi um ano muito mau!

Sua esposa entrou na sala e o viu, mergulhado em imensa tristeza.

Aproximou-se. Leu o que ele havia escrito.

Saiu da sala em silêncio para, algum tempo depois, retornar com uma folha de papel, que colocou ao lado daquela que seu marido escrevera.

Nessa, ela havia redigido o seguinte:

No ano passado, finalmente me desfiz de minha vesícula biliar, depois de passar anos com dor.

Completei sessenta anos com boa saúde e me retirei do meu trabalho. Agora posso utilizar meu tempo para escrever com maior paz e tranquilidade.

No mesmo ano, meu pai, aos noventa e cinco anos, sem depender de nada e sem nenhuma condição crítica, realizou a grande viagem de retorno à Espiritualidade.

Ainda, nesse mesmo ano, Deus abençoou o meu filho com uma nova oportunidade de vida. Meu carro foi destruído, mas meu filho ficou vivo, sem nenhuma sequela.

Em resumo: esse ano que passou foi uma grande bênção!

*   *   *

Essa mulher, de forma sábia e ponderada, reescrevera tudo o que seu marido considerara tragédia, agora sob outro ponto de vista.

O ponto de vista do que poderia ter acontecido, de forma pior, e não aconteceu.

Ela viu bênçãos onde somente estavam relacionados problemas.

Esta é uma lição que precisamos aprender. Olhar para cada acontecimento que nos atinge e avaliar o quanto fomos protegidos.

O acidente que poderia ter sido fatal e não foi além de perda de bens materiais.

A cirurgia que nos liberou de um problema grave, permitindo-nos a continuidade da vida.

A aposentadoria que nos possibilita renovar propósitos, realizar o que antes a falta de tempo não nos permitia.

A morte, que nos arrebatou um ser querido, que lhe permitiu abandonar o corpo de carne e retornar, livre, para a Espiritualidade.

A morte, que nos fere, pela ausência física dos amores mas que nos confere a certeza de que eles prosseguem a viver, de pé, no mundo do Espírito.

Dificuldades. Problemas, bênçãos. Tudo depende do nosso ponto de vista, da forma como encaramos cada senão que nos alcança.

Pensemos a respeito. Reflexionemos de uma forma diferente.

E aprendamos a ser mais gratos ao Senhor da Vida por tudo que nos confere, a cada dia, a cada hora.

Redação do Momento Espírita, com base em relato de fato de autoria ignorada. Em 20.11.2019.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Campanha estimula e orienta o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Para reforçar a necessidade do entendimento dos princípios doutrinários do Espiritismo, a Federação Espírita Brasileira lançou a Campanha do Estudo Sistematizado, em nível nacional.

O lançamento, ocorrido em 27 de novembro de 1983, durante reunião do Conselho Federativo Nacional (CFN), em Brasília, fez parte das comemorações do centenário da FEB.⠀
Conheça a obra Orientação para o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – ESDE aqui.

Em nossa casa já introduzimos e mantemos o ESDE e obras subsidiárias. Veja o quadro de horários disponíveis:


Com informações da FEB

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Fatores de felicidade

Solicito ao leitor refletir comigo na seguinte frase: “…é um conjunto harmonioso e belo; é uma filosofia que estende as suas investigações sobre todos os conhecimentos humanos; é uma ciência sólida, irresistível, porque se baseia em fatos que denunciam o seu caráter científico; é além de tudo uma luz poderosa que nos ilumina a inteligência, aclara o raciocínio de tal modo que, muitas vezes, nos maravilhamos de sua lógica irrepreensível, de sua harmonia de vistas com o Bem e o Belo, os grandes fatores da verdadeira felicidade.

Antes de identificarmos o autor e fonte da transcrição, analisemos alguns de seus itens. Comecemos pelo “estende as suas investigações sobre todos os conhecimentos humanos”. Ora, isto abre uma enorme perspectiva para o pensamento humano, de vez que permite abarcar todos (destacamos) os conhecimentos humanos. Aí já encontramos a abertura e a ausência de preconceitos, através de uma investigação filosófica sadia e coerente.

Na sequência, “baseia-se em fatos”. Ora, se é uma ciência que se baseia em fatos isenta-se de especulações, improvisações, teorias pré-concebidas e mesmo interesses parciais; sendo fatos enquadra-se em leis naturais, expulsando o fanatismo e quaisquer tentativas de fatos espetaculosos ou classificados como sobrenaturais. E mais, sendo de “caráter científico”, baseia-se em investigações, observações, pesquisas permanentes.

Sendo “luz que ilumina a inteligência, aclara o raciocínio (…)”, com “lógica irrepreensível”, apresenta indicativo de que apela à razão, ao refletir, ao raciocínio mesmo, para que seja entendido, à luz da lógica e do bom senso, e nunca aceito cegamente.

Finalmente, em “harmonia de vistas com o Bem e o Belo”. Ora, aí está um verdadeiro programa de felicidade, pois se buscarmos o bem e o belo, estaremos embasados na moral e portanto, sem causar prejuízos a terceiros, fiéis à própria consciência, cuja voz é a diretriz que norteia o comportamento humano.

Pois bem, esse “conjunto harmonioso e belo” é a Doutrina Espírita, cujo conhecimento e vivência abre um mundo novo à perspectiva intelectual e moral, porque explica as razões e os porquês humanos. O autor da frase é Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, que de Matão, batalhou para espalhar essa maravilhosa luz.

E somente conhecendo o Espiritismo, saberemos entender a frase transcrita.

Autor: Orson Peter Carrara, publicado no site Portal do Espírito em 12/11/2019.

O poder do sorriso

O sorriso é uma das formas mais comuns de se avaliar se uma pessoa está bem, contente com os acontecimentos e com a vida. Sorrimos por inúmeros motivos: por encontrar alguém querido, quando vemos algo engraçado, quando uma coisa boa acontece, quando vamos registrar algum momento em uma foto e, alguns, até por nervoso. São muitas as motivações.

Estudos comportamentais apontam que, desde o advento da fotografia, mais de 80% dos registros nos quais há pessoas, elas estão sorrindo ou se esforçando para saírem bem nas imagens. Sim, é a nossa tendência natural. Querer estar bem na foto é mais do que uma expressão. Em geral, se faz esforço para isso. Quando não se consegue naturalmente, já é até possível contar com a ajudinha de aplicativos em pontos que vão muito além do sorriso. O ajuste no nariz que não gostamos, uma arrumadinha na barriga, o sumiço das manchas e rugas que envelhecem, corrigir o dente um pouquinho torto… enfim maquiar algo para parecermos melhores. Eternizar um momento em uma foto com nossa versão melhorada.

Se para alguns o sorriso vem fácil, espontaneamente, para outros pode ser mais difícil de ser expresso naturalmente. Quem não está bem consigo mesmo, por vários motivos – descontentamento com a aparência, alguns aspectos da vida, saúde, trabalho, relacionamentos, entre tantos outros exemplos – pode ter dificuldades para que a alegria venha a tona e se transforme num sorriso largo.

A espontaneidade do sorriso é difícil de ser forçada, não é uma tarefa fácil fingir um sorriso ou mesmo retribuir quando por dentro não estamos bem. Pode ser dolorido, triste e cansativo demais sorrir a força para se sentir aceito, para se sentir parte, para agradar com quem convivemos. Se não é natural, se não é consequência de bons momentos, de lembranças significativas e situações especiais, pode representar enorme gasto de energia.

Não há receita de como sorrir, assim como não há receita de felicidade que sirva para todos. Cada um tem seu tempero especial para tornar a vida mais leve, colorida e saborosa. Conseguir sorrir e ganhar um sorriso sincero de alguém é um desafio prazeroso e de valor incalculável que pode transformar o dia de alguém e pode ter um poder terapêutico para muitos de nós.

Adriana – CVV Araraquara

Como ajudar seus filhos a ter bons hábitos

Ainda me lembro do choque que senti quando percebi que meu primeiro filho, que 2 anos na época, havia internalizado meu hábito de ligar a TV enquanto o ninava.

Naquele ano, desisti da TV em vários momentos em que eu sabia que os prejudicaria. Então, numa noite, trouxe um livro para a cadeira de balanço em vez de ligar a TV. Mas meu filho ficou furioso no meu colo, apontando insistentemente para a tela escura da TV.

“Não, não vamos ver TV”, eu disse. “Mas eu posso contar uma história!” Nada de acordo, pois ele insistia na TV.

De fato, foi uma semana difícil antes dele parar de fazer birra. Mas isso foi para mim uma lição de como as crianças aprendem de nós os hábitos (bons e maus).

Infelizmente, levei quase uma década para realmente descobrir como ajudar meus filhos a ter bons hábitos, e isso foi depois de anos de tentativa e erro.

Eu não tinha um sistema claro para esse processo – até ler o livro Atomic Habits, de James Clear. Ele explica em termos claros e simples muito do que eu tinha aprendido a tanto custo.

Resultados são bons. Metas são boas. Mas tentar mudar seu comportamento para atingir um “objetivo” futuro nebuloso simplesmente não funciona na psicologia humana – especialmente entre adolescentes e pré-adolescentes. É necessário criar um sistema que você goste – um que o recompense hoje para criar a motivação para fazê-lo novamente amanhã.

Desde que implementei este sistema de quatro etapas, percebi que ele passou a funcionar. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês.

1 - TORNE O PROBLEMA EVIDENTE

Você deve começar impedindo que o problema seja ignorado. É preciso deixar que o fato realmente incomode. Então comece por não evitar o hábito que você está querendo criar. Para meus filhos, por exemplo, criei um espaço de lição de casa à mesa, ao lado da cozinha. É o espaço por onde eles passam quando chegam em casa. Eles não podem evitá-lo e sabem que eu notarei se eles tentarem evitar.

2 - TORNE ATRATIVO

Você não pode criar um hábito se ficar com medo ou repulsa dele todos os dias. Portanto, é necessário torná-lo atraente de alguma forma. A lição de casa das crianças é sempre um momento difícil. No começo, tentei organizar o material escolar em caixas no meio da mesa, bem arrumado, o que não funcionou, obviamente. Então pensei: por que não deixar as crianças comerem o lanche enquanto fazem a tarefa? Eles sempre querem um lanchinho, por isso foi fácil tornar a tarefa mais saborosa.

3 - FACILITE

A melhor maneira de causar um curto-circuito na criação de hábitos é torná-la complicada ou excessiva. Você não pode mudar cinco hábitos em um mês – talvez possa mudar um, e isso se for bem disciplinado. Você pode criar um hábito simples por vez. Então, quando eu comecei a trabalhar o hábito da lição de casa, trabalhei apenas ele por alguns meses.

4 - RECOMPENSE

Essa foi a melhor coisa que aprendi sozinha sobre hábitos – se não houver recompensa imediata, eles são insustentáveis. Algumas crianças são intrinsecamente motivadas pela satisfação do trabalho realizado, mas a maioria não. Elas estarão, no entanto, motivadas a sair para brincar com seus amigos, ou ir a festas de aniversário ou passar as horas antes do jantar com tempo livre. E elas sabem que, depois que a lição de casa termina, têm um tempo livre. É incrível a rapidez com que a lição de casa é concluída.

Portanto, seja criativo e implemente esse sistema de 4 etapas para criar novos hábitos. É fácil e eficaz – quase não consigo acreditar com que frequência meus filhos se sentam para fazer a lição de casa agora, sem reclamações. Gastar tempo e esforço na sistematização do hábito poupará inúmeras horas de estresse mais tarde – e dará aos seus filhos as habilidades para criar seus próprios bons hábitos nos próximos anos.

Fonte site Aleteia

Visão espírita da doação de órgãos

Na última semana desencarnou aos 60 anos em Orlando, EUA, Gugu Liberato. O apresentador que é considerado um dos grandes nomes da televisão brasileira, bateu a cabeça após cair de 4 metros de altura.

A morte encefálica do apresentador foi confirmada na última sexta-feira. E a família seguiu um desejo do apresentador: a doação de órgãos. A família divulgou uma carta escrita pelo próprio apresentador e um dos trechos diz:

Compartilho meu corpo com aqueles que necessitam de uma nova oportunidade de viver

Na codificação não há registros a respeito da doação de órgãos. Porém, este ato é um exemplo de caridade, de amor ao próximo. Afinal, além de mostrar desapego à matéria, pode salvar várias vidas. 

No programa Boletim, da TV Mundo Maior, André Marouço disse que este ato minimiza a dor daquele que sofre no ambiente terreno. 

Estes conhecimentos médicos foram autorizados por autoridades superiores para minimizar a dor daquele que sofre no ambiente terreno, quando são acometidos por doenças que muitas vezes não podem ser curadas com medicamento.

E o que podemos dizer daqueles que possuem preconceito com este ato? Para muitos espíritas, o espírito ainda está no corpo no transplante. A respeito disso, Chico Xavier no programa Pinga Fogo disse:

Mesmo que a separação entre o Espírito e o corpo não se tenha completado, a espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados. 

O espírito sofre no momento do procedimento da doação?

De acordo com Aldeniz Leite, não! 

A doação é uma benção que proporciona ao espírito, créditos para o seu futuro espiritual.

Para finalizar o assunto a respeito da visão espírita da doação de órgãos, Divaldo Franco no livro Seara de Luz, diz:

Se a misericórdia divina nos confere uma organização física sadia, é justo e válido, depois de nos havermos utilizado desse patrimônio, oferecê-lo, graças as conquistas valiosas da ciência e da tecnologia, aos que vieram em carência a fim de continuarem a jornada.

Não há, também, reflexos traumatizantes ou inibidores no corpo espiritual, em contrapartida à mutilação do corpo físico. O doador de olhos não retornará cego ao Além. Se assim fosse, que seria daqueles que têm o corpo consumido pelo fogo ou desintegrado numa explosão?

Fonte: Site Rádio Boa Nova

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

O esgotamento emocional e os conselhos espirituais

Nossa saúde emocional precisa ser tratada com responsabilidade.

A mente humana é extremamente complexa. Apesar de termos nos desenvolvido tanto em diversas áreas, pouco sabemos sobre nossa mente, desdenhamos daquilo que deveríamos ter maior atenção.

Por conta disso, nossa saúde mental está fragilizada e as consequências são terríveis. Nunca na história houve tantos casos de pessoas sofrendo com doenças psicossomáticas, levando inclusive a tentarem contra a própria vida.

Escrevi recentemente a respeito do suicídio, que considero ser a busca desesperada para fugir de uma dor intensa e incompreendida. Quando alguém pensa em dar fim a própria vida, já perdeu o sentido existencial.

Isso acontece por ter, em algum momento, negligenciado o cuidado consigo mesmo. Deixou de prestar atenção ao seu “coração”, permitindo que sua saúde mental ficasse debilitada.

Uma mente inquieta, que não consegue desacelerar e admirar as coisas belas da vida, terá como resultado o esgotamento emocional. Esse esgotamento pode ser confundido com cansaço físico.

Estresse, dores musculares e de cabeça, fadiga, baixa perspectiva e problemas para lidar com as emoções podem ser sinal de esgotamento emocional.


(...)


É preciso aprender a proteger a emoção, lidar com estímulos estressantes e impedir que sentimentos negativos venham a prejudicar nossa qualidade de vida.

Nossa saúde emocional precisa ser tratada com responsabilidade, administrando as tensões e pressões diárias, além de uma boa gestão de sensações negativas.

Como diz a Palavra de Deus: “A boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6.45). Por isso é bom evitar o ódio, as contendas e discussões. Nossa emoção é afetada por essas coisas, que consequentemente prejudicam nossa saúde emocional.

As consequências do esgotamento emocional são:

Insônia ou o sono não é reparador;
Baixa produtividade no trabalho;
Pouco prazer nas atividades;
Dores de cabeça e musculares;
Descontrole emocional;
Pessimismo e baixa perspectiva;

Atenção ao emocional e espiritual. O corpo é uma tríade: corpo, mente e espírito. Cuidemos de todos!

Trechos do texto de Abner Ferreira para o site Gospel Prime

Arthur Conan Doyle: O propagador do Espiritismo

O pai de Sherlock Holmes tinha profunda ligação com os espíritos.

Há 160 anos nascia o escritor escocês Arthur Conan Doyle. Há quem não o reconheça pelo nome, mas é bem difícil encontrar alguém que jamais tenha ouvido falar do personagem mais famoso inventado por ele: Sherlock Holmes.

Os romances policiais estrelados pelo detetive garantiram ao seu criador um lugar de destaque na história da literatura. O que pouca gente sabe, no entanto, é que Conan Doyle, além de brilhante romancista, também foi um dos mais aguerridos divulgadores do espiritismo.

Oriundo de uma família católica e educado por jesuítas, Conan Doyle nada tinha de espírita até os 28 anos de idade. Pelo contrário. Depois de se formar médico, em 1882, revelou-se um tremendo materialista. Renunciou não apenas ao catolicismo mas a toda e qualquer religião, passando a se autodenominar agnóstico - aquele que se julga incapaz de afirmar se Deus existe ou não.

Tudo mudou em 1887. Após visitar o amigo Alfred Wilkes Drayson, um importante astrônomo convertido ao kardecismo, Doyle voltou para casa quase convicto da existência de vida após a morte. "Ele não era homem de aceitar facilmente as coisas", afirma a pesquisadora Maria Aparecida Romano, em artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo. "Mas, diante dos seguros argumentos apresentados por Drayson, foi levado a meditar e ler algumas obras espíritas. Em pouco tempo, estava familiarizado com as verdades da nova doutrina."

O mergulho profundo na doutrina também foi causado pelo falecimento de muitos familiares.  Após as mortes de sua esposa Louisa (1906), do seu filho Kingsley (1912), do seu irmão Innes (1919) e de dois cunhados e dois netos após a Primeira Guerra Mundial, Doyle entrou em depressão, encontrando apoio nas sessões espíritas.

Semeador

Espiritismo, àquela altura, já não era novidade. O Livro dos Espíritos, no qual Allan Kardec estabelece os princípios da doutrina, já circulava havia 30 anos. Mas demonstrações de mediunidade, como as famosas sessões de mesas flutuantes, continuavam mobilizando corações e mentes. Doyle passou a frequentá-las.

Numa dessas reuniões, ainda desconfiado de que tudo não passava de trambique, perguntou às entidades que ali se manifestavam: "Quantas moedas tenho no bolso?" Ouviu como resposta uma desconcertante reprimenda: "Estamos aqui para instruir e elevar as almas, não para fazer adivinhações". Dali em diante, Doyle se entregaria ao estudo de fenômenos supostamente espirituais. E não apenas se converteria ao espiritismo. Ele se transformaria numa espécie de soldado da doutrina.

Nas décadas seguintes, o escritor alcançaria fama mundial com as aventuras de Sherlock Holmes. E colocaria todo o prestígio amealhado com elas a serviço de sua nova crença. Doyle atraiu multidões à dezenas de palestras doutrinárias. De 1915 em diante, praticamente abandonou a ficção - passou a escrever apenas obras espíritas.

A mais conhecida, História do Espiritismo (Pensamento), é um clássico — até hoje considerada um dos mais completos relatos sobre a origem e o desenvolvimento da doutrina. "Dada a projeção de seu nome", diz a pesquisadora Maria Aparecida, "deve-se a Arthur Conan Doyle parte da penetração do espiritismo em muitos países, notadamente aqueles de língua inglesa."

Elementar, meu caro Doyle

O envolvimento de Arthur Conan Doyle com o espiritismo rendeu problemas para quem não tinha nada a ver com isso: o detetive Holmes. Em 1929, a série de contos intitulada As Aventuras de Sherlock Holmes foi proibida na União Soviética, que acabava de comemorar os primeiros dez anos de revolução comunista.

Tudo porque em outra obra, História do Espiritismo, Doyle louvava fenômenos supostamente espirituais produzidos por médiuns como Eusapia Palladino. O escritor acabou acusado por Stálin de fazer propaganda do ocultismo, algo incompatível com o ateísmo de Estado que vigorava naquele país.

Site: UOL - Aventuras na História

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Em vez de cobrar, que tal motivar?

Já parou para pensar o quanto a cobrança nos aprisiona?

Esse texto gira em torno da palavra cobrar; e quando vou ao dicionário para ver o significado desse verbete, eu me assusto: “Receber ou tentar receber (dívida ou aquilo a que se tem direito)”. Até aí, beleza, mas quando continuo minha caça de significados, encontro este que me deixa pasmo: “Exigir de outrem (obrigação, cumprimento de palavra etc.)”.
Fico pensando no quanto de energia gastamos quando cobramos. Quando trazemos para nosso interior esse “cobrar” (receber, exigir, obrigar), temos de trabalhar com um monte de expectativas que tendem a nos levar a uma multidão de frustrações. Nessa hora, temos de parar e pensar: o certo seria mesmo “cobrar”?

Acredito que seria mais interessante “motivar”. Às vezes, a cobrança vem sem motivos, sem causas justificadas, sem destino certo. Outras vezes, encharcada por uma gama de sentimentos de inferioridade, insegurança, medo e carência. Ao passo que, quando motivo alguém, trabalho com expectativas. Nessa hora, parto do motivo, do real, e isso não agride. A motivação visa o bem; a cobrança, o interesse de alguém.

O ato de cobrar é interesseiro

Já parou para pensar o quanto a cobrança nos aprisiona? Tantas pessoas se cobram para ter um alto rendimento, mas, por se aprisionarem em tal situação, têm o mais baixo rendimento. Já vi pessoas se cobrarem tanto para tirar um “10” na prova – por isso, vivem uma angústia ao extremo –, mas acabam tirando uma nota 4, pois ficam presas à “expectativa de um 10”.

Pior é quando colocamos essa cobrança no outro, exigimos, colocamos metas e até obrigamos a pessoa a corresponder ao nosso “ego”, tornando-o prisioneiro de nossos desejos. Relacionamentos assim tendem mais à “explosão” que à verdadeira paixão.

A motivação visa o bem; a cobrança visa o interesse de alguém. Incentivar e entusiasmar não são tarefas fáceis, mas é possível as realizar. Todos nós trazemos certa dose de cobrança em nós. Já nascemos assim. Quando éramos crianças, chorávamos para “cobrar” o peito da mãe, o colo do pai, o brinquedo do irmão. Temos essa tendência, ela está em nós.

Quando surgir o impulso de cobrança, que tal escolher o caminho da motivação, do incentivo e do entusiasmo? O resultado será mil vezes mais satisfatório e livre. Pense: em vez de cobrar uma visita do seu namorado nos fins de semana, por que não o incentivar a estar mais com aqueles que moram com você? Em vez de cobrá-lo para conversar mais com sua mãe (a sogra!), por que não o motivar a descobrir nela virtudes até então escondidas?

A maneira com que levamos a vida pode fazer de nós e dos outros mais leves ou pesados. Fica a dica!

Em vez de cobrar, que tal motivar? A maneira como nos colocamos no mundo determina o lugar que ocupamos no coração de quem amamos!

Por Adriano Gonçalves, via Canção Nova. Texto publicado no site Aleteia.

05 de Novembro - Dia Nacional da Língua Portuguesa

Atualmente, a língua portuguesa é o 5º (quinto) idioma mais falado do planeta.

Origem do Dia Nacional da Língua Portuguesa

No Brasil, o Dia Nacional da Língua Portuguesa foi criado a partir do decreto de lei nº 11.310, de 12 de junho de 2006, estipulando a celebração para o dia 5 de novembro.

A escolha desta data é uma homenagem ao escritor e político brasileiro Ruy Barbosa, que nasceu em 5 de novembro de 1849, e é considerado um grande estudioso da língua portuguesa.

Ao todo, nove países têm o português como língua oficial ou dominante. São eles Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Guiné Equatorial. A língua portuguesa é o quarto idioma mais falado no mundo, atrás do mandarim, do espanhol e do inglês. 

A língua é utilizada por 261 milhões de pessoas. "O Dia Nacional da Língua Portuguesa e Cultura recorda a existência de uma herança histórica, cultural e linguística que une países com culturas bastante diversas. É importante celebrar e reafirmar a importância da língua portuguesa como meio de difusão da criação cultural entre os povos que falam português e de projeção internacional dos seus valores culturais”, afirma Rosângela Gomes (presidente da Rede de Mulheres Parlamentares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)).

Fonte: Site Calendarr e Câmara dos Deputados.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

“O outro par” - curta inspirado na historia de Ghandi ganhou prêmio no Festival de Cinema

A diretora tem 20 anos de idade, Sara Rozik. O filme retrata a Lei do retorno. Faça pelo outro o que gostaria que fizesse por você. Mas sem esperar que o outro retribua.

O filme egípcio “O OUTRO PAR”, com apenas 2 minutos de duração, ganhou o prêmio de melhor curta no Festival de Luxor, em 2014.

A diretora tem 20 anos de idade,Sara Rozik. O filme retrata a Lei do retorno. Faça pelo outro o que gostaria que fizesse por você. Mas sem esperar que o outro retribua.

A obra de Sara Rozik foi inspirada por um verdadeiro incidente que envolveu Mahatma Gandhi.

Ghandi, nas suas memórias, lembra que certo dia, ao entrar num comboio na Índia, escorregou e perdeu um sapato . Para espanto dos seus companheiros, ele calmamente tirou o outro sapato e lançou-o para o cais de forma a cair perto do primeiro, enquanto o comboio se afastava da estação. Um passageiro perguntou-lhe porque fez isso. Gandhi sorriu e disse: – Se um homem pobre encontrar apenas um sapato de nada lhe servirá. Agora ele terá um par, que eu tive a honra de doar.

O curta-metragem desenvolve-se em torno de um menino pobre com um velho chinelo quebrado, mas ele tenta consertar, pois essa é a única forma pela qual ele conseguirá andar sem ferir o seu pé.

Cansado, o menino senta-se no fim de tentar consertá-lo, sem sucesso, quando algo inesperado acontece…


Fonte: Site Bem Mais Mulher

O Papel do Brasil no Acolhimento dos Povos

Apesar da grave crise política e econômica que abate o Brasil, o país é reconhecido por ter um povo receptivo e acolhedor.

Embora falte estrutura e política pública para tanto, em meio ao crescimento da crise dos refugiados, que tem atingido milhares de pessoas de diversas partes do mundo, como Síria, Afeganistão, e países do Oriente Médio e da África, em decorrência de conflitos, guerras, perseguições e grandes catástrofes, qual tem sido o papel do Brasil no acolhimentos dos povos?

Segundo dados das Nações Unidas para Refugiados, o Brasil tem se destacado pela generosidade que tem recebido esses povos, apesar de não estar na lista dos países que mais acolhem refugiados, até pela questão geográfica distante das zonas de conflitos.

Diante desse difícil momento que vive o planeta, cercado de sofrimentos de diversas ordens, buscamos compreender o papel do Brasil do ponto de vista espiritual. Destacada no livro

Coração do Mundo Pátria do Evangelho,  de Humberto de Campos por Chico Xavier, como uma nação pacífica que tem como capacidade acolher povos de diferentes nacionalidades.

A obra se refere ainda quanto a missão do Brasil em amar e amparar seus irmãos de jornada,  permitindo que o amor ao próximo e a solidariedade possam se sobressair além das fronteiras físicas: “As injunções políticas terão nela atividades secundárias, porque, acima de todas as coisas, em seu solo santificado e exuberante estará o sinal da fraternidade universal, unindo todos os espíritos”.

Descrita como a Pátria do Evangelho pelos espíritos de luz, somos convocados a missão de paz guiados por um comando invisível no limiar de um novo tempo. Vivemos um momento de grande transição entre combates coletivos e individuais, nos quais necessitamos nos direcionar pelos ensinamentos do Cristo para que sejamos capazes de vencer o egoísmo, que ainda nos separa, pois o flagelo da destruição reflete o desequilíbrio dos homens.

É preciso um olhar profundo para compreender de fato o significado dos momentos de crise como oportunidade de crescimento interior. Pela luz do Espiritismo compreendemos que por meio da Lei da Reencarnação, retornamos diversas vezes, vivenciando diferentes papeis, ou seja, um dia poderemos estar no lugar daqueles que hoje pedem socorro.

Voltando ao papel do Brasil no acolhimento dos povos,  a função histórica do Brasil no mundo, especialmente em relação à esperada nova civilização do Terceiro Milênio: “O Brasil pela bondade de seu povo, pela vastidão de seu território, por seu desenvolvimento agrícola e industrial é, no momento desta narrativa, a maior potência do mundo. Seu território está apto a receber inúmeras levas de emigrados, os quais, no contato com sua natureza prodigiosa, se recuperarão do traumatismo provocado pela guerra e integração o seu patrimônio humano”. (Livro Brasil de Amanhã)

Erika Silveira para o site Portal do Espírito

Prece fitness (humor e espiritismo)

Alberto resolveu começar a ser “fitness” logo na Páscoa, quando mais nos ronda aquele obsessor calórico: o chocolate… Por isso faz uma prece tentando convencer Deus a dar-lhe uma mãozinha nessa nova empreitada.

O Corpo Físico é uma ferramenta incrível que nos é concedida em cada encarnação para utilizarmos em nossa evolução espiritual, e para que possamos aproveitá-lo ao máximo, demonstrando assim nossa gratidão a Deus por essa dádiva, temos que cuidar dele muito bem. Praticando exercícios regularmente, mantendo uma alimentação saudável, evitando excessos. Ser gordinho não é um problema desde que a saúde esteja em dia.

Vídeo postado no Canal no Youtube Amigos da Luz


domingo, 3 de novembro de 2019

Desafios existenciais

O maior desafio da existência física é o bem viver.

A maioria das pessoas permanece sempre preocupada em viver bem, isto é: ser detentora de coisas, como uma residência confortável com piscina e espaço para recreação; um automóvel de preferência importado; um novo celular, equivale dizer, o mais recente; situação agradável na vida social; destaque e poder… Para consegui-lo, investe todos os esforços, mesmo aqueles que não são éticos, porque os seus são direitos inalienáveis, e quando algo acontece com características desagradáveis, logo, aborrecendo-se, interroga: Por que eu?

Nunca se preocupando em formular a pergunta em razão das ambiciosas situações de destaque, de imediato precipita-se no rumo do desgosto ou da revolta.

Seria o caso, entretanto, de inquirir de maneira quase igual, indagando-se: Por que não eu?

Todos fazemos parte do organismo social em processo de evolução, sujeitos às mesmas ocorrências nos mais diferentes estágios vivenciais.

A imaturidade psicológica e o egoísmo que predominam na coletividade humana são os responsáveis pelos comportamentos esdrúxulos e especiais que cada um deseja permitir-se, sem facultar aos demais as mesmas condições.

Manter a existência em clima de bem-estar constitui grave questão que exige esforço mental, moral e físico.

Vivemos em uma sociedade imediatista cuja formação espiritual é baseada em interesses do próprio indivíduo, que se não dá conta dos deveres para com o próximo e a Natureza. Em consequência, as suas são aspirações relativamente mesquinhas, porque destituídas de valores que engrandecem a vida.

Na atualidade, quando a violência toma corpo em cada atitude e as paixões de baixo nível são cultivadas com empenho, o ser humano perde o sentido existencial e desnorteia-se.

As aspirações do bom, do bem e do belo cedem lugar ao individualismo perverso, ao consumismo alucinado e ao exibicionismo que aliena.

Cada qual pensa em sobreviver de qualquer forma e o seu próximo é, sem dúvida, um inimigo em potencial.

O excesso de tecnologia desvaloriza o esforço pessoal nos relacionamentos e somente se pensa em aproveitar a oportunidade para fruir prazer, apesar da insegurança pessoal e do medo subsequente.

As várias expressões filosóficas, inclusive as pessimistas, abraçando o materialismo, reduziram o indivíduo à condição de fruto do acaso e ele somente deseja viver bem, mesmo que, momentaneamente.

É indispensável que se faça uma revolução espiritual urgente em busca de sentido moral e se terá como objetivo bem viver, isto é: respeitar a vida e torná-la ditosa sob a luz meridiana do amor conforme Jesus nos apresentou e viveu.

Divaldo Franco

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 19 de setembro 2019 republicado no Blog Espiritismo na Rede.

O Ciclo das Emoções

As emoções básicas do ser humano devem ser canalizadas de forma saudável

Ter inteligência emocional pode ser considerado a habilidade do século, tanto na vida pessoal quanto profissional. Conhecer as emoções dos outros e as suas próprias pode lhe ajudar a canalizar e controlar seu desempenho em diversas situações.

“Saber como agir, mesmo que com base na emoção, também é algo que deve ser treinado e pode melhorar nosso humor e autoestima”, conta Leandro Cunha, Especialista em inteligência emocional e terapeuta comportamental.

Para entender melhor as emoções, é possível olhar o ciclo básico, constituído das cinco principais: medo, raiva, tristeza, alegria e amor. Hoje em dia, emoções como o medo estão presentes em excesso.

“O medo de errar, de se frustar, ainda é muito presente. A partir do momento em que não se consegue controlar esse medo, e sim o contrário, a raiva aparece”, relata.

A raiva também precisa ser canalizada, usada em situações que podem ser produtivas para você, como na academia, para extravasar a emoção. Caso isso não aconteça e a raiva continue acumulada interiormente, a próxima emoção do ciclo é a tristeza.

“Essa tristeza que vem após a raiva, derivada do medo em excesso, é perigosa. Nesse momento, é a hora de fazer um esforço para interiorizar o reverso disso, a alegria”, explica Leandro.

Trabalhar a alegria é trabalhar sua criança interior. “A criança é aquela que já viveu mais momentos de alegria, precisamos resgatá-la. Fazer com que ela caminhe com o adulto é o que traz alegria e, em seguida, a última emoção do ciclo”, comenta.

Ao estar cercado daqueles que sentem o amor e ter interação com essas pessoas, você se encaixa em um círculo estável e emocionalmente seguro.

“Todos passamos por esse ciclo várias vezes durante a vida, é imprescindível voltarmos sempre ao amor, para manter nossa saúde. Entender e saber como agir dentro do ciclo aumenta a autoestima e autoconfiança, reduz conflitos de relacionamento e melhora o seu autocontrole, para que as emoções fluam tranquilamente”, finaliza o especialista.

Leandro Cunha (treinador em Inteligência emocional e Espiritual e presidente da FBIE - Fundação Brasileira de inteligência emocional) 

Por Verônica Pacheco para o site SEGS.