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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Duas reflexões de Chico Xavier

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Palestra do dia 27/02/2017 - Necessidade do espírito passar pela infância

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 383. Qual é, para o Espírito, a utilidade de passar pela infância?
      — Encarnando-se com o fim de se aperfeiçoar, o Espírito é mais acessível durante esse tempo às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados da sua educação(1).
Livro dos Espíritos, Capítulo VI 

É com esta pergunta e a reflexão acerca da resposta dos espíritos que começamos os trabalhos da próxima segunda-feira, noite de palestra púbica.

O LEAE receberá nossa companheira de longa jornada, Gladis Cassel, frequenta a Serf (Sociedade Espírita Recanto Fraterno), no Recanto dos Pássaros, e é estudante da doutrina espírita há 28 anos. A palestrante da noite nos trará reflexões sobre a 'Necessidade do espírito passar pela infância'.

Antes de falarmos sobre os ensinamentos espíritas, lembremos que é nesta época de nossas vidas que acontecem as descobertas. Um período que vai do nascimento até a adolescência. Embora curto, se trata de uma fase muito importante para o aprendizado que será levado para toda a vida. Os primeiros passos, as primeiras palavras, as emoções que se revelam, tantas coisas novas, aos poucos tudo vai ganhando forma, até que a criança vá se tornando cada vez mais independente e passe a compreender melhor o mundo ao seu redor.

Não há como lembrar ou falar sobre a infância, sem associarmos a esse universo especial das crianças, o papel da família, dos pais ou responsáveis por seu processo educativo,  que envolve cuidar, proteger, educar e transmitir os melhores valores.

No espiritismo e, acredito que em outras religiões também, a família assume uma função de grande importância na evolução dos espíritos que reencarnam como filhos ou dentro do mesmo circulo de convivência determinado. Cabe aos pais a missão de dirigi-los no caminho do bem.

Muitos são os artigos, textos, livros que abordam o assunto. A revista O Consolador, em 2008 destinou algumas páginas para abordar tal assunto. Na época alguns pontos da publicação foram destaques, como:

- A infância é uma fase de adaptação necessária ao reencarnante 
- Durante a infância o Espírito é mais acessível aos conselhos recebidos 
- A pureza e a simplicidade da criança constituem o nosso objetivo 

Nanci Martins, em um texto intitulado 'Importância e Necessidades da Infância', publicada no site Portal do Espírito, também reforça sobre a preciosidade da deste período na vida dos encarnados para a evolução e construção do caráter. "A educação moral, formação de hábitos bons, é imprescindível para a reforma espiritual (ordem, aceitação de regras, honestidade, sinceridade, valorização do trabalho, etc.) e consiste no conjunto de hábitos adquiridos", lembra ela que isso é feito nesta parte da vida: infância.

Destacando, ainda mais, a infância como um momento especial da existência, Allan Kardec publicou um artigo na Revista Espírita, em fevereiro de 1859: 

“A infância tem, ainda, uma outra utilidade; os Espíritos não entram na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, se melhorarem; a fraqueza da juventude toma-os flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência, e daqueles que devem fazê-los progredir; é, então, que se pode reformar seu caráter e reprimir seus maus pendores; tal é o dever que Deus confiou aos seus pais, missão sagrada pela qual terão que responder”.

Gladis complementa esses pensamentos, "este tema nos leva a refletir também sobre os cuidados e a educação que devemos disponibilizar às nossas crianças, enquanto pais, educadores e evangelizadores", frisa Cassel e chama a todos, não só os pais, à responsabilidade das crianças, tida muitas vezes como o futuro da sociedade.

Após tantos destaques do tema e provas de que o assunto rende, fica aqui, então, o convite para participação dos estudos da noite de segunda-feira, dia 27, com Gladis Cassel ministrando a palestra 'Necessidade do espirito passar pela infância', às 19h45, na sede do LEAE.

Bem e mal sofrer | Espiritismo sem Mistério

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Será que tem como bem e mal sofrer ou todo sofrimento é doloroso? Muitas vezes não entendemos o motivo de nossas amarguras, será que escolhemos no plano espiritual os desafios dessa vida? Que lições podemos aprender com as situações difíceis que passamos em nossas vidas?

Assista ao vídeo publicado pela TV Mundo Maior no dia 14 deste mês:


Divaldo Franco fala sobre o Carnaval

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A palavra Carnaval, segundo alguns linguistas, é composta da primeira sílaba de velho provérbio latino: Carne nada vale (carnis levale), também interpretado como “festa do adeus à carne”.

Equivale dizer que se deve aproveitar a vivência carnal para desfrutar-se até a exaustão os prazeres sensuais proporcionados pelos festejos.

A sua origem perde-se na poeira dos tempos, inicialmente entre os egípcios, em festa de homenagem a Ísis, mais tarde entre os judeus, os gregos, os romanos (as saturnais) até quando a Igreja o aceitou... Posteriormente, passou a ter aspectos mais amplos e Paris encarregou-se de divulgá-lo ao mundo. Na atualidade, o Brasil é o grande campeão do Carnaval, e, segundo o Guinness Book, o do Rio de Janeiro é o maior do planeta, com dois milhões e duzentos mil foliões, seguido pelo de Salvador, Recife, Olinda...

É a grande bacanal em que tudo é válido, desde que proporcione prazer.

À medida que os valores éticos foram perdendo a força do equilíbrio e da razão, tornou-se a grandiosa exposição de erotismo e de vulgaridade, a prejuízo da sensatez e da dignidade.

Realmente, não é o Carnaval o responsável pelos descalabros a que grande parte da sociedade se permite, mas, sim, a oportunidade para desvelar-se, cada qual, da persona que lhe oculta o ser profundo.

Objetivando ser uma catarse a muitos conflitos, momento de liberar-se da melancolia, de distrair-se, de sorrir e bailar, quase numa peculiar maneira de terapia do júbilo, os instintos primários assumiram o comando do indivíduo, fazendo-o liberar-se das paixões inferiores, por intermédio do exibicionismo e do total abuso sexual. Ao mesmo tempo, a fim de contrabalançar os limites orgânicos, as libações alcoólicas, as drogas de estímulo com graves consequências, os relacionamentos apaixonados e perigosos, a violência que se faz liberada pelos transtornos da personalidade.

Considerando-se a falsa finalidade do Carnaval, a festa em si mesma proporciona alegria, liberação de pequenos traumas, diverte, desde que vivenciada com equilíbrio e moderação. Transformada, porém, em elemento de sensualidade e de exorbitância do prazer, produz mais danos que satisfações, porquanto, logo passa, mas os hábitos e licenças morais permanecem, transformando a existência em um carnaval sem sentido, mais animalizando os seus adeptos.

Nessa efusão de promiscuidade a que muitos se permitem, o contágio de enfermidade infectocontagiosas, de transtornos emocionais e sonhos que se tornam pesadelos são os frutos amargos da grande ilusão.

Se desejas alegrar-te e participar dos desfiles alegóricos, ricos de beleza e de nudez erótica, procura manter o equilíbrio, lembrando-te, porém, de que és imortal.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 23-02-2017.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Existe destino?

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Aprendemos que o passado é imutável, o futuro é aberto; e o presente é o efeito das nossas decisões do passado e causa do nosso futuro.

Assim como planejamos o roteiro para uma longa viagem, antes de nascer, cada um, de acordo com a sua prontidão pode planejar os pontos principais da sua futura trajetória na Terra. Mesmo que nos afastemos do nosso projeto original, sempre faremos algum progresso, pois a chave da evolução não é fazer coisas grandiosas, mas tornar-se uma pessoa melhor. 

Se o plano era ser médico e isso não foi possível, há outras maneiras também eficientes de servir ao próximo. Afinal, se uma força externa estabelecesse o nosso futuro, não poderíamos ser responsáveis pelas nossas boas ou más ações. Aqui cabe lembrar a máxima cristã: a cada um segundo as suas obras.

Texto publicado no site Ser Espírita por Paulo Wedderhoff

Tempo é só questão de prioridade, disciplina e organização

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Já ouvi muitas pessoas dizerem e, eu mesmo, já disse inúmeras vezes: “Não tenho tempo”. Creio que você também assim se expressou em algum momento da sua vida…

Estava refletindo sobre o tempo como uma dimensão desafiadora, admirável, inexorável. Toda vez que penso no assunto, fico encantado e rendo-me a implacabilidade temporal!

Preferível, prudente e sábio é ter o tempo como aliado. Então, quando vivemos “correndo atrás do tempo”, é porque as coisas não estão bem e nós, provavelmente, não estamos dando conta de gerenciar a nossa própria vida.

Para não ficar perdendo tempo na tentativa inglória de uma batalha contra o deus Cronos, tomemo-lo como companheiro de jornada, pois, queiramos ou não, ele nos acompanhará do mesmo jeito. Se soubermos bem usufruí-lo, seremos felizes. Caso contrário, a história poderá ser outra, bem diferente.

Refletindo sobre esse curioso tema, cheguei à seguinte conclusão inconclusa, pois em se tratando do senhor tempo, quem manda é ele…

Tempo é questão de prioridade, disciplina e organização.

Não existe não ter tempo. Todos temos tempo, apenas elegemos prioridades diferentes, de acordo com os nossos interesses. Sempre que coloco algo como preferencial em minha vida, tomo todos os cuidados possíveis para que esse algo seja realizado, com qualidade e atenção. Não deixo para trás. Isso está em primeiro lugar. Assim, de hoje não passa, pois é prioritário. E, para o prioritário, eu arrumo tempo.

A disciplina, na sábia expressão de Emmanuel, precede a espontaneidade. Ou seja, para se agir espontaneamente é necessário ser disciplinado antes. A disciplina é uma virtude que nos coloca em condições de fazer tudo o que está ao nosso alcance, sem estresse e receios desnecessários. Quem é disciplinado sente que tudo conspira a seu favor, pois geralmente associa-se a essa característica outra igualmente importante quando falamos de tempo.

A organização é o melhor caminho para se ganhar tempo. Já lhe ocorreu de procurar algo e não encontrar? De deixar alguma coisa em algum lugar e ficar feito “barata tonta” à procura e nada de achar?! Fique tranquilo, pois isso já aconteceu comigo, com você e com muitas outras pessoas. Todavia, quando aprendemos a ordenar, arrumar, planejar, vemos o tanto que a nossa vida pode se organizar e como nos sentimos felizes pelos bons resultados que conseguiremos alcançar.

Nós damos conta do recado. É só uma questão de tempo!

Texto publicado no site da FEB escrito por Geraldo Campetti Sobrinho

EaD da FEB abre inscrições

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As inscrições do EaD Espiritismo da Federação Espírita Brasileira (FEB) – 1° semestre/2017 estão abertas. Basta acessar aqui, fazer o cadastro e seguir as orientações dadas na plataforma. Verifique com atenção cada etapa!

As vagas são limitadas e as inscrições serão encerradas a qualquer momento ao serem preenchidas as turmas.

Os estudos terão início no dia 04/03. Veja os temas disponíveis:

- Do surgimento da doutrina Espírita
- Princípios básicos da doutrina Espírita
- Módulo VI - Reencarnação
- Módulo VII - Pluralidade dos Mundos Habitados
- As leis morais - Módulo VIII - Lei Divina ou Natural
- As leis morais - Módulo IX - Lei de Adoração

Notícia publicada no site da FEB com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

Seja mais imprevisível

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Passamos a vida em busca da felicidade, seja através de um grande amor, do emprego dos sonhos, da casa na praia, do final de semana, das próximas férias para colocar a mochila nas costas e viajar pelo mundo. A gente fica nessa de procurar, procurar, procurar o que nos faz feliz e acaba por se perder de nós mesmos. Há algum tempo venho me questionando sobre o fluxo da vida. Por que tudo tem de ter uma aplicação prática ou uma explicação plausível? Quantos de nós passou anos sendo um soldadinho bem-comportado – trabalhando, estudando, votando, produzindo, sem nunca perder um prazo, sem se atrasar, zelando por pessoas, pelo trabalho, pelo nome na praça? Será que essa nossa vida tem de ser apenas de dever? Onde fica o sentir do nosso peito, esse verdadeiro GPS onde Deus se manifesta e nos mostra a real direção?

Qual o problema em viver de improvisos? A vida não vem com manual de instrução e é humanamente impossível fazer tudo sempre perfeito. Somos alunos dessa escola chamada vida, esse “tempinho horroroso” cheio de momentos deliciosos. Por que tantas críticas, autocríticas, perfeccionismo, pose de durona ou machão? Os relacionamentos amorosos são hoje verdadeiras competições de videogame, em que perde ponto quem manda a primeira mensagem, ganha ponto quem passa horas sem responder. Vence o mais desapegado, o independente, auto suficiente, esperto. E assim nos tornamos cada vez mais solitários, rodeados por uma enorme muralha de ressentimentos entre nós e o outro, cantando vitória em uma cama fria. Por orgulho? Por medo?

Que tal pegarmos mais leve conosco e com o mundo? Chega de ficar nessa de querer ter, ser, ou impressionar. No final das contas, nós não temos nada, tudo é emprestado – nossa casa, nosso carro, nossos bens materiais, nossos relacionamentos, amigos, familiares. Tudo deverá ser devolvido assim que finalizarmos nossa estadia por aqui. As únicas coisas que nos pertencem carregamos em nossa memória, em nossa capacidade de sentir e aproveitar os momentos e as pessoas.

Seja mais imprevisível. Deixe a vida te levar, siga o fluxo. Algumas coisas não precisam mesmo fazer sentido, basta apenas que acelerem nosso coração. Fuja do controle. A única segurança que temos é que a inteligência Divina está no comando da vida. Não permita que as preocupações do amanhã te impeçam de viver o hoje. Esqueça a chegada, viva o caminho. Desfrute da felicidade de viver com as pessoas que você convive e de usufruir das coisas que você já possui. Sinta plenamente tudo que o você já faz e faça de cada momento seu uma oração. E quando lhe der aquele frio na espinha, ainda assim não hesite. Respira fundo, entrega para o Universo e confia, pois somente quem caminha de mãos dadas com ele se dá a oportunidade de conhecer todas as estradas do infinito.

Texto escrito por Camila Garcia publicado no site da TV Mundo Maior.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Palestra do dia 20/02/2017 - Amai os vossos inimigos

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Sem dúvida este é um dos ensinamentos de Jesus mais difíceis de praticar. Mas, na tentativa de seguir os passos do Mestre e fazendo jus à nossa existência, coloquemos em prática ainda assim. Iniciando isso, refletimos sobre a lição... parece controverso amar os inimigos, não? Complicado de entender e quase impossível de ser posto em prática através de uma vivência?

Mas na palestra de segunda-feira próxima, dia 20, teremos muitas reflexões acerca do tema. Rosária Maria nos ajudará a entender melhor esse ensinamento, às 19h45, na sede do LEAE, como toda segunda de palestra pública.

De acordo com a palestrante, a ideia da noite é lembrar que o Evangelho é o toque na consciência, isso nos ajuda a enfrentar as dificuldades de praticar quaisquer lições deixadas pelo Cristo. "Ao convite, Jesus dá o esclarecimento. O amor ao inimigo é uma das mais altas expressões de amor", frisa Rosária. Complementa dizendo que isso tudo tem a ver com alteridade, com compaixão e com o fato de que nos oportunizamos conhecer e enfrentar nossos próprios erros, corrigi-los, a nosso benefício, através do perdão ao outro. "É o caminho da paz que tanto buscamos", ressalta ela.

Não nos esqueçamos que orando em benefício dos que nos ferem, evitamos maiores perturbações em torno de nós mesmos. Sigamos as lições do Capítulo XII de O Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE): Amai os vossos inimigos.

Eliminando os pensamentos negativos

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Sabe aqueles pensamentos fixos que começam a rodar na sua cabeça e te colocam para baixo? Não importa o que faça ou para onde olhe, tudo te faz lembrar daquela situação ruim. Parece que isso nunca mais sairá da sua cabeça, né? É sobre isso que vamos falar aqui.

Esse mal-estar com os pensamentos costuma acontecer depois de uma discussão, ao saber de uma notícia ruim, ou por se abalar com algum problema, com alguma situação que caiu no seu colo - os famosos pepinos e abacaxis. Em outras palavras, isso acontece depois que passarmos por situações que nos contaminam com pensamentos ruins e que nos impregnam, e contagiam nossas emoções e sentimentos de forma negativa.

As pessoas me perguntam: “Bruno, eu conheço várias técnicas para dissolver pensamentos e sentimentos negativos, mas alguns não vão embora. O que eu faço para desviar o foco? Como eu faço para mudar tudo isso?”. Eu vou te explicar como fazer isso através de alguns passos simples. Você pode sentir dificuldade, mas é possível para qualquer pessoa.

A gente atrai problemas inconscientemente

Os pensamentos negativos estão associados ao campo de energia de cada pessoa. O pensamento negativo ficará mais forte quanto mais forte for a influência do problema e da dor no seu campo de energia.

Há algo que nos ajuda a entender por que isso acontece. Quando você adquire um pensamento em função de alguma coisa que a gente não sabe exatamente qual é vem e vai facilmente, quer dizer que ele tinha uma ressonância mais fraca com você. Mas se o pensamento negativo surgiu por causa de um problema que você está enfrentando, e ele fica tão forte que não tem o que o faça ir embora, quer dizer que você está em total ressonância com o problema. Para saber se é esse o seu caso, imagine que esse problema que está acontecendo na sua vida hoje é algo que você já tem medo que aconteça há muito tempo; ou é algo que já aconteceu em outras situações e você não quer que aconteça de novo; ou esse problema ou negatividade que está presente na sua vida já tem um histórico, você já está traumatizado com ele.

Nessas situações, o seu campo de energia tem muita afinidade com o problema. Uma situação nova ligada a esse problema ou uma situação parecida se instala na sua vida porque você está alimentando o problema. Ou seja, o problema já está há tanto tempo com você em forma de pensamento que ele acabou se integrando à sua aura.

Essa é uma das razões pelas quais. muitas vezes, não conseguimos eliminar um pensamento negativo. De certa forma, ele já faz parte da nossa aura. O fato é que, quando você permite que pensamentos e sentimentos negativos cresçam dentro de você, cria-se um espaço para eles no seu campo de energia. Quanto mais você os pensa e os sente, mais os fortalece dentro do seu campo, até que eles são incorporados à sua matriz energética. Quando isso acontece, as coisas ficam mais complicadas.

Limpando os pensamentos negativos que não vão embora

Isso acontece tanto para coisas boas como para coisas ruins. Quando começa a querer atingir uma meta com frequência, você a atrai com mais facilidade. Quando você teme com frequência que algo aconteça, isso acaba acontecendo. Então, reforçando o que já disse: o pensamento negativo não vai embora porque ele é uma entidade que já faz parte do seu corpo energético, mas você ainda não tinha se dado conta disso.

Abaixo, eu vou dar algumas dicas simples e básicas, e que só terão se forem aplicadas em conjunto.

Dica 1: Atividades físicas que te façam suar e cansar

Cuide do seu condicionamento físico, faça um check-up médico antes de iniciar as atividades físicas. Se você não uma pessoa ativa fisicamente, tome cuidado quando for iniciá-las. Mas, quando perceber que um pensamento negativo não sai da sua cabeça, faça exercícios físicos que te levem àquele estado de exaustão em que você fique muito cansado.

Indico essa prática porque, quando você faz algum exercício exaustivo, a sua oxigenação aumenta, fazendo com que a sua aura se expanda. Dessa forma, aqueles padrões de pensamento negativos que estão incorporados serão quebrados pouco a pouco.

É importante apenas lembrar que a exaustão não é para ultrapassar o limite do seu corpo, causando lesões; faça uma atividade até que você se sinta aceitavelmente esgotado.

Dica 2: Viva sem a reclamação

Sabe aquelas coisas desagradáveis que acontecem? Imagine um trauma da sua vida, alguém que te magoou, que te fez mal. Aposto que você falou sobre isso com muita gente. Mas, deixa te contar um segredo: a cada vez que você fala isso, você reativa o campo de energia da reclamação, e, dessa forma, o pensamento negativo não vai embora.

Os nossos problemas na vida deveriam ser contados apenas para um especialista ou para um terapeuta, um coach, um psicólogo ou psicanalista, algum profissional que nos ajude a lidar com a emoção, e a tratá-la.

Então, pare de falar de um assunto que te desagrada com outras pessoas. Não cite nomes, pois você ao fazer isso, cria-se uma ancoragem que só vai piorar a situação.

Dica 3: Dê atenção para o que realmente importa

Foque nas coisas que você ama fazer, num livro, no seu trabalho, num hobby... Desenvolva essas atividades para cortar a sintonia com pensamentos negativos. Quando vier aquele pensamento novamente (porque ele está na sua aura ainda), você não fala. Se você já está fazendo exercício uma vez por dia, por exemplo, ou faz por alguns dias seguidos para se limpar, e eu tenho certeza de que você terá um resultado maravilhoso.

Dica 4: Conexão e troca energética com a natureza

Ande no meio da mata ou no meio da natureza. Fique perto de lugares onde não há muitos prédios, nem tantos carros. Faça uma caminhada num lugar desses, faça essa troca por 15 minutos.

Se você mora em um grande centro, entre em uma grande floricultura e compre um vaso de planta, ou não compre nada, mas ande dentro da floricultura para trocar energia com as plantas. Vá a algum parque ou algum bosque. Você consegue, afinal, está procurando ajuda.

Dica 5: Bom humor

O bom humor vai limpar a sua aura. O riso verdadeiro e espontâneo nos faz mexer todos os nervos e músculos, é relaxante.






Dica 6: Não mais orações com súplicas

Você pode rezar, mas sem iniciar com súplicas e reclamações. A forma mais adequada de começar a oração é pela elevação dos pensamentos. Por isso, eu criei o guia da Conexão de 4 Etapas que ensina o jeito certo de fazer a sua conexão, a sua oração, a sua prece. Basta você clicar aqui e colocar o seu e-mail para baixar agora mesmo o seu guia que ensina como fazer a sua conexão. Você vai ver que pode fazer várias vezes ao dia, e isso vai mudar a sua sintonia e sua aura.

Um grande abraço, fique com Deus, e muita Luz!

Texto publicado no site da Revista Cristã de Espiritismo por Bruno Gimenes e equipe Luz da Serra

As Leis Morais

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A Federação Espírita Brasileira (FEB) lançará ao longo do ano campanhas em homenagem aos 160 anos de O Livro dos Espíritos. Todo mês será lançada uma nova microcampanha em comemoração à obra. Confira um dos cartazes disponíveis para a primeira, “As Leis Morais”:


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Adeus, tristeza!

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O bom humor é uma virtude necessária para a nossa felicidade na Terra. Em vista disso, devemos treiná-lo como qualquer outra aquisição, porque saber não é ser. Conhecer é o primeiro passo, mas é na prática que iremos entrar na posse desse tesouro incalculável que se encontra à nossa disposição: o bom humor.

Quando a felicidade é nossa meta, conseguimos antever a alegria e o contentamento, construindo e fortificando o “agora” na paz que irradia de nossa decisão de ser feliz. Quem quer ser feliz, precisa fazer-se feliz. Precisa sentir-se responsável por isso.

Paulo, o magnânimo Apóstolo dos gentios, escrevendo ao povo de Corinto, instruiu: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”. (1)

Não se referia o apóstolo com o verbo “dar” somente à caridade material. Ele fala do tesouro da alegria que precisamos ter no coração para distribuir em nossa vida de relação a todos os que nos rodeiam, começando pelos familiares. É no lar que se constrói a sociedade. Se não temos paciência com nossos familiares, se o bom humor não faz parte do nosso dia a dia, como poderemos ser bons vizinhos, tratar bem os colegas de trabalho, tolerar as ocorrências desagradáveis – que são muitas – se não possuímos esse hábito salutar.

Os Espíritos Superiores responderam a Allan Kardec que há uma soma de felicidade comum a todos os homens: “Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro”. (2)

Mas nós nos perdemos na questão do necessário e do supérfluo e passamos a reclamar da vida, e o que é pior: nos sentimos injustiçados, deixando que a tristeza tome conta do nosso mundo interior.

Estamos acostumados a pensar nas coisas ruins. Nossos problemas viram motivo de conversa com os outros. Isso faz com que nos sintamos mal. Precisamos dar um foco positivo, valorizando a vida que é bela e consentida por Deus.

Até a marchinha carnavalesca do grande músico Tom Jobim nos excita a pensar que a felicidade é fugaz e a tristeza não tem fim:

            Tristeza não tem fim, felicidade sim. A felicidade é como a pluma

             Que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve

             Precisa que haja vento sem parar.

             A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor

            Brilha tranquila depois de leve oscila

            E cai como uma lágrima de amor.

Kardec comentou a resposta dada pelas Entidades Sublimadas sobre a causa da infelicidade humana:

“De ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo que resumia a sua felicidade suprema.

Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, desde que não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com os que outros consideram calamidades”. (3)

“O homem criterioso, a fim de ser feliz, olha sempre para baixo e não para cima, a não ser para elevar sua alma ao infinito”. (4)

Para que a tristeza não tome conta de nós e sejamos felizes, devemos nos aceitar e amar tudo o que nos pertence, buscando a disciplina do bom pensamento, da boa palavra, da boa ação e não cobiçar as coisas alheias.

Estejamos sempre alertas contra a tristeza, construindo em nós a boa vontade e a aceitação das coisas que não podemos mudar, evitando comentários ruins que irão nos prejudicar, assim como a todos os que se encontrarem em sintonia conosco.

Xô, tristeza!
Muita paz!

Notas bibliográficas:

1 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, 9:7.

2 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Parte 4ª, capítulo I, questão 922.

3 – Idem, ibidem – Comentários à questão 933.

4 – Idem, ibidem –  Parte 4ª, capítulo I, questão 923.

Texto publicado no site de O Correio Espírita, por Itair Ferreira

Qualidade - a grande crise da atualidade

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Não há praticamente nenhuma conversação que seja entabulada em que logo, logo não se comece a falar de crise, de dificuldades materiais de todo tipo... Problemas em geral ligados à situação econômica, financeira e social.

É certo que vivemos no mundo material enquanto encarnados; certo é que neste mundo necessitamos de condições materiais que possam nos oferecer uma situação de vida física minimamente digna, com possibilidades de trabalho, de moradia e abrigo, acesso à educação e à saúde, segurança e proteção. Tudo isso, na presente organização social, de uma forma ou de outra, deve ser garantido pelas entidades administrativas e autoridades criadas para esse fim.

Naturalmente, dentro desse contexto, existe a nossa contribuição, a nossa parte ativa no cumprimento dos deveres que nos cabem como cidadãos inseridos num determinado momento, numa determinada conjuntura social. Saber que existem indivíduos e instituições responsáveis pela prestação dessas condições à população não significa assumirmos uma atitude passiva, sempre na expectativa de que outros promovam uma situação social melhor.

Um mestre oriental, Thich Nhat Hanh, afirmou: “O momento presente é o único momento disponível para nós e é a porta de todos os outros momentos”. O que vem de encontro a um sábio ditado popular: “Não deixe para amanhã o que pode (e deve) ser feito hoje”.

Vamos refletir um pouco sobre o que foi dito acima. Efetivamente, na verdade não vivemos no passado nem no futuro – nossa vida se processa sempre no presente! Ele é, portanto, o único e precioso momento para realizarmos seja o que for; e assim, consequentemente, este momento é o nascedouro de todos os outros “momentos presentes”! Por isso compreendemos que o “amanhã é agora”, que só existe o agora, o amanhã é expectativa ilusória, pois sempre e somente vivenciamos o presente! O que construímos é o presente, não o futuro.

Parece complexa a minha colocação, mas na verdade é muito simples. Essa a razão do título dessa matéria – qualidade, a grande crise da atualidade. Porque as nossas preocupações fundamentais não são com a presente qualidade do que estamos fazendo; com a presente qualidade dos nossos pensamentos, das nossas atitudes; qual a qualidade do que estamos realizando hoje a fim de vivenciarmos um presente menos oneroso, menos pesado, menos angustiante.

Qualidade é um requisito indispensável para tudo. E não se aplica somente a atitudes dos outros. Porque não podemos colocar qualidade nos feitos alheios, nem nos fatos perpetrados por outrem. Feitos e fatos refletindo no momento presente, não no passado nem no futuro.

Cada criatura, cada um de nós, precisa elaborar o sentido de qualidade dentro de si mesmo, como se elaborando uma joia preciosa. Joia que na verdade já existe dentro de nós, semente crística de qualidade extrema adormecida em nosso íntimo... Jesus foi muito claro ao nos incentivar a deixarmos brilhar a nossa luz...

Portanto, verdadeiramente, se tivermos coragem para nos enfrentar, constataremos que a crise não está fora, mas dentro de nós, de cada um de nós que aceita quase que passivamente o envolvimento com a grande onda negativista densa e opressora que a nossa ignorância e o nosso comodismo levantaram contra nós mesmos, seus criadores...

Não têm sido poucas as advertências de bons amigos encarnados e desencarnados, ao mesmo tempo nos convocando para mudar a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos, no sentido de opormos a essa onda negativa uma grande onda positiva, luminosa porque carregando em seu bojo a luz divina de cada um.

É desse modo que estaremos construindo no momento presente, o único disponível, uma sociedade com outro entendimento do que seja qualidade: qualidade em todas as atividades, qualidade em todos os anseios, qualidade em todos os objetivos, qualidade em todos os relacionamentos. Construirmos a nós mesmos como seres de qualidade – “sois deuses, fareis o que eu faço e muito mais”, isso nos assegurou o Nazareno...

Allan Kardec, em Obras Póstumas, afirma que: “A doutrina espírita não se limita a formar o homem para o futuro; forma-o também para o presente, para a sociedade”. E Deolindo Amorim, em Análises Espíritas, assevera que: “Embora se preocupe diretamente com a vida extraterrena, não deixa o Espiritismo, todavia, de cogitar do bem-estar humano, discutindo os aspectos fundamentais da questão social”.

E todos compreendemos que o bem-estar social, bem como a formação do homem, dependem integralmente da qualidade que ele possa imprimir em sua vida, em função da qualidade de seu livre-arbítrio, o qual determinará a qualidade de sua atuação, quer na condição física quer na extrafísica.

Texto publicado no site de O Correio Espírita por Doris Madeira Gandres.

O Espiritismo pode ajudar na cura da depressão?

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O site Um Caminho tem uma coluna intitulada "Dúvida do leitor". Do dia 11 a questão foi sobre depressão.

Dúvida do leitor:

Sofro de depressão. Gostaria de saber se através do Espiritismo posso me curar deste mal terrível.

Resposta:

O fenômeno da depressão precisa ser examinado sob dois aspectos:
a) psico-social
b) psico-fisiológico

Sob o ponto de vista psico-fisiológico, não há como descartar os recursos que a farmacologia de uso psiquiátrico e neurológico oferece nos dias atuais para o reequilíbrio orgânico dos mecanismos cerebrais relacionados ao humor e ao ânimo dos indivíduos, através do uso adequado de neurotransmissores como, por exemplo, a serotonina, noradrenalina e dopamina.

Neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios (as células nervosas), com a função de biossinalização. Por meio delas, podem enviar informações a outras células. Podem também estimular a continuidade de um impulso ou efetuar a reação final no órgão ou músculo alvo. Os neurotransmissores agem nas sinapses, que são o ponto de junção do neurônio com outra célula.

Sob o ponto de vista psico-social, o ser humano enfrenta, a cada dia com maior incidência, alguns efeitos da vida moderna que o levam ao comportamento depressivo ocasional ou crônico. Estes efeitos geralmente traduzem-se em: medo, ansiedade, solidão… Normalmente causados por: frustrações, perdas, preocupações com o presente e o futuro, falta de auto-aceitação, falta de aceitação do outro, dentre outros fatores. E a falta de Deus no cotidiano emocional e afetivo das pessoas, sem dúvida alguma, contribui para o agravamento desses sintomas que levam ao processo depressivo.

Respondendo objetivamente à sua pergunta, podemos afirmar com segurança: sim, através do Espiritismo você pode curar-se da depressão!

Porém, não é o Espiritismo que fará algo por você. Através dele, você conhecerá melhor a origem das dores de sua alma. Conhecerá melhor a si mesmo. Entenderá o sentido da vida. Compreenderá melhor o valor do sofrimento para o seu aprimoramento como espírito imortal. Encontrará em Jesus o Caminho, a Verdade e a Vida. Terá a certeza de que estamos todos neste mundo de passagem para enfrentarmos provas para nosso crescimento e expiações do pretérito de outras vidas. E, sobretudo, aprenderá a importância do amor verdadeiro e da benção do serviço ao próximo, o que te dará a certeza de que “fora da caridade não há salvação”.

Assim, com uma vida renovada e repleta de sentido, você encontrará as forças de que precisa para livrar-se de medos e angústias, tornando-se alguém mais confiante e preparado para lidar com as imperfeições do nosso mundo.

Mas é fundamental que você cuide em paralelo desses dois aspectos: o físico e o espiritual. Procure apoio de um bom neurologista, psiquiatra ou psicoterapeuta. Se a sua depressão for crônica e já durar muito tempo é provável que seu organismo físico já tenha sido fortemente impactado, de forma que o apoio de medicamentos específicos provavelmente será fundamental para a reconstituição adequada de seu equilíbrio psico-físico. Caso, no entanto, você entenda que o aspecto psico-social seja o maior fator desencadeador do processo depressivo, é possível que o fortalecimento espiritual através da frequência contínua à Casa Espírita, associada ao estudo sistematizado da Doutrina e às sessões de passes magnéticos (procedimento padrão das Casas Espíritas), possa ser suficiente para a restauração de suas energias afetivas e emocionais e, por conseguinte, da cura da depressão. Em alguns casos dessa natureza, o apoio complementar de uma terapia com psicólogo ou psicanalista pode ser necessário e trata-se de uma decisão de foro íntimo, com o auxílio natural de seus familiares queridos.

Recomendamos que assista este vídeo com Divaldo Franco, onde ele detalha coisas muito importantes que lhe serão muito úteis em sua busca para a cura deste terrível mal que o aflige, neste momento.

Assista:


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Mau pensamento

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Revista Espírita retrata o papel de Kardec na construção do Espiritismo

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Ultimamente tenho recomendado, com ênfase, o estudo da Revista Espírita, publicação que Allan Kardec dirigiu de janeiro do ano de 1858 até o momento de seu desencarne, em março de 1869. Ainda desconhecida do público (Revista Espírita), é neste periódico que o estudioso do Espiritismo encontrará, de forma mais veemente, a atuação de Allan Kardec na produção da doutrina, além, é claro, de voltar ao tempo e entrar em contato com a história do Espiritismo.

Há reflexões muito interessantes. Kardec, por exemplo, de forma muito educada e cortês permite-se discordar dos Espíritos e, com maestria, discorrer sobre uma ideia de forma irretocável. É assim que ele faz numa comunicação do Espírito Lázaro, inserida na revista do mês de maio do ano de 1862, sobre o instigante tema “Os instintos”. Ressaltamos que Kardec discordou da posição de Lázaro, porém com total respeito, sem atacá-lo ou diminuí-lo, ao contrário, inicia sua crítica agradecendo-o e elogiando suas constantes contribuições.

Dentre os mais variados temas da revista, destaco, também, uma instrução de Kardec referente à publicidade das mensagens espíritas. A instrução citada está no número de janeiro da revista de 1862.

Kardec aborda a importância de dar publicidade às mensagens espíritas e faz relevantes ponderações, levanta pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades das ainda parcas possibilidades de publicidade da época. Pode-se dizer que ali Kardec fez uma análise SWOT, análise esta que identifica os pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades que as instituições encontrarão em seus respectivos cenários. Vale lembrar que a análise SWOT só veio ao mundo no século XX, obedecendo às necessidades das organizações de se planejarem.

Ainda no texto pertinente à publicidade das mensagens espíritas, Kardec desculpa-se com o leitor por tratar de coisas puramente materiais, haja vista que toca em pontos financeiros para o sucesso das publicações, num espaço destinado às coisas celestes, todavia, ressalta que o faz por julgar necessário e com o objetivo de divulgação da mensagem espírita.

O tema financeiro, aliás, ainda é um tabu para o espírita. Indubitavelmente Kardec não teria problemas em aplicar grandes somas para que a divulgação espírita se tornasse pujante e atingisse um grande número de pessoas. Aliás, muitos o acusavam de enriquecimento à custa do Espiritismo, o que é sabido não ser verdade. Kardec tinha a ciência de que sem os recursos materiais necessários seria impossível atingir o pleno sucesso na divulgação espírita.

O que se percebe no estudo da Revista Espírita é um Kardec altamente envolvido com a divulgação do Espiritismo, alguém que empenhou todos os seus esforços para o sucesso da doutrina.

Imagino-o nos dias de hoje, com tantas possibilidades à sua disposição para levar o Espiritismo aos mais recônditos rincões deste planeta, certamente os utilizaria em plenitude. As redes sociais, pois, seriam um local em que se encontraria Kardec com muita facilidade. Teria, muito provável, perfis em Facebook, Twitter, Instagram e, fatalmente, espaço em jornais não espíritas.

Kardec foi muito corajoso e a dimensão de sua vinda à Terra ainda estamos distantes de entender.

Por isso, para que compreendamos, mesmo que palidamente, um pouco da importância de sua reencarnação no século XIX, faz-se fundamental debruçar-se nas páginas da Revista Espírita.

Fica, então, registrada a sugestão ao leitor e estudioso do Espiritismo.

Texto publicado no sita revista O Consolador, em Crônicas e Artigos, Ano 10 - N° 497 - 1° de Janeiro de 2017, por WELLINGTON BALBO (wellington_balbo@hotmail.com), Salvador, BA (Brasil)

Preocupação com o amanhã

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Não nos preocupemos demasiadamente com o dia de amanhã. Vivamos o dia de hoje da melhor maneira que pudermos. O dia de hoje é o mais importante na nossa vida, porque dele depende o nosso amanhã. 

Hoje tudo o que plantarmos de bom ou de mal dará bons ou maus frutos. O passado já foi e não tem volta. Infelizmente há pessoas que só pensam em deixar tudo para amanhã.  Não podemos nos esquecer de que o amanhã é incerto. Só temos a certeza do hoje. 

Então tudo o que pudermos fazer de bom, façamos hoje. Sejamos alegres, aproveitemos os momentos com aqueles que amamos, tenhamos nos lábios sempre uma palavra amiga e de conforto para os outros. Procuremos sorrir, brincar, manter a alegria em nós e no ambiente em que nos encontrarmos, hoje, no presente. 

O amanhã a Deus pertence, porém, o que colheremos amanhã será o resultado daquilo que semearmos hoje. 

Pensemos.

Texto publicado no site Gotas de Paz

Meditar ajuda?

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Construir o hábito da meditação é oportunizar-se um momento único de contato com a própria intimidade. Aquietar a própria mente é a oportunidade de estarmos em sintonia conosco mesmo e com Espíritos amigos, que aproveitam desse momento especial para nos inspirar.

Reflexões com Alírio de Cerqueira Filho, vice-presidente da Feemt e facilitador do Projeto Espiritizar.

Veja o vídeo:


Palestra do dia 13/02/2017 - Amar ao próximo como a si mesmo

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Quem não lembra dos mandamentos? Aqui, lembremos do resumo muito disseminado: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo“. Esse ensinamento é básico para quem inicia os estudos e conhecimento da doutrina cristã. E é mais atual, mais inserido na sociedade hoje do que pensa!

Existem milhares de livros, estudos, palestras tratando deste mandamento sob os mais variados pontos de vista. Relativamente todas acabam se resumindo nos mesmos pontos. Pensemos do ponto inicial da questão: todo ser humano é – o Evangelho inteiro afirma isso claramente – nosso "próximo", homem ou mulher, amigo ou inimigo, a quem se deve respeito, consideração, apreço. O amor ao próximo é universal e pessoal ao mesmo tempo. Abraça toda a humanidade e se especifica “naquele que está ao seu lado”. Agora, uma reflexão além da própria reflexão: qual a facilidade desta prática?

Nesta próxima segunda-feira, dia 13, Antonio Carlos Buscariol, ou apenas Toninho, nos presenteará com ponderações a respeito deste ensinamento maior: Amar ao próximo como a si mesmo, constante no capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE). 

De acordo com o palestrante a intenção é abordar várias vertentes do Mandamento Maior:  a Lei do Amor, o Egoismo, a Fé e a Caridade e Caridade para com os criminosos. Bem dentro da nossa realidade, não? Com tanto caos envolvendo nossos irmãos encarcerados, tanta violência...

Este é um assunto tão vasto e com tantas nuances que Sérgio Biagi Gregório, um pesquisador voluntário em Filosofia e Espiritismo, fez um estudo escrito sobre Amar ao próximo como a si mesmo, em 2001, publicada no site do Centro Espírita Ismael. Na introdução do trabalho Gregório diz:

O objetivo deste estudo é analisar cada um dos termos da frase, ou seja, "o amar", "o próximo" e "o si mesmo", extraindo daí conhecimentos mais profundos sobre o alcance moral de tal assertiva.

Em sua conclusão, finaliza com o seguinte:

Amar ao próximo como a si mesmo é um trabalho árduo que deve começar bem, pois caso contrário o resultado é nulo. Muitas vezes implica num sacrifício total da liberdade humana, coisa que nem sempre estamos dispostos a praticá-la.

Mais claro que devemos assistir à palestra de segunda-feira não dá, não é?!? Relembrando, receberemos o Toninho com reflexões sobre o capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE): "Amar ao próximo como a si mesmo", às 19h45 na sede do LEAE.

Antônio Carlos Buscariol, ou Toniho, título que ele mesmo insiste em lhe dar, atualmente frequenta a Sociedade Espírita Recanto Fraterno, no bairro Recanto dos Pássaros e estou na doutrina espírita como estudante (colocação dele mesmo) deste 1996 aproximadamente.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Paciência e compreensão

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Aceitarás a dificuldade, não por fardo de aflição que te arrase as energias, mas por ensinamento que te habilite à mais ampla aquisição de experiência.

Não te rebelarás contra a enfermidade.

Saberás, no entanto, afastá-la com os recursos curativos de que disponhas, imitando o devotamento do lavrador que protege a enxada em cuja cooperação encontra o pão de cada dia.

Entenderás os seres amados que te apresentem lamentáveis quadros de provação, tolerando-lhe, com serenidade, até mesmo as injúrias.

Ainda que seja à distância, porém, não só farás o possível para desculpá-los, como também te empenharás a auxiliá-los na melhoria do espírito.

Suportarás a preterição e o menosprezo nas áreas da atividade profissional.

Não renunciarás, contudo, ao dever de aprimorar-te, a fim de ser mais útil à comunidade à qual te vinculas.

Até mesmo em nós próprios, admitiremos certas falhas de extinção difícil, chegando a medir com sinceridade, a extensão de nossas deficiências.

Mas prosseguiremos, fazendo o melhor de nós, até que nos sintamos curados das imperfeições que nos caracterizem, com o esmeril do trabalho, ao calor da responsabilidade constante.

Paciência é compreensão.

Compreensão é luz de amor.

Aceitemos os obstáculos por testes de resistência e as provas por lições.

Entretanto, saibamos acolhê-los, agindo sempre por superá-los na expansão do bem, de vez que estamos todos na forja da luta evolutiva, com a certeza de que degraus para cima é que configuram a estrada de elevação.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Aquele abraço!

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Abraçar faz bem ao psiquismo humano, à alma e é essencial para um bom viver

Abraçar tem inúmeros significados como: cingir com os braços, compreender, estender-se a, admitir, aceitar, cercar, entre outros. Abraço é a ação de abraçar.

Verificamos que um animal abraça o seu semelhante demonstrando proteção e igualdade; uma planta trepadeira abraça o tronco de uma árvore como apoio para desenvolver-se melhor e mostrar a sua exuberância. São exemplos de abraços que ocorrem nos reinos da natureza. É aceitar o outro. Podemos também abraçar uma árvore ou um animal por tudo o que nos representa e como agradecimento ao Criador que nos oferece a magnifica natureza.

Mas, o nosso propósito é discorrer sobre o abraço entre os humanos. O abraço sincero é uma demonstração de afeto de uma pessoa para outra, embora existam abraços entre duas pessoas com o sentido apenas de cumprir uma obrigação social, uma formalidade, sem, contudo, existir a sinceridade no ato. Existe também o abraço dado ao término de uma mensagem, em uma despedida, num momento de medo e insegurança, no namoro, no sexo, em um momento de alegria ou de tristeza.

O abraço sincero é aquele no qual está inserido o carinho, o amor, a compaixão, a saudade, a vontade de abraçar por ser bom. Porém, quero me ater naquele abraço que está fazendo falta. Inúmeros indivíduos sentem falta de um abraço, outros querem abraçar e não sabem como, alguns querem ser abraçados mas fogem desse contato e ainda aqueles que querem o abraço e enxergam neste ato a oportunidade de um recomeço com os seus desafetos. Essas situações são importantes dentro dos desequilíbrios emocionais como a prática psiquiátrica me demostra. Nada melhor que os exemplos para explicá-las e expor o bem que fazem ao psiquismo humano, para a alma e para um bom viver.

Exemplo I

Um senhor de 61 anos me relatou que deixou o lar numa cidade distante após uma briga com o genitor. Tinha na época apenas 17 anos. Nunca mais se encontraram. Nada sabia do pai (a mãe já havia falecido) e dos irmãos nestes 44 anos. Casou-se e tem três filhos, agora adultos. Começaram as desavenças entre ele e os filhos por incompatibilidade de opiniões e isto o remetia ao seu passado quando se referia ao equívoco praticado e o arrependimento. Imaginou por diversas vezes sendo abandonado por um dos filhos e sofria com esta hipótese. Iniciou um quadro depressivo, com mudança de comportamento, apatia e tristeza profunda. Emagreceu 25 quilos em seis meses.

Passou por diversos médicos e psicólogos e chegando ao meu consultório foi logo dizendo: “O senhor é a minha última esperança”. Ouvir esta frase é o momento mais difícil na vida profissional, pois somos colocados em xeque. Na entrevista, informou que consultou com mais de 20 médicos e já fizera uso de inúmeros antidepressivos e ansiolíticos, mas não sentiu melhora com nenhum deles. Naquele momento eu não via o que a medicina poderia fazer para aquela alma em sofrimento. Apelei aos conhecimentos espíritas e disse-lhe: “A medicina tem os seus limites e talvez não possa fazer nada para dar-lhe aquilo que deseja, que é a alegria e a paz. A única pessoa que pode realmente lhe curar é você mesmo. A receita é simples: procure o seu pai e o abrace, diga que o ama. Faça isso e só depois me procure. Quanto aos medicamentos, continue com os que está usando”.

Passaram-se quatro meses e aquele senhor reaparece, irreconhecível; recuperara 18 quilos e o seu semblante era de alegria e de tranquilidade. Relatou que não foi fácil localizar o pai que se mudou diversas vezes de cidade. Encontrando-o, abraçou e o beijou. Descreveu a cena tão emocionado e referiu que quando abraçado ao pai sentiu como uma força (termo que usou) saindo do seu corpo e a partir daquele momento só desejava amá-lo e ampará-lo, tanto que o trouxe para junto de si e passou a sentir-se como uma outra pessoa. Deixou de usar os medicamentos. Relatou-me que o seu objetivo maior é aproveitar o recomeço dessa relação e responsabilizar-se pela qualidade de vida do pai idoso, amando-o muito.

Exemplo II

Uma linda jovem sentia-se infeliz com a convivência e a distância que mantinha do pai. Admirava-o, amava-o, mas ele era muito “seco”, de pouca conversa. Sabia, no entanto, que ele teve uma vida muito difícil e muita falta de carinho. A jovem paciente começou um namoro que não foi aprovado pelo pai e sentiu a distância aumentar. Isto a perturbou de tal forma que começou a ter frequentes crises de choro, outras vezes desespero e mudou o seu comportamento no trabalho e na faculdade que frequentava à noite. Procurou um médico generalista que a medicou com um antidepressivo comum e pediu que consultasse um psiquiatra. Foi quando me procurou. Conversamos três vezes num período de dois meses.

Na primeira consulta já lhe sugeri que “quebrasse o gelo” com o pai, que o procurasse e lhe desse um abraço. Na segunda, retornou sem ter conseguido o sugerido. Na terceira, contou-me que o pai teve um mal súbito e precisou ser socorrido por ela, que se encontrava sozinha em casa naquele momento. Durante a sua remoção para o hospital, com medo do que poderia acontecer e chorando, abraçou-o e o pai lhe retribuiu o abraço dizendo: “Era isto que eu estava desejando a minha vida toda”. Descreveu aquele momento de intensa emoção e acrescentou estas palavras: “Naquela hora senti algo indescritível tomando todo o meu corpo”. A partir daquela data se abraçam todos os dias quando ela sai para o trabalho. Seu comportamento mudou, tornou-se mais alegre, deixou de usar os medicamentos e notou mudanças positivas em si e em seu pai.

Exemplo III

Um jovem sentia uma enorme mágoa do seu patrão que não o tratava bem, mas lhe garantia o emprego. Quando acometido de intensa raiva desejava todo o mal possível ao seu chefe. Certo dia, o patrão sofreu um acidente automobilístico e ficou em estado gravíssimo. Foi quando seus sintomas apareceram: deixou de dormir adequadamente, seus pensamentos tornaram-se fixos no arrependimento e remorso por ter desejado tanto mal ao próximo, tinha momentos de forte ansiedade, taquicardia e crises de choro. Procurou-me e combatemos os sintomas com medicamentos apropriados. Sugeri-lhe que visitasse o patrão no hospital frequentemente. Essas visitas lhe proporcionaram um certo conforto, mas ainda sentia remorso.

As semanas se passaram e o patrão se restabelecera e estava fora de perigo. Contou-me que se sentia aliviado, que o seu remorso estava bem mais brando, mas culpava-se por aqueles momentos de ódio. Sugeri-lhe que numa próxima visita tentasse abraçar o patrão e confessasse que muito lhe devia e lhe era muito grato. Assim o fez. Aquele abraço o retirou da angústia e do autocastigo. A partir desse episódio suas emoções se equilibraram. Não sentia mais o remorso, nem a culpa. O patrão voltou ao comando e novas situações difíceis apareceram, mas conseguia não se enraivecer e tentava compreender que cada um tem o seu modo de ser.

***

Nesses exemplos apresentados, o simples gesto do abraço foi suficiente para o início do restabelecimento do equilíbrio emocional das pessoas envolvidas. Interessante notar que no primeiro caso o abraço produziu uma sensação de saída de uma força, um peso, algo negativo que o paciente nutria há anos – a mágoa e o remorso. No segundo exemplo, ao abraçar o pai a jovem sentiu uma força tomar conta do seu corpo. Deduzimos ser algo positivo, o amor represado, que eclodiu e veio preencher o vazio que sentia na difícil convivência com o seu genitor.

Esses abraços relatados são aqueles que fazem falta. São autênticos, terapêuticos, curativos, energizantes, capazes das mais lindas transformações, como observamos nas histórias relatadas. Não avaliamos nenhuma alteração no quimismo do corpo diante do observado, mas constatamos que tais transformações se processam na alma e para esta não existem meios modernos de aferição. Contudo, estas observações estão inteiramente em acordo com algumas pesquisas realizadas por cientistas de todo o mundo, como mostramos a seguir.

A neurociência diz que o abraço é processado pelo cérebro como uma recompensa e tem um impacto sobre o psiquismo humano, fazendo com que tenhamos uma sensação de alegria, felicidade e bem-estar.

A ciência também admite que o abraço é um gatilho para o cérebro produzir mais ocitocina – o chamado hormônio do amor – enviada para circulação sanguínea através da hipófise.

O pesquisador Sheldon Cohen, da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos, comprovou que o abraço protege dos efeitos do estresse, da depressão e da ansiedade (artigo publicado na revista científica Psychological Science, 2014).

Portanto, fiquemos atentos! Analisemos as nossas vidas e procuremos em nós um possível vazio carente de um abraço e saibamos que podemos preencher a carência afetiva de um semelhante apenas com um forte abraço. Lembremos sempre que o abraço sincero e amigo deve fazer parte das nossas vidas.

Aos queridos leitores amigos, aquele abraço!

Texto publicado no site do jornal O Clarim, por José Luiz Condotta (jlcondotta@gmail.com) em 01/02/2017