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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Algumas coisas que devemos ensinar aos nossos filhos

Se há duas atitudes morais que nosso tempo precisa urgentemente, são autocontrole e altruísmo. Daniel Goleman

Ter um filho pressupõe, além do amor, dedicação, atenção e... muito trabalho. Queremos, por exemplo, que eles cresçam saudáveis, inteligentes e que se tornem, na vida adulta, autônomos e felizes. Ensinar valores, bons hábitos, e desde cedo, pode ser a chave para um futuro mais rico e significativo, e por isso algumas atitudes são fundamentais desde o começo da vida.

Evitar o sedentarismo

A tarefa principal da criança é brincar. Mas em um cenário bastante tomado pela tecnologia, é fundamental estimular a criança para brincar livre e em contato com a natureza. Ainda, incentivá-la a fazer atividade física diariamente. Os adultos somos responsáveis por instigar que os filhos se movimentem e não adquiram o péssimo hábito do sedentarismo. Por isso, brincadeiras/passeios periódicos no parque ou na pracinha do bairro, aulas de natação, de karatê etc. são essenciais no período da infância.

Aprender a empatia

Em um mundo permeado por falta de gentileza e intolerância, é expressivo ensinar empatia à criança. Desde cedo, fazê-la perceber que é importante perceber e compreender o outro. Ademais, a criança que se importa com o outro, que apresenta comportamentos de cooperação, é mais aceita socialmente, tem mais amigos, recebe mais atenção.

No dia a dia, sempre que seu filho demonstrar empatia por alguém, faça um elogio. Fale que fica feliz em vê-lo sendo gentil e reforce o bom comportamento, incentivando-o a repetir tal ação.

Ensine ao seu filho as palavras mágicas – por favor, obrigado, desculpe, com licença –, pois isso facilita o seu convívio na escola, na sociedade.

Se deseja que o seu filho seja um ser humano empático, é importante dar exemplo reiterado de empatia – em casa, no trânsito, no trabalho, no momento de lazer. Ensine a empatia na prática, colocando-se no lugar das outras pessoas e mostrando à criança o quanto isso é importante para nossa felicidade.

Menos é mais

Somos todos os dias, adultos e crianças, instigados a consumir de modo desenfreado. Por sua vez, uma vida minimalista, responsável em relação ao meio ambiente, está implicada com o consumo consciente. Ou seja, mais do que tomar uma decisão responsável no processo de compra, consumir de maneira saudável consiste em avaliar as práticas de trabalho das empresas, os impactos no meio ambiente e as finanças da família.

Em casa, valorize mais o ser do que ter. Não seja materialista. Não acumule coisas, não faça adquira coisas desnecessárias. Seu filho observará o seu exemplo e irá segui-lo.

Quando for às compras com seu filho, uma coisa que funciona é não deixar que ele escolha o que quer livremente.  Por exemplo, para as crianças maiores de 7 anos, diga qual a quantia de dinheiro limite disponível para ela poder escolher o que deseja.

Permita que seu filho seja ativo na organização doméstica

Em vez de pais protetores, estimule seu filho a assumir certas tarefas em casa. Nos anos iniciais, a criança pequena pode começar com o dever de guardar os próprios brinquedos, e gradativamente evoluir para ações como colocar a mesa, separar o lixo, cuidar do cachorro. São tarefas que vão pouco ao pouco se tornar um hábito e farão a criança entender que ela terá que cuidar de si mesma e de sua casa quando for adulta. A organização doméstica ensina, entre outras coisas, responsabilidade, cooperação e autonomia.

Por Eugênia Pickina para O Consolador, Ano 14 - N° 696 - 15 de Novembro de 2020

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A honra também se ensina

A honra também se ensina

É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.
É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação.

É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil.

É o contador que se compromete perante a empresa a providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que esse diz desconhecer.

É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que ele assuma a parte que lhe diz respeito.

É o político que faz muitas promessas e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada junto aos seus eleitores.

Esses e outros tantos casos acontecem com frequência nos dias atuais.

É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça.

Todavia, vale a pena refletir um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.

Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam.

Quando os filhos são pequenos não damos a devida importância às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo.

Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele a devida atenção.

Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre o valor de uma palavra empenhada.

Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não vale nada.

É importante que pensemos a respeito das causas, antes de reclamar dos efeitos.

É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez.

Ensinar aos meninos que as filhas dos outros devem ser respeitadas tanto quanto suas próprias irmãs.

Ensinar que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.

Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para, só depois, atender, como se estivéssemos fazendo um grande favor.

Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.

* * *
Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.

Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. FEP. Em 31.7.2020.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Comunicação assertiva

Um pré-requisito para a empatia é simplesmente prestar atenção às emoções dos demais. (Daniel Goleman)

Os filhos não podem ter medo dos pais. Monólogos verticalizados nunca educam e, na verdade, geram receios e ressentimentos. Diálogo sim, e baseados no respeito e na tolerância, pois o filho é um ser humano que precisa crescer seguro e confiante.

O focar na comunicação diária, e buscando aspectos para melhorá-la, os pais o responsável podem/devem dizer repetidamente à criança:

Não

Palavra simples e que deve ser dita com naturalidade à criança, pois há situações cotidianas que não são negociáveis - comer bolo na hora do almoço - e determinados comportamentos que simplesmente são inaceitáveis - bater no gato etc.

Não sei

Ninguém sabe tudo. Os pais também não sabem tudo. Há perguntas elaboradas pelas crianças e para as quais os pais não têm resposta. Dizer “não sei” é algo recorrente na vida. Dessa forma, a própria criança crescerá consciente de que o aprender é uma constante na vida.

Errar faz parte da vida

Somos falíveis. Os acertos são conquistados por meio dos erros. Equivocar-se faz parte da jornada humana. Por isso, ninguém vive somente de vitórias e acertos. A criança, desse modo, desde cedo, precisa assimilar que cometer erros é próprio da natureza humana.

Você me desculpa?

Não basta ensinar a criança pedir desculpas ao irmão mais novo, ao primo, ao colega de classe, à professora… Se o objetivo é ensinar a importância de respeitar o outro e sem banalizar o pedido de desculpas, pais ou responsáveis, quando erram, devem/podem, com naturalidade, pedir desculpas à criança. Ora, se você notar que exagerou na reprimenda, peça desculpas, conte que se descontrolou. Afinal, o mundo precisa de pessoas que não tenham vergonha de se desculpar, de perdoar, de recomeçar. Essas atitudes estimulam empatia, solidariedade, altruísmo.

Você me ajuda?

Somos seres gregários, dependemos do outro e é a convivência que alavanca alegria, crescimento. Todo mundo precisa de ajuda, e, por isso, desde cedo é interesse se habituar a solicitar a colaboração das crianças na organização da vida doméstica: regar as plantas, colocar a mesa na hora do almoço, brincar em silêncio. Na verdade, esses pedidos de ajuda revela aos filhos que colaboração e parceria são vitais para a felicidade das pessoas.

Texto escrito por Eugênia Pickina para O Consolador, Ano 14 - N° 679 - 19 de Julho de 2020

sexta-feira, 26 de junho de 2020

A triste geração que se estressa e se frustra por tudo

Este é um texto que anda 'rodando' na internet tendo como autor apontado Augusto Cury. Vale a pena ler, refletir e começar a educar nossas crianças e adolescentes.

'Andam de carro, Uber, táxi… Não lavam suas cuecas, nem suas calcinhas. Não buscam conhecimento. Nem espiritualidade.

Não se encantam com decorações natalinas, nem com um ipê florido no meio da avenida.

Reivindicam direitos de expressão e não oferecem nada em troca. Nenhuma atitude.

Consideram-se vítima dos pais. Julgam.

Juízes duros! Impiedosos! Condenam.

Choram pelo cachorro maltratado e desejam que o homem seja esquartejado.

Compaixão duvidosa.

Amorosidade mínima.

“Preciso disso! Tem que ser aquilo!” E haja insatisfação! Infelicidade. Descontentamento. Adoecimento. Depressão. Suicídio…

Geração estragada. Inconformada. Presa em suas desculpas. Acomodada em suas gaiolas de ouro.

Postam sorrisos, praias paradisíacas, mas não se banham no mar curador. Limpam o lixo na praia com os amigos e não arrumam a própria cama. Em casa, estampam tristeza, sofrimento, dor… a dor de ter que crescer sem fazer por onde… merecer.'

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Como ajudar seus filhos a ter bons hábitos

Ainda me lembro do choque que senti quando percebi que meu primeiro filho, que 2 anos na época, havia internalizado meu hábito de ligar a TV enquanto o ninava.

Naquele ano, desisti da TV em vários momentos em que eu sabia que os prejudicaria. Então, numa noite, trouxe um livro para a cadeira de balanço em vez de ligar a TV. Mas meu filho ficou furioso no meu colo, apontando insistentemente para a tela escura da TV.

“Não, não vamos ver TV”, eu disse. “Mas eu posso contar uma história!” Nada de acordo, pois ele insistia na TV.

De fato, foi uma semana difícil antes dele parar de fazer birra. Mas isso foi para mim uma lição de como as crianças aprendem de nós os hábitos (bons e maus).

Infelizmente, levei quase uma década para realmente descobrir como ajudar meus filhos a ter bons hábitos, e isso foi depois de anos de tentativa e erro.

Eu não tinha um sistema claro para esse processo – até ler o livro Atomic Habits, de James Clear. Ele explica em termos claros e simples muito do que eu tinha aprendido a tanto custo.

Resultados são bons. Metas são boas. Mas tentar mudar seu comportamento para atingir um “objetivo” futuro nebuloso simplesmente não funciona na psicologia humana – especialmente entre adolescentes e pré-adolescentes. É necessário criar um sistema que você goste – um que o recompense hoje para criar a motivação para fazê-lo novamente amanhã.

Desde que implementei este sistema de quatro etapas, percebi que ele passou a funcionar. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês.

1 - TORNE O PROBLEMA EVIDENTE

Você deve começar impedindo que o problema seja ignorado. É preciso deixar que o fato realmente incomode. Então comece por não evitar o hábito que você está querendo criar. Para meus filhos, por exemplo, criei um espaço de lição de casa à mesa, ao lado da cozinha. É o espaço por onde eles passam quando chegam em casa. Eles não podem evitá-lo e sabem que eu notarei se eles tentarem evitar.

2 - TORNE ATRATIVO

Você não pode criar um hábito se ficar com medo ou repulsa dele todos os dias. Portanto, é necessário torná-lo atraente de alguma forma. A lição de casa das crianças é sempre um momento difícil. No começo, tentei organizar o material escolar em caixas no meio da mesa, bem arrumado, o que não funcionou, obviamente. Então pensei: por que não deixar as crianças comerem o lanche enquanto fazem a tarefa? Eles sempre querem um lanchinho, por isso foi fácil tornar a tarefa mais saborosa.

3 - FACILITE

A melhor maneira de causar um curto-circuito na criação de hábitos é torná-la complicada ou excessiva. Você não pode mudar cinco hábitos em um mês – talvez possa mudar um, e isso se for bem disciplinado. Você pode criar um hábito simples por vez. Então, quando eu comecei a trabalhar o hábito da lição de casa, trabalhei apenas ele por alguns meses.

4 - RECOMPENSE

Essa foi a melhor coisa que aprendi sozinha sobre hábitos – se não houver recompensa imediata, eles são insustentáveis. Algumas crianças são intrinsecamente motivadas pela satisfação do trabalho realizado, mas a maioria não. Elas estarão, no entanto, motivadas a sair para brincar com seus amigos, ou ir a festas de aniversário ou passar as horas antes do jantar com tempo livre. E elas sabem que, depois que a lição de casa termina, têm um tempo livre. É incrível a rapidez com que a lição de casa é concluída.

Portanto, seja criativo e implemente esse sistema de 4 etapas para criar novos hábitos. É fácil e eficaz – quase não consigo acreditar com que frequência meus filhos se sentam para fazer a lição de casa agora, sem reclamações. Gastar tempo e esforço na sistematização do hábito poupará inúmeras horas de estresse mais tarde – e dará aos seus filhos as habilidades para criar seus próprios bons hábitos nos próximos anos.

Fonte site Aleteia

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Repensando a educação

Educação de filhos é algo um tanto complexo. Isso porque não existe um manual sem falhas que estabeleça a forma precisa de educá-los.

Exatamente porque cada ser humano é único e, assim, o que alguns sugerem em tantos livros pode ser válido para uns. Não para todos.

Por isso, pais e educadores se servem de várias orientações, de Rousseau, Pestalozzi, Piaget aos mais atuais pedagogos.

Existem pais, no entanto, que resolvem se abster de qualquer orientação que catalogam como moderna e dizem que irão educar seus filhos exatamente como foram educados.

Se deu certo para com eles, há de dar certo para seus filhos. A respeito dessa atitude, importante considerar que cada um tem os pais que precisa para seu próprio crescimento.

Nós tivemos os pais que precisávamos. Nossos filhos nos têm. Somos os pais que eles necessitam para a sua condução na vida e crescimento individual.

Dessa forma, o que foi válido para nós, em tempos passados, pode não ter o mesmo peso, a mesma validade para os pequenos de hoje.

Cada criança é um Espírito imortal, que traz sua própria bagagem de conhecimento, de conquistas. Assim, as necessidades dos nossos filhos poderão não ser exatamente as que foram as nossas.

As carências que tivemos poderão não ser as mesmas das crianças de hoje. Da mesma maneira, as virtudes ou os vícios que eles trazem, podem ser totalmente diferentes dos apresentados por nós.

Uma outra forma equivocada de pensar é de que deveremos dar aos nossos filhos tudo aquilo que não tivemos. Convenhamos que não tivemos tantas coisas e elas não nos fizeram realmente falta.

A prova é que nos encontramos hoje no mundo, tendo crescido, formado a própria família, nos realizado profissionalmente. Ou seja, encontramos nosso caminho.

Alguns mais felizes, mais prósperos. Outros, tendo atravessado penúrias, dificuldades mas que nos garantiram enfibratura moral e nobreza de caráter.

O que devemos exaltar em nossos antepassados é exatamente isto: a firmeza de conduta que demonstraram, a sua lucidez de vistas, a noção de limites, a honestidade.

Enfim, valores imperecíveis que devemos repassar aos nossos filhos. Valores de todos os tempos: a honra, a verdade, o trabalho, o servir ao próximo.

No restante, não podemos esquecer que os tempos mudaram, a tecnologia avançou, o mundo está diferente.

Perigos que hoje se fazem presentes, para os pequenos, não existiam nessa dimensão, em nosso tempo.

Divertimentos, brincadeiras – algumas persistem, mas ainda assim, com modificações.

Pensemos nisso e exerçamos nosso sagrado papel de orientadores dessas almas que Deus nos confia para que as auxiliemos a crescer para Ele.

A se transformarem, no mundo, em homens de bem, cidadãos que fazem a diferença onde se encontrem.

Seres interessados no estudo, no trabalho, no pensar um futuro melhor para todos.

Tenhamos a certeza de que não acertaremos o tempo todo, que cometeremos enganos na conduta educacional dos nossos filhos.

Mas guardemos a consciência tranquila de que buscamos lhes ensinar o melhor do bom, do belo, dos valores de um homem integral.

Redação do Momento Espírita, inspirado no seminário
Educação e violência, de Raul Teixeira, de 27.4.2003,
do VI Simpósio Paranaense de Espiritismo.
Em 17.10.2019.

sábado, 21 de setembro de 2019

21 de Setembro - Dia do Adolescente

A adolescência é uma fase do desenvolvimento do ser humano em que a pessoa passa por algumas das principais mudanças em seu corpo. Consiste numa etapa transitória que separa a infância da vida adulta.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considere que a adolescência abrange o período compreendido entre os 12 e os 18 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19 anos de idade.

Exatamente por ser um período de muitas mudanças e descobertas, a adolescência precisa ser acompanhada de perto pelos pais ou responsáveis.

Assim, o Dia do Adolescente serve para ajudar a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de construir um vínculo de diálogo com os jovens, abordando os principais assuntos que são relevantes nesta fase, como a sexualidade, o futuro profissional e a identidade do indivíduo.

Origem do Dia do Adolescente

O Dia do Adolescente é comemorado em 21 de setembro desde 1996. A sua criação surgiu com a proposta de lei feita pelo deputado Horário de Matos Neto (1951-2008).

Visão espírita da adolescência e do adolescente

Longe de constituir-se uma doença, uma enfermidade ou um estado anormal, a adolescência é uma fase perfeitamente natural e compreensível na vida de cada indivíduo encarnado. É, sem dúvida, um importante momento para que se realize a Vontade Divina de colocá-lo na base da estruturação para o enfrentamento das situações-problemas que a vida física oferece, para, através do esforço intelectual e emocional, resolvê-las, e para desenvolver os seus potenciais no Bem, as virtudes imprescindíveis para o alcance da felicidade, intuitivamente acalentada no íntimo por todas as criaturas.

O adolescente é um Espírito imortal e preexistente, agindo no sentido de definir sua situação atual no mundo; de assumir a sua liberdade e o exercício de seu livre-arbítrio; de estabelecer o seu campo de ação na sociedade; de consolidar os laços afetivos com olhos na realidade, acordando do sonho necessário que acalentava-lhe a infância, enquanto descansava e se refazia como Espírito para o início de uma nova batalha evolutiva. Ao adolescente deve-se favorecer com a atenção, com o carinho, com o respeito, com a aceitação de sua realidade e situação.

Entretanto, entendamos que a adolescência é um meio, um a fazer, um caminho para alcançar o objetivo espiritual na presente encarnação; a autoconsciência de sua individualidade e a construção de sua individualidade no mundo.

Para tanto, é também imprescindível que se acompanhem os passos do adolescente, que se caminhe ao seu lado ajudando-o a trazer à tona sua capacidade de discernimento, confrontando as decisões com a conjuntura mundana moderna.

Por isso, a todos esses favorecimentos devidos ao adolescente descritos acima, devem-se associar as noções de disciplina, de hierarquia e de responsabilidade, sem as quais estará em desvantagem para enfrentar as relações sociais e as batalhas do cotidiano.

O adolescente, portanto, precisa de autodisciplina, de autoconfiança, independência e adaptabilidade, mas para esse encontro, que se faz lentamente, há que contar com a presença de seus pais ou responsáveis a lhe assegurarem estas condições, pela ação contínua e precisa, ponderada e de incentivo, amorosa e equilibrada, protecional e libertadora; soltando-lhe suavemente as mãos para que, à maneira de quando deu os seus primeiros passos materiais na infância, equilibre os seus passos na estrada da vida.

Liberdade com responsabilidade, confiança com prudência, ação com segurança, sentimento com razão!

Texto de Francisco Cajazeiras publicado no site Instituto Beneficente Chico Xavier

Publicação com informações de Calendarr