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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Símbolos do Natal

O Natal, que comemoramos a cada ano, apresenta alguns aspectos pouco conhecidos. Em especial no que diz respeito aos seus símbolos.

Por exemplo, a árvore de Natal. Alguns acreditam que ela se originou no Século VIII. Teria sido o missionário São Bonifácio que a idealizou, em substituição ao culto realizado nas florestas ao deus Odin.

Outros afirmam que foi Martinho Lutero o seu idealizador, no Século XVI.

Registra a História que, na noite de Natal, Lutero caminhava por uma floresta de pinheiros. Olhando para o céu, viu as estrelas brilhando ainda mais belas através dos galhos cobertos de neve.

Encantado com a beleza do quadro, cortou um galho, levou-o para casa e usou velas acesas para imitar o brilho dos astros que presenciara.

A árvore de Natal veio para a América, na época colonial, trazida pelos alemães.

O presépio, por sua vez, teve origem no Século XIII. Foi na Itália. Na noite de 24 para 25 de dezembro de 1224, Francisco de Assis teve a ideia de representar o nascimento de Cristo.

Preparou uma encenação, num estábulo verdadeiro, da manjedoura, do boi e do jumento. A tempos regulares ele mesmo aparecia em cena e falava a respeito do nascimento de Jesus.

Ainda no Século XIII, a representação idealizada pelo fundador das Ordens Franciscanas ficou conhecida em toda a Europa.

Os cartões de Natal surgiram na Inglaterra por volta de 1843. A iniciativa foi do diretor do museu britânico de Londres, sir Henry Cole. Foram popularizados e começaram a ser impressos em 1851.

Dar presentes é uma tradição que tem origem em tempos recuados. Fazia parte das saturnálias, festas orgíacas de Roma, como também de festividades nórdicas.

Entre os cristãos, o costume iniciou no Século VII, com o papa Bonifácio, que presenteava os necessitados, em nome do Divino Aniversariante.

As velas acesas no Natal para enfeitar as árvores e outros arranjos têm origem comum: o culto ao fogo.

Só o tempo fez desaparecer as orgias pagãs e ajudou a apagar as recordações sobre a origem do fogo, que era o velho culto ao sol.
Desde que os símbolos não remontam à época do Cristo, conclui-se que Ele, em essência, nada tem a ver com nenhum deles.

Assim, comemorar o Natal nos permite ornamentar o lar com luzes, cores, enfeites. Mas importante não esquecer de preparar o coração.

Preparar a ceia de Natal para parentes e amigos, mas não esquecer de, em nome do Divino Aniversariante, saciar a fome de quem a sofre.

*   *   *

Você sabia que, em 1870, durante a guerra entre a Alemanha e a França, um oficial prussiano idealizou cartões de Natal a partir de capas de alguns cadernos de colégio?

Distribuiu aos seus soldados para que eles pudessem escrever aos seus parentes.

Você pode imaginar a emoção de uma mãe, uma esposa, a namorada, irmãos recebendo uma mensagem de Natal, escrita de próprio punho, por seu amor, de uma frente de batalha?

Redação do Momento Espírita. Em 14.12.2016.

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