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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Decepcionar-se é não conhecer o outro

Alguns acontecimentos particulares recentes, fizeram com que eu refletisse um pouco mais na minha relação com as pessoas que permeiam a minha vida . 

Por que será que estamos freqüentemente decepcionando-nos com as pessoas que compartilham conosco momentos da nossa reencarnação ? 

Decepcionamo-nos quando não temos o nosso amor correspondido , quando em troca de um favor realizado não recebemos o agradecimento esperado , quando pela dedicação , recebemos um amargoso esquecimento , quando aquele grande colega de serviço , inesperadamente puxa o nosso tapete , e outras e outras situações , que nos levam sempre a um sentimento desastroso e dolorido de injustiça e decepção . 

Ligando a TV em uma noite de insônia , assisti a uma palestra do psicólogo Dr. Valdez Ludwig, proferida no anfiteatro do Senado e transmitida em gravação pela Tv Senado , (aliás quem não assiste as palestras que passam na Tv Senado , esta perdendo , pelo menos é um raro momento em que podemos presenciar o dinheiro público sendo bem gasto ) surpreendi-me com uma colocação dele sobre quando nos decepcionamos com alguém , afirmando que a culpa era unicamente nossa, pois na realidade, o equívoco foi nosso, em esperarmos muito mais do que aquela pessoa poderia nos dar naquele momento. 

Sensibilizado pelo momento que passava , comecei a meditar profundamente nestas colocações, e comparar com o que a Doutrina Espírita nos ensina e, só pude concordar e agradecer ao psicólogo por tão nobre realidade colocada sutilmente naquela palestra. Com a Doutrina aprendemos que em nossas reencarnações, estamos todos, em franco desenvolvimento, e que jamais iremos retroagir em nenhum momento.

Então somos hoje a melhor versão de nós mesmos apresentada na Terra. Sendo assim cada um oferece para o outro o que de melhor temos dentro de nós nesta vida, mesmo que seja, desamor, desunião , deslealdade etc. .. Imagine o que em outras vidas já oferecemos para os outros como sendo o de melhor em nós . 

Estamos então esperando mais das pessoas com que convivemos que as vezes elas possam nos oferecer ... Será que conhecemos mesmo todas as pessoas que compartilham conosco os momentos da nossa vida , seja no trabalho, em casa , ou em outras relações que possamos ter ??? 

Acho que a resposta correta esta mais para o não do que um talvez . E a prova disso é que freqüentemente nos decepcionamos com os outros ... 

Cabe então , na realidade , analisarmos o nosso próximo despojados de sentimentos que possam obscurecer nossa visão e consequentemente , conhecermos melhor as pessoas que convivem conosco , compreendendo que estas estão tentando nos dar o que de melhor existe dentro delas .... 

Medrado , em uma de suas brilhantes palestras , nos chama a atenção dizendo que “quem ama , aceita o outro como ele é ....” , ou seja , respeita o estágio de desenvolvimento do outro da mesma maneira que desejamos que os outros respeitem o nosso ( incluso nesta colocação a máxima do Cristo , em fazer para os outros aquilo que desejamos que eles nos façam ). 

Acredito que assim , realmente as palavras do Dr Valdez , farão sentido , e deixaremos de lado , esta mania de sentirmos injustiçados e desiludidos com os outros , frente a certos acontecimentos em nossas vidas . 

João Carlos Bacurau

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