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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Antídoto contra a violência

Albert Bandura é um psicólogo canadense, que se tornou mundialmente conhecido ao realizar um experimento simples, mas bastante efetivo quanto ao método e aos resultados obtidos. Na primeira versão da sua pesquisa, ele separou um grupo de crianças colocando-as para assistirem a um filme, em que uma mulher agredia (batendo e/ou xingando) um boneco (“João Bobo”). Depois dessa “sessão de cinema” as crianças juntaram-se às demais para brincarem em uma sala, com vários brinquedos, incluindo alguns bonecos (“João Bobo”). Quase imediatamente, as crianças que foram à sessão de cinema começaram a se comportar, em relação aos bonecos, de maneira semelhante ao exibido pelo personagem do filme.

Outras pesquisas com o mesmo enfoque permitiram a elaboração de uma instigante teoria sobre aprendizagem social. Bandura prefere o termo modelação à imitação e sustenta que copiamos comportamentos de outrem, mesmo sem obtermos recompensa imediata. Para esse pesquisador, o processo de modelação está na base da agressividade, não apenas da criança, mas, também, do adulto.


 A violência e a agressividade são consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos maiores problemas a serem enfrentados na atualidade, pelos governos, e também por todas as pessoas.  Em razão disso, a ONU vem incentivando as ações governamentais de caráter preventivo-educativo e empreendimentos da sociedade organizada.

Uma ação mais próxima de todos nós é “Você e a Paz”, sob a liderança de Divaldo, com a participação de Nilson, recentemente desencarnado. O trabalho de Divaldo tem o endereço voltado para a família, que é o primeiro contexto social do indivíduo, conforme amplamente reconhecido. É de grande importância que pais, e demais familiares, sejam modelos equilibrados para as crianças, contribuindo, dessa forma, para uma educação saudável, em oposição a uma postura doentia e agressiva.

O remédio contra a violência é a paz. Esse é um recurso disponível, se escolhermos o modelo adequado. Jesus é considerado, pelos Espíritos que assessoraram Allan Kardec no trabalho da codificação, como o modelo mais perfeito (pergunta 625) oferecido por Deus à humanidade. Ora, se assim é, precisamos nas várias situações interpessoais, agir de acordo com o seu modelo.

Jesus, conforme registro dos evangelhos, buscava uma transformação das pessoas convidando-as (até mesmo aquelas em situação de atendimento) a fazerem o mesmo que ele fazia: “Vem tu e faz o mesmo”. Contudo, como ter Jesus como modelo se a distância evolutiva que nos separa é incomensurável? Estaria o mestre convocando-nos a algo que não podemos realizar? Jesus sabia que toda transformação envolve ação, por isso propunha a práxis do bem. Mais ainda, o Mestre acompanha esta humanidade desde os primórdios e sabe que as leis de Deus estão inscritas em nossa consciência, chegando mesmo a afirmar que iríamos fazer coisas semelhantes ao que ele fazia. Portanto, seu convite não foi dirigido apenas àquelas pessoas, naquele período histórico. Trata-se de uma convocação permanente, que a maioria de nós começa aceitar, agora, dois mil anos depois.

*Texto extraído do site da revista O Consolador, em Crônicas e Artigos, Ano 7 - N° 348 - 2 de Fevereiro de 2014, escrito por ALMIR DEL PRETTE .

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