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quinta-feira, 10 de março de 2011

Para refletir

Promessas matrimoniais

No ato do consórcio matrimonial, os cônjuges realizam algumas promessas.

Prometem amar e respeitar um ao outro, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe.

Estranhamente, muitas vezes os votos formulados são esquecidos em pouco tempo.

Esposos se antagonizam. Criam dificuldades um para o outro. E o que começa como um lindo sonho de amor, em muitos casos acaba com um desfazer da aliança, em meio a muita mágoa.

Onde ficam as promessas do casamento? Onde o amor eterno jurado tantas vezes, durante o namoro?

Talvez se devesse pensar em algumas promessas diferentes para o momento em que as pessoas se decidam casar.

Perguntas que levem a reflexões. Ou que digam, de forma mais explícita, o que é amar e respeitar um ao outro.

Eis algumas delas:

Promete não desejar assumir o controle da vida do outro? Promete ter em mente que ele é um ser que antes de conhecer você, fazia parte de uma família, tinha amigos e ideais?

Promete respeitar os seus gostos musicais, mesmo que você não aprecie o tipo de música que a pessoa gosta?

Afinal, vocês poderão fazer um acordo de forma a que cada um ouça, em determinado tempo, e em volume condizente, a música que aprecie.

Promete acompanhar seu par quando este desejar ir ao cinema, ao teatro ou à praia?

Pode ser que você prefira o futebol, a conversa com os amigos. Mas sempre há possibilidade de se dialogar e estabelecer um momento para cada coisa, sem que nada fique esquecido ou desprezado.

Você promete ser paciente quando encontrar a toalha de banho molhada sobre a cama e pedirá outra vez e uma vez mais para que o fato não se repita?

Você promete que deixará seu par dirigir o automóvel, sem ficar a todo instante dizendo que engatou a marcha errada, que deve andar mais rápido, que agora deve ir mais devagar, que não sabe dirigir?

Você promete que, mesmo que a comida não seja a melhor do mundo, você agradecerá pelo prato que foi feito?

Você promete não esbravejar quando as contas se acumularem no final do mês, embora ambos tenham feito o possível para apertar o cinto, diminuir as despesas?

Você promete que amará os filhos que gerarem ou que adotarem, sem jamais deixarem de amar um ao outro?

Você promete que não esquecerá de dizer Eu amo você? E também Você é importante em minha vida?

Você promete que não descuidará de si, simplesmente porque casou? Que continuará a usar perfume, pentear o cabelo, preparar-se para o outro, exatamente como nos dias do namoro?

Você promete que não deixará o amor esfriar, a paixão ir embora?

Você promete que não contará todos os dias as rugas que forem marcando o rosto do outro?

Nem fará comentários desagradáveis com seus amigos sobre as dificuldades do seu par?

Você promete que, ao menos no dia do aniversário de casamento, tentará surpreender o outro com um delicioso café na cama?

Você promete ser eterno namorado, mesmo que não haja lua no céu, nem estrelas a brilhar?

Com chuva, frio ou tempestade, ficará com seu par?

Enfim, você promete que vai se esforçar para cumprir todas essas promessas?

Se a tudo isso, um ao outro disser sim, então, com certeza, o casamento durará muito tempo, porque ambos não serão somente marido e mulher.

Serão duas pessoas maduras, cientes de que ambos têm defeitos. Também virtudes.

E cada dia, um no outro buscará descobrir a virtude ainda não desvelada.

Um ao outro incentivará naquilo em que ainda não é tão bom. E um ao outro pedirá Por favor, me ajude, quando precisar.

E dirá Obrigado, toda vez que receber uma dádiva, um carinho, uma atenção.

Quem quer que adentre o barco matrimonial e não deseje ceder vez ou outra, entender e auxiliar, dificilmente chegará ao porto da felicidade.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita. Em 31.01.2010.

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