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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

30 de Janeiro — Dia da Saudade

O Dia da Saudade é comemorado no Brasil a cada 30 de janeiro. Sentimento que povoa o imaginário de escritores e poetas, já foi cantado em verso e prosa na língua portuguesa.

Você sabia que existe o Dia da Saudade? Esse sentimento que todo mundo já experimentou e que poetas e escritores já trataram em verso e prosa recebeu uma data especial no calendário: 30 de janeiro.

Na língua portuguesa, a palavra saudade ganhou uma conotação quase romântica, apesar de sabermos que, às vezes, a sensação não é lá muito agradável, afinal de contas, é desconfortável sentir a falta de algo ou alguém que por algum motivo não pode estar ao nosso lado. Conforme o Dicionário Aurélio, a saudade é

"Substantivo feminino: Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia"

Você conhece a origem da palavra saudade? O termo vem do latim solitas, cujo significado é solidão.

Existem alguns mitos e curiosidades sobre a palavra saudade, que muitos acreditam ser exclusividade da língua portuguesa, mas não é bem assim. Até seria interessante se fôssemos, de fato, detentores de um vocábulo tão bonito e expressivo, mas a verdade é que ele existe em outros idiomas, embora tenha sido considerado por uma empresa britânica, que ouviu diversos tradutores, a sétima palavra mais difícil de se traduzir. Isso acontece porque muitas palavras, de acordo com o país, cultura e outros fatores, adquirem diferentes significados. Para comprovar isso, a palavra saudade recebe um termo exato em polonês: tesknota. Ela também consta no léxico alemão, sehnsucht, e apresenta praticamente o mesmo valor da nossa saudade.

Brasil Escola

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

14 de Fevereiro - Dia Internacional do Amor

O Dia do Amor celebra-se a 14 de fevereiro, sendo este um dos dias mais romântico do ano.

Uma das historias contadas para explicar tal data remete-se à São Valentim:

A história contada de São Valentim remete ao tempo antes de Cristo. Dizem que na Roma antiga, o imperador Claudius II, havia proibido o casamento pois sua intenção era formar um grande e poderoso exercito, porém, para ele, os homens com famílias não tinham o mesmo desempenho dos solteiros na guerra.

No entanto, havia um bispo romano, chamado valentin, que contrariou a ordem do imperador e continuou a celebrar em segredo os casamentos. Infelizmente, quando o imperador descobriu, Valentin foi imediatamente preso e condenado a morte.

Enquanto vivia seus últimos dias de vida na prisão, conta a história, que Valentim se apaixonou por uma jovem cega que era filha de um dos carcereiros.

O romance durou pouco, porém antes de ser enforcado, no dia 14 de fevereiro, Valentim teria escrito uma carta para a sua amada e assinalou “from your valentine”.

O choque de perder seu amor foi tão grande que devolveu a visão da moça, e a partir dali, os apaixonados se inspiravam no bispo e celebravam a sua história dando sentido ao dia dos namorados.

Fotos para inspirar:









Calendarr e Blog Waufen

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

30 de Janeiro - Dia da Saudade

Esta data serve para recordar a memória das pessoas que já partiram, os tempos bons que já passaram e as lembranças da infância.

"Saudade" é uma palavra extremamente complexa, cheia de significado e muito difícil de traduzir do português para outros idiomas, devido a sua precisão.

O léxico "saudade" é exclusivo da língua portuguesa e galega. Uma empresa britânica, que teve a colaboração de mais de mil tradutores, criou uma lista onde constam as palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo. A palavra "saudade" foi considerada a 7ª palavra mais difícil de se traduzir para outros idiomas.

A palavra saudade é de origem latina, do vocábulo "solitatem", que quer dizer “solidão”.

Seu significado é ligado à memória e a nostalgia de lugares, pessoas e situações. As atribuições e, principalmente, os sentimentos contidos na palavra saudade foram se moldando com a cultura portuguesa.

Muitas vezes esse sentimento oscila entre as sensações de tristeza e felicidade, melancolia e alegria. Ao sentir saudade de alguém ou algo podemos dizer que ele é um sentimento intenso que pode existir entre encarnados e desencarnados.

Seria possível então sentir saudades de alguém que você não conhece? E ter lembranças que ainda não aconteceram?

Nosso inconsciente guarda informações de nossas vidas passadas, de experiências na erraticidade e também as instruções do nosso plano reencarnatório. Assim, a memória não tem acesso à essas informações para não influenciarem na nossa encarnação atual.

No entanto, o inconsciente pode conversar conosco por meio de sonhos ou sensações. Portanto, tristezas repentinas e a falta de algo que você não consegue definir pode indicar saudades de pessoas que conviveu; encarnadas ou não em vidas passadas.

Alguns podem até associar esse sentimento a algo romântico, mas não necessariamente será sobre o amor passional. É possível tratar-se de espíritos afins que você espera como filhos, por exemplo.

Sonhos detalhados com as feições, situações e pessoas que você não conhece – mas sabe que são familiares – podem indicar essa possível ligação entre espíritos que poderão se reencontrar nesta encarnação.

A certeza que temos é de que as ações do plano espiritual em nossas vidas são perfeitas. Se algo não acontecer é porque nós mesmos alteramos os rumos com liberdade concedida por Deus. Considere as sensações ou sonhos como um bom sinal e saiba que a vida é eterna e que vamos reencontrar – seja nessa ou em em vidas futuras – os espíritos afins que fazem parte da nossa história.

Calendarr e TV Mundo Maior

sexta-feira, 7 de junho de 2019

O Amor é Lindo - já pensando no Dia dos Namorados!

Certo dia, passeando pelas redes sociais, deparei-me com um pequeno texto – o qual não constava a autoria – que recomendava a todos os navegantes em busca de felicidade que, na vida, não devemos nunca mendigar estas três coisas: atenção, amor e carinho.

A partir daí, retornei-me do meu abençoado passeio nas redes sociais e passei a conversar com os meus botões sobre a sabedoria do referido texto, pelo que parti para os questionamentos sobre a vida privada e suas neuroses um tanto quanto confusas.

Quantos relacionamentos se frustram justamente por que um permanece esperando a atenção, o amor e o carinho por parte do outro?

Por que muitos de nós nos colocamos na voz passiva dos acontecimentos, nos posicionando pelos desvãos da lamúria e do sofrimento, passando anos a fio colecionando melindres e comprometendo a saúde espiritual e física?

Diante desses questionamentos, seguem as dicas:

1) que possamos inverter o modus operandi, ou seja, não esperemos que o outro nos dê atenção, amor e carinho;

2) cada um tome a iniciativa, faça a sua parte, seja voz ativa, sujeito da ação, dando atenção, amor e carinho sem, jamais, esperar pelo outro, até mesmo reconhecimento;

3) que possamos aplicar a lei divina que nos diz que é dando que se recebe, pelo que é dando atenção que se recebe atenção, é dando amor que se recebe amor, é dando carinho que se recebe carinho;

4) agindo assim fica mais fácil o relacionamento, porque só depende do sujeito da ação, a personagem principal do controle das emoções.


* * *

Agora, depois dessas reflexões, despeço-me dos meus queridos botões e antes de me retornar ao passeio pelas redes sociais, veio-me uma ideia.

Abri a janela e vi desfilando na passarela um casal de namorados trocando atenção, amor e carinho.

E sobre o telhado de um dos vizinhos, da mesma forma, encontrava-se um casal de pombos em plena carícia.

E olhando para o alto, pássaros, em acrobacia, interagindo-se e formando no azul do céu um só coração.

Voltei aos meus botões, recordando o amigo Dadá Maravilha com a sua famosa frase:

O amor é lindo!!!

Autor: Yé Gonçalves para o site Portal do Espírito

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Falta amar

Um vídeo circulou pelas redes sociais. Mostrava algo bastante singelo e valioso: filhos adolescentes, jovens, ligando para seus pais para dizer simplesmente: Eu te amo.

Eram ligações de celular, inesperadas, a qualquer hora do dia. O pai ou a mãe atendiam, ouviam um Olá e logo depois: Pai, mãe, eu queria dizer que te amo. Só liguei para dizer isso.

As reações foram belíssimas. Pais dizendo: Puxa, como é bom ouvir isso. Eu também te amo, meu filho.

E do lado de cá, de quem estava fazendo as chamadas, da mesma forma: lágrimas de emoção de jovens que, raramente, ou nunca haviam proferido tais palavras.

Como se o simples contato com essas palavras mágicas, quando verdadeiramente sentidas, já provocasse neles algum tipo de transformação.

Muitos podem dizer que o amor está subentendido, está nos gestos, na companhia diária, não exige provas. E que talvez não precise ser declarado.

Muitos temem ser pieguismo expressar-se dessa forma. Será?

Banalizamos o Eu te amo, é certo, recitando-o da boca para fora muitas vezes, automaticamente.

As paixões avassaladoras e efêmeras se apropriaram dele, tornando-o menor, pois da mesma forma que o amor nasce, voraz, também morre, triste, pouco tempo depois em relações vazias.

O Eu te amo dos altares enfeitados, das grandes festas, não sobrevive às primeiras intempéries de muitos casamentos.

Esse amor das infinitas canções, das belas obras, mas também das puramente sentimentalistas, que nada acrescentam para a verdadeira arte.

Curioso. O Eu te amo foi dito tantas vezes que parece ter enfraquecido pelo mundo afora, praticamente caindo no esquecimento.

* * *

Não falta amor nos poemas, nas músicas, nas bocas. Falta, sim, amar.

Não falta amor nos lares, nas famílias: falta amar.

Não falta amor nos pensamentos, nas ideias: falta amar.

Não falta amor nas potências de nossa alma. Falta, sim, o movimento do amar.

E muitas vezes, a expressão pura e simples desse amor já é grande parte desse amar.

Quando verdadeiramente sentimos dentro de nós essa afeição profunda, esse querer bem, essa consciência do quão importante é aquela pessoa, nada mais natural do que dizer, do que extravasar.

Bom para quem diz, pois se encharca de suas vibrações benfazejas e revigorantes.

Bom para quem ouve, pois recebe muito mais que palavras. Recebe o conforto, o aconchego e a gratidão que tal declaração guarda em si.

Ouvir um Eu te amo de verdade, é como ser levado pelas mãos a um passeio, uma viagem para um mundo melhor, de menos preocupações e sofrimentos, um refrigério para a alma em luta na Terra.

Voltamos renovados, dispostos a seguir adiante e mais, voltamos conhecendo o amor um pouco melhor.

Ainda sabemos pouco do amor em sua profundidade. Estamos dando os primeiros passos depois de deixar o primitivismo necessário.

Falta amar para encontrá-lo e permanecer nele por mais tempo.

Falta amar para podermos declará-lo sem medo de pieguismos empobrecedores.

Falta apenas amar, nada mais.

Fonte: Redação do Momento Espírita. Em 15.5.2019.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Casamento e divórcio

– Poderíamos receber algumas noções acerca do matrimônio, bem como do divórcio no Plano Físico, examinados espiritualmente?

– Nas esferas elevadas, as almas superiores identificam motivo de honra no serviço de amparo aos companheiros menos evolvidos que estagiam nos planos inferiores.

Não podemos olvidar que, na Terra, o matrimônio pode assumir aspectos variados, objetivando múltiplos fins. Em razão disso, acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados podem experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companhia das almas afins com as quais realizariam a união ideal.

Isso porque, comumente, é preciso resgatar essa ou aquela dívida que contraímos com a energia sexual, aplicada de maneira infeliz ante os princípios de causa e efeito. Entretanto, se o matrimônio expiatório ocorre em núpcias secundárias, o cônjuge liberado da veste física, quando se ajuste à afeição nobre, freqüentemente se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro.

Quanto à reunião no Plano Espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. Se os viúvos e as viúvas das núpcias efetuadas em grau menor de afinidade demonstram sadia condição de entendimento, são habitualmente conduzidos, depois da morte, ao convívio do casal restituído à comunhão, desfrutando posição análoga à dos filhos queridos junto dos pais terrenos, que por eles se submetem aos mais eloquentes e multifários testemunhos de carinho e sacrifício pessoal para que atendam, dignamente, à articulação dos próprios destinos.

Contudo, se a desesperação do ciúme ou a nuvem do despeito enceguecem esse ou aquele membro da equipe fraterna, os cônjuges reassociados no plano superior, amparam-lhe a reencarnação, à maneira de benfeitores ocultos, interpretando-lhes a rebelião por sintoma enfermiço, sem lhes retirar o apoio amigo, até que se reajustem no tempo.

Ninguém veja nisso inovação ou desrespeito ao sentimento alheio, porquanto o lar terrestre enobrecido, se analisado sem preconceitos, permanece estruturado nessas mesmas bases essenciais, de vez que os pais humanos recebem, muitas vezes, no instituto doméstico, por filhos e filhas, aqueles mesmos laços do passado, com os quais atendem ao resgate de antigas contas, purificando emoções, renovando impulsos, partilhando compromissos ou aprimorando relações afetivas de alma para alma.

É nessa condição que em muitas circunstâncias surgem nas entidades renascentes, sem que o véu da reencarnação lhes esconda de todo a memória, as psiconeuroses e fixações infanto-juvenis, cuja importância na conduta sexual da personalidade é exagerada em excesso pelos sexólogos e psicanalistas da atualidade, carentes de mais amplo contacto com as realidades do Espírito e da reencarnação, que lhes permitiriam ministrar aos seus pacientes mais efetivo socorro de ordem moral.

Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.

Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores.

E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.

É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício dos nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que se não agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.

– Poderíamos receber algumas noções acerca do matrimônio, bem como do divórcio no Plano Físico, examinados espiritualmente?

– Nas esferas elevadas, as almas superiores identificam motivo de honra no serviço de amparo aos companheiros menos evolvidos que estagiam nos planos inferiores.

Não podemos olvidar que, na Terra, o matrimônio pode assumir aspectos variados, objetivando múltiplos fins. Em razão disso, acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados podem experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companhia das almas afins com as quais realizariam a união ideal.

Isso porque, comumente, é preciso resgatar essa ou aquela dívida que contraímos com a energia sexual, aplicada de maneira infeliz ante os princípios de causa e efeito. Entretanto, se o matrimônio expiatório ocorre em núpcias secundárias, o cônjuge liberado da veste física, quando se ajuste à afeição nobre, freqüentemente se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro.

Quanto à reunião no Plano Espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. Se os viúvos e as viúvas das núpcias efetuadas em grau menor de afinidade demonstram sadia condição de entendimento, são habitualmente conduzidos, depois da morte, ao convívio do casal restituído à comunhão, desfrutando posição análoga à dos filhos queridos junto dos pais terrenos, que por eles se submetem aos mais eloquentes e multifários testemunhos de carinho e sacrifício pessoal para que atendam, dignamente, à articulação dos próprios destinos.

Contudo, se a desesperação do ciúme ou a nuvem do despeito enceguecem esse ou aquele membro da equipe fraterna, os cônjuges reassociados no plano superior, amparam-lhe a reencarnação, à maneira de benfeitores ocultos, interpretando-lhes a rebelião por sintoma enfermiço, sem lhes retirar o apoio amigo, até que se reajustem no tempo.

Ninguém veja nisso inovação ou desrespeito ao sentimento alheio, porquanto o lar terrestre enobrecido, se analisado sem preconceitos, permanece estruturado nessas mesmas bases essenciais, de vez que os pais humanos recebem, muitas vezes, no instituto doméstico, por filhos e filhas, aqueles mesmos laços do passado, com os quais atendem ao resgate de antigas contas, purificando emoções, renovando impulsos, partilhando compromissos ou aprimorando relações afetivas de alma para alma.

É nessa condição que em muitas circunstâncias surgem nas entidades renascentes, sem que o véu da reencarnação lhes esconda de todo a memória, as psiconeuroses e fixações infanto-juvenis, cuja importância na conduta sexual da personalidade é exagerada em excesso pelos sexólogos e psicanalistas da atualidade, carentes de mais amplo contacto com as realidades do Espírito e da reencarnação, que lhes permitiriam ministrar aos seus pacientes mais efetivo socorro de ordem moral.

Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.

Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores.

E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.

É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício dos nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que se não agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.

Entretanto, é imprescindível que o sentimento de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio é o mal menor que possa surgir entre os grandes males pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se porém, que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas.

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. FEB. Capítulo 8. Publicado no site Chico de Minas Xavier

quarta-feira, 13 de março de 2019

3 perguntas que te ajudarão a manter o equilíbrio emocional

Se você tem pensamentos negativos, faça estas perguntas muito simples

O ritmo frenético da vida pode dificultar o contato com nossas necessidades mais profundas e nosso verdadeiro sentimento.

Quando paramos e fazemos silêncio, começa o turbilhão de pensamentos e emoções que inundam o nosso ser. Os questionamentos, a ansiedade e os pensamentos auto-destrutivos podem mostrar sua força. E isso pode estimular condutas evasivas que tentam apenas eliminar o sofrimento a curto prazo.

Pare e reflita

Talvez você esteja cansado de buscar soluções para o que lhe ocorre. Mas já parou para pensar no que realmente está acontecendo e no que você sente?

Com frequência, permanecemos num nível de pensamento pouco prático e objetivo. São os chamados pensamento irracionais: “estou mal”, “nada tem sentido”, “ninguém me entende”, “tudo está ruim”… Esses pensamentos não levam a nada, e costumam estar intoxicados pela interpretação que fazemos dos fatos segundo nossos medos, sentimentos de culpa, ressentimentos, complexos de inferioridade e baixa auto-estima.

Esquecemo-nos de que somos um unidade de corpo, sentimentos, espírito e uma cabeça pensando constantemente. Temos a capacidade de decidir, de sentir e agir de maneira harmônica, dando coerência ao que acontece conosco, gerenciando a emoção que surge diante dos fatos e reagindo de maneira adaptava e sadia.


Para alcançar o equilíbrio, proponho a você 3 perguntas que facilitarão com que você se conecte com o que sente, com o que pensa e com o que precisa:

O que sinto?
Escolha uma situação que provoque em você emoções exageradas e escreva o que você sente: raiva, medo, tristeza, nojo, impotência, inveja, angústia, insegurança, culpa.

O que penso?
Esta situação gera em você pensamentos desestabilizadores porque estes pensamento estão baseados em uma interpretação subjetiva dos fatos. Faça uma lista baseando-se em três áreas: o que penso de mim mesmo; o que penso do outro; o que penso da situação.

Preciso do quê?
Conecte-se com seus pensamentos mais profundos. Necessidade de afeto, descanso, silêncio, comunicação, compreensão, escuta, limites, organização.

Lembre-se que captamos influências do plano espiritual, é sempre importante mantermos nossa vibração num patamar elevado, mantermos as energias sempre positivas, além claro, de nos mantermos em oração e vigia. Tudo junto nos ajuda a equilibrar nossos sentimentos e emoções, alinhar nossas atitudes com pensamentos 'do bem'.

Estas são perguntas simples, que mudarão sua maneira de enfocar o problema. Tente um caminho diferente e assuma o controle de sua vida. A mudança começa por você.

Fonte: Site Aletéia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Matamos uma geração?

"Me deixa! Estou estressado!" A geração que se estressa e se frustra por tudo. Que se considera eternamente infeliz. O que buscam esses meninos? O que lhes prometeram? Que o importante é ser feliz? Que ele pode ser o que quiser no lugar que quiser? Que se estudar faculdade X vai se realizar, que se estudar na escola Y vai passar direto e depois é só correr para o abraço? 

Jovens que vão aos consultórios com demandas frágeis e de muito sofrimento. A dor da falta do não faltar. Sensação  de não pertencimento, de estar perdido, de não saber o que quer da vida, nem saber se quer alguma coisa. Geração de poucos adjetivos. O show das três bandas foi TOP, a viagem à Disney foi LEGAL. O aniversário no buffet foi NORMAL. O casamento da melhor amiga foi CHATO. E se sente frustrado, mas não identifica o que lhe falta. Chora pelo golfinho ferido, mas não tira seu prato da mesa do shopping. A culpa é do machismo, é dos facistas, das feministas, dos petistas, dos istas.

Colaborar em casa é "favor", arcar com despesas nem pensar, participar de tarefas, seja fazer mercado, alimentar os dogs, ir ao banco, cartório, farmácia... tudo é postergado, é exaustivo. Geração das polpas de frutas, não descasca laranja, não chupa caroço de manga. Vive de sonhos áureos, mas não quer pisar no chão quente para alcançá-los. Começar a trabalhar sem muito ganhar, nem pensar. Quem marca suas consultas, médicos, dentistas? Não visita avós, não sai de seus quartos fantasiando no mundo irreal do Instagram. Aponta defeitos em comentários nas redes sociais. Não elogia. 

Acredita que todos exigem muito deles. Não oferece seus préstimos. Reclama do mínimo obstáculo. Culpa os pais por "forçarem a barra".

Na escola, solucionaram problemas matemáticos em turmas avançadas e não conseguem solucionar problemas reais de tirar segunda via de boletos, de ir à repartição pública e lidar com burocracias... Querem respostas rápidas, fáceis e ficam aborrecidos sempre, mesmo quando essa resposta vem. Entediam-se. Trocam de escola, de curso, de emprego, de parceiros, de amigos, nada e nem ninguém os compreende. Nada preenche. Culpam o sistema, a família, o amigo difícil, o porteiro chato, a coordenadora do curso, a lei, o chefe que exige. Reclama do almoço, de não ter roupa pra sair, de não ter dinheiro. Passa o dia no ar-condicionado, consumindo o salário dos pais. Anda de carro, Uber, táxi... Não lava suas cuecas nem suas calcinhas. Não busca conhecimento. Nem espiritualidade. Não se encanta com decorações natalinas, nem com um ipê florido no meio da avenida. Reivindica direito de expressão e não oferece ação. Atitude. Considera-se vítima dos pais. Julgam. Juízes duros!

Impiedosos! Condenam. Choram pelo cachorro maltratado e desejam que o homem seja esquartejado. Compaixão duvidosa. Amorosidade mínima. "Preciso disso! Tem que aquilo!" E haja insatisfação! Infelicidade. Descontentamento. Adoecimento. Depressão. Suicídio...

Geração estragada. Inconformada. Presa em suas desculpas. Acomodada em suas gaiolas de ouro. Inerte, não assume a responsabilidade de viver, de se mexer, de traçar seu caminho, de enfrentar o que está fora da caverna de Platão.

Posta sorrisos, praias paradisíacas, mas não se banha do mar curador.  Limpam o lixo na praia com os amigos e não arrumam a própria cama. Em casa, estampa tristeza, sofrimento, dor... a dor de ter que crescer sem fazer por onde merecer.

Escrito por Cristiane Soares Galdino, postado no Instagram

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Para ser feliz...

Acorde todas as manhãs com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz.

Seja seu próprio motor de arranque.

O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice. Você nasceu para ser feliz!

Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!

Trace objetivos para cada dia. Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez. Seja paciente.

Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, ajuda você a manter a dignidade.

Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente, seja especial.

Quando nos deixamos vencer, não há surpresas, nem alegrias...

Conscientize-se de que a verdadeira felicidade está dentro de você. A felicidade não é ter ou alcançar, mas ser e doar-se.

Estenda sua mão. Compartilhe. Sorria. Abrace. Deixe-se envolver pelo afeto.

A felicidade é como um perfume. Você o passa nos outros e o cheiro fica um pouco em suas mãos.

E quando você se deixa envolver por essa fragrância especial, ao abraçar alguém deixa um pouco do seu cheiro, pois esse perfume é contagiante.

O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz efeitos colaterais maravilhosos.

Não só cria um halo de conforto para os que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.

O tempo para ser feliz é agora. O lugar para ser feliz é aqui!

A felicidade está ao alcance de todos, mas somente as pessoas especiais a têm alcançado. E sabe por quê?

Porque as pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros.

Elas são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e estão certas de que o amor é parte de tudo.

As pessoas especiais praticam a arte de se doar aos outros, e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos.

As pessoas especiais não temem dividir seus conhecimentos, compartilhar seus sonhos, suas alegrias.

Elas não têm medo de ser vulneráveis. Acreditam que são únicas e têm prazer em ser quem são.

As pessoas especiais são aquelas que se permitem a ventura de estar próximas dos outros e importar-se com a felicidade alheia.

Elas sabem que o amor é o que faz a diferença na vida.

As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida bela.

E você, também é uma dessas pessoas especiais? 

*  *  *

Todas as pessoas são especiais.

Todas foram especialmente geradas pelo amor do Criador do Universo, que enfeita o céu com as estrelas e coloca na intimidade de cada ser uma centelha de luz.

Compete a cada pessoa fazer brilhar sua própria luz, conforme o convite de Jesus.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre que atitudes tomar para ser feliz, anote estas ligeiras dicas e as realize.

Em breve verá que novos horizontes se abrirão mostrando uma realidade diferente: a realidade das pessoas felizes. 

Redação do Momento Espírita, com base em textos de autoria ignorada.
Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8/9 e no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Em 13.06.2011.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A felicidade na selfie x a felicidade da realidade

O título desta publicação nos vela a uma reflexão muito necessária hoje, pois envolve a construção social de uma falsa noção de felicidade.

Por meio da selfie, que é uma nova possibilidade de auto representação gerada pelos smartphones, ao proporcionar à pessoa a chance de tirar fotos de si mesma, o indivíduo é capaz de criar um personagem que vive uma realidade alternativa. Afinal, ninguém, vai saber se aquele sorriso naquele ambiente bonito realmente reflete um estado interior ou se é apenas uma criação mental, teatral mesmo, a depender das reais circunstâncias que se apresentam e que não estão ao alcance de quem vê aquela fotografia.

As mídias sociais têm se mostrado um terreno fértil para a comparação social, especialmente ao que as ciências do comportamento humano nomeiam de “comparação social ascendente.” Nesse tipo de comparação, as pessoas sentem que a vida dos outros são melhores do que as suas. Esse sentimento é reforçado pelo simples fato de as postagens nas redes sociais tenderem a demonstrar os momentos positivos e felizes às pessoas, como frequência bem maior que os momentos difíceis pelos quais todos passamos.

Dificilmente seu cunhado irá postar a louça do fim de semana por lavar e o tédio dos programas dominicais, mas o churrasco com os amigos serão motivos de stories e vários selfies.

Essa enxurrada de fotos e postagens de vidas felizes, desfilando em nossas timelines, leva-nos, a um sentimento de impotência e de vida sem graça. Nossa vida fica monótona e pobre, em todos os sentidos, comparando-se com as demais postagens nas redes sociais.

Essa sensação é mais cruel naquelas pessoas que se comparam com mais frequência, pois são mais suscetíveis a sofrer os efeitos provocados por publicações de excessiva felicidade, o que causa uma onde de inveja, gerando mais angústia, pois você começa a invejar pessoas que você gosta, e esse sentimento leva culpa ou a relações falsas a comentários sarcásticos.

Ao se apegar aos modelos que o mundo considera como os mais adequados para se encontrar a felicidade, você apenas está condicionando este estado de espírito a fórmulas que podem até ser consagradas, mas que, na verdade, não correspondem a uma experiência verdadeira.

Conectar-se a quem está próximo e de forma leve e simples tem se revelado algo muito salutar na vida das pessoas. Desconectar-se do virtual para conectar-se ao real.

Atualmente, muitas pesquisas na área neurológica e do comportamento humano, mostram, por exemplo, que uma noite em uma mesa tomando café e comendo tapioca, na companhia de amigos que você gosta muito, gera uma compensação psicológica e emocional maior do que comprar um carro novo.

Sabe, por quê? Porque nunca são as coisas que nos deixam mais ou menos felizes. Sempre são pessoas. Quando ouvimos falar em mágoa, tem a ver com pessoas. O mesmo se dá com o perdão e o ressentimento. No entanto, a sociedade precisa nos dizer que a felicidade corresponde àquilo que nós construímos ou podemos comprar.

Fica cada vez mais fica evidente que os relacionamentos afetivos (amigos e parentes) são o que temos de mais valioso. Eles são um elemento crucial na proteção da nossa saúde mental. O apoio emocional é apenas uma das muitas contribuições que as relações afetivas (amigos e familiares) têm em nossa vida, e são promotoras de saúde. Mas, em se tratando de nossos dias, as pessoas estão com poucos ou nenhum amigo e distantes de seus parentes.

Pode parecer contraditório que isso ocorra em plana época das redes sociais e conectividade digital. Mas, na vida humana, apesar dos muitos seguidores em nossas redes sociais, eles contam muito pouco ou quase nada, quando se trata d sua saúde e felicidade.

Portanto, faça o seguinte, troque cinquenta amigos virtuais por um amigo real. Troque o grupo de WhatsApp da família pela visita semanal a um parente. Troque duzentas visualizações de pessoas felizes em selfies pela visão do sorriso de alguém que te quer bem e recebe sua visita, e você verá como sua vida terá mais felicidade e mais sentido.

Rossandro Klinjey – cap. 11 – Livro Eu escolho ser Feliz, postado no Blog Espiritismo na Rede, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE