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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Você sabe o que é paciência?

Chico Xavier fala da neurose que tem causa na impaciência – Porque Jesus tem poucos seguidores – O exemplo de Anália Franco – Oração para vencer a impaciência
Será que no mundo de hoje é possível alguém manter a "santa paciência" em todos os momentos da vida, sem explodir nem uma única vez? Acredito que isso seja possível, mas, que é difícil, é. Ouvindo alguns amigos a respeito do que é capaz de tirar a paciência deles, eles me deram motivos tais como: engarrafamentos no trânsito, principalmente quando têm compromissos com hora marcada; mal abrir o sinal e o carro de trás buzinar para que andem logo; assistir o cinismo dos corruptos; repetir alguma coisa para alguém que finge não ouvir.
Bem, mas adianta perder o controle? Vai resolver? O que se ganha sendo impaciente? Perder a paciência, em qualquer circunstância da vida, é a maneira mais fácil de perder a tranqüilidade, a paz interior, a saúde física e a espiritual. Neste sentido, lembro a afirmativa de Chico Xavier de que a neurose tem origem na impaciência. Diz ele também que "um trauma emocional se comunica ao corpo todo. Talvez cerca de 60% a 80% de nossas doenças são adquiridas através dos choques, da intolerância, das ofensas e da falta de perdão".

Tenho certeza de que a paciência é o santo remédio de nossas vidas para vencermos todas as dificuldades físicas e morais. Foi exatamente o que Jesus exemplificou durante toda a Sua vida aqui na Terra; afinal, Ele é o modelo e o guia oferecido por Deus à humanidade. Nessa condição, o Mestre nos ensinou que "é na paciência que ganhareis as vossas almas" (Lucas 21, 19). Isto quer dizer que a criatura impaciente, que perde a calma e é incapaz de manter o controle emocional, acaba perdendo sua alma nos labirintos da perturbação.

    A PACIÊNCIA É REGISTRADA NOS CÉUS

Jesus fora visitar alguns doentes em companhia de Simão Pedro nos arredores de Bethânia, quando a noite desceu sobre a região prenunciando chuva. Porém, era preciso voltar a Cafarnaum, onde Pedro residia. Pedro, notando o cansaço do Mestre, diminuiu a marcha. Ao avis­tarem um ponto de luz no caminho, pensaram ser uma pousada e se dirigiram para lá.
Um homem rude atendeu a porta da casa, que era uma espécie de cassino mantida por jogadores de Sephoris. Mas, mesmo assim, Simão Pedro implorou abrigo para si e para o compa­nheiro. O homem respondeu que a casa somen­te dispunha de um leito largo, formado por almofadões, e, caso aceitassem, poderiam descan­sar por uma noite.
Algumas horas depois de entrarem no quarto para dormirem, um dos jogadores, exclamando se porventura eles teriam acolhido dois vaga­bundos, sugere aplicar uma surra em um deles, e arrastando Simão para fora, lhe aplicou golpes de azorrague. Simão aceitou com paciência, e voltando para o quarto a choramingar, narrou a Jesus o acontecido. O Mestre então lhe diz: "Conserva a paciência, Simão, a paciência é uma luz perante o Pai Celestial".
Jesus ajeitou Pedro nos almofadões do outro lado, mas de­corridos alguns minutos, os jogadores acharam injusto castigar apenas um deles. Simão foi ar­rancado de novo do recanto em que dormia, to­mando várias bastonadas que lhe machucaram as pernas. Voltando à cama a lamuríar-se, Jesus repetia:
"Simão, tenha paciência. A paciência é registrada nos Céus...".
A caminho de Cafarnaum, o Mestre, quebran­do o silêncio, disse a Pedro: "Simão, pense em nossos compromissos. Você foi agredido, apa­nhou e sofreu, mas é justamente assim que o Pai, que está nos Céus, manda tratar os meus seguidores...". Nisso, Simão lançou em Jesus um olhar estranho e disse, contrariado: "É por isso, Mestre, que Vós os tende poucos...".
De fato, o que Jesus ensinou a Pedro é que todos devemos ter paciência nos momentos de desafio, pois Ele está sempre conosco. Esse fato nós extraímos do livro Fotos da Vida, do Espírito A. Cezar, por Chico Xavier.
  
ANÁLIA FRANCO E A PACIÊNCIA

À doente que se queixava em desespero, perguntou Anália Franco que lhe velava o leito: — Permite que eu leia para seu reconforto algum pequeno trecho de Allan Kardec? — Deus me livre! — gritou a enferma, cuspindo-lhe aos pés. Ainda assim, as mãos abnegadas de Anália continuaram ajeitando-lhe os lençóis…
           Quero água! — exigiu a doente. A amiga trouxe-lhe água pura e fresca. De copo às mãos, a enferma, num ímpeto, atirou-lhe todo o líquido à face, vociferando: — Água imunda!… como se atreve a tanto? Quero outra! Paciente e humilde, Anália enxugou o rosto molhado e, em seguida, trouxe mais água. — Quero chá.
           E o chá surgiu logo. — Chá malfeito! Chá frio! O conteúdo da taça foi projetado ao peito da outra, ensopando-lhe a blusa. — Traga chá quente! Foi a ordem obedecida. — Você aceita agora o remédio? — indagou Anália. — Que venha depressa.
Ao tomar, contudo, a poção, a dama inconformada agarra a colher e vibra um golpe no braço da amiga. Surge pequeno ferimento, mostrando sangue. E a enferma cai em crise de lágrimas. Chora, chora e depois diz: — Anália, se a religião espírita que você abraçou é o que lhe ensina a me suportar com tanta calma, leia o que quiser.
A interpelada sentou-se. Tomou “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e leu a famosa página intitulada A paciência, no capítulo IX, que começa afirmando: “A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos…”  Acalmou-se a doente, que acabou aceitando o socorro do passe e o benefício da água fluidificada. A enferma, asserenada, ouviu de Anália os planos que arquitetava para o futuro, em benefício dos meninos abandonados à rua.
No dia seguinte, ao despedir-se, a obsidiada em reequilíbrio beijava as mãos de Anália e dava-lhe os primeiros dois contos de réis para começar a grande obra. Anália Franco, como se sabe, foi a heroína da seara espírita paulista, que se fez sublime benfeitora das criancinhas desamparadas. Página extraída do livro A Vida Escreve, ditada pelo espírito Hilário Silva ao médium Chico Xavier.

A PACIÊNCIA NA POESIA

         E para fechar esse tema, recorro à querida poetisa baiana Maria Dolores, pela psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, na noite de 03.07.1999, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece em Uberaba - MG.Eis os seus versos inspirados sobre a Paciência:
 Vinde a mim todos vós os que sofreis…
Disse o Senhor esta convocação num certo momento,
Mas não retirou ninguém do sofrimento
Mas explicou: E Eu vos aliviarei.

Consideramos, pois, nossas faltas,
Reencarnação pede esforço, vida, paz e luz…
Tenhamos paciência no caminho,
E seremos aliviados por Jesus!…
 *Por Gerson Simões Monteiro para o site do Correio Espírita.

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