segunda-feira, 9 de setembro de 2019

07 de setembro - A Independência do Brasil

O Espiritismo estuda a história pelo ponto de vista espiritual. A Independência do Brasil é um dos fatos que foi psicografado no livro “Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, de autoria do espírito Humberto de Campos e psicografado por Chico Xavier. Poucas pessoas conhecem a história espiritual por trás de grandes fatos históricos, como a Inconfidência Mineira, o Descobrimento do Brasil e a Independência do Brasil. Eles estão ligados às intenções de entidades superiores, que comandam a vida na terra. Conheça um pouco sobre a história da Independência do Brasil, segundo o Espiritismo.

A Independência do Brasil narrada pelo espírito Humberto de Campos conta que, Jesus, em 1370, se reuniu com espíritos que coordenam a vida na terra para transportar a árvore do evangelho, que estava plantada na Palestina. O Brasil foi escolhido para acolher tal árvore, o lugar que teria o formato geográfico de um coração e em seu céu sempre teriam estrelas que formassem uma cruz. Esta terra seria conhecida por um lugar de amor, perdão, trabalho e caridade.

Para o desenrolar da história do Brasil, foram encarnados em Portugal os espíritos que conheciam e amavam o mar, dentre eles se destacava Hilel, que nasceu como Dom Henrique de Avis-quinto filho do Rei Dom João I. Ele fundou a Escola de Sagres e teve auxílio de guias espirituais, que escolheram os fenícios para voltar ao planeta e concretizar o início das navegações.

Segundo a história Espírita, Pedro Álvares Cabral teve sonhos de uma terra nova, enquanto atravessava o Atlântico. Essas visões eram influência de espíritos mensageiros, que incitaram o desejo de Cabral para encontrar a terra que seria transplantada a Árvore do Evangelho de Cristo.

É revelado no livro, que o processo da Independência do Brasil começou em 21 de abril de 1792, data do enforcamento de Tiradentes – Joaquim José da Silva Xavier. Tiradentes atendeu ao plano de Jesus e nasceu no Brasil para incentivar ao povo a ideia de se libertar de Portugal. Ele era determinado, inteligente e a favor da paz. Possuía todos os requisitos para iniciar este processo.

Após a morte de Tiradentes, a rainha de Portugal Dona Maria I- mãe de Dom João VI, que era o pai de Dom Pedro I –  foi interditada por uma doença mental. Este foi o fato crucial para o retorno de Dom João VI a Portugal, para assumir o trono. Assim, o comando do Brasil foi dado a Dom Pedro I, que em 09 de janeiro de 1822 inicia a tão desejada Independência ao responder: “Diga ao povo que fico”.  De acordo com a visão Espírita, Tiradentes infundiu no coração de dom Pedro I a coragem para dar a liberdade ao Brasil. Em 7 de setembro de 1922, Tiradentes estava presente em espírito, às margens do Ipiranga no grito de: “Independência ou Morte”.

Fonte: Site We Mystic

A Responsabilidade e o livre-arbítrio

A Responsabilidade que temos por nossos atos coloca um certo peso nas escolhas, no nosso livre-arbítrio. O psicólogo e comunicador Ildo Rosa refletiu sobre essas questões no programa Café com Cristo, transmitido pela Rádio Boa Nova.

Ildo Rosa reflete a princípio sobre a responsabilidade que temos perante a vida e a sociedade. Ele reflete sobre nosso comportamento com pessoas próximas, família. Mas, também somos responsáveis espiritualmente por nossas escolhas atitudes. 

O comunicador continua também os estudos da obra “Caminho, Verdade e Vida”, com o capítulo 82, Madeiros Secos. Ele faz assim a leitura de Lucas, capítulo 23, versículo 31, e ainda a análise de Emmanuel sobre o tema. 

“Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?”
Jesus. (LUCAS, capítulo 23, versículo 31.)

Somos responsáveis por nossos pensamentos, palavras e ações, direta e indiretamente. Entretanto nosso livre-arbítrio nos proporciona algo além do imaginário de liberdade que quase sempre permeia na ideia de liberdade. 

Possuímos assim a possibilidade de escolha. E encontramos, portanto, um cenário perfeito para exercitarmos nossa racionalidade e conhecimentos. Essas experiências nos proporcionam crescimento espiritual. 

Entretanto, é certo os erros durante esse processo de aprendizado e a responsabilidade sobre eles. Será necessário compreendê-los, absorver os aprendizados e a partir desse conhecimento, agir de forma assertiva. 

Não podemos colocar nesse processo de compreensão e aprendizado do livre-arbítrio e da responsabilidade um peso excessivo. É necessário equilíbrio, razão e principalmente o autoperdão para obter o crescimento espiritual. Somos seres ainda em evolução, errar é natural para podemos aprender, mas é válido lembrar que somos responsáveis, tanto pelos erros como pelos acertos. 

Fonte: Site da TV Mundo Maior

08 de Setembro - Dia Mundial da Alfabetização

Com o propósito de fomentar a alfabetização nos vários países, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) instituíram esta data em 1967.

O processo da aprendizagem de ler e escrever (alfabetização) está diretamente relacionado com o desenvolvimento de um país, conforme indicam pesquisas na área. Quanto mais pessoas analfabetas, menor é o índice de desenvolvimento.

Por esse motivo, nas últimas décadas vários países têm assumido o compromisso de combater o analfabetismo. Atualmente, a alfabetização atinge cerca de 85% da população mundial, de acordo com dados da ONU.

No entanto, estima-se que ainda existem quase 800 milhões de adultos no mundo que não sabem ler, escrever ou contar, e aproximadamente 250 milhões de crianças consideradas analfabetas funcionais (não conseguem interpretar os textos).

O objetivo não é apenas alfabetizar, mas fazer com que os jovens e adultos saibam interpretar um texto criticamente e que desenvolvam prazer com a leitura.

Abaixo a lista de países com as maiores taxas de analfabetismo no mundo:

Sudão do Sul: 73%
Afeganistão: 71.9%
Burkina Faso: 71.3%
Níger: 71.3%
Mali: 66.6%
Chade: 64.4%
Somália: 62.2%
Etiópia: 61%
Guineia: 59%
Benin: 57.6%
Serra Leoa: 56.7%
Haiti: 51.3%
Senegal: 50.3%
Wallis e Futuna: 50%
Gâmbia: 48.9%

No Brasil, as taxas de analfabetismo têm diminuído nos últimos anos, mas ainda estão longe de serem ideais, conforme mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação (Pnad Educação), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na faixa entre 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo passou de 7,2% (2016) para 6,8% (2018). Já no que diz respeito às pessoas com 60 anos ou mais, a taxa caiu de 20,4% para 18,6%. Segundo o levantamento, o analfabetismo no Brasil está diretamente ligado à idade. Isso quer dizer que quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.

Educação como prioridade

A alfabetização de crianças e adultos pode mudar significativamente os rumos de um país, já que, quanto maior o acesso do indivíduo a tudo que a leitura oferece, seja por via cultural, seja de lazer ou até mesmo pela própria educação, maiores são as chances de conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho e, consequentemente, melhores ganhos salariais, o que proporcionará melhor qualidade de vida e acesso a novos caminhos.

Ainda temos um grande desafio, que é alfabetizar e disseminar o conhecimento de forma prioritária, já que com isso é possível diminuir injustiças sociais, mudando positivamente e de maneira decisiva a vida das pessoas.

Dominar a modalidade escrita de uma língua é a chave para abrir a cabeça e libertar homens e mulheres do desconhecimento e da desinformação. É o que permitirá serem sujeitos críticos, com liberdade para escrever (literalmente) suas próprias histórias. Por meio do conhecimento, podemos ter mais esperança de que é possível acabar com as desigualdades sociais. 

Fonte: Calendarr e Mundo Educação

06 de Setembro - I Congresso Espírita do Brasil

Nesta data, em 1881,  uma comissão de espíritas denunciou a perseguição aos integrantes da doutrina para o Imperador D. Pedro II, que prometeu não haver mais perseguições aos espíritas, porém elas continuaram.

Ainda em 6 de setembro de 1881 é realizado o Primeiro Congresso Espírita do Brasil, no Rio de Janeiro, com o objetivo de reunir e orientar as instituições espíritas.


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A Dependência Emocional | Além da Matéria

A Dependência Emocional foi o tema abordado por Marcos Leão no programa Além da Matéria, transmitido pela Rádio Boa Nova. O Comunicador faz assim, as seguintes perguntas: Em qual circunstância você está vivendo? Sente-se feliz ao lado das pessoas que ama? Consegue fazer escolhas e tomar decisões? Precisa de elogios? Sua felicidade depende de outras pessoas?

Marcos Leão fala, a princípio, sobre as causas da dessa dependência, como por exemplo a insegurança. Mas ele explica que, geralmente um dependente emocional encontra dificuldades no processo de escolhas e possui um medo em não ser amado. 

Já os sintomas são sinais que podem nos auxiliar no processo de reversão dessa a dependência emocional. São padrões de comportamento e atitude, os quais devemos nos questionar e buscar o autoconhecimento a fim de nos modificarmos.

Amai o próximo como a si mesmo

Para amarmos o nosso próximo e praticarmos os ensinamentos de caridade presentes no Evangelho é necessário amarmos a nós mesmos. Isso implica, portanto, em diversos fatores de cunho moral e foro íntimo. 

É preciso cuidar de si e do seu amor por si mesmo. Para perdoarmos o próximo, devemos nos perdoar, para auxiliarmos a caminhada evolutiva do próximo, é preciso compreender os nossos próprios caminhos. 

Depender emocionalmente de outra pessoa é abdicar da capacidade própria de enfrentar a vida e se amar. Sendo assim, como poderia uma grande embarcação sobreviver a uma tempestade com apenas uma vela, ou apenas uma pessoa na tripulação. 

Devemos possuir várias coisas em nossa vida que nos motive a caminhar pelas tempestades. Assim como um grandioso castelo, devemos possuir várias torres que o protegem e o sustentam. Isso faz com que nenhuma seja sobrecarregada, ou então, com que você não dependa exclusivamente apenas de uma torre. 

Ame-se para amar ao próximo. E compreenda que a dependência emocional existe e ela faz mal principalmente para o dependente.

Fonte site da TV Mundo Maior

Promoção de Pizza do LEAE

O Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) promove a venda de pizzas neste mês de setembro.
A famosa pizza de calabresa do LEAE tem o tamanho grande e será vendida a R$ 30.

Quem quiser encomendar a sua é só nos mandar um e-mail (aprendizesdoevangelho@gmail.com), nos enviar um direct pelo @laraprendizesdoevangelho ou ir até a nossa sede no Parque Cuiabá.

As vendas já começaram e a entrega da deliciosa pizza será no dia 14, sábado, pela manhã no Centro Espírita.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

05 de Setembro: Dia do Irmão

Quando se fala de irmão, podemos nos referir tanto ao filho dos nossos pais - nosso irmão consanguíneo - como também aquela pessoa especial, considerada um grande amigo e que você sente como se fosse um membro da sua família.

No universo cristão, os "irmãos" são todos os nossos "próximos" que, diante da doutrina divina, são "filhos" de um mesmo Pai: Deus.

No Brasil, o Dia do Irmão é tradicionalmente celebrado em 5 de setembro. No entanto, não há um registro que oficialize a data no país.

O dia surgiu por iniciativa da Igreja Católica, que homenageia o aniversário de morte da missionária Madre Teresa de Calcutá, desde 2007 - data que completou 10 anos de sua morte.

No contexto religioso, o sentido da palavra "irmão" está ligada ao "próximo". Portanto, esse dia serve para incentivar as pessoas a repensarem as atitudes perante os outros seres humanos, sendo mais humildes, companheiras e gentis.

O Dia do Irmão é uma data bastante celebrada na Índia (durante o mês de agosto). Lá, os hindus fazem um ritual de oferenda entre irmãos e irmãs de uma família, simbolizando a união e proteção entre eles.

Os dois conceitos do Dia dos Irmãos se misturaram no Brasil, sendo comemorado na data da morte de Madre Teresa de Calcutá (5 de setembro), porém com um significado mais direcionado para homenagear os irmãos consanguíneos, como acontece na Índia.

Fonte Calendarr

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Felicidade: onde eu compro uma?

A primeira pergunta da quarta parte do O livro dos espíritos fala sobre a felicidade. Kardec pergunta se podemos desfrutar de felicidade completa na Terra. A resposta é categórica: a felicidade completa não dá. Mas na resposta também é dito que depende de nós sermos tão felizes quanto se pode ser na Terra. Opa! Então está nas nossas mãos sermos, ao menos um pouco, felizes! Já é alguma coisa. Mas…como fazê-lo?

Felicidade e alegria

Vale começarmos pensando na diferença entre felicidade e alegria. Confundimos os dois conceitos. Alegria é algo efêmero. Gostosinho, necessário, mas que não dura. Já a felicidade é algo mais duradouro e mais profundo: um estado de espírito.

Ficamos alegres ao encontrar um amigo, ao sermos promovidos, ao ganhar um dinheiro inesperado e ao comprar uma roupa bacana. A alegria tem sua função: ela é como um pico de glicose a nos energizar. Alegres, seguimos mais confiantes. A alegria nos reabastece de boníssimo ânimo. Mas como a glicose, depois de um tempo, parece que consumimos a alegria e ela se esvai. E voltamos a ficar aborrecidos e enfastiados, em busca de nova pico de alegria para que possamos seguir adiante. Parece que nos viciamos em alegria!

A felicidade é algo menos eufórico que a alegria. Ela não é de picos, de altos e baixos. A felicidade é algo mais constante e sereno, mais equilibrado e longevo. É algo que se demora para se conquistar, mas que uma vez conosco, se mantém estável. A felicidade talvez seja um modo de enxergar o mundo, as pessoas, os desafios, os problemas e as belezas da vida. Uma pessoa feliz também tem suas alegrias, mas ela é menos dependente de picos de alegria. Ela tampouco sofre com os vales, as chamadas depressões. A pessoa feliz compreende melhor o mundo que a cerca e por isso encara tudo com maior naturalidade e sem paixões. Felicidade tem a ver com compreensão. Quanto melhor compreendermos tudo, menos nos iludiremos e menos sofreremos, pois nada será inesperado ou destituído de lógica. Quando compreendemos, aceitamos e trabalhamos o fato; e desse modo não sofremos, mas ao contrário, nos animamos por conseguirmos dar bom encaminhamento ao assunto.

O sucesso traz a felicidade. Ou seria o inverso?

Outra confusão que fazemos é na dupla sucesso e felicidade. Certa vez li sobre uma pesquisa de uma universidade californiana que respondia a seguinte pergunta: o sucesso traz a felicidade ou a felicidade traz o sucesso? A descoberta é surpreendente pois contraintuitiva: a felicidade vem antes e facilita o sucesso.

Muitos de nós achamos que precisamos ser famosos e ter muito sucesso na vida – na vida afetiva, no trabalho, na saúde, nas finanças – para só então, sermos felizes. A pesquisa provou o contrário: as pessoas que alcançavam o sucesso eram as que já eram as mais felizes antes do sucesso. Em outras palavras: quem gosta mais de si (autoestima, não arrogância), quem ama os demais, quem se interessa pela vida, quem está melhor com seu corpo e com seu papel na sociedade, quem se dedica a ser uma pessoa melhor a cada dia; essa pessoa tem equilíbrio e tranquilidade que são requisitos para atingir o sucesso em qualquer campo de nossas vidas. Então que tal focar na felicidade genuína e generosa invés de buscar o sucesso a qualquer custo? Albert Einstein, sábio, dizia: “Não tentes ser bem-sucedido, tenta antes, ser um homem de valor”.

Dinheiro e felicidade

E dinheiro: traz felicidade? Dinheiro é importante, mas ele sozinho não garante a felicidade. Quantos ricos você conhece que são infelizes? O rico pode comprar o que quer, e isso o alegra. Mas isso é insuficiente para mantê-lo feliz e logo depois ele cai novamente na falta de algo, no vazio. Então, o caminho para a felicidade é ser pobre, desfazer-se de todos os bens, certo? Não. A pobreza também não garante a felicidade. O que importa aqui é compreender que a felicidade não se compra, mas se constrói. Com o dinheiro é possível comprar conforto e alegrias, mas as alegrias não sustentam a felicidade. Um sapato novo, uma bolsa linda, um carro do ano, tudo isso nos alegra, mas não nos tira dos problemas, não nos resgata da angústia e da depressão. Dinheiro sozinho não nos traz felicidade e paz.

Problemas e felicidade

O que atrapalha a nossa felicidade então são os problemas! É tanto problema, tanta coisa complicada para resolver, que é impossível ser feliz. Bom, nesse caso, a solução está fácil: basta acabar com nossos problemas e seremos felizes, certo?

Ilusão. Nossos problemas nunca acabarão. Somos espíritos ainda muito novos, com muito a experimentar, aprender e progredir. Ainda teremos muitos problemas pela frente. Eles, os problemas, creia, são nossos amigos! Entendamos os problemas como desafios, provas. Estamos criando musculatura moral e intelectual ao trabalharmos nossos problemas. Cada problema resolvido é um aprendizado adquirido. É exatamente por isso que encarnamos, na Terra: para que encaremos situações desafiadoras e, usando nossa inteligência, nos desenvolvamos como espíritos, em sabedoria e moral. Assim compreendendo, os problemas deixam de ser uma barreira à nossa felicidade e se apresentam como são: um atalho à conquista da felicidade.

Infeliz por querer ser feliz

Uma pergunta: será que a busca frenética por felicidade não nos causa infelicidade?

Queremos todos ser felizes. Mas queremos ser felizes agora, neste momento, imediatamente e não depois. E não queremos ser apenas felizes, mas queremos ser muito, muito felizes. E não apenas agora e muito, mas queremos ser felizes o tempo todo. É possível isso? O espiritismo na pergunta 920 de O livro dos espíritos diz que não.

Vivemos num mundo de provas e expiações. Somos espíritos ainda pouco sábios que cometem injustiças e toda sorte de erros a todo momento. Num ambiente desses, com colegas iguais a nós – gente ainda barra pesada – é impossível ser feliz o tempo todo. Então esqueça o hedonismo.

Ser tão feliz quanto se pode ser

Mas, e aquela estória de ser tão feliz quanto se pode ser na Terra?

A resposta à pergunta 920 diz que depende de nós amenizarmos os males para sermos tão felizes quanto se pode ser na Terra. Opa! Ai está a dica preciosa: amenizarmos os males! E que males são esses? Os conhecemos todos. Eles são nossos companheiros de longa data, nós os alimentamos a todo momento, estão conosco há várias encarnações. São a vaidade, o egoísmo, o orgulho, a soberba, a inveja, o ciúme, a ganância, a parcialidade, o sectarismo, o elitismo… todos filhos do ego avantajado.

Então, se quisermos a felicidade, a chave é nosso progresso moral e intelectual. O segredo é nos livrarmos desses espinhos todos que nos causam tanto desgosto e nos afastam da felicidade viável já aqui, na Terra. A boa notícia é que isso, afastarmos de nosso dia a dia esses nossos defeitos, está ao nosso alcance. Só depende de nós. Depende de nosso compromisso conosco, de nosso autoconhecimento, de nossa honestidade para conosco, enfim, da reforma íntima, tão conhecida dos espíritas. A quantas anda a sua?

A felicidade nas nossas mãos

Trabalhemos nossa felicidade. Construamos nossa felicidade.

Cuidemos de nossos pensamentos, que são o terreno onde nossa felicidade florescerá. Usemos da gentileza que o melhor adubo para a felicidade. Busquemos compreender o próximo, aquele que pensa diferente de nós, pois ele é a nossa sabatina para a conquista de nossa felicidade. Não reforcemos comportamentos que nos afastam da felicidade e causam tanto sofrimento a nós e a tantos. Evitemos dar força ao ódio, ao separatismo, à crueldade, à tortura e à xenofobia. Promovamos a paz e não o armamento e as disputas. Combatamos em nós qualquer preconceito, seja de etnia, de classe, de geografia, de origem, de orientação sexual ou de crença. Nós, espiritas inclusive, não somos os únicos bacanas. Deus não elegeu um modelo único de humano. Todos, os diferentes de nós inclusive, são espíritos criados por Deus.

Lembremos do exemplo de Jesus que a todos acolhia. Jesus, aquele que apenas tinha palavras e atos de compreensão e amor para os doentes do corpo e da alma. Lembremos desse bom exemplo, desse espírito superior, que sempre acolheu com amor a todos.

Nossa felicidade é a felicidade do outro

Talvez a chave para a felicidade possível enquanto estamos encarnados na Terra esteja expressa na belíssima definição que o espiritismo nos oferece do que seria o homem de bem. Em determinado trecho diz: “Ele encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos”.

Troque a palavra satisfação pela palavra felicidade e veja se não faz todo sentido.

Como não ser feliz levando o alívio ao próximo? Essa é a felicidade possível na Terra! E ela não é pouca. Ela é a felicidade real pois de essência divina. É profunda. Fala à alma do ser. Encanta e acalma. Aproxima. Fornece esperança e paz. É serena e contínua. Essa felicidade, a possível na Terra, não se vende em lojas. Tampouco é conquistada com o sucesso. Mas ela está logo ali, ao nosso lado, em nosso relacionamento, em nossa família, em nosso trabalho e com todos os que nos cercam.

Sejamos felizes, fazendo outros felizes.

Alexandre Caldini Neto, em Correio News, republicado no site da Rádio Boa Nova

Travestilidade e transexualidade: uma reflexão espírita

Embora tenha a missão espiritual de ser o coração do mundo e a pátria do evangelho, o Brasil parece ainda ter muito a avançar em relação ao respeito e a valorização das diferenças. 

O tratamento dado pela sociedade brasileira a travestis e transexuais confirma isso: de acordo com a organização não governamental Transgender Europe, o Brasil é líder mundial em assassinatos de pessoas transexuais – ou apenas trans – e travestis. Ao mesmo tempo, conforme o site adulto Redtube, o Brasil lidera o número de acessos online a conteúdo pornográfico trans e travesti. Ou seja, se por um lado, nossa sociedade exercita diariamente o ódio contra pessoas trans e travestis, praticando crimes de ódio, por outro, busca realizar suas fantasias sexuais indo ao encontro desta mesma população. 

Entretanto, o que é uma pessoa travesti ou transexual? E como a Doutrina Espírita pode nos ajudar a amar e respeitar as diferenças de gênero e sexualidade?

Em nossa cultura, quando uma mulher está grávida, ela realiza uma série de exames médicos, entre eles a ultrassonografia, com o objetivo de saber o sexo do bebê. O resultado da ultrassom contribui decisivamente sobre como aquele ser, ainda em desenvolvimento no útero da mãe, será recebido pela família e pela sociedade, ao nascer: nome, vestuário, brincadeiras, enfim, toda a trajetória educacional é determinada, a partir de um procedimento médico. A maioria dos indivíduos se encaixa nesses padrões preestabelecidos pela cultura e os reproduzem no cotidiano, especialmente quando decidem constituir uma família. Nesses termos, os modelos culturais seguem uma cartografia quase única: atrelar o sexo de nascimento ao gênero determinado, em uma lógica pênis-homem, vagina-mulher.

Entretanto, algumas pessoas não se sentem contempladas com esses rumos. Elas podem nascer com um pênis, mas, sentir-se identificadas com o gênero oposto. Demonstrando a possibilidade de existência de mulheres com pênis e homens com vagina, estas pessoas transcendem às normas de gênero, algo que pode suscitar grande estranhamento e profunda discussão. Daí o termo transgênero se tornar adequado para descrever sua experiência. Esse termo amplifica as vivências de gênero para além dos conceitos de mulher e homem. Nesse ínterim, travesti e transexual são formulações que se abrigam em uma noção maior, expressa pelo vocábulo transgênero, concepção indicadora da transcendência das diretrizes ortodoxas de gênero. Na verdade, as limitações linguísticas ficam claras quando discutimos a temática das transgeneridades. Ainda há muito que se caminhar pelas palavras para que estas descrevam com exatidão o sentimento de pessoas que não veem a si mesmas representadas nas normas de gênero socialmente aceitas pela civilização.

A grosso modo, as2 travestis são pessoas que vivem a feminilidade, sem necessariamente se identificar como mulheres. Para isso, utilizam hormônios e comumente não desejam a redesignação sexual. Na verdade, travesti é um termo que se refere a um terceiro gênero ou mesmo a gênero nenhum. Por outro lado, pessoas transexuais se identificam com o gênero em oposição àquele que lhes é imposto quando do seu nascimento. Mais que isso: desejam viver a experiência desse gênero, o qual lhes é socialmente negado. Recorrem a utilização de hormônios e, em alguns casos, realizam a cirurgia de redesignação sexual. Deixamos claro que não se pretende aqui estabelecer diferenças rígidas sobre as definições de travesti e transexual. Na verdade, essa breve explanação se destina apenas ao norteamento da pessoa do leitor, que poderá, a posteriori, se aprofundar em textos científicos voltados a discutir os significados destas acepções. Longe de querer estabelecer rígidas definições sobre a população trans e travesti, o que se pretende aqui é nos familiarizar sobre o tema.

Infelizmente, pessoas trans e travestis têm sido alvo de ódio exponencial. Mesmo com a equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo, realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 13, oportunidades no mercado de trabalho e acesso à educação e saúde são negados a essa população. Direitos espirituais também são recusados: a maioria das religiões que se denominam cristãs rejeita pessoas trans e travestis, demonizando sua identidade de gênero. Esquecem-se das palavras do Mestre Jesus, conforme expressas em João 13:34: “Dou-vos um mandamento novo; que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.3”

Em O Livro dos Espíritos, na questão 200, Alan Kardec indagou com relação a se os espíritos têm sexo. A resposta dos Espíritos Superiores é útil para compreender o que está envolvido na existência humana, principalmente na essência de pessoas trans e travestis: “Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.” Uma palavra chama à atenção nessa resposta: organização. Seu significado aponta para o criterioso ordenamento realizado visando a encarnação. Com efeito, a literatura espírita nos mostra o ponderado planejamento que ocorre na vida espiritual, quando se determina ao espírito seu retorno para o mundo físico. Não apenas o sexo, também o círculo familiar e social, a profissão e a natureza das experiências que o espírito viverá são delineados, visando sua aprendizagem e evolução. Nesta perspectiva, a pergunta subsequente de Kardec – “em nova existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa?” – é respondida, deixando-se antever o principal objetivo da reencarnação: “decerto: são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

Desta forma, a Doutrina Espírita nos ensina que travestis e transexuais, longe de serem “demônios”, são, deveras, pessoas com identidades de gênero viáveis para a aprendizagem e a maturação do ser espiritual que temporariamente se encontra em uma vestimenta física. 

1 Sexólogo. Psicanalista em formação. Graduando em Psicologia. Professor de Língua Inglesa. E-mail: armandopsicologia@yahoo.com.br

2 A despeito de como se veem, as travestis desejam ser tratadas sempre no feminino.

3 A Bíblia de Jerusalém.

Artigo de  Armando Januário dos Santos para o site da Rádio Boa Nova

Revidar às ofensas

A evolução nossa no Planeta é individual. Não adianta desejarmos que pessoa que queremos bem evolua na mesma proporção que a nossa, pois nem todos pensam igual a nós e nem todos têm o mesmo equilíbrio emocional que o nosso e principalmente há muitos que não se preocupam em evoluir mediante perseverança.

É comum ao recebermos ofensa revidarmos na mesma proporção, afinal, existe o ditado “desaforo não se leva pra casa”, mas, também, sempre que revidamos a alguma má atitude, acabamos nos sentindo mal e às vezes caímos em arrependimento, principalmente se somos pessoa que não gostamos de praticar o mal.

Para outrem não interessa se somos do bem ou capaz de praticar alguma maldade, interessa sim que mereçamos sempre ser ofendidos. Tem gente que não mede as palavras e está sempre pronta a “armar um barraco”, não se importando com as consequências.

As novelas estão aí para ensinar com propriedade de como nos conduzir num confronto de ofensas, e poucas são as que esclarecem o que não devemos fazer, afinal, “armação de barraco” rende mais ibope.

Nesta semana, no encontro de Evangelho no Lar, conversamos sobre o assunto de ser ofendido e se devemos revidar. De fato, o primeiro momento é o de defender-se devolvendo a agressão na “mesma moeda”, o que causa certo conforto, pois não ficamos com a ofensa entalada, mas, para o nosso organismo essa atitude não é boa, pois mergulhamos numa energia negativa.

Mas, então, fazer o quê? Bom, é difícil manter o equilíbrio num momento de ofensas, mas é preciso, pois do contrário estaremos nos igualando ao nosso agressor. Devemos então nos perguntar rapidamente: o que Jesus faria em tal situação? A resposta pode até não ser a que gostaríamos, mas certamente vai ser a correta.

Pensando bem, o que importa o que o outro vai pensar ou sair dizendo por aí? O que importará mesmo é a nossa atitude! Podemos até perder no embate, mas será que não ganhamos analisando sob o ponto de vista de equilíbrio evolutivo?

Claro que estamos longe de ter a paz do Mestre, mas podemos diante de situações difíceis tentar agir como Ele agiria! Só o fato de nos questionarmos como Ele agiria no momento que estivesse em confronto, vamos receber, sem dúvida, muita energia para enfrentar o embate, afinal, estaremos mentalizando nada mais, nada menos, que o Mestre!

Quando estamos no exercício de função ou cargo e temos de tomar uma atitude que acreditamos certa, não estamos fazendo algo em nosso nome e, sim, daquilo que representamos, mas, quando se trata de assunto pessoal, temos de levar em consideração os ensinamentos de amor e bondade contidos no que Jesus nos exemplificou, pois foi este um dos objetivos da vinda Dele à Terra.

Normalmente nosso orgulho não permite que nos desarmemos quando somos ofendidos, e sabemos que muitas vezes esses confrontos desagradáveis fazem parte de resgates de ofensas que praticamos a outrem em algum momento anterior.

Procuremos serenidade e manter o pensamento elevado, que certamente estaremos amparados por ocasião desses embates.

Por Nilton Moreira em O Consolador