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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Chico é o 1º semifinalista

Na noite da última quarta-feita, dia 1º de agosto, Carlos Nascimento comandou a primeira semifinal desta fase de O Maior Brasileiro de Todos os Tempos. De um lado, Chico Xavier, representado no palco por Saulo Gomes, do outro Irmã Dulce, defendida por Padre Antônio Maria.

Após uma semana de votação aberta pela internet e via SMS, Chico Xavier venceu com 50,5% dos votos o confronto e se tornou o primeiro semifinalista para o posto de Maior Brasileiro de Todos os Tempos.

Uma farsa para uns, um santo para outros. Mesmo 10 anos depois de sua morte, a imagem de Chico Xavier não caiu no esquecimento popular. Pelo contrário, tornou-se a maior referência do espiritismo no Brasil.

Graças a ele, o Brasil é hoje uma das maiores potências da doutrina espírita do mundo. Sua vasta coleção literária colaborou para essa divulgação em massa, superando inclusive barreiras entre outras religiões.

Repassando os direitos dos livros para suas obras sociais, Chico Xavier exerceu a solidariedade pensando no futuro, ajudando até hoje muitas famílias brasileiras. Esta escola é um fruto deste belo trabalho desenvolvido pelo médium aqui em São Paulo.

Seu trabalho no espiritismo levou conforto e esperança para milhares de pessoas, até mesmo para quem nunca chegou perto do médium.

Chico Xavier nos trouxe mensagens de amor e fé que serão eternizadas graças as suas obras. Lições que permanecerão na mente dos brasileiros por muito tempo.

LINHA DO TEMPO
Chico Xavier chegou ao mundo trazendo uma mensagem de luz e paz. Em terra firme, na cidade mineira de Pedro Leopoldo nasceu um homem que fez a ponte entre vivos e mortos. Um ser iluminado: Chico Xavier.

Aos 5 anos, ficou órfão de mãe e passou a morar com a madrinha. Porém, seu contato maternal continuou através de conversas espirituais.

Com 8 anos, Chico começou a trabalhar em uma fábrica de tecidos, dividindo o tempo com os estudos. Mesmo vivendo com uma família que seguia tradições católicas, foi no espiritismo que encontrou a cura de uma doença da irmã, até então desenganada pelos médicos.

A partir deste momento, Chico Xavier quis saber mais sobre o kardecismo. Em 1927, ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, onde fez suas primeiras psicografias. Era o início de uma nova etapa em sua vida: o Chico médium.

Em 1931, ele conheceu seu mentor espiritual, Emmanuel. No ano seguinte, publicou seu primeiro livro: “Parnaso de Além-Túmulo”.

Em 1944, Chico lançou uma de suas obras mais populares: Nosso Lar. O livro é um dos campeões de vendas até hoje. Neste ano, suas publicações chegaram aos tribunais. Chico foi acusado de roubo pelos familiares do famoso escritor Humberto de Campos, que já havia desencarnado. Eles queriam parte dos direitos autorais da obra psicografada. Porém, a justiça deu causa ganha ao médium mineiro.

Em 1959, seguindo as orientações de seus benfeitores espirituais, Chico mudou-se para Uberaba. O número de fieis e seguidores não parava de subir.

Em 1965, viajou para os Estados Unidos para divulgar o espiritismo. Em 1971, Chico Xavier foi sabatinado por quase três horas, ao vivo, no programa Pinga-Fogo, da extinta TV Tupi. Respondendo perguntas de jornalistas e de curiosos sobre o espiritismo, gerou uma repercussão nacional extraordinária.


Em 1979, pela primeira vez, as cartas de Chico viraram provas num processo criminal. O morto declarou, através da psicografia, que tudo não passou de um acidente. As cartas recebidas foram reconhecidas pela família do jovem e aceitas pelo juiz. Graças às mensagens que o médium recebeu da vítima, o réu foi inocentado. Um caso inédito.

Em 1981, 10 milhões de pessoas indicaram Chico Xavier como o representante brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz. Mas, ele não saiu vitorioso.

No ano de 1995, sua saúde ficou ainda mais debilitada. Mesmo assim, seu trabalho ao lado do mentor Emmanuel não parou.

Chico Xavier dizia a familiares e amigos que havia pedido a Deus para fazer sua passagem no dia em que os brasileiros estivessem bem felizes.

*Texto e Fotos: Reprodução/SBT

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