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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Série americana tem mediunidade como tema central

'É uma série sobre medicina versus fé', diz protagonista de 'A gifted man'

Não é somente nos cinemas brasileiros que o espiritismo está na moda. Estreia hoje, dia 03, às 23h no canal pago Universal Channel, “A gifted man”, série repleta de grifes nos bastidores, como o diretor Jonathan Demme (vencedor do Oscar por “O silêncio dos inocentes”) e a roteirista Susannah Grant, de “Erin Brockovich – Uma mulher de talento".

O seriado retoma um tema que estava esquecido na TV americana, a espiritualidade abordada por meio de conversas com o além, que pode ser representado por Deus, um anjo ou mortos – caso de “A gifted man”. Aqui o fantasminha camarada da vez é Anna, a ex-esposa de Michael Holt, um aclamado e arrogante neurocirurgião de Nova York que não sai de casa por menos de US$ 20 mil.


Anna morre em um acidente de carro e começa a “visitar” o antigo marido para lhe ajudar a ter um melhor relacionamento com a irmã, o sobrinho, a secretária e, principalmente, a tocar o projeto de caridade que ela imaginou: uma clínica beneficente para atender quem não tem seguro de saúde.

“É uma série sobre medicina universal versus fé”, resume Wilson, em entrevista por telefone ao G1. “Isso é que mais me interessa na medicina: não importa o quanto você estude, o quanto você entende de um assunto, sempre há um mistério. Todas essas coisas relacionadas ao cérebro, de poder da mente, certamente existem”, completa.

“A gifted man”, apesar da propaganda espiritual, aborda também dramas familiares e até política. A série questiona a reforma do sistema público de saúde dos EUA (uma das bandeiras do movimento Occupy Wall Street) ao ter como personagem principal um médico que não humaniza seus pacientes e os vê apenas como cifrões.

Porém a crítica já se adianta: "Quem pensa em assistir à série porque se interessa pelo tema do espiritismo, sinta-se avisado, ao menos em seus primeiros episódios, o tema é só uma desculpa para a TV americana oferecer mais uma série médica. Anna só aparece de vez em quando e quando o faz é para dar um jeito de convencer Michael a trocar o atendimento dos ricos pelos pobres. Aliás, este parece ser o tema da série: os contrastes da assistência médica entre pessoas com poder aquisitivo e aquele oferecido a quem não pode pagar, dando espaço para discutir os planos de reforma propostos por Barak Obama". (do site da Veja, por Fernanda Furquim.

Sinopse oficial:

Na história, Michael Holt (Patrick Wilson, de “Angels in America”) é um brilhante e carismático cirurgião, obcecado por seu trabalho. Dedicado a seus pacientes de classe alta, Michael vive uma existência totalmente materialista. Mas sua vida sofre uma reviravolta quando sua ex-esposa, Anna (Jennifer Ehle, de “Orgulho e Preconceito”), uma médica com ideologias opostas às deles, reaparece em sua vida. O problema é que Anna já morreu.

Ao poucos, ela tenta mostrar a Michael os verdadeiros valores de sua existência, na esperança de poder ajudá-lo a mudar a forma como ele vive sua vida, antes que ele próprio faça sua passagem para o outro mundo. Tentando entender o que está acontecendo ele busca ajuda de sua irmã, Christina (Julie Benz, de “No Ordinary Family” e “Dexter”), mãe solteira de Milo (Liam Aiken), um adolescente. Para sua surpresa, Christina fica feliz que Anna tenha voltado a fazer parte da sua vida, mesmo que seja apenas uma ilusão de sua mente.

Anna pede a Michael que dê continuidade ao trabalho que ela vinha desenvolvendo em uma clínica com atendimento gratuito. Sua decisão de conhecer o trabalho da esposa leva sua assistente, Rita (Margo Martindale, vista em “Justified”), a se preocupar com o que possa estar acontecendo com ele. Na clínica, Michael conhece Autumn (Afton Williamson), uma voluntária que vem mantendo os trabalhos desde a morte de Anna.


Cada episódio terá em média 45 minutos de duração.


*Notícia extraída do G1 com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

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