Todos temos a obrigação de tratar bem o nosso corpo físico e de nos apresentar à vista alheia da melhor maneira possível. O Espiritismo ensina a cuidar bem do espírito e do corpo, demonstrando a necessidade de se dar a devida atenção também ao segundo que, conforme esteja sadio ou doente, influi de maneira muito importante sobre a alma. O Evangelho Segundo o Espiritismo recomenda: “Amai, pois, vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma”, e faz a seguinte indagação: “Sereis, por acaso, mais perfeitos se, ao martirizar o vosso corpo, continuardes egoístas, orgulhosos e sem caridade para com o vosso próximo?”
Francisco Cândido Xavier, a propósito dessa realidade, colecionou aborrecimentos, na sua existência longeva, incompreendido e vítima de críticos mordazes. No livro Chico e Emmanuel, de Carlos A. Baccelli – um de seus principais biógrafos, que com ele conviveu três décadas e sobre quem já escreveu mais de uma dezena de obras, encontramos um desabafo de Chico. A primeira edição de Chico e Emmanuel saiu em 1996 e o médium só deixou este mundo em 2002, portanto seis anos depois, sem o haver negado ou feito alguma retificação no texto que lhe é atribuído. Aliás, o próprio Baccelli, na apresentação, afirma: “Este livro é uma coletânea de pronunciamentos diversos que, ao longo de quase duas décadas, anotamos dos lábios de Chico Xavier”.







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