Mostrando postagens com marcador plenitude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador plenitude. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A negligência e a omissão como fardos que você tem que carregar

Nos últimos dias estamos sendo defrontados com tragédias de toda ordem, afetando cidades inteiras, grupos de jovens, vitimizando religiosas e iludidos por falsos cristos, crianças e mulheres violentadas em suas próprias casas, mas quantas tragédias anônimas ou 'silenciosas' estão à nossa volta?

É como se o que ocorresse na esfera privada, não fosse parte do nosso cotidiano, de nossa esfera de ação. A negligência e a omissão são as grandes comparsas dos criminosos.

Não se iluda de que não sendo o executor do tiro, da agressão, do roubo, do estupro de uma criança, mas tendo ciência de que isso está acontecendo ou de sua possibilidade, você já não esteja comprometido com o crime. Se a tragédia ainda não chegou em sua casa, não quer dizer que ela não virá, portanto, denuncie, se meta, proteja, acolha, aprenda a ouvir. São crianças, jovens, mulheres e idosos sofrendo atrocidades diariamente, bem debaixo do seu nariz.

Não tenha a ilusão de que cada  crime desses, pressentido ou sabido por você, não lhe respingará. Esse fardo pesará e seguirá você, em sua consciência. Portanto, não se omita, não seja conivente por comodismo ou convenção social. Um grito de socorro, ensurdecedor, ecoa em nossa doentia sociedade, ouça! Há que se ter empatia, respeito e acima de tudo humanidade, chega de desculpas e preconceitos que não te elevam.

Somos todos irmãos seguindo a mesma jornada, almejando o mesmo fim: a paz, a plenitude e a felicidade. Mas é possível ser feliz vendo a desgraça que se abate no seu vizinho, com sua sobrinha ou sobrinho, com aquele idoso maltrapilho pedindo um trocado na porto de algum mercado?! 

"Amais uns aos outros como vos amei e fazeis a eles conforme quiserdes que lhe seja feito", já pronunciou pedagogicamente nosso Mestre.

Texto de Luciana Pereira, Comunicadora Social (por formação), trabalhadora do Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE).

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Libera que flui

Você guarda rancor? Sim ou claro? E também bebe veneno esperando que o outro morra, né? E deve estar entre os muitos que têm a vida estagnada e se perguntam o porquê. Seu passado condena-lhe? Não, não no sentido criminal da palavra. Mas seu passado assombra-lhe diuturnamente?

A vida é vivida no hoje. O ontem serve de aprendizado para que sejamos melhores a cada dia. Viver no futuro é uma das maiores causas de ansiedade nas pessoas, que aumenta consideravelmente dia após dia.

Atualmente, são diagnosticados 2 milhões de casos de transtornos relacionados à ansiedade por ano. O que significa que essa parcela da população convive com Síndrome do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Distúrbio de Ansiedade Generalizada, que interferem na rotina e na qualidade de vida.

Mas, de fato, embora a ansiedade seja um assunto que causa mal estar, palpitações, sudorese, dentre outros sintomas, há questões mal resolvidas que podem interferir nesta condição. Se você não tiver gratidão, cada situação não acabada, cada sofrimento do passado, torna-se lixo emocional. Esse dejeto – o que inclui carregar as pedras dos outros em seu balaio -, impede o crescimento espiritual.

Um dos sentimentos mais difíceis de alcançar é a gratidão, em sua plenitude. Pessoas gratas, pelo bom ou pelo ruim, conseguem gerar uma energia positiva que faz com que seu ciclo de crescimento flua.

Mas, como? Simples. Teve um emprego ruim antes do seu novo emprego? Teve um casamento ruim? Agradeça para não intoxicar o novo ambiente ou relacionamento com suas lamentações ou maledicências.

Desprezar, denegrir, desonrar, são atitudes que atravancam o desenvolvimento sistêmico, causando estagnação ou ciclos de repetição. Com isso, o que mais se ouve é “não tenho sorte”. Não há falta de sorte, mas sim, falta de gratidão.

O título deste artigo não veio ao acaso, mas sim, da necessidade que temos de liberar os sentimentos ruins, transformando-os em gratidão para que o equilíbrio sistêmico aconteça. Então, vai ser feliz e libera que flui!

A. S. Vasconcelos é consultor de carreira, publicado como Artigo no site da Folha da Região.