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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Na relação a dois

Enquanto muitos apregoam o fim das relações familiares e observa-se uma diminuição do afeto em tantos casais, encontra-se, em contrapartida, exemplos que tocam fundo a alma.

Contou-nos uma senhora que há alguns meses, em exames de rotina, foi-lhe constatado um início de diabetes.

O exame estava ali, mostrando a alta taxa de glicose. Sua primeira reação foi vestir-se de tristeza.


Pensou que bem podia diminuir ou até eliminar os farináceos, os tubérculos, o arroz. Mas, os doces... Como poderia ficar sem eles?

Ela já tivera anteriormente outros problemas de saúde, bastante sérios. Mas para se recuperar impusera-se um rigoroso ritmo de vida.

Abrira mão de tantas coisas, pensava. Mas agora, teria que se privar também dos doces. Doces que ela adorava fazer e saborear.

Com que prazer criava novas receitas e oferecia pratos saborosos à família e aos amigos.

Contou ao marido e ficou imaginando como poderia iniciar a nova dieta. E quando o faria. Naturalmente, o médico a iria orientar melhor e dizer-lhe exatamente como proceder dali em diante.

O retorno ao equilíbrio orgânico exigia que a decisão fosse imediata. Entretanto, ela aguardou alguns dias.

Dias que passaram lentos. Finalmente, decidiu refazer todos os exames. Outro médico. Outro laboratório. Nova coleta de material.

Dias depois, o marido foi apanhar os resultados no laboratório. Retornou ao lar e, mal estacionou o carro, entrou em casa chamando as filhas, a esposa, todos.

Na mão direita, um envelope que sacudia sem parar. Ante o suspense que se fez, ele abriu o envelope e disse, eufórico: “este exame diz que você, meu bem, está com a dosagem glicêmica absolutamente normal. Deve ter ocorrido um engano anteriormente. Não importa.

O que importa mesmo é que você poderá continuar a comer doces. E nós vamos comemorar. Porque agora eu posso voltar a ficar feliz, sabendo que você não precisará se submeter a mais essa dieta, privando-se de algo que você gosta tanto.”

Abraçou a esposa, as filhas, entre a emoção e a inesperada alegria.

Isto se chama amor. Alguém que se importa tanto com o outro, que se alegra quando descobre que aquele não necessitará de mais um sacrifício para prosseguir a viver.

Alegra-se com a alegria dele. Entristece-se com a sua problemática.

Benditos os casais que levam a vida assim, mesmo depois de muitos anos de convívio, e ainda que os olhos já não guardem o mesmo brilho dos tempos do namoro.

Casais que compartilham tudo. A dor, a alegria, o desconforto. Que se apóiam mutuamente nos dias de necessidades. Pense nisso

Enquanto sigas a dois, lembra-te de usar a ternura, vez ou outra.

Lembra ao cônjuge que o amor ainda prossegue fazendo vibrar o teu coração.

Encontra palavras de carinho para enfeitar o dia de quem segue ao seu lado na vida.

Recorda enfim, que a relação conjugal é uma oportunidade de progresso e redenção e que não foi o acaso que os reuniu.

E não se canse de utilizar a frase sempre aguardada dos lábios de quem ama: “amo você!

*Mensagem extraída do blo Espiritismo na Rede.

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