sexta-feira, 7 de junho de 2019

Junho tem...promoção de pizza no LEAE


A Promoção da Pizza é uma campanha para a arrecadação de fundos financeiros destinados às despesas mensais da Casa.

Divulgue, compre, participe e se delicie conosco. Compre ou dê de presente uma pizza.

Data: 29 de junho de 2019.

O valor é R$ 30.

Entrega na própria sede do LEAE, ou, combine com algum representante da Casa para uma entrega em domicílio.

A pizza será de calabresa (molho de tomate, mussarela, calabresa em rodelas, orégano e cebola)

Nos procure; segunda-feira, dia 10 de junho as vendas se iniciam.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Felicidade Possível

Dizem que é impossível ser feliz na Terra. Muitas experiências dolorosas são vivenciadas sem que pareçam nada ter a ver com a vontade do ser humano, de modo que o sonho da felicidade se esvai como areia por entre os dedos. Nesse passo não é difícil encontrar quem esmoreça, quem desista ou perca a fé, além daqueles que tomam pela força o que a vida não lhes deu, na intenção de obterem uma falsa e efêmera “felicidade”.

Ainda que no planeta existam grandes expiações e árduas provas, com alegrias não raramente passageiras, não se deve esmorecer na busca por uma vivência feliz. Sob a luz da ótica espírita as dificuldades pelas quais passa a humanidade podem ser compreendidas através dos esclarecimentos das leis de causa e efeito e de reencarnação, que fazem despontar a justiça e a educação do espírito, pois experiências difíceis tiram os indivíduos de sua zona de conforto e os fazem progredir.

Muitas dificuldades são colheitas semeadas pelo próprio homem – ou seja, são consequências de suas decisões e ações – e como há em muitos seres humanos, ainda, fortes condutas egoísticas e orgulhosas que os estimulam a agir equivocadamente, é mais previsível e comum ser infeliz.

Sejamos razoáveis, o problema está na esperança de encontrá-la apenas na saúde perfeita, na beleza irretocável, nos bens materiais, no amor correspondido, na satisfação dos desejos, quando ela está na consciência tranquila e na noite dormida com a alma em paz.

A felicidade é um estado de espírito que se pode conquistar, fruto de um processo que depende exclusivamente de cada um. Para encontrá-la em futuro não tão distante bastaria evitar condutas de consequências negativas, optando sempre pela ação positiva de pensar, falar e agir pelo melhor.

A temática é especialmente relevante no começo de cada ano, pois o ser humano adora simbologias que lhe deem “motivos” para seguir adiante. Por isso, na época mágica da contagem do tempo no ano novo, muitos dizem a si mesmos que farão o que poderiam ter feito a qualquer momento do ano anterior.

Devemos buscar a felicidade que é possível ter, mas não precisamos esperar o ano novo para isso, tampouco a encontraremos apenas na satisfação das nossas diversas ambições materiais. A verdade é que ninguém será feliz sem a alma em paz e para isso é imperioso trabalhar no Bem.

Por VANIA MUGNATO DE VASCONCELOS para o site Portal do Espírito, em 16/03/2018

Curso para expositores será realizado em Cuiabá


No próximo sábado, dia 8 de junho, a Feemt - Federação Espírita do Estado de Mato Grosso promove um Curso para Expositores em Cuiabá.

A atividade, promovida por meio da Feemt - Regional 4 , será conduzida pelos colaboradores Carlos Barradas e Mário Ardenes, integrantes da Área de Comunicação Social Espírita da Feemt , e será realizada no Centro Espírita Semeadores do Bem. Abaixo você pode conferir a programação completa.

Curso para Expositores

Facilitadores: Carlos Barradas e Mário Ardenes - Área de Comunicação Social Espírita da Feemt

Sábado, 8 de junho de 2019

Horário: 8h às 12h - 14h às 18h

Local: Centro Espírita Semeadores do Bem (Rua das Estações, 651, Jardim Primavera, Cuiabá/MT)

Inscrições: gratuitas junto às respectivas Casas Espíritas que informarão à Coordenação da Feemt Regional até o dia 6 de junho.

Para mais informações, entre em contato com Regional 4. Clique aqui  para saber como.

FEEMT

Olha o que é uma frase

Sim! Muitas frases traduzem sabedoria. Muitas vezes, em colocações magistrais, poucas palavras conseguem compactar conhecimentos que levaram séculos para serem assimilados ou, em quantos casos, nem conseguimos perceber ainda o alcance do significado.

Simplesmente numa frase, fruto da sabedoria e da experiência, mas também vinda da inspiração, traduz – em muitas e variadas situações das aquisições intelectuais da humanidade – um autor, num livro, numa palestra, numa página, numa pequena mensagem ou texto, consegue emitir orientações de inesgotáveis reflexões.

Elas existem e não são poucas. Há milhares delas espalhadas ou selecionadas e publicadas, disponíveis para que nos concentremos nas possibilidades de crescimento intelecto-moral.

Encontrei uma delas no final de um capítulo de um livro que estou lendo. Não vou citar o livro ainda – farei isso mais adiante, pois ainda não concluí a leitura da obra que me ensejará outras abordagens –, mas a frase posso trazer para a presente abordagem.

A frase é:

“(…) Perante Deus, a conduta de cada um é mais importante do que sua crença.”


Neste momento histórico complexo que atravessa a humanidade, de tantos extremos, conflitos e desencontros de toda ordem, com desafios continuados e graves, tanto na área individual como coletiva, eis que a frase faz pensar.

Imaginemos a quantidade de crenças que nos situamos, a defendê-las com ardor e até certa dose de fanatismo em muitos casos – e até desrespeitando crenças alheias –, enquanto se esquece a conduta. Cristãos que nos denominamos e agindo contrariamente ao que já sabemos. Afinal, é preferível um ateu honesto que um crente hipócrita.

Sim, a conduta está acima da crença. Crença é secundário, sujeita-se aos nossos condicionamentos e prisões psicológicas ou ideológicas. Conduta é diferente. Ela te identifica, independente da crença que defenda ou divulgue.

Daí, mais importante, como indica a sábia frase, mais importante a conduta que a crença. De que vale uma crença defendida nos lábios se as ações do comportamento a ela não se conectam? É falsa, frágil e enferma essa relação.

Melhor que optemos pela dignidade e coerência do comportamento para fazermos jus à crença que optamos, a ela nos apegamos ou defendemos. É algo para pensar, não é?

Por Orson Peter Carrara, publicado no site Portal do Espírito em 04/06/2019

quarta-feira, 5 de junho de 2019

05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente

Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. 

Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses problemas e outros poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos nossos recursos naturais.

De forma completa, nesta data, além do Dia Mundial do Meio Ambiente, ainda comemora-se o Dia Nacional da Reciclagem e Dia da Ecologia.

A Ecologia à Luz do Espiritismo

Encontramos no livro “O Consolador”, pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, as questões de número 27, 28 e 121, em que se lê:

“Como devemos compreender a Natureza?” e a resposta de Emmanuel foi a seguinte: “A Natureza é sempre o livro divino, onde a mão de Deus escreveu a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos”.

Em seguida, foi perguntado a Emmanuel: As manifestações de vida dos vários reinos da Natureza, abrangendo o Homem, significam a expressão do Verbo Divino, em escala gradativa nos processos de aperfeiçoamento da Terra? Ao que foi por ele respondido: “Sim em todos os reinos da Natureza palpita a vibração de Deus, como o Verbo Divino da Criação Infinita; e, no quadro sem-fim do trabalho de experiência, todos os princípios, como todos os indivíduos, catalogam os seus valores e aquisições sagradas para a vida imortal.

A pergunta 121 é a seguinte: “O meio Ambiente influi no Espírito?” e Emmanuel responde: “O meio ambiente em que a alma renasceu, muitas vezes constitui a prova expiatória; com poderosas influências sobre a personalidade, faz-se indispensável que o coração esclarecido coopere na sua transformação para o bem, melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos os que vivem na sua zona de influência”.

Dica de Livro para continuidade do assunto...

O que o Espiritismo tem a ver com a Ecologia? O que a Ecologia tem a ver com o Espiritismo? Estas duas perguntas estão no âmago do livro “Espiritismo e Ecologia”, do jornalista André Trigueiro, editado pela Federação Espírita Brasileira. A obra, acima de qualquer outra análise, harmoniza as duas ciências e a responsabilidade de cada um de nós como Seres Integrais, Espíritos Imortais, responsáveis pelo Planeta em que vivemos, também parte de nossa trajetória de progresso.

“Espiritismo e Ecologia são ciências afins, sinérgicas, e que sugerem abordagens sistêmicas da realidade, as quais ainda não foram devidamente compreendidas ou aceitas.”, avisa logo no início da obra o autor, um dos mais respeitáveis pesquisadores no Brasil do tema meio ambiente, autor também de outra obra referência da área: “Meio ambiente no século 21” (Editora Sextante, 2003).

Para fundamentar este conceito, Trigueiro não economiza na análise pormenorizada de aspectos doutrinários, dos quais demonstra vasto conhecimento como estudioso espírita há mais de duas décadas. Esta apreciação do autor perpassa, de forma competente, pela derrubada de certos chavões que ouvimos nas casas espíritas, que o autor classifica amorosamente como “frases de efeito”, que tentam justificar a não adoção de forma mais corriqueira do tema Ecologia em palestras e grupos de estudo.

Nessa trilha de esclarecimento e honestidade intelectual em relação ao tema Ecologia, André Trigueiro leva na bagagem a mesma fé inabalável adotada pelo Codificador da Doutrina, Allan Kardec, que enalteceu o contraditório da ciência acima de qualquer conceito doutrinário, com o objetivo, segundo o autor, de

(…) atualização do conhecimento e a devida contextualização dos conteúdos doutrinários, a fim de que o Espiritismo se apresente sempre útil para a compreensão da realidade que nos cerca.

O conhecimento destas duas áreas cada vez mais em destaque no dia atual – a espiritual e a ecológica – dá ao livro de André Trigueiro o status de divisor de águas. De um lado, reafirma, dentro das casas espíritas, com o selo da FEB, a importância de olharmos ao nosso redor para os problemas da atualidade, e em que aspecto o Espiritismo pode colaborar com a sociedade. De outro a lado, faz ressurgir o tipo de intelectual do naipe de Herculano Pires, Hermínio Miranda, Deolindo Amorim, entre outros, que não temem assumir, na sociedade global, sua condição de pensador Espírita, não em seu aspecto devoto, mas com as características necessárias de um saber robusto, com coragem de reafirmar a doutrina como ciência.

Capítulos


O Espiritismo em frases de efeito

Sinais de alerta
Espiritismo e Ecologia
No fervilhar do século XIX
Kardec e Haeckel
A ciência espírita
A ciência ecológica
Construindo pontes de afinidade
O planeta está dentro de nós
Em busca da sustentabilidade
Senso de urgência
Lei de Destruição
Poluição e Psicosfera
Consumo consciente
Mídia, Criança e futuro
O consumo segundo o Espiritismo
Sustentabilidade como valor espiritual
Um planeta vivo?
Uma nova chance para o amor universal
Enquanto isso, nos centros espíritas
Um pequeno dicionário ambiental

Onde adquirir – Livro impresso:

FEB Editora
Livraria Cultura
Livraria da Travessa
Onde adquirir – Livro digital (E-Book):
Amazon
Barnes & Noble International
Itunes


Onde adquirir – Audiolivro:

Livraria Cultura (via CD)
Livraria Saraiva (via CD)
Livro Falante (via download)
Livro Falante (via CD)
Walmart (via CD)

Fonte: sites Brasil Escola, Portal do Espírito e Mundo Sustentável

Pílula do Evangelho: app traz doses diárias de espiritualidade

Confira tudo sobre a Pílula do Evangelho, que se disseminou pelo mundo por meio de conversas pelo Whatsapp

Sabe aquele momento de ligação com Deus para dar mais sentido à sua vida? Nem sempre esse tempo é o merecido para ter essa conexão, certo? Pois é, o app IRM Oficial traz a Pílula do Evangelho para te ajudar nisso e está disponível em aparelho Apple e Android.

A Pílula do Evangelho ficou famosa pela sua disseminação entre os pessoas e grupos pelo WhatsApp. Ouvida no Brasil e em mais de 100 países, ela fala de temas do cotidiano sob o aspecto da espiritualidade.

Quem grava os áudios é o palestrante e coach Ricardo Melo. Ele aborda os temas mencionando passagens da Bíblia, do Evangelho Segundo o Espiritismo e, ainda, de diversas obras do médium brasileiro Chico Xavier.

Aplicativo grátis disponível aqui

Site Dica App do Dia

‘Tragédias coletivas’ é tema de seminário com Divaldo Franco em Cuiabá

A expectativa é de que 2 mil pessoas participem do evento no dia 17 de junho, no Hotel Fazenda Mato Grosso

Mesmo após quatro meses, as cenas que mostram o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, são chocantes. A tragédia matou 237 pessoas e deixou 33 desaparecidos. No dia 25 de janeiro deste ano, o Brasil se mobilizou e chorou junto com as famílias. Mas, como explicar desastres como este? De que maneira levar consolo às pessoas envolvidas?

Para tratar do tema ‘Tragédias Coletivas e as Leis Divinas’, o médium espírita Divaldo Franco, que é referência nacional e internacional, estará em Cuiabá para o seminário no dia 17 de junho, das 19h30 às 22h, no Hotel Fazenda Mato Grosso. A expectativa da Federação Espírita do Estado (Feemt) é de que cerca de 2 mil pessoas participem da atividade, que conta com o auxílio de 80 trabalhadores voluntários.

Conforme a vice-presidente doutrinária da Feemt, Luiza Leontina, o tema é muito atual e transcende as religiões, por isso é aguardado um público de todas as crenças, idades e localidades. “As tragédias como essa se tornaram mais frequentes porque vivemos o realinhamento moral do planeta que, segundo a doutrina espírita, passará do estágio de provas e expiações, onde há predomínio do mal, para o caminho da regeneração”.

Afinal, dias melhores realmente virão? Haverá um momento em que o bem prevalecerá? Qual deve ser o papel das nações e dos indivíduos nesse contexto de transformação espiritual do mundo? Leontina avalia que o evento trará informações importantes acerca da necessidade de mudança dos seres humanos frente ao compromisso assumido na espiritualidade: contribuir com a evolução planetária.

O presidente da Feemt, Lacordaire Faiad, frisa que apesar do sofrimento ao perder entes queridos, este é um momento de renovação da fé e da esperança. “Nós, espíritas, temos a compreensão de que tudo é passageiro. A desencarnação, seja de forma natural ou trágica, possui uma razão de ser. Na esfera individual e coletiva, essas provas vêm para despertar nossas qualidades morais, entre elas, o amor e a fraternidade”.

Parte da renda do seminário será revertida para a Mansão do Caminho, em Salvador, que atende diariamente aproximadamente 3,2 mil crianças e adolescentes, além de adultos e idosos carentes. No espaço mantido por Divaldo Franco, há aulas que estimulam a inteligência criativa (música, balé) e ainda de promoção espiritual do ser.

Saúde da alma

A Jornada Espírita do Norte, também com o médium Divaldo Franco, ocorrerá em Sinop, entre os dias 14 e 16 de junho, para tratar do tema saúde emocional e espiritual. A proposta é mostrar a importância do cultivo de valores humanos e morais como forma de desenvolver a saúde, evitando a ocorrência de doenças como depressão, ansiedade e mesmo o suicídio.

“Vamos trabalhar a libertação de todas essas dores a partir da vivência prática do amor, porque somos testemunhas de que o distanciamento dele gera uma sociedade fria, distante e doente, com tantos jovens buscado o suicídio. É necessário entender que o vazio existencial e espiritual não se preenche com coisas”, explica a vice-presidente da Feemt, Luiza Leontina. 

Serviço

O Seminário Tragédias Coletivas e as Leis Divinas será no dia 17 de junho, das 19h30 às 22h, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. O ingresso é R$ 30. Outras informações e pontos de venda: (65) 3644-2727/https://www.feemt.org.br/

FONTE: Assessoria

Antes de condenar...

Conta o escritor Stephen Covey um fato ocorrido com ele numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.

As pessoas estavam lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranquila.

Então, um homem entrou no vagão com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou de repente.

O homem se sentou ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos, puxavam os jornais dos passageiros, incomodando a todos.

Mesmo assim o pai não fazia nada.

Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que aquele homem pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.

Ele podia perceber facilmente que as pessoas estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter o controle, Stephen virou-se para o homem e disse:

Senhor, seus filhos estão perturbando demais. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

Creio que o senhor tem razão. Acho que eu deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora...

Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.

* * *

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.

Por isso, é importante que cultivemos a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.

No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...

É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...

Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso relatado, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen se encheu de compaixão.

Sinto muito, disse ele. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar?

Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que a aparente indiferença de um pai ocultava. Simplesmente porque não sabia como lidar com o próprio sofrimento e o dos seus filhos.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no item De dentro para fora, do livro Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, ed. Best Seller. Em 4.6.2019.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Como vai a nossa capacidade de ouvir?

Independentemente do imediatismo e senso de urgência que a vida moderna nos impõe, não podemos abdicar de averiguar – cuidadosamente, aliás - como estamos nos saindo na capacidade de ouvir. Contrariedades, reveses e problemas, em maior ou menor grau, permeiam a vida de todos nós humanos. Mas, às vezes, tendemos a achar que os nossos são muito maiores, mais complexos e complicados do que os dos outros. Desse modo, não raro, descarregamos em nossos interlocutores toda a carga de desajuste emocional que nos envolve. Ao fazê-lo podemos estar esquecendo que eles podem estar enfrentando situações incomparavelmente piores do que a nossa.  

Por isso, saber ouvir é, essencialmente, um ato de caridade e sabedoria. Muitos que nos abordam precisam, apenas, do providencial remédio de serem ouvidos com alguma paciência. Ademais, na vida não se evolui sem a dilatação de tal capacidade. Com efeito, homens e mulheres de grande responsabilidade e competência exercitam esse recurso a fim de melhor abalizar as suas decisões. Desse modo, se soubermos ouvir, aprenderemos sempre. Além disso, há momentos que o melhor a fazer é simplesmente nos calarmos. Como recomendou o apóstolo Tiago, “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (1: 19).

Nesse diapasão, o Espírito Joanna de Ângelis, em Florações Evangélicas (psicografia de Divaldo Pereira Franco), observa: “Receptores são os ouvidos, por cujos condutos as vozes da vida atingem o espírito eterno, momentaneamente revestido pela matéria, de forma a ajudá-lo no crescimento e na evolução”. 

Estendendo o raciocínio, o Espírito Emmanuel ensina, na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), que “Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam”. Para ele ainda, “Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva”.

Já o Espírito André Luiz, no livro Sinal Verde (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recomenda a necessidade de educarmos a visão e a audição, pois, “Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar”.

Concluindo, vale relembrar as sublimes orientações de Emmanuel, contidas na inspiradora obra Palavras da Vida Eterna (psicografia de Francisco Cândido Xavier) – ou seja:

“Ouvidos... Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os 'ouvidos de ouvir', a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria”.

Por Anselmo Ferreira Vasconcelos para O Consolador em Artigos, número 621

Ser espírita

Conhecedores da Doutrina abençoada, precisamos ainda da ligação íntima e profunda com o Pai

Todos nós, espíritas, já nos cansamos de ler, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, os magníficos trechos sobre o homem de bem e os bons espíritas (capítulo XVII, itens 3 e 4). São um verdadeiro roteiro de vida, com tudo o que o Mestre Jesus nos ensinou, explicado em profundidade.

Mas, no mundo de expiações e provas em que vivemos, seremos todos nós, os espíritas, homens de bem e bons espíritas.

Espírita que sou, desde que me alfabetizei, aos sete anos de idade, quando comecei a ler os livros de Kardec (há setenta e três anos, portanto), tive a graça de conviver com homens de bem (muitos dos quais nem eram espíritas) e com bons espíritas ou grandes espíritas (não tantos), enquanto a maioria de nós outros apenas nos dizemos espíritas. Alguns até afirmam: “estou tentando ser espírita”, como se ser espírita fosse sinônimo de perfeição. Quando ouço esta afirmação, logo a corrijo: “se você aceita os princípios da Doutrina, é sim, espírita. Pode não ser um bom espírita, mas por conhecer o Espiritismo, já se torna um deles.”

Como tive a graça de conhecer bons espíritas, também tive a graça de conhecer os espíritas que não eram bons. Digo graça porque foi com estes que aprendi mais, principalmente a desenvolver a tolerância e a paciência — para mim, um dos maiores ensinamentos que a Doutrina me traz — e saber que cada um de nós, espiritas e não espíritas, estamos num grau de evolução: uns mais abaixo, outros um pouquinho acima e poucos já numa escala mais alta.

O esclarecimento que a Doutrina traz nos dá forças para nos melhorarmos, muitas forças. Mas nem todos temos condições de absorver estas forças, pela fraqueza que ainda nos é inerente, como diz o apóstolo Paulo: “Eu sou forte, n’Aquele que me fortalece” (Fil, 4:13). Isto significa que só do Pai vem a força completa para podermos galgar a escadaria do progresso.

Assim, conhecedores da Doutrina abençoada, precisamos ainda da ligação íntima e profunda com o Pai para ter as forças necessárias e pôr em execução tudo o que sabemos.

Há pouco tempo, uma pessoa me disse que considera os espíritas orgulhosos, porque se acham os donos da verdade e melhores, mais evoluídos do que os outros. Esta afirmação fez-me refletir muito em como isto é verdade nas lides espíritas.

E, de repente, surge o escândalo de conhecido médium de cura e a que assistimos: federações e vários centros espíritas apressando-se em declarar que “ele não é um espírita, é apenas um médium, sem nenhum vínculo com a Doutrina”.

Esta postura pareceu-me exatamente confirmar a afirmação anterior, de que “os espíritas se acham os donos da verdade e melhores, mais evoluídos do que os outros”. E se ele fosse espírita? Seria diferente alguma coisa? Não haveria o crime?

Eu desconheço esta pessoa, mas e se ela conhecer o Espiritismo, aceitar os seus princípios, dizer-se até espírita e cometer estes crimes de que é acusada, em que isto diminui a Doutrina? É só mais um irmão nosso, infeliz, porque ainda não encontrou forças para vencer as suas imperfeições.

Assisti a uma entrevista na TV Mundo Maior, de conhecido espírita, André Marouço (em 10/12/2018), de que não nos precipitássemos em julgar antes de provas da Justiça (foi no início do escândalo), mas se fosse verdade teríamos de entender a fragilidade humana, que faz parte de todos nós. Esta é uma postura correta no meu parecer e está de acordo com o que nos ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XI, item 13, Caridade com os criminosos.

Ter caridade com os criminosos não significa que endossamos os seus crimes, mas que entendemos as suas fragilidades no bem, a sua evolução ainda precária e que precisam da nossa compreensão e caridade. Que a Justiça humana e a Divina se encarreguem de fazê-lo sofrer a punição necessária, mas nós, como pessoas humanas e frágeis, tenhamos piedade de sua infeliz condição.

Mais uma observação que ainda acho importante fazer. Perguntaram-me também como uma pessoa, com tão graves erros, teve ajuda dos bons Espíritos para realizar tantas curas, importantes, que ele realmente realizou.

Ninguém conhece os meandros divinos, mas há uma possibilidade muito grande de ele não ser um médium, no sentido de intermediário, mas apenas um magnetizador, potente, com energias muito intensas, como os magnetizadores que trabalhavam com Mesmer e que Kardec estudou. A capacidade de cura deles era ou é apenas do seu magnetismo pessoal. É um dom recebido de Deus e do qual ele deverá prestar contas ao Pai pelo bom ou mau uso que dele fizer.

Peço desculpas aos leitores se feri suscetibilidades, mas a nossa intenção foi apenas possibilitar reflexões mais profundas sobre o tema.

Por Dorothy Jungers Abib (abibdorothy@uol.com.br) publicada no site de O Clarim em 01/06/2019.