segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quem foi o professor Rivail, quem é Allan Kardec?

“Você consegue saber se um homem é inteligente pelas suas respostas. Você consegue saber se um homem é sábio pelas suas perguntas”. Naguib Mahfuz (Prêmio Nobel de Literatura de 1988)

Todo espírita sabe que o mês de outubro, no Movimento Espírita em geral, é dedicado à memória e homenagens a Allan Kardec. Todos de certa forma conhecem sua biografia, muitas já foram publicadas. Mas quantos de nós sabemos efetivamente quem é esse Espírito, quantos de nós compreendemos sua estatura espiritual, condição essa que o fez portador da missão de elaborar e estabelecer aqui no nosso mundo a Doutrina Espírita, trazendo uma nova visão da realidade material, intelectual e moral?

Já sabemos, também, ser um espírito há milênios vivenciando experiências cada vez mais nobres e compromissadas com ideais de justiça e amor ao próximo, que trouxe para essa reencarnação uma bagagem de conhecimentos intelectuais e morais de sorte a lhe permitir dar cumprimento à missão que lhe fora destinada. Temos em Obras Póstumas as mensagens de Espíritos Superiores e do Espírito Verdade comprovando sua capacidade.

Hippolyte Léon teve uma infância difícil, ficando órfão aos 3 anos; aos 9 anos foi encaminhado à Suíça, para estudar na escola de Pestalozzi, iniciador da pedagogia moderna, que preconiza educação para todos, com aprendizagem estimulante dirigida sobretudo à razão e uma atitude de pesquisa diante do Universo, buscando transcender à mera realização terrena. Percebe-se nessa programação reencarnatória, evidentemente vinculada aos efeitos do livre-arbítrio dos envolvidos, a preparação de Hippolyte para a independência e o senso humanista que lhe seriam necessários para o cumprimento de sua missão.

Naturalmente, de retorno à França, vem a se tornar professor. E, em 1828, com 24 anos apenas, apresenta um Plano para a Melhoria da Educação Pública, aceito e implantado; em seu discurso nesse ato, o Professor Rivail declara: “Todo mundo fala da importância da educação; mas, para a maioria, esta palavra tem um significado extremamente vago, porque poucas pessoas chegaram a fazer uma ideia precisa de tudo o que ela abarca (...) A educação é a arte de formar homens, isto é, a arte de fazer eclodir neles os germes da virtude e abafar os do vício (...) Numa palavra, a meta da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais”. (1)

Poucos anos depois, em 1834, aos 30 anos, ao final de seu discurso numa solenidade de entrega de prêmios, o Professor reafirma: “Disse, no começo, que a educação é a obra da minha vida, não faltarei à minha missão, pois penso compreendê-la. Inimigo de todo charlatanismo, não tenho o tolo orgulho de acreditar cumpri-la com perfeição, mas tenho ao menos a convicção de cumpri-la com consciência”. (1)

Como não distinguir no Professor Rivail o futuro mestre espírita Allan Kardec, o Allan Kardec que, segundo José Herculano Pires, nasce no dia 18 de abril de 1857, data da publicação de O Livro dos Espíritos? Deolindo Amorim, em seu livro Allan Kardec, declara que “se ele foi o escolhido para a grandiosa missão de receber os ensinos do Alto e organizar a Codificação da Doutrina, é óbvio que já tinha em si mesmo a urdidura espiritual do verdadeiro missionário. O Allan Kardec racionalista, moralista, universalista, naturalmente se preparou, com a bagagem do passado, para a obra missionária que realizou. Imprimiu ao trabalho da Codificação os traços do seu Espírito, com toda a independência, sem subordinação a nenhuma corrente: o racionalismo, a propensão universalista, a supremacia dos valores morais, a iluminação pela fé, a exatidão das provas (...) Nesta síntese, portanto, se descobre inconfundivelmente a personalidade ativa de Allan Kardec”.

É ainda Deolindo Amorim, em seu livro Análises Espíritas, que nos mostra as qualidades fundamentais do missionário e do homem de espírito científico: a serenidade com que encara a notícia dos fatos mediúnicos; o domínio sobre si mesmo para não se entusiasmar com os primeiros resultados; o cuidado na seleção das comunicações e dos médiuns; a prudência nas declarações, evitando sempre as publicações precipitadas; e a humildade, que é também uma condição do espírito científico interessado na procura da verdade, bem como a do verdadeiro missionário.

Na Revista Espírita de julho de 1869 há uma comunicação de Allan Kardec Espírito em que ele, comprovando mais uma vez sua elevada estatura moral, recomenda: “É necessário que a emoção que experimentais encontre ressonância entre todos os grandes Espíritos que assistem, invisíveis e enternecidos, à evocação de suas boas ações; é necessário que eles reconheçam discípulos entre os que fazem reviver o passado”.

Somos nós, espíritas, verdadeiros discípulos de Kardec? Pode o mestre espírita nos reconhecer? E nós, o conhecemos, o reconhecemos? Conhecemos a obra colossal que nos deixou, após tanto trabalho, empenho, seriedade, fidelidade e dedicação? Eis algumas questões para nossa reflexão.

(1) livro Textos Pedagógicos, de Dora Incontri.

Texto extraído do site do Correio Espírita, por Doris Madeira Gandres.

Dias de oportunidades

Diz-se que a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor.

Sabe-se que um pequeno grão de alegria e esperança no coração, tudo pode transformar.

Comenta-se que cada dia que nasce é como uma página em branco, para registrarmos mais um capítulo de nossas vidas.

Tudo na vida muda de aspecto quando encarado com otimismo.

Deus nos permite, enquanto na Terra, dias de sol e outros de chuva.

Dias de alegria e descontração para nos revigorarmos, e dias de dores e lágrimas, para ponderarmos.

Permite-nos acendermos as nossas luzes interiores, mesmo frente às borrascas morais.

Conforta-nos quando estamos tristes iluminando sempre nossos caminhos.

Porém, é nossa escolha pensar positivo, ou mergulhar nas lamúrias. Proferir palavras de ânimo e esperança, ou falar de maneira a abrir feridas na alma de quem nos ouve.

Hoje é oportunidade de melhorarmos nossa maneira de sentir, pensar e falar, buscando felicidade. De deixar a solidão de lado, buscando nos aproximar de quem precisa de atenção especial.

Fazer um agrado, dar um bom dia, sorrir com simpatia.

Hoje é dia de vencermos a nós mesmos, buscando alegria na prática do amor e da caridade.

Começamos fazendo um pouco e logo realizaremos o muito.

*  *  *

Quando a tristeza invadir nosso coração, levantemos os olhos para o infinito e teremos o espetáculo do sol ou da chuva a nos estimular.

Ouçamos o canto da passarada que, desde os primeiros cicios da manhã, desperta, e louva a Deus com seus gorjeios.

Contemplemos o orvalho que beija as flores, segredando-lhes notícias do dia que se espreguiça, tentando despertar.

Mesmo que o nosso coração esteja enlutado pela ausência de um amor, pela partida de um ser querido, pelo ultraje sofrido, a natureza nos diz que é tempo de abandonarmos os crepes.

O sol é mensageiro de vida, com seus raios de luz, dizendo às trevas que é hora de seu recolhimento.

A chuva generosa penetra a terra e podemos ouvi-la ser sorvida, com sofreguidão.

Cada dia é uma mensagem de renascimento. Cada dia se esmera em ser diferente do anterior, porque Deus é, de tal forma, insuperável, que não se repete.

Por isso Ele não reprisa as cores da madrugada, nem envia as mesmas gotas de chuva para abrandar a sede das matas.

Tudo é novo, a cada dia. Absorvamos, pois, essa mensagem de revigoramento e vivamos.

Se a dor nos atingiu, haverá de passar. Ou, ao menos, amenizar, no transcorrer das horas.

Não permitamos que ela nos abrace e não mais nos deixe. É tempo de viver, de conquistar virtudes, de aprender algo mais, de usufruir das amizades que se nos oferecem, generosas.

Se não nos sentirmos bem conosco mesmos, busquemos quem nos possa oferecer o apoio, a palavra, a sugestão para sairmos dessa condição.

Não nos permitamos perder a chance de viver mais um dia de oportunidades, sobre este bendito planeta azul.

Planeta que o amor de Jesus, sob o comando da Divindade, preparou nos mínimos detalhes para todas as Suas ovelhas. Para nós, as ovelhas do Seu rebanho.

Guardemos a certeza de que nem sempre temos o que desejamos, mas com certeza, temos tudo o de que precisamos.

Redação do Momento Espírita, em 12.12.2016.

sábado, 10 de dezembro de 2016

O que aconteceu com o espírito de Hitler?

O que aconteceu com o espírito de Hitler? Essa é uma dúvida frequente entre os reencarnacionistas. Chico Xavier teria dito que Hitler está em Plutão. Será mesmo?

Vídeo por Morel Felipe Wilkon, responsável pelo site Espírito Imortal.



O problema da paciência

Muitos de nós – ou mesmo a maioria – podemos estar em conflito com os pedidos que fazemos a Deus no campo da paciência.

Se ao amanhecer pedimos a Deus que nos dê paciência para resolvermos os desafios do dia, logo nos aparece uma situação difícil que nos tira do sério.

Ficamos inconformados diante do desafio e questionamos a Deus:

- Quanto mais peço paciência, mais complicação me aparece!!!

Por que isso acontece???

Talvez um simples silêncio de alguém que cumprimentamos, já é motivo para nos tirar do sério;

Talvez porque o café da manhã não estava ao nosso gosto trivial;

Ou mesmo por causa de uma visita inesperada de alguém, que julgamos inconveniente.

Agora, imaginemos se saímos de casa atrasados para o serviço, e, de repente, no meio do caminho deparamos com um engarrafamento no trânsito!

E então? Como procedemos? Dispensa comentário?!!!

Muitos até brincam, enquanto outros até falam sério:

- Não mais pedirei a Deus paciência! Porque toda vez que lhe peço paciência, algo me aparece e me tira do sério.

*

Na verdade, a coisa é simples assim!

Estamos todos nós, indistintamente, submetidos à lei do progresso, percorrendo pela eternidade através das sendas evolutivas que nos cabem.

No nosso caso, amigo leitor, estamos na lida das provas e das expiações desta tão abençoada oficina Terra, na busca do autoaprimoramento moral e espiritual que compete a cada um de nós em particular.

Eis um grande questionamento:

- Como evoluir sem que haja uma situação adversa, um desafio a vencer, um fator complicador???

Ah! Então o amigo leitor poderia me contradizer:

- Então a coisa não é tão simples assim!!!

É e não é!!! Defendo-me!

É simples assim: se entendermos que a paciência é uma virtude que temos de desenvolver com esforço próprio. E uma vez adquirida, integra-se ao nosso patrimônio espiritual. Ou seja: uma vez averbada ao nosso patrimônio espiritual, jamais a perderemos. É uma aquisição para sempre!!!

Por exemplo: Se perdemos a paciência com alguém ou com uma situação, é porque ainda não a temos.

É o contrário do que se refere aos bens materiais. Se perdemos um bem material, é porque o temos.

Com a paciência é diferente: se a perdemos é porque não a temos. Se a temos não a perdemos.

Então, quando pedimos a Deus paciência, é lógico que Ele, Pai de amor e bondade, todo misericordioso, vai prontamente nos ajudar a desenvolver a paciência, fornecendo-nos os meios e os instrumentos necessários, traduzidos, por exemplo, numa pessoa de difícil relacionamento, ou numa situação que nos requer esforço de compreensão.

É como desenvolver a musculatura da paciência, exercitando em nós a ciência da paz;

A paz consciente que se desenvolve de dentro de nós, ao lidar com as situações da vida, resolvendo-as...

E resolvendo os conflitos de nós mesmos nas sendas evolutivas pelo caminho da eternidade.

Não é tão simples assim: se acharmos que cabe a Deus resolver todos os nossos problemas sem o nosso concurso.

Que ao pedir a Deus paciência, Ele tenha de nos dar tão somente tranquilidade, vida paradisíaca e resolver tudo por nós.

Então, caro leitor, é ou não é tão simples assim?!



Texto escrito por HYEROHYDES GONÇALVES DOS SANTOS (hyero.inlar@hotmail.com), no site da revista O Consolador em Crônicas e Artigos, Ano 10 - N° 488 - 23 de Outubro de 2016.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Filme espírita lançado em outubro

Livro
Neste ano de 2016 foi lançado o filme espírita baseado na obra do Espírito Luiz Sérgio, psicografada pela médium Irene Pacheco. Trata-se de "Deixe-me Viver", um dos mais populares romances espíritas. 

O livro relata de forma clara e objetiva o tormento que passa um abortado e as consequências desastrosas para os que praticam o aborto, seja na qualidade de pacientes, indutores, executantes e/ou equipes participantes deste ato.

Na sinopse é relatada a história de Luiz Sérgio (Bernardo Dugin) que é um jovem espírita e que foi chamado para uma grande obra. Ele é convocado para escrever vários livros ligados ao espiritismo, sendo um deles o Deixe-me Viver. Para escrevê-lo, Luiz embarcou em uma jornada a fim de resgatar espíritos que se encontram nos umbrais, locais em que alguns espíritos vão para pagar pelos pecados cometidos. Nessa missão, ele vai se deparar com vários casos de abandono e rejeição, e tentará fortalecer laços familiares.

Serviço:

Data de lançamento: 13 de outubro de 2016 (1h 43min)
Direção: Clóvis Vieira
Elenco: Bernardo Dugin, Sabrina Petraglia, Fernando Peron mais
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil
Duração: 103 minutos
Não recomendado para menores de 14 anos

Veja o trailer:


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O hábito de julgar

Na lição número 12, do livro Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o estimado benfeitor espiritual reporta-se à última ceia que Jesus fez com Seus discípulos, durante a qual avisa que alguém, entre eles, O trairia.

A história de Judas incomoda-nos tanto, a ponto de rapidamente condená-lo, incriminando-o, senão por gestos e atos de violência – comuns nas festividades de Páscoa – ao menos por pensamento. Mas por que esse fato nos incomoda?

A Psicologia moderna explica e vamos contar uma pequena história, buscando, através dela, responder a essa questão.

“Uma mulher vai ao seu terapeuta, que a atende semanalmente, e entra queixando-se das agressões verbais recebidas do marido, censurando-a por ser péssima mãe e péssima esposa. Diz ela sentir-se agredida e humilhada porque sabe ser ótima mãe e esposa devotada. O médico ouve-a atentamente e, quando ela encerra as reclamações, ele diz:

- Eu não me importaria com isso, mas sim, com a mancha que tem no rosto.

- Eu não tenho mancha no rosto – retruca ela.

- Tem sim, eu estou vendo – afirma o médico.

- Não, eu não tenho – contesta a paciente convicta.

A conversa continua com os queixumes dela. Depois de algum tempo, ele pergunta à mulher:

- Por que você não se incomodou com a minha afirmação de que tinha uma mancha no rosto?

- Porque sei que não tenho – responde ela.

- Eis aí – diz o médico – a resposta que precisava para suas lamentações. Se as agressões do seu marido lhe fazem tanto mal e a incomodam muito, é porque você própria não tem certeza de ser boa mãe e boa esposa. A agressão atingiu-a porque refletiu sobre sua própria realidade interior.”

Certamente, é isso que acontece conosco quando julgamos e condenamos o discípulo leviano e os nossos semelhantes.

Emmanuel traz para nós, na lição acima citada, a essência do ensinamento evangélico do “não julgai para não serdes julgados”, por nós mesmos.

A advertência tem razão de ser, na medida em que conclama à prática do Evangelho como forma de proteção contra nós próprios, permitindo-nos sair desse círculo de sofrimentos em que nos colocamos, pela nossa ignorância das coisas divinas.

O conhecimento e a prática dos ensinamentos de Jesus fazem-nos, lentamente, perceber que somos todos discípulos Dele, e não mestres como muitos supõem, aprendendo a vigilância dos próprios atos, para não fracassarmos mais; e discípulos em testemunho, a fim de aprendermos a exemplificar, compreendendo, agindo e perdoando, como o Mestre sempre fez.

Estamos caminhando com bastante dificuldade, mas através da escola bendita da reencarnação – “Necessário vos é nascer de novo” –, vamos combatendo o egoísmo, sendo menos exigentes nos prazeres egoísticos, percebendo a necessidade do outro. Também já estamos conseguindo ter alguma consciência da necessidade de cuidar da vida espiritual, e não ir somente à caça de bens materiais.

Jesus sabe das nossas limitações e não desconhece nossas fragilidades, e por isso nos conclama, através do Seu amor, refletido em todos os Seus ensinamentos, a desenvolvermos a humildade – sentimento contrário ao orgulho – para que não apenas Ele, mas nós próprios, também, reconheçamos nossos limites. Esse é, sem sombra de dúvida, o primeiro passo para conseguir superar nossas limitações e iniciar a construção do edifício íntimo do Reino de Deus em nossos corações.

Lembra Emmanuel, na obra supracitada, que “na edificação íntima do Reino de Deus, meditemos nossos erros, conscientes ou não, definindo nossas responsabilidades e débitos para com a vida, para com a Natureza e para com os semelhantes e, em todos os assuntos que se refiram à deserção perante o Cristo, teremos bastante força para desculpar as faltas do próximo, perguntando com sinceridade, no âmago do coração: “Porventura existirá alguém mais ingrato para contigo do que eu, Senhor?”

Dia virá em que, revestidos de poder e força, não mais julgaremos nossos semelhantes, pois teremos compreendido que quanto mais força moral e poder tivermos, mais nos compadeceremos das fragilidades humanas e mais estenderemos nossas mãos amorosas para socorrer, elevar e amparar, exatamente como Jesus faz conosco hoje.

Texto escrito por LEDA MARIA FLABOREA (ledaflaborea@uol.com.br), publicado em Crônicas e Artigos, Ano 10 - N° 490 - 6 de Novembro de 2016, no site da Revista O Consolador.

Sintonia e harmonização energética

A vontade é uma força de alta capacidade, principalmente quando associada a pensamentos e sentimentos elevados. 

Nossos sentimentos são propagados por ondas e cada tipo de emissão mental produz ondas peculiares. De uma maneira didática, diríamos que há ondas longas, médias, curtas e ultracurtas, conforme a natureza do pensamento emitido.

O ser humano, encarnado ou desencarnado, encontra-se mergulhado em um oceano de ondas, mas estabelece contato e intercambia energias conforme a sintonia que abre com o universo.

Do intercâmbio que estabelecemos entre nossas emanações mentais e as ondas externas, criamos em nossa psicosfera – aura – um estado de equilíbrio ou desequilíbrio que é dinâmico, ou seja, pode ser alterado constantemente.

Denominamos harmonização energética a postura que nos leva à circulação saudável de nossas energias extrafísicas. Toda e qualquer prática que melhore a qualidade das energias de alguém, eliminando e transformando energias pesadas e prejudiciais é, pois, um trabalho de harmonização energética.

Na realidade, a “limpeza” energética não precisaria ser promovida de fora para dentro ou por terceiros, pois todos nós temos o Deus interno, uma força interior suficiente para a resolução de todos os problemas. Frequentemente, entretanto, nos fragilizamos e sentimos a necessidade de recorrer ao auxílio de outros mais experientes, psiquicamente mais organizados ou até momentaneamente mais equilibrados.

Teoricamente, qualquer criatura está habilitada, pela própria natureza, a promover sua limpeza ou harmonização energética mantendo-se em equilíbrio. Todos nós somos capazes de captar, transformar e emitir energias, bastando para isto enviar pensamentos e sentimentos adequados, por meio da vontade. Sucede, no entanto, que nos deixamos fragilizar.

Ao se mencionar a expressão “força de vontade”, tem-se a ideia de algo muito subjetivo ou mesmo uma força de expressão, no entanto, a vontade é uma força que, quando mobilizada por nós, pode muito, principalmente quando associada a pensamentos e sentimentos elevados, pois estes formam poderosas ondas ultracurtas e de alta frequência.

A clássica expressão “mover montanhas” referindo-se às dificuldades, sejam dores, perseguições, traumas, entre outras, dá uma dimensão simbólica da força que possui um pensamento superior, intensificado pela vontade. Trata-se de uma força natural que todos nós possuímos em potencial, basta saber acioná-la.

A ação da nossa vontade, aliada ao pensamento superior, gerando ondas de alta frequência, pode propiciar em nós mesmos uma limpeza energética contínua, evitando que influências negativas (de baixa frequência) vindas do ambiente ou de outras mentes – sejam encarnadas ou desencarnadas – adentrem nosso campo energético e interfiram em nosso bem-estar.

Além da capacidade natural que todos nós temos de realizar nossa própria higiene e harmonização energética, é possível dispor de diversos métodos que podem nos auxiliar nesse processo, facilitando o fluxo de energias e promovendo a sua harmonização.

Os métodos de harmonização energética são conhecidos por nomes diversos e têm origens históricas e culturais diferentes, mas se assemelham no resultado final, isto é, a perceptível melhora da pessoa. Assim, a prece não decorada ou maquinal, mas como uma elevação do pensamento e do sentimento, buscando alçar níveis mais sutis de energias, alcança a dimensão espiritual e recebe um influxo de luz como retorno. A doação de energia pelo passe, seja ele espiritual ou magnético; a bênção quando efetuada com envolvimento profundo da alma e não como ritual; o “johrei” executado pelos messiânicos; a popular benzedura; a aplicação criteriosa do reiki; os métodos de cura prânica; a medicação homeopática que mobiliza energias; a acupuntura; o ioga e tantos outros procedimentos, muitos deles utilizando o poder das pontas das mãos como instrumento de doação energética.

Lembramos que, embora muitos procedimentos colimem para o mesmo resultado, devem ser aplicados em ambientes adequados e afins com a filosofia, cultura ou religião de cada meio. Prece, passes, irradiação mental e água energizada são os métodos utilizados em uma casa espírita.

A física reconhece e explica o chamado “poder das pontas”. São diversos os métodos que captam, de dimensões extrafísicas, energias diversas, com ou sem intermediários, mas, fundamentalmente, procedem do fluido cósmico universal. Essa energia é captada pelos pensamentos e sentimentos do doador, se concentra nas mãos e em seguida é irradiada e direcionada, principalmente pela vontade do doador que transmite, em geral, pela ponta dos dedos.

Lembremo-nos que estamos mergulhados em um mar de energias e de princípios espirituais. Todos somos espíritos encarnados ou desencarnados, cercados de energias mentais desta ou de outras dimensões em todos os momentos da nossa existência. Nunca estamos sozinhos, por mais solitários que nos sintamos, portanto, somos influenciados por espíritos e ao mesmo tempo nós também os influenciamos.

Nos médiuns essa influência recíproca é mais verdadeira e mais intensa, pois há um canal natural de contato com a dimensão extrafísica. Constantemente, médiuns estão intercambiando energias, mesmo que inconscientemente, com encarnados e desencarnados e em razão disto podem sofrer agressões energéticas que poderão ser neutralizadas e transmutadas ao chegar na psicosfera do médium, isto se a se energias intrusas receberem o impacto de pensamentos de alegria, trabalho, amor e fraternidade.
Assim se anularão e se modificarão em energias saudáveis.

Texto por Ricardo Di Bernardi (rhdb11@gmail.com), publicado no site do Jornal O Clarim em 01/12/2016.

Nossa Confraternização de fim de ano

Não é novidade que aos fins de ano acontecem as festividades ligadas ao Natal, ao próprio fim do ano e começo do outro.

Aqui no LEAE não será diferente, até porque todo ano fazemos uma pequena Confraternização comemorando todos os trabalhos feitos ao longo dos últimos 12 meses, as atividades desenvolvidas com tanto apreço e as conquistas que alcançamos com auxílio de todos da Casa.

Assim, dia 18 de dezembro, domingo, nos reuniremos aqui na sede do LEAE para um delicioso café da manhã, às 08h.
Kamila e sua família

E esperamos a presença de todos. Uma das participantes do antiga Juventude da Casa, a Kamila Sulelly de Almeida Severino, confessa que há algum tempo não vai mas que tentará ir ao nosso café da manhã. 'Acho ótima a ideia do encontro', se anima Kamila que ainda levará os três filhos pequenos e o marido.

A trabalhadora do Lar e responsável pela Evangelização Infantil do LEAE, Sibele Aparecida Matteussi, também confirmou presença, assim como fez nos 18 anos em que frequenta e trabalha na casa. "Acho importante esse encontro, é uma época em que todos se reúnem, festejam", diz ela. Com a família sempre junta, Sibele faz questão de levar a filha Thainá, de 07 anos e a sobrinha Yasmim de 14 anos. Desde pequenas as duas vão ao Centro e também adoram os encontros.

E não são somente os trabalhadores daqui de Cuiabá que torcem pelo encontro! A Noeme Silva Soares, uma das mais antigas parceiras do LEAE, mudou-se há cinco anos para Minas Gerais. Soube do encontro e se emocionou com a ideia. "Sei que se aproxima o dia da confraternização desta linda e querida família. Gostaria muito de poder estar aí, o que no momento se torna impossível. Tenho a certeza, de que esta confraternização será mais uma oportunidade para todos entender o verdadeiro sentido do estar perto uns dos outros, da união e que esse momento sirva também de reflexão e agradecimentos e uma grande festa no coração de cada um.". 

Noeme, energia positiva
para o encontro
Noeme ainda lembra que dos anos passados aqui: "Após quase 5 anos de distância física desta família LEAE, ainda me sinto muito ligada a ela. Foi onde conheci a Doutrina Espirita, onde continuarei para sempre, essa é minha vontade!".

Finalizando a lembrança e os votos, ainda deixa uma mensagem a todos: "Quero deixar aqui,  beijo em cada coração amigo  e querido que tive a honra de conviver e trabalhar."

"Confraternizar é, pois, sentir que somos todos irmãos; é agir no sentido de tornar a fraternidade universal!" - Prof. Newton Gonçalves de Barros.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Retribua o sorriso que receber


Corresponda na mesma altura.
Mostre como é o seu sorriso.
Dois sorrisos juntos aumentam a alegria do momento.
Retribuir ao sorriso é um ato de respeito e de amor.
Talvez quem lhe sorri esteja necessitado de sentir o calor do sorriso que só você tem.
Sorrir custa pouco mas rende muito.
Pode acabar com a sua tristeza.
Sorria.
Siga o impulso.
Desperte esta vontade.
Sorrir faz bem à saúde e à paz interior.
Revitaliza suas forças.
Sorrindo para alguém, você está sorrindo para Deus.


Texto extraído do site Gotas de Paz










Vamos assistir? Filme - Fica comigo esta noite

Imagine então que, após uma crise com seu namorado(a), ele(a) simplesmente morre. Pois é essa a premissa principal de "Fica Comigo Esta Noite". Edu e Laura, interpretados por Vladimir Brichta e Alinne Moraes, respectivamente, formam um casal até que bem resolvido, mas, como todos, acabam entrando em momentos mais ríspidos de relacionamento. 

Edu, um cara sempre brincalhão, visando o bem maior da relação, tenta resolver as coisas na brincadeira e uma dessas é se fingir de morto. O problema é que, em uma dessas, ele acaba realmente morrendo. A partir daí, ele vai protagonizar o filme do mundo dos mortos, tentando a todos os custos um contato final com sua amada Laura. No tal mundo dos mortos, ele encontra o Fantasma do Coração de Pedra (Gustavo Falcão) que, como ele pensava, era somente fruto da imaginação infantil dele, mas que realmente existe e o filme vai "explicar" o porquê. É junto com esse chato Fantasma que ele vai à busca do seu tento amoroso.

(...) Uma boa direção de João Falcão, aliada à boa fotografia de Mauro Pinheiro Jr., tornou o filme bem agradável visualmente. Fica claro que ele é filmado em grande parte em estúdio, o que não interfere no visual. Até porque a história de fantasma, outro mundo e etc, facilita para um cenário com penumbras e etc. É interessante notar também que a apresentação do filme é bem em tom de quadrinhos, visto que o personagem Edu é um desenhista de quadrinhos (...)

Dois elementos que se destacam é a direção e o roteiro, a direção já falei um pouco, mas é importante citar também o roteiro de João Falcão. Esse, cheio de referências ao espiritismo, poesias, outros filmes, dèjá vu, crenças populares e etc, é competentíssimo. 

(Crítica de Raphael PH Santos, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE)
Sinopse:

Edu e Laura se conheceram ainda jovens. Apaixonados, decidiram se casar e, anos mais tarde, passaram a viver uma crise no casamento. Em meio às turbulências no relacionamento Edu, repentinamente, morre. Decidido a se despedir de Laura de qualquer forma e querendo saber qual era o segredo que ela iria lhe contar pouco antes de morrer, Edu passa a buscar um meio de se comunicar com ela. Só que o único ser que podia ajudá-lo era o fantasma do coração de pedra, uma assombração experiente que detesta a companhia de outras pessoas. Trata-se de um filme Brasileiro, que aborda a espiritualidade numa comédia interessante de ser vista.

Ano: 2006
Duração: 1h 15min
Direção: João Falcão

Elenco: Milton Gonçalves, Laura Cardoso, Gustavo Falcão, Alinne Moraes, Vladimir Brichta, Clarice Falcão
Nacionalidade: Brasil





Veja o filme: