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terça-feira, 29 de outubro de 2019

O problema da paciência

Muitos de nós – ou mesmo a maioria – podemos estar em conflito com os pedidos que fazemos a Deus no campo da paciência.

Ao amanhecer, pedimos a Deus que nos dê paciência para resolvermos os desafios do dia. Logo nos aparece uma situação difícil que nos tire do sério.

Ficamos inconformados diante dos desafios e questionamos a Deus:

– Quanto mais lhe peço paciência, mais complicação me aparece.

Por que isso acontece?

Talvez um simples silêncio, de alguém que cumprimentamos, já é motivo para nos tirar do sério; talvez por que o café da manhã não estava ao nosso gosto trivial; ou mesmo por causa da visita inesperada de alguém que julgamos inconveniente.

Agora, imaginemos se sairmos de casa atrasados para o serviço; e, de repente, no meio do caminho, depararmos com um engarrafamento no trânsito!

E então, como procederemos? Dispensa comentários?!!!

Muitos até brincam, enquanto muitos até questionam contundentemente:

– Não mais pedirei a Deus paciência, porque toda vez que lhe peço paciência, algo me aparece e me tira do sério…

* * *
Na verdade, a coisa é simples assim:

– Estamos todos nós, indistintamente, submetidos à Lei do Progresso, percorrendo pela eternidade através das sendas evolutivas a que nos cabe.

No nosso caso, amigo leitor, estamos na lida das provas e das expiações desta tão abençoada oficina Terra, na busca do auto aprimoramento moral e espiritual que compete a cada um de nós em particular.

Eis um grande questionamento:

– Como evoluir sem que haja uma situação adversa, um desafio a vencer, um fator complicador???

Ah! Então o amigo leitor poderia me contradizer:

– Então a coisa não é tão simples assim!!!

É e não é!!! Defendo-me!

É simples assim:

Se entendermos que a paciência é uma virtude que desenvolvemos com esforço próprio. E uma vez adquirida, integra-se ao nosso patrimônio espiritual. Ou seja: uma vez averbada ao nosso patrimônio espiritual, jamais a perderemos. É uma conquista para sempre.

Por exemplo: Se perdemos a paciência com alguém ou com uma situação ou coisa, é porque ainda não a temos.

É o contrário do que se refere aos bens materiais. Se perdemos um bem material, é porque o temos.

Com a paciência é diferente: se a perdemos é porque não a temos; se a temos não a perderemos.

Então, quando pedimos a Deus paciência, é lógico que Ele, Pai de amor e bondade, todo misericordioso, prontamente nos ajuda a desenvolvê-la, fornecendo-nos os meios e os instrumentos necessários, traduzidos, por exemplo, numa pessoa de difícil relacionamento, ou numa situação que nos requer esforço de compreensão.

É como desenvolver a musculatura da paciência, exercitando em nós a ciência da paz; a paz consciente que se desenvolve de dentro de nós, ao lidar com as situações da vida, resolvendo-as… e resolvendo os conflitos de nós mesmos nas sendas evolutivas pelo caminho da eternidade.

Não é tão simples assim:

Se acharmos que cabe a Deus resolver todos os nossos problemas sem o nosso concurso.

Que ao pedir a Deus paciência, Ele tenha de nos dar tão somente tranquilidade, vida paradisíaca e resolver tudo por nós.

Autor: Yé Gonçalves

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Uma frase surpreendente que pode fazer toda a diferença

Todos nós ouvimos essas palavras, mas elas realmente funcionam, mesmo em nossas vidas espirituais

Faça de conta até dar certo.

Eu ouvi essa frase pela primeira vez na faculdade, e ela me ajudou de várias maneiras desde então. Acho que a maior razão pela qual é tão útil é que ela exige ação. Mas você não precisa saber exatamente o que está fazendo para começar a mudar seu comportamento. Você apenas tem que começar. Então, na faculdade, considerei as coisas em que queria melhorar e perguntei: o que me faria melhor nisso? E então eu tentei tomar as medidas necessárias para chegar lá.

Por exemplo, eu queria ser melhor em estudar e debater. Notei pessoas estudiosas com métodos de estudo em comum. E tentei aplicar a mim. Encontrei um lugar na biblioteca para me esconder das pessoas e da distração e coloquei fones de ouvido. Os fones eram apenas para tapar os ouvidos, porque eu não consigo me concentrar nos estudos se estiver ouvindo música. Mas isso me fez parecer mais desligada do mundo e absorvida pelo que estava fazendo. E me ajudou! Com menos distrações e mais foco no aprendizado do material, meus estudos melhoraram.

Uma ótima maneira de usar essa expressão de “fazer de conta até que você consiga” é deixá-la ajudar a se tornar uma pessoa melhor em sua vida cotidiana.

Você precisa ser melhor em uma certa virtude? Então aja da maneira que você acha que uma pessoa com essa virtude agiria. Quer ser mais alegre? Pense em como são as pessoas alegres que você conhece e copie-as. Talvez isso signifique que você tente sorrir mais e se concentrar menos nos estressores. Quer ser mais generoso(a)? Que pessoas generosas você conhece e o que elas fazem? Talvez isso signifique que você vai dizer sim a mais convites ou compartilhar a comida que ama.

Por que “fazer de conta até que você consiga” funciona no âmbito espiritual? Bem, virtude não é agir de acordo com sentimentos. Trata-se de formar bons hábitos aos quais você pode recorrer, não importa como esteja se sentindo.

Portanto, se você não tem vontade de ser paciente ou generoso(a), mas trabalha para fazer as coisas que uma pessoa paciente ou uma pessoa generosa faria, esperamos que desenvolvida o hábito de fazer coisas generosas ou ser paciente. Esse hábito é o que vai fazer você melhorar. Quanto mais você reforça o hábito, mais não precisa confiar em “sentir” isso. Em vez disso, você poderá confiar nas coisas que uma boa pessoa faz porque as fez repetidas vezes.

Para mim, quero ter mais paciência todos os dias quando pequenas coisas dão errado. Imagino que uma pessoa que não se incomoda com as coisas ao longo do dia abordaria as frustrações com um sorriso e não se preocuparia demais com as coisas sendo feitas em um determinado momento ou de uma certa maneira. Então, é isso que estou fingindo (ou, mais bem declarado: formando hábitos) ultimamente.

Assim, tenho respirado fundo, sorrido e enfrentado os problemas de forma pacífica.

Publicado no site Aletéia por Cecilia Pigg | Out 22, 2019