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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Empatia, resiliência e metamorfose: as lições do espiritismo de 2020 para 2021

Na segunda matéria da série especial do Correio com entrevistas a representantes de diferentes religiões, o presidente da Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF), Paulo Maia, explica como os acontecimentos do ano podem ser interpretados nessa doutrina

O ano de 2020 trouxe inúmeras experiências. Para diferentes povos, teve vários sentidos. Para cada indivíduo, uma provação particular. Os últimos 365 dias ressignificaram a vida de milhares — brasileiros ou não. E, para a maioria, foi necessário seguir uma regra: deixar para trás. Esquecer. Porém, entre o tanto que merece ser preterido, é fácil se perder em uma das poucas coisas que, de fato, devem ser levadas para 2021 — e para sempre: ensinamentos, lições, aprendizados.

Nesse sentido, as religiões podem ser uma importante ferramenta para entender melhor o que se absorveu ao longo do ano — a depender de cada doutrina — e, especialmente, como se apoderar dessas lições, para usá-las em tempos futuros. Para entender um pouco a perspectiva do espiritismo, sistematizado por Allan Kardec, o Correio conversou com Paulo Maia, 52 anos, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) há quase oito anos.

Paulo explica que, entre as premissas dessa religião está a compreensão de que ela é pautada pelo voluntariado, pela ligação com os espíritos e pelo entendimento da reencarnação. “Na essência, a proposta é vivenciar o cristianismo na origem. Não existe hierarquia, cargo, profissionalismo. É uma vivência voluntária, de conexão interna. O Deus é único”, afirma. “Cristianismo e espiritismo são uma coisa parecida. Mas acreditamos em comunicação com os que partiram e na reencarnação, na justiça divina. O que o difere, talvez, das outras religiões é isso”, compara.

O presidente da FEDF acrescenta que as práticas do espiritismo existem há tanto tempo quanto as de outras religiões. No entanto, a sistematização proposta pelo trabalho de Allan Kardec, no século 19, torna a doutrina não apenas religiosa, mas de cunho filosófico-científico. O trabalho dele, especialmente n’O livro dos espíritos, demonstra essa proposta. A obra literária não substitui a Bíblia para os seguidores, mas age em paralelo a ela.

As mudanças

Ao ser questionado sobre os principais aprendizados de 2020 que podem ser levados para 2021, na perspectiva do espiritismo, Paulo resume: empatia, resiliência e metanoia. “Principalmente essas três coisas. A empatia, para se colocar no lugar do outro, entender que existem outras pessoas sofrendo e precisando de ajuda. A questão da resiliência é porque todos passamos por um momento difícil, e essa capacidade de se voltar, de ter flexibilidade e seguir em frente é algo muito urgente para este momento. Por fim, eu citaria a metanoia, que é uma metamorfose interna, uma renovação íntima”, avalia Paulo.

“No interior de cada um, existe quase uma impotência. Seja em relação ao vírus, à política ou ao mundo exterior, de forma mais ampla. A maioria dos indivíduos não têm o poder de ação que talvez desejasse com relação a tantos fatos externos, e saber identificar isso, entender e lidar é um processo de renovação interior, que é fundamental para se relacionar com isso tudo”, completa o presidente da federação.

Com base na doutrina espírita, Paulo Maia também faz um balanço de 2020. Para ele, as profundas mudanças podem trazer transformações positivas no fim do processo. “Entendemos que foi um ano de muita provação para a humanidade e que isso pode ser visto como um momento de transição para os seres humanos. Naturalmente, existiram várias dúvidas em relação à vida e ao que estamos passando. Mas, em nossa perspectiva, é uma lei de evolução da humanidade. As grandes transformações nem sempre vêm de forma simples, mas de um contexto de mudanças”, explica o religioso

Em fases como esta, muitas pessoas tentam ser menos egoístas e focar no coletivo, segundo Paulo. “São momentos em que podemos repensar nossos conceitos, senão, a humanidade pode ser eliminada. Essa dificuldade pode renovar o homem. Nós vimos (países que eram) inimigos históricos, inimigos de guerra, que se uniram por uma solução, por uma vacina. Existiu uma ação pelo bem comum, pelo bem do outro”, observa.

Outro ponto que 2020 mudou na percepção dos indivíduos tem a ver com a questão das relações fraternas. “Esse recolhimento no lar, que muitas pessoas podem ver como reclusão, fez a gente olhar mais para a família e encontrar o básico, de certa forma. Isso pode ser bom”, acredita.

A morte

Um dos principais temas para várias religiões, a morte teve destaque neste ano. A doutrina espírita, contudo, vê uma continuação nesse processo. “Para nós, a vida é voltada ao espírito, não ao corpo. Uma coisa muito importante é que as pessoas saibam que a morte não é o fim e que o amor não se acaba depois dela. Se eu perdi um filho ou alguém querido, o sentimento de amor por essa pessoa não acaba, e ele continua vivo em algum lugar. E um dia vamos nos reencontrar. A morte é um processo natural, não é um fim para todos. O fato de não podermos nos ver, comunicar ou viver o cotidiano com eles não significa que não existam mais”, pontua Paulo.

Em relação à morte no contexto da pandemia, o religioso menciona a vertente da transição: “Sob a perspectiva de quem não tem uma religião ou de quem não consegue uma resposta sobre o assunto, é fácil procurar um ‘culpado’ para lidar com os estágios do luto — desde a negação, passando pela revolta, até a aceitação. Mas, na pandemia, o inimigo é oculto. Não tem um rosto, não tem um endereço. Acho que a morte ensinou a lidar com a vida em um sentido maior. A maioria das religiões defende algo além da morte, mas a maioria das pessoas não entende essa perspectiva de que (ela) é uma transição; e a pandemia, uma forma de olhar para um plano maior das coisas”, comenta o religioso.

Entre tantos sentimentos negativos associados a 2020 e como uma forma de explicar como o espiritismo aborda a expectativa de tempos melhores, Paulo faz referência ao trecho João 16:33, da Bíblia: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. “Acho que isso significa que não devemos viver em um cenário desesperador. Deus ensinou uma mensagem muito necessária: não perder essa referência de que, embora as dificuldades existam e que pareçam não ter fim, um Deus justo e bom está governando e cuidado de tudo”, conclui Paulo Maia.

Site do Correio Braziliense

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Isso eu aprendi

Um periódico de circulação nacional promoveu uma pesquisa bastante interessante.

Fizeram a seguinte pergunta para pessoas em todo Brasil: O que você aprendeu na sua vida, de mais valioso, até hoje?

As respostas foram, na maioria, bastante ricas, e convidam a muitas reflexões necessárias.

Uma delas dizia:

Aprendi que, não importa quanto eu queira, nem quanto tente: eu não consigo mudar ninguém. As pessoas são o que elas são.

É preciso amá-las por sua verdade, não pelo que eu gostaria que fossem. Entendi isso aos 70 anos, na missa de minhas Bodas de Ouro.

A pessoa entrevistada, na época da pesquisa, já contava com 83 anos, e mostrava que nunca é tarde para se aprender algo importante na existência.

Nosso compromisso de mudança é conosco mesmo. Tentar mudar o outro só nos traz frustração profunda, e possível malquerença mútua.

Outra pessoa inquirida, dizia:

Aprendi que o sorriso é contagiante. Não espero ninguém me cumprimentar; faço questão de saudar todo mundo com um sorriso, todos os dias.

É incrível, mas até as pessoas tímidas ou sisudas sorriem de volta e falam bom dia.

Posturas como essa são posturas que irão salvar o mundo da tristeza, do sofrimento, dos comportamentos depressivos, das doenças.

Tomar a iniciativa é fundamental. Não esperar o sorriso do outro e sempre sorrir, nos faz agentes da alegria na sociedade.

Outro entrevistado, ainda, afirmava:

Aprendi que as coisas são sempre piores na nossa cabeça do que na realidade. Sofria demais por antecedência, imaginando "e se isso", "e se" aquilo."

Quando acontecia, não era nada demais. O pior já havia passado, e foi dentro de mim.

Quantas vítimas tem feito a nossa ansiedade... Quantas enfermidades geradas pelo comportamento ansioso do mundo moderno.

Entender que a preocupação excessiva não resolve, faz-se fundamental para poder se levar uma vida mais leve, mais agradável.

É indispensável confiar em Deus, em Suas leis, na perfeição do Universo.

Fazer a nossa parte, sim, e confiar. Confiar sempre, pois o que é melhor para nós sempre acontece.

* * *

De tempos em tempos, precisamos nos perguntar: O que de importante aprendi?

O aprendizado precisa ser identificado, catalogado, amadurecido na alma.

A existência de quem vive colecionando aprendizados é sempre mais feliz. Ela tem propósitos, metas, avaliações e resoluções constantemente.

A postura de quem realiza tais conquistas, e as identifica, não deve ser a postura exibicionista, vaidosa, não.

Essa contabilização é íntima. A comemoração é do coração.

Os que estão à volta poderão identificá-la, claro, mas através de nossas ações no bem, de nossa renovação de valores, que faz brilhar a nossa luz com força e segurança para todos os lados.

Redação do Momento Espírita, com base em matéria da Revista Sorria, de março/abril/2009, ed. MOL. Em 15.9.2020.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O vírus potente do amor

O novo contágio que a humanidade está sofrendo é o amor. A sua relação com a medicina, o seu efeito devastador e os seus principais sintomas com Evelyn Freire (estudiosa da Doutrina Espírita há mais de 30 anos, roteirista das revistinhas infantis da e colunista da Revista Letra Espírita).

Rádio Boa Nova

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Energias positivas do Evangelho no Lar

Energias positivas foi tema discutido pela equipe do programa Diálogos Médicos, transmitido pela Rádio Boa Nova. Os comunicadores Doutora Silvia Helena Bersacola e o Doutor Rafael Latorraca fazem a leitura e comentários da obra Os Mensageiros, de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, capítulo 37.

A princípio, os comunicadores relembram os estudos anteriores do capítulo 36, intitulado “Mãe e Filhos”. Em seguida a equipe inicia o capítulo 37, “No santuário doméstico”. Os comentários falam da prática do culto no lar, hoje conhecido como Evangelho no Lar. 

Eles lembram das energias positivas que o culto cria, mas principalmente, a energia que nós produzirmos quando realizamos uma atividade. Os comunicadores citam, por exemplo a comida, assim como qualquer outra atividade. Se realizada sem amor ou boas energias, pode vir a nos fazer mal.

Energias Positivas na proteção do lar

Como nas antigas histórias, os vampiros só podem entrar nas casas quando convidados. Essa lógica se aplica, portanto, quando discutimos sobre as energias positivas e negativas que entrar na sua casa e te afetam de alguma forma. 

É necessário criar um campo positivo a partir dos pensamentos e orações. A prece é assim um contato direto com a espiritualidade amiga. Portanto, esteja ligada em pensamento a tais energias positivas. 

O Evangelho no Lar é um momento da semana em que os pensamentos se voltam aos estudos do Evangelho. Entretanto, o restante da semana cabe a aplicação da máxima “orai e vigiai”. 

Quando emanamos energias positivas por meio de pensamentos, palavras e ações, estamos construindo um campo de proteção. Isso, porque, cada a sintonia de vibração estará próxima da espiritualidade amiga e da proteção do lar. 

Fonte: Site da Tv Mundo Maior

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Aprender a conviver

Os quatro pilares para a educação são conceitos de fundamento dessa arte, baseados no relatório elaborado para a UNESCO pela Comissão Internacional para o século XXI, coordenada por Jacques Delors.

A equipe, composta por mais de quatorze especialistas de renome, provenientes de várias regiões do mundo, atuantes em diferentes campos culturais e profissionais, teve a incumbência de refletir sobre a educação e a aprendizagem no século XXI.

Em 1993, o documento foi apresentado e pode ser resumido em quatro grandes propostas: Aprender a fazer, Aprender a conhecer, Aprender a conviver e Aprender a ser.

Tomamos, então, como centro de nossas reflexões momentâneas a proposição do Aprender a conviver.

Esse domínio de aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores.

O documento se utiliza de um termo bastante inspirador: a descoberta progressiva do outro.

Podemos estranhar, num primeiro instante, falar em descoberta do outro, se o outro sempre esteve em cena, isto é, desde o princípio da Criação, lidamos com a presença de um próximo.

No entanto, o termo descoberta vai mais fundo do que a simples constatação de que há alguém no mundo além de nós mesmos.

Descobrir o outro significa partilhar com ele o mundo, a vida, as oportunidades.

Descobrir o outro é perceber a importância do próximo em nosso contexto de existência. Saber que não fazemos nada sozinhos e que a vida precisa ser muito mais colaborativa do que competitiva.

A competição ainda é força motivadora, sem dúvida, no estado de Humanidade em que nos encontramos.

Porém, com o tempo e maturidade, perceberemos que a colaboração é potência mais grandiosa ainda.

Assim, descobrir o outro significa pensar em comunidade e não apenas em unidade. O mundo não gira ao nosso redor, mas todos giramos juntos com o mundo.

Essa sempre foi a proposta cristã. Estava no Amai-vos uns aos outros como eu vos amei; e também no Não vos chamo mais servos, mas vos chamo irmãos.

Jesus amou as diferenças. Conviveu com os diferentes e valorizou a função de cada um no todo.

As diferenças nos educam, o diferente nos faz abrir a mente e o coração, enquanto o igual pode nos acomodar.

Conviver com quem pensa como nós, com quem tem os mesmos valores, pode parecer atrativo e suficiente. Engano nosso.

Conviver com o pensamento oposto, com a ideia que se choca é construir em nós um senso de igualdade, a verdadeira igualdade.

*   *   *

Estamos na Terra para aprender a conviver.

Há virtudes que só desenvolvemos no contato com o outro. A maioria delas, em verdade.

Na convivência nos burilamos, na convivência nos fortalecemos.

Por mais decepcionantes que certas companhias por vezes possam ser, elas estão em nosso viver por razões muito valiosas e precisas. Observemos, convivamos, conheçamos e nos autoconheçamos.

Aprender a conviver é mecanismo fundamental da nossa educação como Espíritos em desenvolvimento.

Redação do Momento Espírita.
Em 2.8.2019.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O que é o Espiritismo? (Humor e Espiritismo)

Mediunidade, cura, aprendizado, ciência, religião... Afinal, o que é o Espiritismo?

Amigos da Luz - Canal no Youtube



sexta-feira, 15 de março de 2019

É impossível ser feliz sozinho

Com muita razão dizia a canção, na época da Bossa Nova, e eternizada na linha do tempo, que "é impossível ser feliz sozinho".

O caro leitor pode encontrar algum autor de autoajuda que esteja dizendo que para você ser feliz só depende de você, pois a felicidade está dentro de você, e cabe somente a você o trabalho de despertá-la para o mundo exterior.

Só que precisamos entender e compreender que ninguém consegue viver sozinho. Em última hipótese, estaremos em nossa própria companhia, tendo a oportunidade da autoconvivência, a fim de resolvermos algumas pendências que ainda temos na consciência, ou seja, em relação a nós mesmos.

Veja bem! Todos nós nascemos em um grupo familiar. Isso não é por acaso. E sim por uma causa. Estamos todos numa nave espacial denominada Terra, correndo os mesmos riscos.

Nascemos e percorremos pela infância, dependendo de cuidados da mãe e do pai, e de todo o grupo familiar, para o nosso sustento e construção do ser na base da educação.

Trabalhamos para produzir algo para alguém.

Se compomos e cantamos, se escrevemos, é necessário que alguém nos ouça e nos leia. Senão, toda a obra nasce em vão. Não atinge o objetivo.

Não haverá aprendizado se não houver o professor para ensinar.

Não praticaremos o amor sem que haja a pessoa a ser amada.

Não faria sentido cuidar de uma flor se ela não pudesse ser ofertada a quem amamos.

De que valeria o brilho do sol e o aconchego do luar, se não tivéssemos com quem compartilhar tanta beleza poética?

Como poderíamos saborear as vivências da saudade, se não houvesse a pessoa querida para ser lembrada?

Que sentido faria o curso das lágrimas e o frescor do alívio? E a leveza do sorriso? E o calor aconchegante do abraço e do beijo?

Logo, depende de cada um de nós a conquista da própria felicidade, através do esforço em despertá-la de dentro de cada um de nós em particular.

Entretanto, possamos entender e compreender que sem amarmos uns aos outros, sem aprendermos a caminhar juntos e a lidar com as diferenças, jamais conseguiremos ser felizes o tanto quanto é possível neste planeta Terra.

Portanto, ainda é necessário conviver e aprender uns com os outros, sentir as vibrações fraternais uns dos outros.

Ainda precisamos de uma palavra de incentivo que nos arranque da cama ou da poltrona, ou de uma rede, para que nos despertemos rumo aos horizontes de felicidades que nos aguardam.

É como dizia na canção: "É impossível ser feliz sozinho".

Artigo de Yé Gonçalves postado no site de O Consolador

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Você está vivendo muitas provações? Mensagem para você!

Não adianta tentar fugir daquilo que precisa aprender.

O aluno só “passa de ano”, quando é aprovado nas provas.

Assim, nos relacionamentos acontece o mesmo.

Deva deixar fluir com sabedoria os ensinamentos para ” quitar os débitos”, e seguir em frente sem medos em novas jornadas.

Nada deve ficar para ser reparado depois.

O preço é alto e sofrido.

Levante a cabeça e aceite as circunstâncias de provas que escolhestes.

Somos nós que as escolhemos!

Perdoe-se e perdoa a quem julgas o motivador do teu sofrimento.

Nestas provas não existem atalhos que os impeça vivê-los.

Relaxa!

Faça tua parte que Deus o auxiliará!

Não tenha receios e medos!

Todos estamos sob constantes provações onde não existem culpados, e sim, alunos e mestres que se intercalam na simbiose perfeita de aprendizado evolutivo.

Paz e Luz com resignação!

Artigo publicado no site Chico de Minas Xavier, por Roberto Luiz Santos