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terça-feira, 18 de agosto de 2020

A Transição é Planetária, mas a ascensão é individual

A Terra não é um barco à deriva que recebe socorro e todos os seus tripulantes se salvam. Em vez disso, ela é uma Escola que ofereceu aprendizado para uma humanidade imensa por longos milênios.

Tantas oportunidades! Tanto tempo! Centenas, quiçá milhares de encarnações com indas e vindas pelo além-túmulo. Cada ser humano teve os mesmos Mestres, as mesmas lições, as mesmas oportunidades e o mesmo tempo disponível para esse aprendizado.

Os níveis evolutivos seguem sempre o grau de conhecimento individual. A Escola é coletiva, mas os degraus precisam ser galgados de forma individual. Nem todos são aprovados ao mesmo tempo. Em cada grupo, sempre há os que se habilitam primeiro e há também os que demoram mais para absorver os ensinamentos oferecidos à classe toda.

A Terra fará o seu movimento para um nível mais elevado em suas vibrações e, consequentemente, as consciências humanas também se expandirão a fim de acompanhar e se adequar ao novo ciclo de aprendizado, ou seja, à nova Escola.

Tudo isso vai acontecer independentemente de você fazer ou não a tua ascensão. Certamente haverá uma parcela da humanidade que acompanhará tal movimento e seguirá junto para a Nova Terra.

Trechos do texto escrito por Vital Frosi para o site Eu Sem Fronteiras

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

02 de Outubro - Data Comemorativa

O Dia do Anjo da Guarda é comemorado anualmente em 2 de outubro. Nessa data, são lembrados os anjos protetores de cada pessoa, conforme prega o Catolicismo.

A palavra anjo, vem do latim “ângelus” e do grego “ángelos”, que quer dizer mensageiro ou enviado. Muitas pessoas quando ouvem esta palavra imaginam figuras joviais, de beleza singular com um par de asas e uma auréola reluzente sobre a cabeça.

Segundo a doutrina espírita, os anjos são espíritos que chegaram a um grau de perfeição que o espírito comporta, ou seja, são espíritos puros ou perfeitos.

E ainda, você sabia que existe alguém com a missão de nos proteger? Que está conosco 24 horas? É nosso anjo da guarda.

De acordo com o espiritismo este espírito protetor, mentor, nos acompanha durante nossa jornada na Terra. Ele tem como missão auxiliar perante a nossa caminhada reencarnatória, já que estamos aqui para evoluir.

Qual a missão do Espírito protetor?
Resposta: A de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições sustentar sua coragem nas provas da vida. (Livro dos Espíritos, questão 491)

É importante lembrar que apesar de nos protegerem, os mentores não determinam o rumo de nossas vidas, já que cada um tem o livre-arbítrio. E quando, as nossas escolhas são opostas às dos mentores eles podem se afastar por um determinado tempo.

Calendarr com informações de artigo da Rádio Boa Nova

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Análise de palestras espíritas

Participo de um grupo de estudos do Espiritismo pela internet, grupo, aliás, muito instrutivo. Costumo aprender com os comentários dos estudiosos e, dia desses, vi algo num comentário, que me chamou atenção.

Um componente do grupo pediu a outro participante para analisar determinada palestra espírita que havia sido proferida em sua cidade. Então, após o pedido, a análise foi feita de forma muito tranquila, com argumentos e sem qualquer ofensa à referida palestra ou ao orador.

Mas eis que uma outra participante do grupo, ao se deparar com a análise da palestra, resolve pedir mais caridade.

Fiquei, então, sem entender. A análise, como disse acima, havia sido feita da forma mais respeitável possível, sem ofensas ou adjetivações.

Onde estaria a falta de caridade?

Aquilo me levou a refletir na compreensão que temos da palavra caridade. Será que entendemos, realmente, o que é caridade? Caridade seria calar-se? Caridade seria não realizar críticas? Por qual razão alguém entende uma análise como falta de caridade?

Entender análise como falta de caridade, aliás, é algo bem comum na cultura brasileira, e isto, infelizmente, empobrece o debate e a troca de ideias.

Quando digo que alguém que fez uma análise respeitosa e com bons argumentos faltou com a caridade, gero um clima de constrangimento que tende a trazer o silêncio ou o confronto e não o debate sadio.

A fuga de uma análise, seja de mensagens mediúnicas, livros, textos e palestras é a técnica utilizada por Espíritos que fascinam: a ideia deles é privar os indivíduos do senso crítico, transformando em inimigos e desafetos todos aqueles que oferecem um ponto discordante ou de melhoria em suas opiniões.

Penso que mudar o foco de como se vê a questão é fundamental para o crescimento. Ao enxergar quem faz análise como alguém que me dá, gratuitamente, um feedback, um retorno sobre o meu trabalho, automaticamente, elimino a ideia de faltar caridade, de modo que poderei aproveitar todos os seus apontamentos sobre minha explanação, mensagem, livro, texto ou coisas do gênero, logo, crescer com sua análise.

Mas para isto é preciso humildade; para bem receber uma análise é necessário sair da redoma da infalibilidade para conectar-se com sua dimensão humana, pois os humanos erram.

E nós, infelizmente, parece que estamos ainda imaturos para admitir que erramos.

Eis um tema para pensarmos com carinho.

Artigo de por Wellington Balbo publicado no site de O Consolador

terça-feira, 2 de abril de 2019

A Lei do Perdão

Todas as religiões e caminhos espirituais que conhecemos falam em perdão. Mas será que sabemos, de fato, perdoar?

Perdoar requer atitude de sobriedade e aceitação; o perdão deve brotar da consciência de si e dos limites de cada um. O exercício do perdão deve ser, primeiramente, praticado através do auto perdão, que muitas vezes é o mais difícil.

Perdoar nossos erros do passado, nossas falhas e faltas, aceitar nossos limites, nossa ignorância, nossa condição de aprendizes, é fundamental para encontrarmos um pouco de paz interior.

O orgulho e a arrogância devem ser deixados de lado e nosso coração e consciência devem se abrir ao auto perdão. A culpa é um sentimento que devemos reavaliar; que tal trocarmos a palavra culpa pela palavra responsabilidade? Não somos culpados enquanto inconscientes, mas responsáveis por cada atitude, cada palavra, cada comportamento. Assumindo a responsabilidade por cada movimento que fazemos, assumimos a consequência de todo ato praticado por nós. Assumindo a responsabilidade e a consequência, amadurecemos como seres humanos que somos e continuamos a percorrer o caminho do crescimento e evolução. Dessa forma, os erros são compreendidos e o perdão acontece naturalmente. Assumir responsabilidades por nós e nossas vidas, redimensionar nossos erros e faltas, procurar corrigi-los e, fundamentalmente, descer da cruz que nos foi imposta, é fundamental para nosso crescimento.

É natural, dentro das leis deste planeta, que passemos por graves problemas, perdemos o chão firme que sempre caminhamos com segurança, a razão, a consciência e nos vemos repetindo padrões antigos.

É preciso aprender a perdoar a nós mesmos, à nossa ancestralidade, nossa origem, nossos limites e quando fazemos isso, passamos a nos aceitar mais plenamente, aceitar nossa ancestralidade e origem, além dos nossos limites humanos.

Precisamos deixar de lado os conceitos, os rituais e toda manifestação externa da prática do perdão. Como disse, perdoar deve ser um ato de consciência e por isso deve brotar da experiência interna, de um processo de interiorização. Deve-se deixar de lado as raivas, a revolta e abraçar a entrega e a aceitação. 

Quando conseguimos alcançar esse lugar em nós, experimentamos a expansão, sentimos nossos corações se aquecerem e a sensação é de libertação. Há, certamente, uma tendência a repetirmos padrões que estão muito cristalizados pelo tempo e pela repetição, portanto, deve-se manter a consciência alerta e nunca desistir. É como um duro nó que precisa ser desatado, com amor e paciência.

Perdoar é um exercício de humildade, é preciso acreditar que existe algo maior e mais poderoso do que nós. 

Somos arremessados a um estado de bênção divina que nos permite continuar nossa jornada na direção de uma nova vida. Mas só conseguimos nos banhar nessas águas, quando aprendemos, a partir da consciência de nossos limites e faltas a praticar a lei do perdão. 

Fonte site Terra, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

terça-feira, 26 de março de 2019

Materialismo e o desequilíbrio espiritual

As necessidades humanas ainda são baseadas no material, porém é importante fazermos uma autoavaliação sobre os valores que damos às coisas.

O excesso do uso da matéria provoca um desequilíbrio com a parte espiritual gerando uma fuga no tangível. Compras compulsivas, gula, acumuladores de lixo; alguns exemplos do extremo do materialismo como causador de doenças mentais graves que podem gerar demais consequências.

Temos que buscar a fé e o amor e colocá-las em convivência com o uso moderado da matéria. O apego é um grande inimigo do equilíbrio e da harmonia desses usos. Às vezes objetos de parentes desencarnados, ou presentes que nunca foram usados e ainda sim por ter um “afeto” estão ocupando espaço físico, e de modo figurado energético, em sua vida.  

Aprenda a doar. Limpe seu guarda-roupas, esvazie prateleiras, compartilhe seus objetos. Inicie agora uma limpeza espiritual começando pelo desapego e emancipação com a utilização das coisas materiais. Não permita que elas tenham valores iguais ou maiores do que sua fé, o amor, sua família. Mude!

Os recursos do nosso planeta são esgotáveis, não se esqueça que ele é nossa morada e temos que cuidar e proteger, pois nós mesmo que seremos atingidos pelas consequências do excesso. A revolta da natureza é um grito de alerta, isso porque o excesso de consumo cria cada vez mais exploração.

Lembre-se de reciclar e doar. Seu espíritos ficará mais leve com o desprendimento do físico. Cuide do seu espiritual e limpe as energias em sua volta e cuida daqueles que são importantes em sua vida, elas são as verdadeiras riquezas.

Fonte TV Mundo Maior

quarta-feira, 6 de março de 2019

O que nossos pensamentos determinam

Marco Aurélio, o grande filósofo que dirigiu o Império Romano, resumiu em nove palavras aquilo que define nosso destino na vida:

Nossa vida é o que os nossos pensamentos determinam.

Inspirado nesta afirmativa, o estudioso Dale Carnegie acrescenta que se tivermos pensamentos felizes, seremos felizes.

Se pensarmos em coisas que nos causam medo, seremos medrosos. Se pensarmos em doenças, provavelmente ficarmos doentes.

Se pensarmos no fracasso, fracassaremos, com toda certeza. Se nos entregarmos à autopiedade, todos irão querer nos evitar, afastar-se de nós.

Normam Vincent Peale afirmou: você não é o que você pensa que é. Mas o que você pensa, você é.

Tudo isso se resume na ideia de uma atitude positiva perante a vida. Devemos nos interessar por nossos problemas, mas não nos preocuparmos com eles.

Há uma grande diferença entre uma e outra postura.

Interessar-se significa procurar compreender como são as coisas e tomar calmamente as medidas necessárias para enfrentá-las.

Preocupar-se significa dar voltas em círculos inúteis e enlouquecedores. Significa sofrer antes e ser dominado pelo medo.

Tais posturas são determinadas pelo pensamento, simplesmente.

Desta forma, o pensamento poderá determinar se seremos felizes ou infelizes, independente de onde estejamos, independente das condições de vida que temos.

Napoleão Bonaparte e Helen Keller podem ser bons exemplos que atestam tais afirmações.

Napoleão dispunha de tudo que os homens habitualmente almejam - glória, poderio, riqueza -, e, não obstante, disse, em seu exílio, na ilha de Santa Helena: Não conheci jamais seis dias de felicidade em minha vida.

Helen Keller - cega, surda, muda - todavia, declarou: Considerei a vida tão bela!

Reflitamos sobre tal comparação.

Como viveram os dois personagens? Que postura mental apresentou cada um deles diante das adversidades?

O filósofo grego Epiceto advertiu-nos que devemos nos preocupar mais em afastar da mente os maus pensamentos do que remover tumores e abscessos do nosso corpo.

E a medicina moderna vem comprovando, dia após dia, que a grande fonte das enfermidades está na postura mental, na qualidade do nosso pensar.

Por isso a importância de perceber que nossa vida é o que nossos pensamentos determinam e que vigiando, cuidando do pensar, viveremos muito melhor.

*   *   *

Emerson, na parte final de seu ensaio sobre a confiança em nós mesmos, diz:

Uma vitória política; um aumento em suas rendas; a recuperação de uma enfermidade; o regresso de um amigo ausente; ou outro qualquer acontecimento exterior, anima-lhe o Espírito e você pensa que lhe estão reservados dias felizes.

Não o creia. Jamais pode ser assim. Nada, a não ser você mesmo, pode trazer-lhe paz.

Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 12, pt. IV, do livro Como evitar preocupações e começar a viver, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional. Em 19.04.2010.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Insight

... sobre ser feliz.

O homem está incessantemente em busca da felicidade que lhe escapa sem cessar, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, malgrado as vicissitudes que formam o cortejo inevitável desta vida, poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa, mas ele a procura nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, quer dizer, nos prazeres materiais, ao invés de procurar nos prazeres da alma, que são um antegozo dos prazeres celestes imperecíveis, em lugar de procurar a paz do coração, única felicidade deste mundo , é ávido de tudo aquilo que pode agitá-lo e perturbá-lo; e, coisa singular, parece criar propositadamente tormentos que não cabe senão a ele evitar. - Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap.V, lição Os tormentos voluntários.

O desenvolvimento das qualidades inerentes ao ser humano tem o poder de eliminar a maioria das aflições inconscientemente voluntárias.

Estas derivam em grande parte da desaceitação da vida misturada à intolerância, arrogância, vaidade e a todo tipo de desajuste que em primeira e última instância constituem as querelas pelas quais perdemos a existência no desgaste das melhores energias na inquietação vazia ladra de nossa paz.

Veja. Epicteto, o filósofo estoico, não perde um minuto sequer com repreensão por repreensão. O que defende, e a todo tempo é o exercício, a askésis. O importante no caminho da vida é o uso do que “aparece” (phantasiai).

Uno verbo, trabalhar constantemente na leira de si próprio a fim de não se deixar levar pelo poder de arrastamento “do que parece ou aparece” (tanto faz um ou outro), uma vez que tem a capacidade de nos convencer facilmente de que nossa felicidade seja oriunda do que acontece e não do uso que fazemos daquilo que nos acontece.

A questão do voluntário e do involuntário é de grande importância aqui…

Aquilo que nos acontece, as ocorrências, as eventualidades são da ordem do involuntário.

Já a prohaíresis (livre arbítrio) constitui-se em instrumento que nos dá acesso a tudo o que está “sobre nós” (eph’emin). O tipo de encaminhamento é mais sério do que se imagina.

Por exemplo, quando o Fénelon nos aconselha a buscar a paz do coração ao invés de simples coisas, não está a defender que devemos nos ater ao que está debaixo de nossa aba, que está em nosso campo de pertença, “sobre nós”? Pois, depende de nós ser menos vingativo, intolerante, egoísta, autoritário, arrogante, negativo, pessimista, inconstante, agressivo, etc. E se está “sobre nós” o ser menos também está o ser mais…

O cenário em que podemos trabalhar é o nosso mundo interior, em todas aquelas limitações que possuímos e precisam ser transpostas pela lenta transformação da labuta incessante no amanho de nosso campo interior.

E na medida em que formos saneando nosso íntimo das moléstias da alma – chamemos assim -, iremos aprendendo a extirpar os tormentos, dores e aflições que criamos voluntariamente para nós próprios.

Ser mais ou ser menos depende de nós.


Antonio Carlos Tarquínio no site da Rádio Boa Nova

A arte (e ciência) da verdadeira felicidade

Todo mundo quer ser feliz, mas ajuda saber o que isso realmente significa

Você sabia que comer chocolate, morangos e até mesmo espinafre pode fazer você se sentir feliz? Da mesma forma, o simples ato de sorrir pode elevar seu humor.

Todo mundo quer ser feliz. Aristóteles diz que a felicidade é a única coisa que escolhemos para nosso próprio bem. Mas nós sabemos mesmo o que realmente é felicidade?

O que a ciência diz sobre felicidade

Existem circuitos no cérebro que processam nossas emoções (na amígdala, no hipocampo e no tronco cerebral). Pesquisas indicam que exercícios, dormir bem e boa nutrição podem afetar a liberação de endorfinas, estimulando a sensação de felicidade.

A ciência pode nos dizer o que está acontecendo em nossos corpos quando nos sentimos felizes e até mesmo quais alimentos e suplementos podem “elevar nosso humor”. Mas estar se sentindo bem ou feliz é o mesmo que ser feliz? E quanto ao sofrimento? Que tipo de vida produzirá felicidade duradoura? Você já pensou nisso claramente? E a pergunta final: existe um roteiro a seguir em nossa busca pela felicidade?

Nossa busca pela felicidade

Padre Robert Spitzer escreveu um livro inteiro sobre felicidade,  Finding True Happiness: Satisfying Our Restless Hearts. Além disso, seu recém-lançado site Credible Catholic contém um módulo sobre Felicidade. 

Em ambos os recursos, Padre Spitzer argumenta que a felicidade autêntica é muito mais rica e mais satisfatória do que o uso moderno do termo parece implicar. Ele também fornece um roteiro prático para uma vida mais feliz e aponta o caminho certo para a felicidade eterna.

Os 4 níveis de felicidade em poucas palavras

O roteiro do Padre Spitzer é baseado em seus Quatro Níveis de Felicidade. Seus quatro níveis são na verdade uma síntese dos ensinamentos sobre a felicidade de Platão, Aristóteles, Agostinho, Aquino e outros.

O primeiro nível de felicidade é o prazer e é baseado em causas externas, materiais, que nos chegam através dos nossos sentidos (comer uma refeição deliciosa, dirigir um bom carro etc.).

O segundo nível de felicidade é a felicidade comparativa do ego, e é mais complexo, pois brota da nossa autoconsciência – da nossa consciência – e pode envolver nossas faculdades superiores (como dominar uma habilidade), mas também pode criar um sentido de competição ou comparação (Quem é mais bonito? Mais talentoso? Mais esperto? Melhor em esportes?).

O terceiro nível de felicidade é a felicidade contributiva, tem sua origem na empatia e em nossa consciência, que nos ajudam a reconhecer a dignidade e o valor do “outro” e, muitas vezes, exigem o envolvimento total de nossos corações, mentes e engenhosidade de “fazer a diferença”.

O mais alto – o quarto nível – é a felicidade transcendente, flui do nosso desejo pelo sagrado, assim como nossos desejos de verdade incondicional, amor, justiça-bondade, beleza e ser.

4 perguntas a serem feitas para alavancar sua jornada para a felicidade

Uma vez que você aprende a reconhecer os quatro tipos de felicidade, você pode dar uma olhada em si mesmo e, após alguma reflexão silenciosa, responder às seguintes perguntas. Lembre-se de que não há respostas “certas” e pode levar algum tempo para obter a clareza necessária antes de prosseguir. Além disso, lembre-se, todos os quatro níveis são importantes: é uma questão de mantê-los em equilíbrio e na prioridade certa.

Que tipo de propósito estou procurando?

Você está focado no sucesso? Em ser admirado? Em uma lista de realizações? Você costuma perguntar: “Quem está se saindo melhor que eu? As minhas fraquezas são óbvias?”, ou você pergunta: “Como posso fazer uma diferença positiva na vida dos outros?”.

O que estou procurando nos outros?

Você procura as boas novas ou as más notícias nos outros? Para procurar as boas novas, concentre-se em qualquer característica positiva (pequenos atos de bondade, as coisas boas que eles estão tentando realizar etc.), não importa quão pequenos sejam. Isso pode ajudá-lo a crescer em empatia e apreço pelos outros.

O que estou procurando em mim mesmo?

A maneira como julgamos os outros é frequentemente a maneira como nos julgamos. Você valoriza amizade, empatia, honestidade, humildade e compaixão? Procure as boas novas em si mesmo, depois reforce a pessoa que deseja ser usando a visualização: imagine-se sendo virtuoso, generoso, determinado e assim por diante. Você pode adotar um dos santos – ou o próprio Jesus – como seu modelo.

Que tipo de liberdade estou procurando?

Nossa visão da liberdade molda as escolhas que fazemos, por isso é importante entender a diferença entre “liberdade de” (liberdade de restrições) e “liberdade para” (liberdade para perseguir o potencial de cada um). “Liberdade para” abre o espaço para sacrificar os níveis mais baixos de felicidade por algo maior.

Deixe a jornada começar

Com nova sabedoria e discernimento, você pode ser motivado por um novo senso de identidade, propósito e espírito. Você pode fazer a diferença na vida de sua família, comunidades, local de trabalho e no mundo.

Através de nossa fé cristã, conhecemos e reconhecemos o caminho para o tipo de felicidade que é a mais duradoura, satisfatória e profunda “vida eterna” – o único tipo que pode satisfazer nossos corações inquietos.

“As pessoas são feitas para a felicidade. Então, com razão, você tem sede de felicidade. Cristo tem a resposta para esse seu desejo. Mas ele pede para você confiar nele”. – São João Paulo II
Por Maggie Ciskanik, publicado no site Aleteia

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O casal como uma relação de crescimento

O Espiritismo ensina-nos que o casamento "é um progresso na marcha da Humanidade" e que a sua abolição significaria o "retorno à vida animal"
(O Livro dos Espíritos, Questões 695 e 696 )

Para muitos, o casal é um freio em vez de uma fonte de energia, um lugar incômodo em vez de confortável. Isso acontece porque ainda persiste a concepção de relacionamento como um lugar, em essência, para concessão e sacrifício permanentes, e não como uma relação de crescimento.

Pergunte a si mesmo se você compartilha desta ideia, ou se conhece alguém que pensa assim. Qual é a sua visão pessoal da relação de casal no que diz respeito ao sucesso e ao crescimento pessoal? E a das pessoas que o rodeiam?

Como é uma relação de crescimento?

As relações pessoais podem tirar o melhor e o pior de nós, e inclusive podem fazer com que nos alternemos nos dois extremos. Por outro lado, não estamos falando de uma felicidade constante e “falsa”: nela também haverá momentos ruins ou instantes de dúvida.

No entanto, você se dá conta de que uma relação de casal favorece o seu crescimento quando, ao observá-la adotando o modo espectador, você vê que ela constitui um estímulo para chegar a uma versão de si mesmo da qual você goste.

O que queremos dizer ao mencionar que uma relação de crescimento tira o melhor de você? Que é uma relação que faz com que você se esforce para se sentir bem, que te faça rir e permita se conectar com os bons momentos do dia a dia. Quando uma relação tira o melhor de você, isso se manifesta ao fazer planos para o futuro, ter sonhos e expectativas de que a relação cresça e se torne cada vez mais sólida e íntima.

A relação de casal lhe permite crescer quando, ao observar a partir de uma certa distância, você nota que seu parceiro tira o melhor de você.

Estar em uma relação de casal que implique o crescimento significa ser parte de um projeto que lhe permita manter sua individualidade, atender as suas necessidades pessoais e se mostrar da forma como você é. Ao mesmo tempo, você se sente parte da vida do outro, sabe que tem direito à individualidade e não se sente culpado por ter seu espaço pessoal e aproveitá-lo. Dito de outra forma, uma relação de crescimento é uma relação de liberdade, sem culpabilidade.

Neste ponto, cabe destacar que uma vida em casal tem desafios que, dependendo de como forem enfrentados, podem favorecer nosso crescimento ou fazer com que fiquemos estagnados. Por exemplo, conviver com alguém pode ajudá-lo a crescer porque você terá que enfrentar situações nas quais terá que gerenciar emoções pouco desejáveis, como a raiva e a frustração.

Um artigo científico chegou à conclusão de que os seres humanos, ao viverem em casal, têm que fazer um esforço para alcançar um equilíbrio entre seu espaço pessoal e o compartilhado com seu parceiro (Fletcher, Simpson, Campbell, & Overall, 2015). Desta forma, o relacionamento pode ser o melhor cenário para que você melhore a nível pessoal, para que gerencie seus limites e elimine as barreiras que o impedem de constituir uma dinâmica sem muitas dissonâncias.

Como conclusão, se para você ter um parceiro representa limites, pesos e estagnação, há algo errado. É verdade que um relacionamento requer tempo e esforço que você não poderá dedicar a outros aspectos da sua vida pessoal, mas tenha em mente que uma relação de casal pode ser o motor do seu crescimento e o apoio necessário nos momentos mais complicados.

A visão espírita

Logo entendemos que o casamento é uma das formas de crescermos e evoluirmos espiritualmente de forma a entender nossas qualidades e nossos defeitos junto de um outro ser que escolhe a nossa companhia como a do espírito afim de se evoluir conjuntamente.
Existem casamentos missionários, onde o par é de espíritos amigos e que realmente se amam e buscam o aperfeiçoamento de suas habilidades, rever seus débitos e quita-los a fim de se desprender dos laços materiais que nos atrasam em busca de uma evolução.
E existem os casamentos onde são prioritariamente de provas e espiações. Onde reside a necessidade urgente de se estabelecerem laços, reverem problemas do passado e ajustar-se perante a lei universal.

Muita gente se pergunta: “qual seria o meu tipo de casamento?”. Bom, isso é difícil se precisar, visto que inúmeros fatores corroboram para o tipo de relação entre os espíritos numa encarnação. Uma coisa é fato, nada acontece atoa e tudo tem uma necessidade de ser. Se você está com alguém agora é porque isso estava no seu plano reencarnatório e – bom ou ruim – era uma necessidade da sua vivência. Desde que nos envolvemos num relacionamento com uma pessoa criasse um laço espiritual. Normalmente esses laços são programados pela agenda reencarnatória do indivíduo, mas existem casos em que isso é modificado durante a vida ou até mesmo adiado ou adiantado.

A questão mais importante é talvez a de diferenças entre o casal que levam normalmente a brigas e a acumulações de débitos. Segundo os espíritos o casamento é o que nos agrega valores emocionais e espirituais e nos difere dos animais na questão de reprodução e vivência. Nós com nossa capacidade intelectual somos capazes de nos compreender, viver e aprendermos juntos. O ser humano é com certeza um indivíduo que nasceu para viver em sociedade e conforme esta evolui, esse se torna melhor devido à troca de experiencias e sensações, elevando nosso acumulo espiritual de experiencias diversas.

Fonte: Site Espiritismo da Alma e A Mente é Maravilhosa, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

9 dicas de pessoas que transmitem energia positiva

Há pessoas especiais no mundo que transmitem energia positiva, uma energia especial que os faz brilhar e que os outros percebem e apreciam porque os faz sentir-se bem e positivo.

O que as pessoas que realmente transmitem energia positiva fazem?

1 – Sorriem
As pessoas que transmitem uma energia positiva sorriem de verdade, sem fazer esforço, porque o sentem. O seu sorriso não é forçado nem é apenas um sinal de educação, elas sorriem porque nem o conseguem evitar, o sorriso “sai” literalmente de dentro de si. Porque temos neurônios que funcionam como uma espécie de espelho, tendemos a reproduzir mentalmente aquilo que faz a pessoa que se encontra à nossa frente. Por isso, quando estamos com estas pessoas tendemos a sorrir também.

2 – Estão onde decidiram estar neste momento da vida
Há estudos que afirmam que a nossa felicidade é proporcional à sensação de controlo que sentimos sobre a nossa vida, o que significa que se foi uma decisão nossa estarmos a fazer aquilo que fazemos e onde queremos, a nossa felicidade aumenta exponencialmente.

3 – Cuidam do seu corpo e da sua mente
Uma das grandes mudanças da Humanidade nas últimas décadas prende-se com o aumento da esperança média de vida de cada pessoa. Assim, se vivemos mais tempo, é ainda mais importante que vivamos com qualidade. As pessoas que transmitem energia positiva geram uma grande quantidade de endorfinas a partir do exercício físico regular e seguem hábitos de vida saudável, tanto a nível físico como mental.

4 – Sabem relativizar os problemas
As pessoas com uma forte energia positiva não se deixam sobrecarregar pelas situações mais complexas da vida, sabendo encarar os problemas sob uma perspetiva mais ampla, o que as ajuda a resolvê-los mais facilmente e com menos carga emocional.

5 – Rodeiam-se de pessoas que, tal como elas, transmitem boas energias
As pessoas positivas mantêm na sua vida, nas suas relações mais próximas, as pessoas que, tal como elas, as incentivam a crescer e a evoluir e que as fazem acreditar nos seus sonhos e sorrir.

6 – Mantêm a sua individualidade
Tendo consideração e respeito por si próprias, estas pessoas consideram-se importantes e por isso dedicam tempo a cuidar de si e atendem às suas necessidades. Ainda que por vezes os outros possam achar que elas têm comportamentos egoístas, uma das necessidades que temos enquanto seres humanos é sermos independentes e reconhecidos como especiais.

7 – Dão alegria e amor
Estas pessoas cuidam da família com amor e procuram sempre ter equilíbrio entre a sua individualidade e a ligação aos outros. Todos nós precisamos de estabelecer ligações significativas e de ter amor na nossa vida. Por isso, por mais independentes que sejam, estas pessoas procuram sempre criar laços e cuidam deles com carinho, empenho e cuidado. 

8 – Estão sempre a evoluir
As pessoas com uma energia mais positiva procuram sempre crescer, aprender, evoluir, melhorar aquilo que já sabem. Por isso, empenham-se em novas aprendizagens, frequentam cursos, viajam, procuram conhecer diferentes realidades e pessoas que contribuam para ampliar os seus horizontes… ao longo de toda a vida.

9 – Aproveitam as oportunidades que a vida lhes dá
E, finalmente, são pessoas receptivas, aceitando aquilo que a vida lhes apresenta com abertura e flexibilidade, encarando cada situação como uma oportunidade e como um desafios. Não se deixam vencer pelos obstáculos, procurando sempre soluções e mantendo o otimismo, o que lhes permite desfrutar de todas as situações e de todos os momentos da sua vida.

Fonte: Site O Diário Carioca

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Alerta - Divaldo Franco

Vivemos dias muito difíceis e desafiadores para o comportamento ético. Uma onda de loucura varre a sociedade que parece haver perdido o rumo. Agressividade e angústia são os efeitos do desconforto moral que assola, como insatisfação e desconfiança.

Os distúrbios morais e condutas alucinadas tornam-se efeitos imediatos do vazio existencial, que domina o mundo intelectualizado e sob o controle da tecnologia de ponta.

As notícias velozes apresentam maior índice de desespero e crime, de descontrole comportamental que portadoras de esperanças apaziguadoras. A cada instante estoura um escândalo mais perturbador do que aquele que o precedeu.

A visão do futuro é pessimista e a necessidade de gozar de imediato é cada vez mais imposta pelas circunstâncias aziagas.

Pergunta-se o que está acontecendo com a criatura humana? Quais os valores éticos que podem servir de sustentação íntima, neste momento de indecisões e aventuras?

O ser humano é algo mais do que a argamassa celular, e enquanto a conduta materialista domine-lhe o pensamento, somente lhe são válidos o prazer sensual, hedonista e o exibicionismo egoico, mediante os quais se apresenta, ocultando os conflitos que o atormentam.

Ninguém consegue ser pleno, enquanto esteja sob a constrição narcisista que o afasta da convivência social ou propele-o com propósito exibicionista.

Faz-se necessária reflexão em torno do sentido da vida, que tem caráter de imortalidade.

Embora os esforços contrários do materialismo e do utilitarismo, o ser é indestrutível, tornando-se fundamental a sua conduta intelecto-moral durante a jornada terrestre.

Os fatos imortalistas são comprovados amiúdo em toda parte, demonstrando a grandeza da vida e o sentido existencial.

A nova é a mesma ética platônica a respeito do dever retamente cumprido, que faculta a consciência de paz e a solidariedade como forma digna de sobrevivência.

Ninguém consegue ser feliz isolado, tampouco no tumulto das paixões asselvajadas.

A evolução antropológica vem erguendo o ser humano das exclusivas manifestações dos instintos primários para as experiências da emoção superior, à medida que avança com a tecnologia para a condição de homus virtualis, no qual praticamente nos encontramos.

Mesmo os indivíduos que não têm formação espiritualista ou não a desejam, faz-se-lhes urgente a mudança de conduta em forma de equilíbrio e respeito à vida nas suas diversas expressões, como manifestação de cultura e de sabedoria.

A vida humana é o período evolutivo mais nobre do processo evolutivo, que não lhe constitui etapa final.

O nosso alerta baseia-se na experiência do equilíbrio moral e comportamental, construindo uma sociedade pacífica e edificante.

 Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de fevereiro de 2019, por Divaldo Franco

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Perdão

Observe que dentre tantas equações e cálculos matemáticos, uma das mais complexas operações é uma multiplicação simples: 70 X 7, sim, você sabe do que estou falando.

É tarefa difícil perdoar sabendo que a pessoa vai continuar no erro e que certamente mais cedo ou mais tarde a mesma situação se repetirá.

As vezes, podemos pensar que perdoando tantas vezes passamos a ser coniventes com o erro e o errado.

Isso não acontece pois perdoar não é esquecer e nem conviver e sim, re-significar o relacionamento para nós mesmos.

O nosso dever é perdoar e somos responsáveis apenas pelas nossas próprias atitudes e o que outrem está fazendo com nosso perdão e demais atos em sua vida, é de integral e intransferível responsabilidade sua.

E quando for difícil perdoar o próximo, não atribua esse perdão somente a ele.

Lembre-se que mesmo aqueles irmãos desafetos que mais tentam nos prejudicar, também são como nós, portadores de espíritos protetores que os protegem e tentam incessantemente os convencer a trilhar os caminhos certos da redenção.

Esses irmãos não descansam e não vacilam.

Como protetores que são, estão sempre velando por seus protegidos, buscando recursos para que lhe sejam concedidas novas oportunidades e que eles tomem novos rumos a partir dessas oportunidades conquistadas.

Por isso, lembre-se que ao perdoar um irmão que encontra-se em desarmonia com sua própria conduta, você está contribuindo com sua parte para que a espiritualidade tome conta dele assim como também toma conta de você.

Afinal de contas, estamos todos suscetíveis a errar e a precisar de proteção e perdão a qualquer momento.

Texto publicado no perfil do Instagram Fraternidade e Esperança (@fraternidadeeesperanca)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Como conviver com as tentações?

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.”– (Tiago, 1:14.)
Iniciamos este nosso artigo, recorrendo ao dicionário da língua portuguesa para entender o significado da palavra “Tentação”, conforme segue: Substantivo feminino. Atração por coisa proibida. Movimento íntimo que incita ao mal. Desejo veemente.

Os Espíritos Superiores atendendo às questões formuladas pelo codificador da Doutrina Espírita, sobre o assunto, esclareceram-nos nas perguntas abaixo, extraídas de O Livro dos Espíritos que seguem.

712 – Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?
“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

a) – Qual o objetivo dessa tentação?

“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”
Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.

713. Traçou a Natureza limites aos gozos?

“Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”

714. Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos?

“Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!”

a) – Perto da morte física, ou da morte moral?

“De ambas.”

O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade. Abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.

Parece-nos claro que o desenvolvimento da razão é algo, imprescindível, ao indivíduo para que atenda ao impositivo da Lei Maior, que estabelece que todo excesso é desnecessário, principalmente, em relação aos bens materiais que nos levam ao abuso indiscriminado desses recursos, causando prejuízos não só à sociedade como também a nós mesmos.

Por essa razão, o dinheiro, o poder, a evidência pessoal e etc podem representar obstáculos difíceis de serem vencidos e se tornarem causas de quedas e atrasos em nossa caminhada rumo à felicidade e a paz de espírito que tanto almejamos desfrutar um dia, conforme nos mostra a história da humanidade onde o que não faltam são exemplos de personalidades ilustres, em todos os setores da vida humana, que se deixaram arrastar pelos prazeres ilusórios das tentações.

Precisamos atentar para as instruções que os Emissários Superiores nos falam também sobre o papel da razão, que representa o equilíbrio e se alcança com o desenvolvimento da inteligência que Deus nos concedeu para o nosso crescimento intelectual, moral, e espiritual conforme podemos observar nas questões seguintes.

780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?

“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.” (192-365)

a) – Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?

“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”

Peçamos a Deus, na prece ensinada por Jesus que “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”, não nos esquecendo dos desafios que, muitas vezes, entendemos por mal e que, na verdade, são oportunidades necessárias ao nosso equilíbrio e quitação dos débitos contraídos diante das sábias e justas Leis Divinas.

Encerrando este artigo com as palavras de Emmanuel no capítulo 88 do livro Religião dos Espíritos conforme segue.

“…Recorda, porém, que toda dificuldade é teste renovador.Todos somos tentados na imperfeição…”

A única fórmula clara e segura de vencer, no teste contra as influências inferiores, será sempre, o que for, com quem for e seja onde for, esquecer o mal e fazer o bem.

Escrito por Francisco Rebouças, publicado no blog do Espiritismo na Rede

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Como combater o orgulho?

Primeiramente, vamos lembrar que, além de ser um dos setes pecados capitais, o orgulho, assim como o egoísmo, é considerado uma chaga da humanidade.

E segundo o dicionário Aurélio, o orgulho, diz respeito a um sentimento de dignidade pessoal, de exagero a respeito de si mesmo. E ainda, ele surge, a partir do momento em que tomamos uma decisão pensando somente em nós mesmo ou quando nos julgamos superiores ao próximo.

O espíritos superiores definiram o orgulho em O Livro dos Espíritos, da seguinte maneira:

O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!” (Questão 9)

E antes de saber como combater o orgulho, confira algumas características daquele que é orgulhoso:


  • desejo por ser o centro das atenções;
  • não aceita erros;
  • menospreza as ideias do próximo;
  • quando é elogiado, enche-se de satisfação presunçosa;
  • acha que o mundo precisa girar em torno de si;
  • usa ironia e deboche com o próximo

Já em O Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo IX, Bem-aventurados os brandos e pacíficos, item A Cólera, está escrito:

O orgulho vos induz a julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa re­baixar, e a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.”

Como combater o orgulho?

Como foi dito acima, o orgulho diz respeito a uma superioridade para com o próximo. E ainda, além de ocultar a verdade, ele fere a nossa alma e nos leva a vaidade.

De acordo com Vera Ruiz, no programa Labirinto, da TV Mundo Maior, quando isso ocorre acabamos nos distanciando de nós mesmos, não sabemos quem somos, o que realmente. E não deixamos o novo entrar em nossas vidas, ou seja, perdemos a nossa essência.

Com o orgulho, a vaidade, nos afastamos de nós mesmos. Com isso, vamos manifestamos apenas a nossa prepotência, o nosso poder, o nosso mando. - Vera Ruiz.

Para finalizar, podemos combater o orgulho das seguintes formas:


  • Autoconhecimento
  • Reforma íntima
  • Meditação
  • Evangelho

Sem eles não tem como vencermos o orgulho porque começamos a desvendar nós mesmo, começamos a tirar todas aquelas máscaras que colocamos para poder sobreviver. - Vera Ruiz.

Já em relação a meditação, ela permite uma auto-observação já que no momento em que fechamos os olhos nos desconectados do mundo.

E lembre-se que não existe uma fórmula para combater o orgulho, é um exercício diário.  Quando o orgulho invadir o coração, pensa que não precisa provar nada para ninguém.

Por isso, faça boas leitura, seja tolerante e conheça a si mesmo.

Publicado no site Rádio Boa Nova