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domingo, 3 de novembro de 2019

O Ciclo das Emoções

As emoções básicas do ser humano devem ser canalizadas de forma saudável

Ter inteligência emocional pode ser considerado a habilidade do século, tanto na vida pessoal quanto profissional. Conhecer as emoções dos outros e as suas próprias pode lhe ajudar a canalizar e controlar seu desempenho em diversas situações.

“Saber como agir, mesmo que com base na emoção, também é algo que deve ser treinado e pode melhorar nosso humor e autoestima”, conta Leandro Cunha, Especialista em inteligência emocional e terapeuta comportamental.

Para entender melhor as emoções, é possível olhar o ciclo básico, constituído das cinco principais: medo, raiva, tristeza, alegria e amor. Hoje em dia, emoções como o medo estão presentes em excesso.

“O medo de errar, de se frustar, ainda é muito presente. A partir do momento em que não se consegue controlar esse medo, e sim o contrário, a raiva aparece”, relata.

A raiva também precisa ser canalizada, usada em situações que podem ser produtivas para você, como na academia, para extravasar a emoção. Caso isso não aconteça e a raiva continue acumulada interiormente, a próxima emoção do ciclo é a tristeza.

“Essa tristeza que vem após a raiva, derivada do medo em excesso, é perigosa. Nesse momento, é a hora de fazer um esforço para interiorizar o reverso disso, a alegria”, explica Leandro.

Trabalhar a alegria é trabalhar sua criança interior. “A criança é aquela que já viveu mais momentos de alegria, precisamos resgatá-la. Fazer com que ela caminhe com o adulto é o que traz alegria e, em seguida, a última emoção do ciclo”, comenta.

Ao estar cercado daqueles que sentem o amor e ter interação com essas pessoas, você se encaixa em um círculo estável e emocionalmente seguro.

“Todos passamos por esse ciclo várias vezes durante a vida, é imprescindível voltarmos sempre ao amor, para manter nossa saúde. Entender e saber como agir dentro do ciclo aumenta a autoestima e autoconfiança, reduz conflitos de relacionamento e melhora o seu autocontrole, para que as emoções fluam tranquilamente”, finaliza o especialista.

Leandro Cunha (treinador em Inteligência emocional e Espiritual e presidente da FBIE - Fundação Brasileira de inteligência emocional) 

Por Verônica Pacheco para o site SEGS.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Sua capacidade de recuperação está dentro de você

Todo processo de recuperação leva tempo e nos obriga a transitar por caminhos tão obscuros quanto desafiadores. No entanto, dentro de nós há uma força imensa, um impulso guiado pela resiliência que somos obrigados a despertar.

Quando a vida nos deixa em pedaços ou quando a mente nos leva à deriva inexplicável da angústia, só nos resta uma opção: a reconstrução. Ao mesmo tempo, é necessário recordar que em cada um de nós reside uma grande capacidade de recuperação. No nosso interior, há uma matéria indispensável para unir cada pedacinho fragmentado da nossa autoestima. Está no nosso coração o farol que nos levará de volta ao equilíbrio.

Quando fazemos referência ao conceito de “recuperação” como tal, cabem diversas observações. No entanto, no momento em que nos referimos à saúde mental e emocional, parece que o tema se torna um pouco mais complicado. Vamos analisar um exemplo. Quando alguém quebra um braço, passa por uma gripe ou está convalescente após uma intervenção cirúrgica, ninguém tem problemas em dizer algo como “força, você vai ficar bem logo, vai se recuperar”.

No entanto, o que acontece quando o que temos à nossa frente é uma depressão ou um transtorno de ansiedade? Se consultarmos o dicionário, o termo recuperação é definido como “o ato ou processo de recuperar a saúde depois de uma doença ou uma lesão”. Então, o que acontece com quem não está enfrentando uma doença viral ou infecciosa ou, ainda, se recuperando de um osso quebrado?

Muito além do que podemos pensar, poucos desafios são tão complicados quanto aquele enfrentado por todas as pessoas que lidam com algum problema de saúde mental. Suas feridas não podem ser vistas a olho nu. Essas pessoas não usam muletas e raramente pedem afastamento do trabalho.

E mais, por vezes nem sequer chega-se a iniciar esse processo de cura porque as pessoas não se atrevem a pedir ajuda ou não têm consciência de que esse mal-estar esconde, na verdade, um transtorno psicológico. Dessa forma, assim como mostra um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 50% da população que tem problemas emocionais e mentais nunca recebe tratamento.

 “Se você acha que as mudanças acabaram, na verdade foi você que colocou um muro em sua vida”.
-Benjamin Franklin-

Sua capacidade de recuperação está dentro de você: a conexão com o Eu

Sua capacidade de recuperação está dentro de você, mas talvez você ainda não a tenha encontrado. Porque a vida, por vezes, machuca muito e nos deixa encurralados sem mais recursos do que o próprio medo. É nesses momentos que mais precisamos da ajuda de um especialista por uma razão: para entender o que acontece conosco e saber quais estratégias podem ser úteis para sairmos de uma encruzilhada.

A primeira coisa que devemos entender de qualquer processo de recuperação é que o retorno à superfície passa por introduzir mudanças, por interromper a inércia. Somos obrigados a ir além desses limites nos quais estão contidos a comodidade e muitas das relações de apego, essas que nos levam a retroalimentar círculos viciosos de sofrimento, ansiedade e infelicidade.

D. W. Winnicott, famoso psiquiatra e psicanalista britânico, costumava afirmar que o caminho para a cura mental passa por reclamar a própria dignidade humana a fim de se reconectar com o verdadeiro eu. Por vezes, nós nos deixamos levar por dinâmicas internas pouco adequadas, configurando, de algum modo, um “falso eu”.

Essa ideia se relaciona, por sua vez, com a tese do psicólogo humanista Carl Rogers. De acordo com o que nos apresentava em seus livros e suas abordagens, nós somos obrigados a “nos atualizar” constantemente. Em sua linha de pensamento, Rogers nos recomenda deixar de lado crenças e estados prejudiciais ou desgastantes para despertar todo o potencial do nosso ser. Esse ser que habita em nosso interior em forma de semente, esperando ser cuidada para germinar…

Pontos-chave no processo de recuperação

Todo caminho que leva à recuperação precisa de um apoio adequado. Nós temos consciência de que é essencial contar com assistência especializada e profissional. Sabemos também que sempre é recomendável ter ao nosso lado pessoas capazes de nos entender, incentivar e proporcionar afeto e compreensão. Devem ficar de lado, portanto, aqueles que julgam ou que prejudicam voluntariamente com suas palavras.

Ao mesmo tempo, é necessário esclarecer um aspecto crucial. Além desse meio especializado e facilitador, o processo de recuperação depende apenas de nós mesmos. São nossos a coragem, o esforço, o ato de reunir (ou não) forças naqueles dias em que só desejamos o silêncio e a penumbra de um quarto escuro.


Vamos analisar, portanto, quais são os pontos-chave em qualquer caminho em direção à recuperação.



  • Encontrar a esperança e um motivo. As pessoas se comprometem com o processo terapêutico porque, de alguma maneira, esperam sair dele melhores do que entraram.
  • Entender o que está acontecendo conosco. Como primeiro passo, antes de iniciar qualquer tipo de intervenção, seria sábio dedicar nossos recursos a entender o que estamos enfrentando (depressão, ansiedade, falta de habilidades sociais, etc.). Sem o conhecimento do nosso “inimigo”, é complicado colocar em prática uma intervenção inteligente.
  • Elaborar um plano. Todo processo de recuperação demanda um plano que vamos traçar com convicção, embora sempre tenha uma certa margem para a adaptação.
  • Reconectar-se com a vida de outra maneira. Uma base de hábitos saudáveis sempre será uma ajuda de inestimável valor frente a qualquer dificuldade. A automatização nos permite liberar recursos que podemos dedicar exatamente a encarar essas dificuldades. Falamos de iniciar outras práticas, conhecer pessoas novas, deixar de lado as velhas rotinas.
  • Reafirmar a cada dia a nossa melhor versão. À medida que formos nos sentindo melhor, será mais fácil valorizar nossas habilidades. Vamos descobrindo quão grande a nossa força pode chegar a ser.

Para concluir, falta destacar um aspecto. Esse trajeto, essa viagem à recuperação leva algum tempo. Vamos passar por recaídas e retrocessos. No entanto, cada passo que dermos para trás servirá, muitas vezes, para pegar impulso. Porque a recuperação é, acima de tudo, uma viagem de grandes aprendizagens e autoconhecimento.

Site A Mente é Maravilhosa

terça-feira, 2 de abril de 2019

A Lei do Perdão

Todas as religiões e caminhos espirituais que conhecemos falam em perdão. Mas será que sabemos, de fato, perdoar?

Perdoar requer atitude de sobriedade e aceitação; o perdão deve brotar da consciência de si e dos limites de cada um. O exercício do perdão deve ser, primeiramente, praticado através do auto perdão, que muitas vezes é o mais difícil.

Perdoar nossos erros do passado, nossas falhas e faltas, aceitar nossos limites, nossa ignorância, nossa condição de aprendizes, é fundamental para encontrarmos um pouco de paz interior.

O orgulho e a arrogância devem ser deixados de lado e nosso coração e consciência devem se abrir ao auto perdão. A culpa é um sentimento que devemos reavaliar; que tal trocarmos a palavra culpa pela palavra responsabilidade? Não somos culpados enquanto inconscientes, mas responsáveis por cada atitude, cada palavra, cada comportamento. Assumindo a responsabilidade por cada movimento que fazemos, assumimos a consequência de todo ato praticado por nós. Assumindo a responsabilidade e a consequência, amadurecemos como seres humanos que somos e continuamos a percorrer o caminho do crescimento e evolução. Dessa forma, os erros são compreendidos e o perdão acontece naturalmente. Assumir responsabilidades por nós e nossas vidas, redimensionar nossos erros e faltas, procurar corrigi-los e, fundamentalmente, descer da cruz que nos foi imposta, é fundamental para nosso crescimento.

É natural, dentro das leis deste planeta, que passemos por graves problemas, perdemos o chão firme que sempre caminhamos com segurança, a razão, a consciência e nos vemos repetindo padrões antigos.

É preciso aprender a perdoar a nós mesmos, à nossa ancestralidade, nossa origem, nossos limites e quando fazemos isso, passamos a nos aceitar mais plenamente, aceitar nossa ancestralidade e origem, além dos nossos limites humanos.

Precisamos deixar de lado os conceitos, os rituais e toda manifestação externa da prática do perdão. Como disse, perdoar deve ser um ato de consciência e por isso deve brotar da experiência interna, de um processo de interiorização. Deve-se deixar de lado as raivas, a revolta e abraçar a entrega e a aceitação. 

Quando conseguimos alcançar esse lugar em nós, experimentamos a expansão, sentimos nossos corações se aquecerem e a sensação é de libertação. Há, certamente, uma tendência a repetirmos padrões que estão muito cristalizados pelo tempo e pela repetição, portanto, deve-se manter a consciência alerta e nunca desistir. É como um duro nó que precisa ser desatado, com amor e paciência.

Perdoar é um exercício de humildade, é preciso acreditar que existe algo maior e mais poderoso do que nós. 

Somos arremessados a um estado de bênção divina que nos permite continuar nossa jornada na direção de uma nova vida. Mas só conseguimos nos banhar nessas águas, quando aprendemos, a partir da consciência de nossos limites e faltas a praticar a lei do perdão. 

Fonte site Terra, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Pílulas de luz de Chico Xavier

A fé em Deus – comentou o sábio – é sempre única na essência, mas se caracteriza em manifestações diferentes, em cada criatura, como sejam:

No sofrimento – aceitação;

Na tentação – resistência;

No trabalho – alegria;

No progresso – proveito;

Na dificuldade – paciência;

Na tribulação – esperança;

Na caridade – silêncio;

Na ofensa – perdão;

No relacionamento – gentileza;

Na enfermidade – calma;

Na crise – coragem;

No tumulto – serenidade;

Na provação – ânimo firme;

Na abastança – prudência;

Na carência – otimismo;

Na profissão – honestidade;

Na afeição – equilíbrio;

No lar – mais amor.

Verificando os pontos da fé em Deus, cada um de nós conseguirá facilmente encontrar a soma de nossas aquisições e falhas, omissões e vitórias íntimas, bastando, para isso, a nossa auto-análise diante de quaisquer problemas da vida.

Chico Xavier & Emmanuel. Livro: Agora é o Tempo. Lição nº 33, publicado no site Chico de Minas Xavier.