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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

08 de Dezembro - Dia da Família

A data serve para homenagear e lembrar a importância da presença da "instituição" familiar na vida de uma pessoa, ajudando na formação da educação, cultura, da moral e da ética comum a todos.

Família não é apenas mamãe e papai, mas também todos aqueles que cuidam e protegem. Uma família pode ser formada apenas pelos avós/avôs, mãe solteira, pai solteiro, mamãe e mamãe ou papai e papai.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

19 de Setembro - Dia Nacional do Teatro

Esta data é destinada a homenagear uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade, em especial os artistas brasileiros desta área.

A primeira forma de teatro surgiu no Oriente, apesar de ser um conceito de teatro relacionado com rituais religiosos. O teatro como forma de arte surgiu na Grécia Antiga.

No Brasil, o teatro nasceu no século XVI, e tinha como objetivo espalhar a crença religiosa.

Porém, o teatro como forma de entretenimento só começou a ser comum no Brasil após a chegada da Família Real Portuguesa, em 1808. Naquela época, o rei costumava convidar companhias de teatro estrangeiras para fazer as suas apresentações para a nobreza.

No entanto, em meados do século XIX começam a surgir os primeiros grupos de teatro nacionais, principalmente no gênero cômico.

Mais tarde, esta manifestação artística sofreu um retrocesso significativo por causa da censura imposta pela ditadura militar. O fim da ditadura militar significou um novo fôlego e uma nova relevância para os artistas e para o teatro.

Em 19 de setembro, de acordo com o Projeto de Lei nº 6.139/13, aprovado na Câmara dos Deputados, também é celebrado o "Dia Nacional do Teatro Acessível”.

O Teatro e Divulgação Espírita

Segundo o Espírito Emmanuel, o maior serviço que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação.

Há muitas maneiras de se levar a mensagem edificante dos espíritos. O teatro é um deles e possui uma gama enorme de possibilidades técnicas para tornar a linguagem espírita acessível ao grande público.

O teatro em toda sua extensão estética e criativa valoriza sempre o belo e o bom, fazendo com que o resultado atenda exclusivamente a mensagem dramática com todas as suas nuances.

Utilizá-lo como meio de divulgação do espiritismo: eis aí uma boa ideia, já que ele serve tanto como ferramenta pedagógica quanto entretenimento de diversão.

Na Grécia antiga, o teatro tinha o papel divulgador das questões sociais e políticas, religiosas etc.

No Espiritismo não será diferente, visto ser uma Ciência que trata das Leis Naturais, onde os temas abordados pelos os Espíritos Superiores cabem perfeitamente como textos adaptados para os espaços cênicos.

A responsabilidade maior, inicialmente, são os cuidados que se deve ter com a formatação do que se vai divulgar, para que estejam devidamente fundamentados, tanto doutrinariamente quanto aos aspectos técnicos de dramaturgia.

Allan Kardec nos deixou inúmeros textos, em forma de diálogos, que podem muito bem atender às necessidades cênicas. Outros tantos espíritos, através da mediunidade de Chico Xavier, ditaram seus romances, contos, poemas, poesias, sonetos e trovas, que, também, estão adequados às encenações nos centros espíritas e nos espaços afins.

É natural que as pessoas através do teatro percebam com mais facilidade esses temas doutrinários, pois a encenação favorece consideravelmente sua abstração, além de despertar para o estudo sistematizado nos centros espíritas.

Quando o saudoso diretor Augusto César Vanucci foi interpelado pelo também saudoso Chico Xavier, em Uberaba, quanto à necessidade de ser encenada uma peça para teatro visando ampliar os horizontes do Espiritismo, surgiu o espetáculo Além da Vida, que muito sucesso fez de público e de crítica. As sessões lotavam e os espectadores avaliaram uma doutrina de amor e de esperança, eliminando o sobrenatural e o fantástico.

A partir dessa iniciativa, outros atores e atrizes comprometidos com a Boa Nova também trilharam no mesmo caminho e produziram excelentes espetáculos em todo Brasil, colaborando assim com a manutenção dessa divulgação.

Fonte: Calendarr e site Correio Espírita

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Cooperação

Para que alguém dirija com êxito e eficiência uma empresa importante, não lhe basta a nomeação para o encargo.

Exige-se-lhe um conjunto de qualidades superiores para que a obra se consolide e prospere. Não apenas autoridade, mas direção com discernimento. Não só teoria e cultura, mas virtude e juízo claro de proporções.

Dilatados recursos nas mãos, a serviço de uma cabeça sem rumo, constituem tesouros nos braços da insensatez, assim como a riqueza sem orientação é navio à matroca.

Quem governa emitirá forças de justiça e bondade, trabalho e disciplina, para atingir os objetivos da tarefa em que foi situado.

Quando o poder é intemperante, sofre o povo a intranquilidade e a mazorca, e, quando a inteligência não possui o timão do caráter sadio, espalha, em torno, a miséria e a crueldade.

Daí, conhecermos tantos tiranos nimbados de grandeza mental e tantos gênios de requintada sensibilidade, mas atolados no vício.

No mundo íntimo, a vontade é o capitão e que não pode relaxar no mister que lhe é devido.

E assim como o administrador de um serviço reclama a ajuda de assessores corretos, a vontade não prescindirá da ponderação e da lógica, conselheiros respeitáveis na chefia das decisões.

No entanto, urge que o senso de cooperação seja chamado a sustentar-lhe os impulsos.

Nas linhas da atividade terrestre, quem orienta com segurança não ignora a hierarquia natural que vige na coexistência de todos os valores indispensáveis à vida.

Na confecção do agasalho comum, o fio contará com o apoio da máquina, a máquina esperará pela competência do operário, o operário edificar-se-á no técnico que lhe supervisiona o trabalho, o técnico arrimar-se-á na diretoria da fábrica e a diretoria da fábrica equilibrar-se-á no movimento da indústria, dele extraindo o combustível econômico necessário à alimentação do núcleo de serviço que lhe obedece aos ditames.

Observamos, assim, que no Estado Individual a vontade, para satisfazer à governança que lhe compete, sem colapsos de equilíbrio, precisa socorrer-se da colaboração a fim de que se lhe clareie a atividade.

A cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem.

Da Glória Divina às balizas subatômicas, o Universo pode ser definido como sendo uma cadeia de vidas que se entrosam na Grande Vida.

Cooperação significa obediência construtiva aos impositivos da frente e socorro implícito às privações da retaguarda.

Quem ajuda é ajudado, encontrando, em silêncio, a mais segura fórmula de ajuste aos processos da evolução.

Emmanuel

segunda-feira, 29 de abril de 2019

'Kardec' abre, a partir de 16 de maio, nova safra de filmes de temática espírita

Leonardo Medeiros e Sandra Corveloni participam
de uma das sequências realizadas na capital francesa
O filme “Kardec”, com estreia em 16 de maio, dá largada à segunda onda de produções nacionais ficcionais sobre o universo espírita. Dirigido por Wagner de Assis, responsável por “Nosso Lar” (2010), o longa protagonizado por Leonardo Medeiros, na pele do criador do kardecismo, puxa um cardápio de títulos que terá ainda o mineiro Zé Arigó e o guia espiritual Emmanuel.

“Acho que essa temática é tão vasta, universal e potente com boas histórias que, de alguma forma, pode e deve estar em diversos produtos culturais audiovisuais”, registra Assis, curioso em ver como o público reagirá, após um “ciclo muito virtuoso” de comédias, a outros gêneros. Com “Nosso Lar”, filme mais visto da primeira onda, ele arrebanhou mais de quatro milhões de espectadores.

O cineasta espera que o filme tenha a sua importância no mercado de cinema como um todo, não sendo visto apenas por aqueles que já conhecem previamente o personagem título. “Foi para isso que contamos essa história. É uma jornada de transformação pessoal, um drama que traz à tona grandes questões humanas como quem somos, de onde viemos, para onde vamos”.

A ideia de vida após a morte atrai qualquer pessoa, de acordo com Assis. Neste sentido, é o que aproxima “Nosso Lar” do novo trabalho. “Quem não gostaria de saber o que aconteceu antes de nascermos? O que é a vida espiritual? O que é o livre arbítrio? Em que momento começa a vida?”, instiga o realizador.

Um dos autores assistentes da novela “Espelho da Vida”, da Rede Globo, cujo último capítulo foi ao no início do mês, ele destaca que “o professor Rivail fez essas e mais de mil outras perguntas e obteve respostas esclarecedoras, surpreendentes, cheias de filosofia, carregadas de ética e moral”. Assim como o caso de André Luiz, “as suas descobertas são universais”. 

Fenômenos

Rivail – Hippolyte Léon Denizard Rivail – é o nome verdadeiro de Kardec, educador e tradutor nascido em Lyon, em 1804, pioneiro nas pesquisas científicas sobre fenômenos paranormais. Com o pseudônimo, publicou várias obras sobre a doutrina, entre elas “O Livro dos Espíritos”, lançada em 1857 e considerado marco da fundação do espiritismo.

Baseado em livro de Marcelo Souto Maior, “Kardec” tem várias cenas filmadas na França. “A decisão de filmar em Paris foi muito ousada. Mas o resultado é esplêndido para o filme. Claro que toda a reconstituição de época e os figurinos absolutamente lindos são as bases que complementam uma produção de padrão internacional”, registra Assis.

O interesse por contar histórias com a temática espírita tem origem na formação jornalística. “Adoro contar histórias, conhecer sobre o humano em todas as suas circunstâncias. Ao conhecer cada vez mais essas histórias que existem dentro dessa temática espírita/espiritualista, me apaixonei por muitas e acho que são extremamente cinematográficas”, explica o diretor, que já roteirizou quatro filmes com a apresentadora Xuxa.

Continuação de ‘Nosso Lar’ é uma das próximas produções a ganhar as telas

A investida de Wagner de Assis no segmento espírita não ficará restrita a “Nosso Lar” e “Kardec”. O diretor, que já havia lançado também “A Menina Índigo” (2016), prepara uma série de filmes, atualmente em diferentes estágios de produção. O mais próximo de ganhar as telas é “Nosso Lar 2 – Os Mensageiros”, com o mesmo personagem do primeiro longa, André Luiz, guia espiritual do médium mineiro Chico Xavier.

“O primeiro mostrou a história de um homem que descobre que está vivo depois de morrer. Ele aprende que suas ações quando em vida interferiram diretamente na sua vida espiritual. Conhece um ambiente doloroso, de sombras, de dores. Mas é resgatado para uma cidade espiritual. E a relação com os que ficaram é parte de seu drama. Ele volta para ver que a vida continuou”, adianta Assis.

O diretor Wagner de Assis prepara adaptação para o cinema de três livros psicografados pelo médium mineiro Chico Xavier, ditados pelo espírito Emmanuel: “Há 2.000 Anos”, “50 Anos Depois” e “Ave, César”

"Nosso Lar 2” é sobre os espíritos que vivem em cidades espirituais e se preparam para voltar. “Atrelado a isso estão as questões: como serão suas vidas? Bem-sucedidas dentro do planejamento que fizeram antes de renascer? Fracassadas? E se fracassam, o que acontece? Desta vez, o filme é sobre os espíritos que estão entre nós, sobre os nossos protetores que ajudam a evitar nossos tombos”, adianta.

O projeto é uma compilação de dois livros de Chico Xavier psicografados por Andre Luiz – “Os Mensageiros” e “Obreiros da Vida Eterna”, e deverá ser seguido por “Emmanuel”, também em fase de financiamento. 

“É a épica jornada do mentor do Chico (Xavier) ao longo de vidas e vidas. Um desafio e tanto. E, claro, não pode faltar a presença do Chico, mas de outra forma, não pela forma como nós o conhecemos quando em vida”, revela Assis.

Intensidade

Antes de “Nosso Lar 2” e “Emmanuel”, o cineasta lança, em agosto, “Amor Assombrado”, história inspirada livremente num conto da escritora Heloísa Seixas. “É uma grande experiência narrativa porque estamos dentro da cabeça de uma escritora – que vê seus personagens, idealizações de pessoas e, claro, espíritos. Protagonizada pela Vanessa Gerbeli, é uma história muito intensa. Gostei muito da experiência de tê-la contado também”.

Outros três projetos aventados por Assis são “Há 2000 anos”, “50 anos depois” e “Ave, Cristo”. Todos serão inspirados em livros psicografados por Chico Xavier, ditados pelo espírito de Emmanuel, publicados nas décadas de 1930, 1940 e 1950 pela Federação Espírita Brasileira. 



Por Paulo Henrique Silva (phenrique@hojeemdia.com.br) para o site Hoje em Dia.

Os Santos e o Espiritismo

O Espiritismo não possui o hábito de devoção a Santos, conforme costume da Igreja Católica, mas compreendemos, de acordo com o ensinamento dos Espíritos, que os chamados Santos, foram pessoas que realizaram grandioso trabalho em prol do próximo, sendo espíritos elevados e que, agora, desencarnados, continuam a realizar grandiosos trabalhos em prol de todos nós, trabalhando por meio de falanges de luz. Podemos considerar os Santos como Espíritos Elevados.

A representação desses espíritos por imagens, vem também da Igreja católica. Os santos por serem espíritos esclarecidos, bondosos, que deram testemunho de que são acima da matéria, não ficam presos a representações nem a imagens.

Vamos lembrar que nenhum objeto tem força por si só. O que tem força é o seu pensamento. E se você acreditar que aquela imagem irá te ajudar irá registrar em sua mente que aquilo irá te salvar. Sendo assim, a cura, a bênção e o milagre virão, mas não pela imagem, e sim pela sua força mental.

Uma pessoa ao olhar para a imagem de Jesus, ela toma um respeito pela imagem e pelo nome dele. Quando ela entra em um lugar que tenha a imagem de um santo, ela vai se policiar para não xingar, não falar coisas indevidas, não dispersar o assunto, não pensar em coisas que não são vinculadas a fé.

Assim como Emmanuel mentor de Chico usava roupas romanas, porque se sentia bem; o espírito de um Papa pode usar roupas sacerdotais, assim como Joanna de Ângelis se plasma como freira.

Vamos lembrar que, Chico Xavier em sua Humildade, tinha imagens de santos. Não que ele as cultuava e adorava mas ele respeitava e gostava muito. Inclusive tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Abadia (padroeira da cidade de Uberaba-MG).

Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, dizia que tudo o que ele fazia era em nome de Nossa Senhora.

A Doutrina Espírita não usa imagens, mas não condena aqueles que usam. Um bom espírita não condena, apenas auxilia quando solicitado.

Fonte: Perfil do Instagram Letra Espírita (@letraespirita) e site do MAP – “Movimento de Amor ao Próximo” .

sexta-feira, 29 de março de 2019

Pílulas de luz de Chico Xavier

A fé em Deus – comentou o sábio – é sempre única na essência, mas se caracteriza em manifestações diferentes, em cada criatura, como sejam:

No sofrimento – aceitação;

Na tentação – resistência;

No trabalho – alegria;

No progresso – proveito;

Na dificuldade – paciência;

Na tribulação – esperança;

Na caridade – silêncio;

Na ofensa – perdão;

No relacionamento – gentileza;

Na enfermidade – calma;

Na crise – coragem;

No tumulto – serenidade;

Na provação – ânimo firme;

Na abastança – prudência;

Na carência – otimismo;

Na profissão – honestidade;

Na afeição – equilíbrio;

No lar – mais amor.

Verificando os pontos da fé em Deus, cada um de nós conseguirá facilmente encontrar a soma de nossas aquisições e falhas, omissões e vitórias íntimas, bastando, para isso, a nossa auto-análise diante de quaisquer problemas da vida.

Chico Xavier & Emmanuel. Livro: Agora é o Tempo. Lição nº 33, publicado no site Chico de Minas Xavier.

terça-feira, 26 de março de 2019

Data Comemorativa: 02 de abril - Nascimento de Chico Xavier

Não há uma pessoa que nunca escutou este nome...Chico Xavier. Há inúmeros sites, artigos, frases, notícias acerca desta personalidade muito conhecida mundialmente, principalmente por ser um enorme porta voz do Espiritismo.

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, no dia 2 de abril de 1910, faleceu em Uberaba no dia 30 de junho de 2002. Chico foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo.

Seu nome de batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos.

Chico Xavier psicografou mais de 450 livros, tendo vendido mais de 50 milhões de exemplares e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história, mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade. Também psicografou cerca de dez mil cartas, nunca tendo cobrado algo ao destinatário. Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo.

O legado do médium ultrapassa as barreiras religiosas e ele é reconhecido como o maior "líder espiritual" do Brasil, sendo uma das personalidades mais admiradas e aclamadas no país e ressaltado principalmente por um forte altruísmo.Vem recebendo grandes homenagens e honrarias, por exemplo: Em 1981 e 1982 foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo seu nome conseguido cerca de 2 milhões de assinaturas no pedido de candidatura; em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico Xavier; e em 2012 ele foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi "eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade".

Biografia

Chico Xavier (1910-2002) nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, no dia 2 de abril de 1910. Filho do operário humilde e da lavadeira Maria João de Deus ficou órfão de mãe quando tinha cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se mostrou uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-o diariamente, inicialmente por qualquer pretexto e, mais tarde, sob a alegação de que o "menino tinha o diabo no corpo", era uma mulher nervosa que o maltratava cruelmente. 

Não se contentando em açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha no ventre, não permitindo que ele os retirasse, o que ocasionou terríveis sofrimentos ao menino. Os únicos momentos de paz que tinha consistiam nos diálogos com o espírito de sua mãe, com quem se comunicava desde os cinco anos de idade. O menino viu-a após uma prece, junto à sombra de uma bananeira no quintal da casa. Nesses contatos, o espírito da mãe recomendava-lhe "paciência, resignação e fé em Jesus".

A madrinha ainda criava outro filho adotivo, Moacir, que sofria de uma ferida incurável na perna. Rita decidiu seguir a simpatia de uma benzedeira, que consistia em fazer uma criança lamber a ferida durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno Francisco. Revoltado com a imposição, Francisco conversou novamente com o espírito da mãe, que o aconselhou a "lamber com paciência". O espírito explicou-lhe que a simpatia "não é remédio, mas poderia aplacar a ira da madrinha", esta sim passível de colocar em risco a sua vida. Os espíritos se encarregariam da cura da ferida. De fato, curada a perna de Moacir, Rita de Cássia melhorou o tratamento dado a Francisco
Chico Xavier passou a ter sonhos. Durante a noite se levantava agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava seus sonhos a sua família. O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos que depois de ouvi-lo recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse. Precisava aprender a obediência para que Deus um dia lhe concedesse a confiança dos outros. Durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.

Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Se confessava, comungava, comparecia pontualmente a missa e acompanhava as procissões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e em seguida seguia para o serviço da fábrica onde trabalhava de três da tarde, para sair as onze da noite.

Em 1925 deixou a fábrica indo trabalhar na venda do Sr. José Felizardo. As perturbações noturnas continuaram, depois de dormir, caia em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs ficou doente. Um casal de espíritas, reunido com sua família realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar em sua casa. Na mesa, dois livros, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Ouviu da mãe: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros a nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e em breve a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos".

A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam no dia seguinte levar uma composição descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza.

Em 7 maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado.

A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Nesse mesmo ano Chico passou a receber as primeiras poesias e escreveu "Parnaso de Além-Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. 

Em 1943, vem a público um dos livros mais populares da literatura espírita, o romance Nosso Lar, o mais vendido e divulgado da extensa obra do médium, que no ano de 2010 se tornou um filme e já havia vendido mais de dois milhões de exemplares. Esse é o primeiro de uma série de livros cuja autoria é atribuída ao espírito André Luiz.

Nesse período, a celebridade de Chico Xavier é crescente e cada vez mais pessoas o procuram em busca de curas e mensagens, transformando a pequena cidade de Pedro Leopoldo em um centro informal de peregrinação. Tendo morrido na miséria o seu antigo patrão, José Felizardo, o médium empenha-se em arranjar-lhe um sepultamento digno, pedindo doações de casa em casa para esse fim. De acordo com o seu biógrafo Ubiratan Machado, "...até mesmo um mendigo cego doou-lhe toda a féria do dia".

Em 1950, Chico Xavier já havia psicografado mais de 50 livros.

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba, transformou-se num polo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.

Os direitos autorais de seus livros publicados são cedidos gratuitamente às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Chico psicografou 451 livros, reproduzia o que os espíritos lhe transmitiam. Seus livros foram traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias.

Chico Xavier faleceu em Uberaba, Minas Gerais, no dia 30 de junho de 2002.

Homenagens e premiações


  • Ao longo de sua vida, Chico Xavier recebeu o título de cidadão honorário de mais de cem cidades brasileiras, inclusive as principais.
  • Foi homenageado em filmes e documentários como Chico Xavier - O Filme, As Mães de Chico Xavier e 100 Anos Com Chico Xavier - Gratidão e Homenagem.
  • Cantores como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Fábio Júnior, Moacir Franco, Nando Cordel e Vanusa compuseram músicas em sua homenagem.
  • Em 1981 e 1982 Chico Xavier foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo havido uma mobilização de cerca de dois milhões de pessoas que deram suas assinaturas em todo Brasil e em organizações de 29 países pedindo o Nobel da Paz para ele.
  • Em 1999, o Governo de Minas Gerais instituiu a "Comenda da Paz Chico Xavier", condecoração que é outorgada anualmente a pessoas físicas ou jurídicas que trabalham pela paz e pelo bem estar social.
  • Em 2000, Chico Xavier foi eleito o "Mineiro do século XX", seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek, em um concurso popular realizado pela Rede Globo Minas, tendo vencido com 704.030 votos.
  • Após Chico Xavier falecer, a casa onde ele morou entre 1948 e 1959 e a casa em que ele morou entre 1959 e 2002 foram transformadas em museus sem fins lucrativos em referência a sua vida e obra; e o interior da Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo, local onde ele trabalhou como datilógrafo entre 1930 e o final dos anos 50, também foi transformado em um memorial em sua homenagem.
  • Em 2006, em uma votação popular promovida pela Revista Época, ele foi eleito o "O Maior Brasileiro da História".
  • Em 2009, a Lei nº 12.065 deu o nome “Chico Xavier” ao trecho da rodovia BR 050, entre a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e a divisa dos municípios de Uberaba com Uberlândia. 
  • Em 2010, o Correio Brasileiro lançou o selo e o cartão postal comemorativo em homenagem ao centenário do médium. No mesmo ano, a Casa da Moeda do Brasil lançou a "Medalha Comemorativa do Centenário de Chico Xavier".
  • O centenário do médium também foi comemorado em uma sessão solene pela Câmara dos Deputados do Brasil, à época presidida por Michel Temer.
  • Em Outubro de 2012, no programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, transmitido pelo SBT, Chico foi eleito, por voto popular, como "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos". Na semifinal do programa, disputou com Ayrton Senna, venceu com 63,8% dos votos. Na final do programa, Chico disputou com Santos Dumont e Princesa Isabel, vencendo com 71,4% dos votos.
  • Atualmente Chico Xavier tem um memorial com seu nome em Uberada, aberto à visitações.


Filme biográfico

Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreou Chico Xavier - O Filme, baseado na biografia As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior. Dirigido e produzido pelo cineasta Daniel Filho, Chico Xavier é retratado pelos atores Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier, respectivamente, em três fases de sua vida: de 1918 a 1922, 1931 a 1959 e 1969 a 1975. O filme alcançou a marca de mais de 3,5 milhões de espectadores nos cinemas.

Dados por Dilva Frazão, Wikipedia, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

sexta-feira, 15 de março de 2019

O que fazer para manter boas energias em casa

Depois de um dia inteiro de trabalho, estudo, e correrias diárias, chega uma hora em que todos nós sonhamos com o momento de estar em casa, não é mesmo?

Acontece que, muitas vezes, não nos damos conta de que nós mesmos, por absoluto descuido, acabamos levando para dentro de nossos lares, energias densas e sujeiras espirituais a que ficamos sujeitos enquanto circulamos pelos mais diversos ambientes por aí.

Por isso, da próxima vez que for entrar em casa, preste atenção a essas dicas… Anote aí!

Se você teve um dia difícil, acabou de se desentender com alguém, brigou no trânsito, ou foi obrigada a carregar alguns desaforos… Não leve nada disso para sua casa! Como? A ideia é simples: antes de abrir a porta de seu sagrado local de refazimento, pare na soleira por cinco minutos. Respire fundo umas seis ou sete vezes. Tenha uma conversa mental com aquele ou aqueles que a desequilibraram e tiraram a sua paz. Tente anular toda e qualquer energia de conflito, tristeza ou raiva que ainda estejam com você. Agora sim! Entre em seu “lar doce lar” com todo o respeito que ele merece.

Cultive bons pensamentos. De nada adianta parar cinco minutinhos para mudar as vibrações se continuarmos com padrões de pensamentos ruins ao longo do dia ou noite. Pare de pensar em vingança; pare de falar em doenças, mortes e desastres; pare de assistir muitos noticiários de TV… tudo que te deixa com baixo astral.

Ore! Ore muito e medite. No mundo em que vivemos hoje precisamos parar para processar tanta informação, frear nosso turbilhão de pensamentos e viver muito melhor. A oração é uma conversa com o Criador. Uma conversa na intenção de agradecer por tudo o que você tem, tudo o que conquistou até agora, mesmo que seus objetivos ainda não estejam próximos de serem alcançados. Agradeça!

Fazer o Evangelho no Lar também é uma ótima ferramenta. Veja palavras de Emmanuel através de Chico Xavier:

O culto do Evangelho no lar aperfeiçoa o homem.
O homem aperfeiçoado ilumina a família.
A família iluminada melhora a comunidade.
A comunidade melhorada eleva a nação.
O homem evangelizado adquire compreensão e amor.
A família iluminada conquista entendimento e harmonia.
A comunidade melhorada produz trabalho e fraternidade.
A nação elevada orienta-se no direito, na justiça e no bem.

"Da obra mediúnica Nosso Livro, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier."

Manter o lar em harmonia, sempre organizado e longe de baixas vibrações, atinge não só nossa família, mas a todos que a cercam e frequentam!

Site Bem Mais Mulher com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Problemas de convivência familiar

Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.

Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns aos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:

que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;

que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;

que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos;

que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes;

que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;

que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou na conduta que espose;

que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;

que não se dispões a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;

que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir…

Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Ceifa de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. FEB, texto publicado no site Chico de Minas Xavier

Carnaval, Espiritismo e livre arbítrio

O Espírita pode ir em bloquinhos de carnaval? Essa é uma dúvida que fica na mente de todos nós que seguimos essa doutrina. Sabemos que o espiritismo não nos proíbe de nada e que temos nosso livre arbítrio, bastando ter consciência das consequências de todos os nossos atos. Com isso, podemos sim, frequentar bloquinhos, mas existe algo que temos que ter em mente, Chico Xavier nos esclarece com um exemplo:

Quando ele estava encarnado, tinha alguns amigos, que sempre lhe chamava para ir pescar, super comum querermos que nosso amigo vá com a gente realizar algo que gostamos. Mas Chico, não gostava de pescar, e sempre arrumava uma desculpa para não ir pescar com seus amigos.

Até que certo dia, Emmanuel, falou para Chico ir, somente para conhecer e agradar os amigos. Chico então foi pescar com seus amigos. Ao chegar lá, todos conseguiam pegar peixes, menos Chico, começaram então a ficar desconfiados, porque será que Chico não consegue pegar nenhum peixe? Foi ai então que Chico disse que a ele que tirou o anzol da vara, porque não queria pegar nenhum peixe, estava ali apenas para acompanhar, ele achava injustiça com os peixes então simplesmente não pescou.

O que podemos tirar dessa história? Podemos sim, ir para bloquinhos de carnaval, mas não somos obrigados a realizar tudo que nossos amigos fazem. Chico não pescou nenhum peixe, faça isso você também, não pegue para você nenhuma energia negativa, não tome atitudes que irão te prejudicar espiritualmente e desacelerar o seu processo evolutivo.

Lembramos também do exemplo de Jesus Cristo, sempre que ele chegava a algum lugar, dizia: “Que a paz de Deus se faça presente.” Fale essas palavras em pensamento, se cuide, para que mal nenhum te aconteça.

Por Haila Vicente postado no site da TV Mundo Maior

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Suicídio Inconsciente

É sempre muito difícil quando precisamos escrever sobre suicídio. 

As estatísticas em nosso país crescem vertiginosamente. Dados estatísticos apontam que do ano de 2000 ao ano de 2015, os suicídios cresceram 65% entre pessoas com idade entre 10 e 14 anos, e 45% em pessoas de 15 a 19 anos. 

Mais assustador ainda é falar em números reais. No nosso país, em média, 32 pessoas tiram a própria vida por dia, sendo essa a segunda maior causa de mortes entre jovens dos 15 aos 29 anos de idade, principalmente entre mulheres dos 15 aos 19 anos.

Entretanto, esse tema já foi trabalhado em artigos anteriores e, por isso, hoje trabalharemos um assunto pouco abordado, mas não menos importante: o Suicídio Inconsciente.

Mas, em que consiste o suicídio inconsciente ou, como também é chamado, suicídio indireto? É o ato de aniquilarmos, lenta e progressivamente, nosso corpo material. Como? De diversas formas.

Viver irritado é uma de suas formas, haja vista que tal estado é causador de problemas circulatórios; fazer uso indiscriminado e não seguindo orientações médicas de calmantes, buscando uma tranquilidade artificial; usar alucinógenos através de drogas, lícitas ou ilícitas, buscando uma euforia de caráter ilusório; vícios mentais, que de tanto pensarem negativo, desenvolvem doenças psicossomáticas; os maledicentes que passam a vida se envenenando com a maldade que eles julgam erroneamente estar em seu próximo; aqueles que alimentam rebeldia e constante inconformidade com a vida e seus caminhos; os que são demasiadamente apegados à pessoas ou bens materiais, que passam a vida toda pensando em ter, cuidar, não perder, entre outros sentimentos e; por fim, os excessos de diversos tipos: alimentação pouco ou nada saudável, tabagismo, bebida alcoólica em excesso, sexo sem responsabilidade e desregrado. Aqui fica a exclamação. Muitos de nós fazemos uma ou mais dessas coisas que usei como exemplo.

O mais conhecido caso de suicídio inconsciente é do Espírito André Luiz, que descreveu suas experiências e sua surpresa por ser considerado suicida, no Livro Nosso Lar. Segue trecho do livro onde ele demonstra que assim o acusavam sem que ele tivesse consciência de que havia atentado contra sua própria vida:

- Que buscais, infeliz! Aonde vais, suicida?

Tais objurgatórias, incessantemente repetidas, perturbavam-me o coração. Infeliz, sim; mas, suicida? – nunca! Essas increpações, a meu ver, não eram procedentes. Eu havia deixado o corpo físico a contragosto. Recordava meu porfiado duelo com a morte. Ainda julgava ouvir os últimos pareceres médicos, enunciados na Casa de Saúde; lembrava a assistência desvelada que tivera, os curativos dolorosos que experimentara nos dias longos que se seguiram à delicada operação dos intestinos. Sentia, no curso dessas reminiscências, o contato com o termômetro, o pique desagradável da agulha de injeções e, por fim, a última cena que precedera o grande sono: minha esposa ainda jovem e os três filhos contemplando-me, no terror da eterna separação. Depois, o despertar na paisagem úmida e escura e a grande caminhada que parecia sem fim (LIVRO NOSSO LAR).

Olvidava-se André Luiz dos excessos alimentares e de bebidas alcoólicas que cometera ao longo de sua vida, levando-o a destruição de todo seu aparelho gástrico e levando-lhe à condição de suicida inconsciente.

Pois é, meus queridos leitores. Todos os dias nós cometemos os mais variados excessos. Todos os dias nós tomamos atitudes que vão minando a saúde de nosso corpo físico antes da hora. Principalmente nos dias atuais, onde nos estressamos demais, trabalhamos demais, queremos demais, fingimos demais, somos fúteis demais, nos preocupamos demais com o que os outros vão pensar, bebemos em excesso dando a desculpa de que trabalhamos demais na semana e merecemos, fumamos em excesso porque alivia nosso estresse. Para tudo temos desculpas... E em tudo, nos matamos um pouco.

Infelizmente, as consequências de tal “tipo” de suicídio está descrita no Livro dos Espíritos, das questões 943 a 957 e já foram abordadas oportunamente em artigo anterior.

Entretanto, o suicídio involuntário, sabendo-se de seus “instrumentos”, pode ser evitado por nós. Como? Reforma íntima, oração e vigília! Todos podemos nos tornar pessoas melhores, todos podemos cuidar mais de nosso corpo físico, todos podemos fazer mais por nós mesmos... Basta que tenhamos força de vontade!

Vamos tentar?

Rafaela Paes, texto publicado no site Espiritismo na Rede

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O Poder do Passe

No espiritismo o passe ou transmissão fluídica é muito conhecido como uma doação de energia através das mãos em movimentos sistêmicos que auxiliam nesta transmissão a fim de utilização desta energia renovadora em prol do equilíbrio vibracional do assistido.

O Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo conceitua passes como sendo:

movimentos com as mãos, feitos pelos médiuns passistas, nos indivíduos com desequilíbrios psicossomáticos ou apenas desejosos de uma ação fluídica benéfica. (…) Os passes espíritas são uma imitação dos passes hipnomagnéticos, com a única diferença de contarem com a assistência, invocada e sabida, dos protetores espirituais.

Segundo Luiz Carlos Gurgel, autor do livro “O passe espírita”, editora da Federação Espírita Brasileira, o passe busca sempre a restauração do equilíbrio orgânico do paciente. Orgânico, neste sentido, refere-se à estrutura completa do individuo. Além disso, o passe pode ser aplicado por espírito encarnado (que permanece no corpo material) ou não, ou ainda, pelos dois juntos. “É uma doação, um gesto de amor, uma manifestação de bondade. Trata-se de um valioso recurso para o bem-estar integral do ser humano”, desabafa Geraldo Campetti.

Muitos estudos científicos sobre o passe foram iniciados desde as primeiras seções espíritas a adotarem estra troca magnetítica, em muitos casos são notadas mudanças no campo eletromagnético do assistido bem como biologicamente traços de hormônios sendo produzidos causando a sensação de prazer ou de relaxamento. Entende-se que o passe pode auxiliar inclusive no tratamento de doenças, desde que acompanhado da medicina terrena, age como auxiliador para o reequilíbrio orgânico e espiritual.

As casas espíritas que utilizam médiuns para realizar o passe o fazem conforme uma prévia agenda de métodos a se utilizar tanto no preparo do médium que irá aplicar o passe quanto na ambientação para facilidade da dinâmica com os fluídos, necessária para a pratica ter efeito. O passista ser médium é uma necessidade somente pela questão de facilitar o manuseio dos fluídos pois o médium tem a capacidade de trabalhar na identificação e na catalização desta energia.

Por trás de toda a parte física do passe – a imposição das mãos e os movimentos sutis e sistemáticos – existe toda a parte espiritual atuando, onde a equipe espiritual da casa ajuda através dos médiuns que são  seus instrumentos mediadores para esta troca fluídica se dar de forma mais completa. A equipe espiritual trabalha em prol da reorganização energética dos assistidos buscando dar-lhes o equilíbrio mais ou menos necessário – conforme seus méritos e deméritos – que serão bem empregados em casos de pessoas que busquem se melhorar ou desperdiçados em casos de pessoas que voltem a cometer erros que lhe trouxeram as mazelas atuais.

Para o passe ser efetivo tanto quem recebe quanto quem doa precisam estar em paz e equilíbrio mental. Quem aplica o passe deve estar com as energias equilibradas por pelo menos 24 horas a fim de que o seu desequilíbrio não atrapalhe os trabalhos de passe. Em casos que isto não aconteça a equipe espiritual trabalha em prol de fechar este médium ao trabalho para q sua vibração fluídica não interrompa o andamento do trabalho e eles mesmo remanejam as energias necessárias para os assistidos deste médium. Quanto a nós ao recebermos um passe devemos manter nossa postura de oração em gratidão ao recebimento destas energias renovadoras,a fim de facilitar todo o processo.

(…) como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais - Emmanuel.

Portanto o passe se mostra como uma ferramenta espírita de importante função, haja vista que auxilia o equilíbrio espiritual e a reorganização orgânica de quem recebe. É uma das milhares de formas da bondade divina expressar seu apoio e auxílio à nossa caminhada espiritual rumo ao progresso. Por isso, ao receber um passe agora sempre mantenha sua mente em oração de gratidão por Deus te trazer esta oportunidade de melhoria através do concurso das falanges do bem. 

Fonte: Espiritismo da Alma

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Os tesouros esquecidos da sua vida, por Chico Xavier

Não desprezes as pequeninas parcelas de carinho para que atinjas o tesouro da fraternidade.

Uma palavra confortadora.

O gesto de compreensão e ternura.

A frase de incentivo.

O presente de um livro.

A lembrança de uma flor.

Cinco minutos de palestra edificante.

O sorriso de estímulo.

A gota de remédio.

A informação prestada alegremente.

O pão repartido.

A visita espontânea.

Uma carta de entendimento e amizade.

O abraço de irmão.

O singelo serviço em viagem.

Um ligeiro sinal de cooperação.

Não é com o ouro fácil que descobrirás os mananciais ignorados e profundos da alma.

Não é com a autoridade do mundo que conquistarás a devoção real de um amigo.

Não é com a inteligência poderosa que colherás as flores ocultas da confiança.

Mas sempre que o teu coração se inclinar para um mendigo ou para um príncipe, envolvido na luz sublime da boa vontade, ajudando e servindo em nome do bem, olvidando a ti mesmo para que outros se elevem e se rejubilem, guarda a certeza de que tocaste o coração do próximo com as santas irradiações das tuas pérolas de bondade e caminharás no mundo, sob a invencível couraça da simpatia para encontrar o divino tesouro da fraternidade em plenos céus.

Chico Xavier - Emmanuel

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Doação de órgãos

Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode falar a respeito de doação de órgãos, sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer em até 24 horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos transplantes? 

O Espiritismo é contra ou a favor dos transplantes? 

Emmanuel - O benefício daqueles que necessitam consiste numa das maiores recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a doação de órgãos.

Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados.

Texto publicado no perfil do Instagram Uma Jovem Espírita (@umajovemespirita)