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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

De gente grossa o mundo está cheio

Se o “Profeta Gentileza” ensinou que “Gentileza gera Gentileza”, muitas pessoas atualmente não entenderam este chamado. Porque o que vejo de gente grossa no mundo não comporta as histórias do gibi. E isso muito me incomoda independente de quem seja. O grande Chico Xavier dizia que ficava triste quando alguém o ofendia, mas ficaria mais triste ainda se fosse o ofensor. Sim, magoar as pessoas como ele mesmo citou é terrível.

O mundo pode estar caindo na sua cabeça, mas se você, independente da idade, não tiver inteligência emocional, de nada adianta. Não adianta fugir, dizer que as pessoas estão erradas, jogar para o universo. Gentileza é algo que se constrói ao longo da vida e não tem nada a ver com ser boazinha ou bonzinho. Somos o que somos, ficamos incomodados e precisamos melhorar como pessoas a cada dia.

Estava pensando hoje mais uma vez que não viemos a este mundo a passeio. Cada pessoa, como diz a frase “é benção, presente ou lição”. Ultimamente ando só colhendo as lições. Nenhuma é benção ou presente. Infelizmente. E olha que sou bastante positiva em tempos trágicos. Eu participei de um projeto que distribuía gentileza através de frases, objetos, encontros. Por isso, talvez a grosseria me despedaça o coração. E não tem nada a ver com sentimentos.

As pessoas merecem ser amadas independente de merecimento como o próprio Cristo firmou, contudo a humanidade, muitas vezes esquece desse ensinamento. Por favor, deixe sua grosseria lá fora que o meu coração é frágil, é sensível e ainda acredita na bondade humana. Assim como as cidades estão doentes, Luís Fernando Veríssimo lembrava que “o mundo não é ruim, só está mal frequentado”. Que eu não faça parte dele. Porque penso colori-lo com as melhores cores, sorrisos e muita gentileza por onde eu for.

Por Caroline Santana, Jornalista especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing e colaboradora do portal Na Pauta Online

sexta-feira, 15 de março de 2019

É impossível ser feliz sozinho

Com muita razão dizia a canção, na época da Bossa Nova, e eternizada na linha do tempo, que "é impossível ser feliz sozinho".

O caro leitor pode encontrar algum autor de autoajuda que esteja dizendo que para você ser feliz só depende de você, pois a felicidade está dentro de você, e cabe somente a você o trabalho de despertá-la para o mundo exterior.

Só que precisamos entender e compreender que ninguém consegue viver sozinho. Em última hipótese, estaremos em nossa própria companhia, tendo a oportunidade da autoconvivência, a fim de resolvermos algumas pendências que ainda temos na consciência, ou seja, em relação a nós mesmos.

Veja bem! Todos nós nascemos em um grupo familiar. Isso não é por acaso. E sim por uma causa. Estamos todos numa nave espacial denominada Terra, correndo os mesmos riscos.

Nascemos e percorremos pela infância, dependendo de cuidados da mãe e do pai, e de todo o grupo familiar, para o nosso sustento e construção do ser na base da educação.

Trabalhamos para produzir algo para alguém.

Se compomos e cantamos, se escrevemos, é necessário que alguém nos ouça e nos leia. Senão, toda a obra nasce em vão. Não atinge o objetivo.

Não haverá aprendizado se não houver o professor para ensinar.

Não praticaremos o amor sem que haja a pessoa a ser amada.

Não faria sentido cuidar de uma flor se ela não pudesse ser ofertada a quem amamos.

De que valeria o brilho do sol e o aconchego do luar, se não tivéssemos com quem compartilhar tanta beleza poética?

Como poderíamos saborear as vivências da saudade, se não houvesse a pessoa querida para ser lembrada?

Que sentido faria o curso das lágrimas e o frescor do alívio? E a leveza do sorriso? E o calor aconchegante do abraço e do beijo?

Logo, depende de cada um de nós a conquista da própria felicidade, através do esforço em despertá-la de dentro de cada um de nós em particular.

Entretanto, possamos entender e compreender que sem amarmos uns aos outros, sem aprendermos a caminhar juntos e a lidar com as diferenças, jamais conseguiremos ser felizes o tanto quanto é possível neste planeta Terra.

Portanto, ainda é necessário conviver e aprender uns com os outros, sentir as vibrações fraternais uns dos outros.

Ainda precisamos de uma palavra de incentivo que nos arranque da cama ou da poltrona, ou de uma rede, para que nos despertemos rumo aos horizontes de felicidades que nos aguardam.

É como dizia na canção: "É impossível ser feliz sozinho".

Artigo de Yé Gonçalves postado no site de O Consolador

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Alerta - Divaldo Franco

Vivemos dias muito difíceis e desafiadores para o comportamento ético. Uma onda de loucura varre a sociedade que parece haver perdido o rumo. Agressividade e angústia são os efeitos do desconforto moral que assola, como insatisfação e desconfiança.

Os distúrbios morais e condutas alucinadas tornam-se efeitos imediatos do vazio existencial, que domina o mundo intelectualizado e sob o controle da tecnologia de ponta.

As notícias velozes apresentam maior índice de desespero e crime, de descontrole comportamental que portadoras de esperanças apaziguadoras. A cada instante estoura um escândalo mais perturbador do que aquele que o precedeu.

A visão do futuro é pessimista e a necessidade de gozar de imediato é cada vez mais imposta pelas circunstâncias aziagas.

Pergunta-se o que está acontecendo com a criatura humana? Quais os valores éticos que podem servir de sustentação íntima, neste momento de indecisões e aventuras?

O ser humano é algo mais do que a argamassa celular, e enquanto a conduta materialista domine-lhe o pensamento, somente lhe são válidos o prazer sensual, hedonista e o exibicionismo egoico, mediante os quais se apresenta, ocultando os conflitos que o atormentam.

Ninguém consegue ser pleno, enquanto esteja sob a constrição narcisista que o afasta da convivência social ou propele-o com propósito exibicionista.

Faz-se necessária reflexão em torno do sentido da vida, que tem caráter de imortalidade.

Embora os esforços contrários do materialismo e do utilitarismo, o ser é indestrutível, tornando-se fundamental a sua conduta intelecto-moral durante a jornada terrestre.

Os fatos imortalistas são comprovados amiúdo em toda parte, demonstrando a grandeza da vida e o sentido existencial.

A nova é a mesma ética platônica a respeito do dever retamente cumprido, que faculta a consciência de paz e a solidariedade como forma digna de sobrevivência.

Ninguém consegue ser feliz isolado, tampouco no tumulto das paixões asselvajadas.

A evolução antropológica vem erguendo o ser humano das exclusivas manifestações dos instintos primários para as experiências da emoção superior, à medida que avança com a tecnologia para a condição de homus virtualis, no qual praticamente nos encontramos.

Mesmo os indivíduos que não têm formação espiritualista ou não a desejam, faz-se-lhes urgente a mudança de conduta em forma de equilíbrio e respeito à vida nas suas diversas expressões, como manifestação de cultura e de sabedoria.

A vida humana é o período evolutivo mais nobre do processo evolutivo, que não lhe constitui etapa final.

O nosso alerta baseia-se na experiência do equilíbrio moral e comportamental, construindo uma sociedade pacífica e edificante.

 Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de fevereiro de 2019, por Divaldo Franco