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segunda-feira, 20 de julho de 2020

‘Drive-in’ religioso tem palestra espírita como programação

Imagem ilustrativa
Uma programação especial foi realizada para todos que sentem falta do acolhimento religioso neste momento de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

Com palestra espírita, culto evangélico e missa católica, o evento aconteceu no estacionamento do Teatro Zulmira Canavarros, com início neste último sábado, dia 18. Estão previstos mais três finais de semana assim.  A entrada foi e continuará sendo de dois quilos de alimentos não perecíveis por carro. Os alimentos não perecíveis arrecadados serão entregues a instituições filantrópicas já atendidas pela Assembleia Social, que tiveram baixa da arrecadação com a impossibilidade de espetáculos no Teatro Zulmira com ingresso social.

O primeiro encontro de sábado, às 8h  foi a palestra ministrada por Clélia Maria de Oliveira, palestrante das Obras Sociais Anália Franco. “[Esta crise] é um convite para a reforma íntima, a transformação moral, espiritual, material. A gente está passando do que a gente era para o que a gente será”, avalia Clélia, assegurando que, pós pandemia, “viveremos em um mundo melhor”. A palestrante registra que “nada vai voltar como antigamente, não há mais voltar ao normal”, buscando preparar os ouvintes para um novo tempo.

Aguardemos a confirmação dos próximos encontros. Lembrando que: todos os eventos serão acompanhados pelos fieis de dentro de seus carros. A orientação é de que usem máscaras e levem água para beber e álcool em gel.

Informações do site Olhar Direto com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Você tem fé?

Estamos passando por um momento difícil, turbulento, por isso, muitos acabam perdendo a fé, acabam desacreditando em muitas coisas. Entretanto, são nestas horas que devemos confiar em Deus, nos espíritos superiores.

Você tem fé?

A palavra é derivada do latim “fides” e significa fidelidade. E ainda, ela é histórica e essencial para a natureza humana.

Para completar, ela é capaz de quebrar as barreiras do orgulho, do egoísmo, do preconceito. Além de nos mostra o caminho do amor. Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos ensina que:

A fé é verdadeira e sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim.

Por isso, a fé não deve ser cega, ela precisa ser raciocinada e não motivada por paixões exacerbadas. 

Fé cega e fé raciocinada

O espiritismo nos ensina que a fé raciocinada é utilizada com raciocínio, com inteligência.  E ainda, o indivíduo sente as energias e toda a carga emocional de suas crenças, porém, usa o livre-arbítrio e razão para questionar uma série de incertezas e informações. 

Para completar, no programa Interpretando a Vida, Alexandre Caldini, disse que ela não pode ser desmentida pela razão. Por exemplo:

Se alguém lhe falar alguma coisa no centro espírita que não faz muito sentido, você tem que falar: ‘mas porque disso?’

Caldini, completou: 

Se não tem sentido e se não há lógica, não acredite. A fé raciocinada passa pelo crivo da razão.

E enquanto a cega, que é aquela irracional, provoca segregação cultural, violência, etc. A  raciocinada ultrapassa a saúde espiritual e expande e influencia uma sociedade porque o indivíduo a utiliza em todas as áreas da sua vida. Já o cego, por outro lado, restringe seus aprendizados, inclusive o seu progresso moral. 

Para finalizar, devemos sempre lembrar que ter fé é acreditar em alguma coisa. Porém, devemos sempre utilizar a razão e a crítica de maneira positiva.

Site Rádio Boa Nova

segunda-feira, 1 de junho de 2020

A origem do espiritismo

Muitas pessoas procuram entender o que é a doutrina espírita. Com isso, perguntam: qual a origem do espiritismo? como ele chegou no Brasil?

Antes de abordarmos qual a origem do espiritismo, devemos nos lembrar que a doutrina espírita se divide em: 
  • Ciência porque apresenta ideias a partir de fatos, fenômenos mediúnicos etc.
  • Filosofia pois sua temática abrange objetos de conhecimento que estão além da existência sensível: a existência de Deus, leis morais etc.
  • Religião, pois o espiritismo tem como objetivo a prática do Evangelho e dos princípios cristãos.

Origem do espiritismo

O espiritismo surgiu na França, no século XIX, com as famosas mesas girantes. Fenômeno este que se refere às mesas que dançavam e giravam no ar. E ainda, a força atuante nas mesas dizem respeito a espíritos desencarnados bons ou não que retornavam para alertar os encarnados sobre a existência de um mundo espiritual e da importância de uma conscientização a respeito do espiritismo. 

Este fenômeno chamou a atenção de diversos cientistas, filósofos e intelectuais, como por exemplo,  Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde usaria o pseudônimo de “Allan Kardec”, e se dedicaria aos estudos dos fenômenos espíritas.

Allan Kardec e o espiritismo

Certo dia andando pelas ruas de Paris, Allan Kardec, se encontrou com um amigo que lhe descreveu o fenômeno das mesas girantes. E embora estivesse descrente com as informações, Kardec, curioso, passou a frequentar algumas reuniões. Onde observou mesas e outros objetos ganharem movimentos sem a ajuda de qualquer pessoa ou mecanismo. 

Apesar de ver com seus próprios olhos, Allan Kardec, não aceitou de imediato esses fenômenos, porém, estava disposto a entendê-los. 

A partir disso, começou a estudá-los e após muitas leitura, análise, ele concluiu que os fenômenos possuíam origem inteligente e que eram provocados por pessoas que habitaram a Terra. Assim sendo, Kardec os identificou como “espíritos dos homens”, que haviam morrido. 

A partir deste momento, Allan Kardec, fez diversas perguntas aos espíritos, analisou as respostas e as codificou, tudo feito com o crivo da razão. Assim teve origem o espiritismo. 

Após muito estudo Allan Kardec lançou a chamada codificação espírita, que é composta pelos seguintes livros:

  • O Livro dos Espíritos (1861)
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
  • O Céu e o inferno (1865)
  • A Gênese (1868)
Espiritismo no Brasil

O espiritismo chegou no Brasil em 1865 e chamou a atenção da elite brasileira. Um dos responsáveis pela propagação da doutrina no país foi o intelectual Luís Olímpio Teles de Menezes, que se interessou pela proposta de Kardec e achou que o espiritismo não deveria ser apenas um tema da alta sociedade. Com isso, em 1865, Luís fundou o primeiro centro espírita brasileiro, chamado “Grupo Familiar do Espiritismo”. Hoje em dia, o Brasil é o país com mais adeptos do espiritismo.

Para finalizar, o espiritismo por meio de seu estudo, prática, divulgação. E ainda, independente de sua condição cultural, social tem como missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da humanidade. E não se esqueça das palavras de Allan Kardec, na obra Gênese:

O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto. Ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará.

TV Mundo Maior

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Manter equilíbrio emocional é o maior desafio contra o coronavírus

Nossa sociedade nunca viveu dias como os que estamos vivendo agora: de repente, somos obrigados a ficar isolados, em quarentena, distantes do trabalho e de quem amamos. O que fazer para não "pirar"?

Segundo a coach acadêmica  da FECAP, Maria de Lurdes Zamora Damião, estamos experimentando uma situação completamente desconhecida, cheia de incertezas, e nosso maior desafio é manter o equilíbrio mental e emocional.

Para a professora, o brasileiro é um povo festivo, caloroso e sociável, e essas características devem ser mantidas neste momento, mas de uma forma diferente. Um ponto importante para refletir é a forma como o indivíduo está se posicionando em relação ao fato de ter que ficar em casa. "Você pode sentir que é uma vítima que está sendo obrigada a se isolar, ou sentir que fez a opção por se recolher para proteger sua vida e das pessoas que ama. Perceba que seu ponto de vista pode levá-lo ao estresse, que fragiliza sua imunidade; ou te fortalecer para, com discernimento, enfrentar esse desafio", diz.

REDES SOCIAIS APROXIMAM?

Segundo a coach, a tecnologia oferece possibilidades muito úteis neste momento de recolhimento. "Conversar e ver os familiares e amigos, saber se estão bem, são contribuições preciosas que acalentam nossos corações. Uma amiga fez a festa de aniversário do filho pequeno com toda família utilizando um aplicativo. Cantaram parabéns e comemoraram juntos, apesar de distantes".

MUITO TEMPO JUNTO GERA CONFLITO?

Com o isolamento, cônjuges ou familiares que só ficavam juntos no fim do dia ou nos fins de semana estão muito mais tempo juntos. Para evitar atritos, Maria de Lourdes acredita que o importante é entender que esses momentos podem ser utilizados para o diálogo respeitoso, empático e conciliador. "A correria do dia a dia e a falta de diálogo camuflam os problemas, e neste período de recolhimento, em que as distrações foram retiradas e a convivência é integral, eles acabam emergindo e causando desentendimentos".

MANTENHA UMA ROTINA

Para quem está trabalhando home-office, o ideal é planejar a semana com disciplina, para que o trabalho não se misture com as tarefas domésticas, por exemplo. "Para fazer a divisão do tempo, avalie a semana ou dia, identificando as necessidades de descanso, sono, higiene, home-office, faculdade, lazer, refeições, revisões de conteúdo, exercícios físicos, atividade religiosa, entre outros. Registre essas informações em uma planilha", ela ensina.

Também é possível utilizar um ‘kanban’, sistema que utiliza cartões ou post-its coloridos para designar e especificar tarefas e, dessa forma aprimorar a gestão do tempo. "Fixe o kanban em um local visível e movimente o post-it a cada alteração, na ação de cada atividade. É interessante definir pequenos prêmios para cada meta conquistada, ou um super prêmio para aquelas metas mais desafiadoras. Seja disciplinado e não procrastine".

A professora acredita que, neste momento, é preciso que as pessoas continuem alimentando sonhos e propósitos, aproveitando o recolhimento para dedicar-se à construção, revisão ou desenvolvimento de um plano de ação individual. "Lembre-se que tudo passa e este momento com certeza vai passar. Esta é uma excelente oportunidade para conhecer a si mesmo e aos outros, repensar a forma como vivemos e conduzimos nossos relacionamentos, rever propósitos e o que valorizamos. Confie, faça sua parte e colabore com os demais", finaliza.

Site MeioNorte

segunda-feira, 13 de abril de 2020

“Oração” é uma das palavras mais pesquisadas durante a pandemia, revela estudo

Durante o avanço da pandemia do novo coronavírus no mundo, houve uma explosão nas pesquisas sobre a palavra “oração” nos mecanismos de buscas da internet, segundo um estudo divulgado pelo portal americano The Christian Post.

O levantamento foi realizado por Jeanet Sinding Bentzen, professora associada da Universidade de Copenhague e diretora executiva da Associação para o Estudo da Religião, Economia e Cultura.

O estudo de Jeanet pode ser considerado um dos primeiros publicados no mundo relacionados à associação entre a fé e a pandemia do novo coronavírus. O documento foi publicado em um artigo chamado “Em Crise, Oramos: Religiosidade e a Pandemia de COVID- 19”.

“Em tempos de crise, os humanos tendem a recorrer à religião para aliviar o stress e buscar explicação. A pandemia de COVID-19 em 2020 não é exceção”, diz a autora.

“Ocorrem em todos os continentes e para cristãos e muçulmanos. Até a Dinamarca, um dos países menos religiosos do mundo, vê um aumento sistemático nas pesquisas sobre oração na internet”, afirma ela.

É compreensível que neste momento incerto as pessoas procurem conforto com palavras de carinho, de direcionamento religioso... porém não podemos esquecer de que as orações não precisam necessariamente de palavras pré-determinadas. Podem ser aquelas vindas do coração, pedidos sinceros e agradecimentos verdadeiros. 

Claro que se é daqueles tímidos que precisam de um 'norte' a melhor coisa é procurar inspiração mesmo. 

Não se pode perder de vista, ainda, que a prece, a oração, para alcançar o seu melhor resultado, deverá ser seguida de ação, de atitude, da vontade de mudar positivamente o nosso comportamento, nossa postura e compostura, do desejo sincero de proceder melhor a cada dia, mesmo que a pouco e pouco, mas de modo continuado e permanente, tornando-nos pessoas de mais fácil convivência e, sobretudo, pessoas de Bem, voltadas para o Bem e para a sua prática, sem um átimo de hesitação, seja qual for a circunstância, seja qual for a situação.

Site Notícias GospelMais com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

sábado, 4 de abril de 2020

Como a esperança pode manter você mais saudável e feliz em tempos de vírus

Manter e aumentar a esperança, sobretudo em épocas de grande crise como esta provocada pelo coronavírus, é fundamental para garantir saúde e bem-estar; para isso, algumas sugestões essenciais são passadas a seguir

A esperança pode se corroer quando percebemos ameaças ao nosso modo de vida, e hoje em dia existem muitas por aí. À medida que envelhecemos, podemos enfrentar uma perda trágica ou doença crônica. Enquanto assistimos às notícias, vemos nosso sistema político polarizado, irremediavelmente trancado no caos. 

Quando não há esperança – quando as pessoas não conseguem imaginar o fim desejado de suas lutas –, elas perdem a motivação para perseverar. Como professor emérito da Virginia Commonwealth University, estudei a psicologia positiva, o perdão, o bem-estar e a ciência da esperança por mais de 40 anos. 

O que é esperança?

Em primeiro lugar, esperança não é o otimismo à la Poliana – a suposição de que um resultado positivo é inevitável. Em vez disso, a esperança é uma motivação para perseverar em direção a um objetivo ou estado final, mesmo que sejamos céticos quanto à probabilidade de um resultado positivo. Os psicólogos nos dizem que a esperança envolve atividade, uma atitude positiva e uma crença de que temos um caminho para o resultado desejado. A esperança é a força de vontade para mudar e o poder do caminho para provocar essa mudança.

Com adolescentes e adultos jovens ou de meia-idade, a esperança é um pouco mais fácil. Mas para adultos mais velhos, é um pouco mais difícil. Envelhecer geralmente significa enfrentar obstáculos que parecem inflexíveis – como problemas recorrentes de saúde ou financeiros ou familiares que simplesmente não parecem desaparecer. A esperança para os idosos tem que ser “persistente”, perseverante, uma “esperança madura”.

Como construir esperança

Agora as boas notícias: Pesquisadores de um programa da Universidade Harvard (EUA) - Human Flourishing Program- , publicado recentemente, examinaram o impacto da esperança em quase 13 mil pessoas com idade média de 66 anos. Eles descobriram que aqueles com mais esperança ao longo da vida tinham melhor saúde física, melhores comportamentos de saúde, melhor apoio social e uma vida mais longa. A esperança também levou a menos problemas de saúde crônicos, menos depressão, menos ansiedade e menor risco de câncer.

Portanto, se manter a esperança no longo prazo é tão bom para nós, como a aumentamos? Ou criamos esperança, se for caso de MIA [metamemória de idade adulta, um dos instrumentos mais utilizados para medir traços individuais de metamemória]? Aqui estão minhas quatro sugestões:

😊 Participe de um discurso motivacional – Ou veja, leia ou ouça alguém online, através de YouTube, blog ou podcast. Isso aumenta a esperança, embora geralmente esse efeito seja de curta duração. Como você pode construir uma esperança de longo prazo?

😊 Interaja com uma comunidade religiosa ou espiritual – Isso funcionou por milênios. Em meio a uma comunidade de adeptos, as pessoas obtiveram forças, encontraram a paz e experimentaram a elevação do espírito humano, apenas sabendo que existe algo ou alguém muito maior que eles.

😊 Perdoe – Participar de um grupo de perdão ou completar um livro de exercícios de perdão cria esperança, dizem os cientistas. Também reduz a depressão e a ansiedade e aumenta (talvez isso seja óbvio) sua capacidade de perdoar. Isso é verdade mesmo com rancores de longa data. Pessoalmente, descobri que perdoar alguém com sucesso fornece uma sensação de força de vontade e poder de mudar.

😊 Escolha um “herói da esperança” – Algumas pessoas mudaram a história. Nelson Mandela sofreu 27 anos de prisão, mas perseverou em construir uma nova nação. Franklin Delano Roosevelt trouxe esperança a milhões por uma década durante a Grande Depressão. Ronald Reagan trouxe esperança a um mundo que parecia atolado para sempre na Guerra Fria. Em seu quarto discurso no Estado da União: “Hoje à noite falei de grandes planos e grandes sonhos. São sonhos que podemos realizar. Duzentos anos de história americana deveriam ter nos ensinado que nada é impossível.”

Independentemente do quanto tentemos, não podemos eliminar as ameaças à esperança. Coisas ruins acontecem. Mas existem os pontos finais da esperança persistente: nos tornamos mais saudáveis ​​e nossos relacionamentos ficam mais felizes. Podemos alcançar essa esperança, aumentando nossa força de vontade, reforçando nossa persistência, encontrando caminhos para nossos objetivos e sonhos e procurando heróis da esperança. E apenas talvez, um dia, nós também possamos ser heróis assim.

Site da PLANETA, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

segunda-feira, 30 de março de 2020

Nós não temos controle de tudo (e isso é uma coisa boa!)

A única coisa de que temos controle é a maneira como agimos e reagimos diante dos fatos. Nada mais

Durante toda a minha vida, eu fiz planos. Tenho planos para a aposentadoria, planos para o jantar, planos para o que farei todos os dias e a que horas. Tenho metas para o meu desempenho no trabalho e para o crescimento pessoal e espiritual.

Sou persistente e cuidadoso ao tentar implementar meus planos. Muitas vezes, isso significa que confio inteiramente em mim, porque nada é mais frustrante do que quando alguém sai do roteiro e joga um balde de água fria nos meus planos. Se alguém cancelar uma reunião comigo ou deixar de responder a um e-mail em tempo hábil, fico irracionalmente frustrado.

Eu sou o tipo de criança que faz todo o trabalho para o grupo da escola. Ainda me sinto mais confortável mantendo o controle e cuidando da maioria das coisas sozinho.

Aqui está o benefício de estar no controle: eu me convenci de que isso é muito eficiente. A desvantagem: qualquer controle que eu acho que tenho é uma ilusão.

Na verdade, nunca estou no controle; eu só acho que sou. Há momentos em que isso se torna dolorosamente claro para mim.

A cada dia, parece que a pandemia de coronavírus fica mais fora de controle. Meus planos de aposentadoria estão fora de controle. Minhas escolhas sobre quais restaurantes eu patrocinar estão fora de meu controle. Sou sacerdote e não posso nem celebrar uma Missa pública. Não posso nem começar a expressar o quão chateado e triste estou com isso, o quanto sinto falta dos meus paroquianos. Eu mudaria tudo isso, se pudesse. Mas eu não posso.

O que estou experimentando é uma série de emoções que surgem ao enfrentar minha súbita perda de controle.

O primeiro da lista é a frustração. Eu quero algo ou alguém para culpar. Quero poder tomar minhas próprias decisões sobre como e quando sair de casa e qual mão estou disposto a apertar. Quero ser o único a decidir quando as Missas e os estudos bíblicos serão cancelados. Essas escolhas, no entanto, não cabe a mim decidir agora. Sei que isso é o melhor, mas, no entanto, não posso abalar sentimentos de intensa frustração.

Segundo: estou estressado. Eu queria estar fazendo algo, qualquer coisa, mas não posso. Sinto-me confortável em fazer minha pequena parte – oferecendo Missas particulares, ouvindo confissões, garantindo que a Igreja seja destrancada todos os dias – mas eu gostaria de poder controlar toda a situação do começo ao fim.

Já sei há algum tempo que gosto de estar no comando e tenho trabalhado para melhorar isso aos poucos. Ao longo do caminho, aprendi algumas lições subjacentes ao meu desejo de controle. Em parte, ele nasce da insegurança. Estou desesperado para que meu caminho seja o caminho certo, o único caminho. Estou muito inseguro para permitir que um plano alternativo seja sugerido, pois quero que o meu caminho seja o melhor. O desejo de controle também vem do medo. Tenho medo e ansiedade pelo desconhecido e, portanto, tento exercer minha influência para afastar o inesperado.

Tudo o que realmente podemos controlar é como reagimos. Nada mais. Há benefícios em abrir mão do controle. Para mim, entender que nem toda situação precisa da minha opinião me permitiu encontrar mais aceitação das outras pessoas e situações. De repente, posso relaxar, me surpreender e descobrir bênçãos inesperadas. Um sentimento de confiança começa a se desenvolver em relação a outras pessoas, e aprendi a apreciá-las e até a admitir que suas ideias geralmente são melhores que as minhas.

A vida é muito melhor assim. Embora as circunstâncias atuais tenham revelado que ainda tenho um longo caminho a percorrer para deixar o controle, é muito claro para mim que quanto mais pudermos fazer isso, mais felizes seremos.

Site Aletéia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Correr macio

“Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio…”, diz o inicio da letra da música Tempo, do grupo Pato Fu. Estes dias de isolamento social  e com trabalhos feitos em casa, acaba nos forçando a rever o conceito de uso e aproveitamento do tempo.

Há vinte dias, antes de 25 de fevereiro de 2020, provavelmente se fossemos convidados para alguma atividade menos prazerosa, poderíamos dizer, como uma desculpa elegante, que os tempos estão corridos, não conseguirei estar lá em tempo. Os dias se passaram, a pandemia chegou e se estabeleceu uma nova rotina: ficarmos em casa, sem gastar nosso tempo com trânsito, compras, atividades físicas… Vemos parte do tempo sobrando e podendo ser gasto com atividades que num período tão curto, antes talvez não pudéssemos  praticar.

Podemos agora dar tempo à saúde, à casa, à família, aos pets, à natureza, à leitura, à musica, e muitas outras atividades simples de convivência um pouco esquecidas pela usual correria. Criamos o hábito e a sensação de que momentos livres precisam ser ocupados com alguma atividade. Um conceito de que precisamos ser úteis, eficientes. Muitos cultivam a necessidade de ocupar sempre o tempo com tarefas habituais ou novas descobertas, o que pode passar  a impressão de dias cada vez mais curtos para tantas atividades.

Reuniões infindáveis, chefes, clientes e colegas de trabalho que não têm o mesmo ritmo e objetivo e, por vezes,  provocam discussões que podem tomar horas preciosas na vida de alguns. É muito comum quem vive essa situação pensar que está  perdendo tempo. Por outro lado, quando se está  imerso em atividades que dão prazer, costuma-se achar que o tempo passou muito rápido. Quem nunca pensou na expressão popular “o que é bom dura pouco” e acabou por concordar com ela quando acabou o fim de semana, aquela viajem maravilhosa, o encontro com as pessoas que gostamos, o prato elaborado que adoramos saborear.

Como então balancear o tempo, como deixá-lo correr macio e usá-lo em nosso favor? Cada um de nós vai ter a sua resposta, muitos especialistas sugerem que o segredo  não envolve  coisas grandiosas e, sim, a auto permissão de olhar para o nosso dia com mais leveza e menos cobranças. Observar e preservar  momentos de alegria. Lançar um olhar novo para a rotina, buscando ver detalhes ou novidades naquilo que nos cerca.

Quando fazemos isto forçamos nosso cérebro a deixar sua zona de conforto e isso, por si só, já muda a percepção do tempo e permite refletir sobre o que realmente é importante. Permitir-se se dar tempo para conhecer pessoas, lugares, tomar caminhos diferentes ao voltar para casa, agir de maneira espontânea, envolver-se em atividades ajuda no auto conhecimento. Em tempos de confinamento, a criatividade precisa ser ainda maior.

Todos esses pequenos detalhes, aparentemente até bobos, podem nos dar o poder de mudar a forma de sentir e agir diante do passar das horas. Por isto é comum os que chamam o tempo de amigo, mano velho, pois ele permite o olhar da autenticidade, pois tem a capacidade de mostrar o que não significa tanto quanto pensávamos,  e nos dizer o que, de fato, é precioso.

Adriana – CVV

Coronavírus: momento de aflição em seu coração

O momento de aflição inegavelmente nos abala neste momento de enfrentamento do novo Coronavírus. O que fazer para serenarmos o ser durante esses dias?

Alimentar a fé e os sonhos, não parando o que está a nosso alcance, mesmo dentro da nossa residência. Podemos realizar infinitas ações, a começar pela organização.

Ou seja, a organização tem um poder primordial de início de uma nova caminhada. O reflexo de um cronograma, de uma gaveta limpa, dos papéis em ordem refletem em nosso ser.

Em outras palavras, esse é um momento importantíssimo para retomada de muitas questões esquecidas em nós. E diante da dificuldade, temos o convite mais sincero de mudança.

Saber aproveitar a tempestade

‘A tempestade espanta. Entretanto, acentuar-nos-á a resistência se soubermos recebê-la. A dor dilacera. Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se buscarmos aproveitá-la.’ (André Luiz/Chico Xavier)

O que aprendeu até agora?

Se responda: o que aprendi até este momento? Reforcei a minha fé? O tempo que me sobrou foquei em meus sonhos? O que a pandemia tem ensinado para meu espírito.

Ou seja, resgate sua essência. Se alimente dela de maneira profunda, com reflexão integral. É momento de reconexão com o Criador e com a gente mesmo.

Site Chico de Minas Xavier

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O que é fé raciocinada?

Fé raciocinada é quando o espírito permite sentir as energias e as emoções de sua crença mas também utiliza seu livre-arbítrio, razão e estudo para exercer um questionamento que depois vem a certeza absoluta sobre o fato.

Por exemplo: você acredita em Deus? Para ter uma fé raciocinada de que Deus existe, você já passou por provações e muitos outros meios que te levaram a ter certeza absoluta que Deus existe.

Fé cega é totalmente o oposto disso. Você apenas acha que Deus existe mas não viveu nenhum momento ou estudou para ter certeza disso e aumentar sua fé para, um dia, se tornar uma fé raciocinada.

Se todos nós tivermos completamente certeza das coisas que irão acontecer e acreditarmos nisso, tudo realmente se cumprirá. Mas para isso ocorrer, precisamos trabalhar nossa mente, por meio dos estudos, para sabermos que somos capazes de tudo.

Dessa forma, com tudo isso vem a fé raciocinada e que começa a conspirar a favor do que acreditamos.

Allan Kardec diz que “a fé não se impõe nem se prescreve, mas pode ser adquirida, não existindo ninguém que esteja impedido de possuí-la. Para crer é preciso, porém, compreender.”

Com isso, podemos notar que a fé raciocinada é uma evolução espiritual porque o espírito precisa compreender os ensinamentos do Cristo e entender o porquê de algumas coisas dão certo e outras não.

Isso porque Deus não castiga e muito menos dá privilégios para as pessoas. Está em nossas mãos a nossa jornada do espírito, temos que ter certeza que o melhor sempre está por vir, planejar e concretizar nossos sonhos.

Assim, tenha fé na sua vida e no potencial, não “ache” que você irá conseguir vencer tal desafio. Tenha certeza que você vai conseguir vencer, porque está saudável, é filho de Deus e a vida te proporciona muitas oportunidades.

Crie pequenas metas que irá fazer você chegar no seu objetivo. Não espere o pior para você, não acredite e muito menos fale em voz alta que você só sofre. Porque é como se você tivesse ditando seu livro da vida, reclamar é clamar para vir novamente o que te incomoda.

Afinal, como diz Raul Seixas:

“Basta ser sincero e desejar profundo. E não diga que a vitória está perdida Se é de batalhas que se vive a vida.”

TV Mundo Maior

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Rio terá núcleo para vítimas de intolerância religiosa

Com cerca de 200 templos em risco iminente de ataques, a Baixada Fluminense foi escolhida para receber o primeiro Núcleo de Atendimento a Vítimas de Intolerância Religiosa (Navir) do Estado do Rio de Janeiro. Resultado da parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Nova Iguaçu, o Navir começará a funcionar já em fevereiro no município, oferecendo assistência social, jurídica e psicológica às vítimas.

O termo de cooperação para viabilizar a abertura do primeiro núcleo do estado foi assinado pela secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), Fernanda Titonel, e pelo prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, na quarta-feira, na semana em que se celebram o Dia Mundial da Religião e o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro).

De acordo com a Coordenadoria de Promoção da Liberdade Religiosa da SEDSODH, este é o primeiro núcleo do gênero, em parceria entre estado e município, criado no Brasil.

O prefeito de Nova Iguaçu aproveitou o encontro para propor a criação no município de um grande Centro para reunir postos avançados das áreas cobertas pela SEDSODH.

– Seria um Centro de Referência de Direitos Humanos. A Prefeitura se encarregaria de disponibilizar o local e a Secretaria ocuparia o espaço –  disse Rogério Lisboa.

Fernanda Titonel gostou da proposta e novas reuniões serão marcadas para debater a ideia. E acrescentou:

– O direito à própria religião está presente na nossa Constituição. O combate à intolerância deve ser praticado todos os dias, por todas as pessoas, para uma sociedade justa e de paz. Nosso pacto é com o estado, pela defesa e segurança de todas e todos. Assim, esperamos ajudar a garantir o direito à fé sem discriminação.

Em 2019, somam 132 casos de violações atendidos/verificados pela Superintendência de Igualdade Racial e Diversidade Religiosa. A maior parte dos ataques (102) é direcionada às religiões de matriz africana. Foram registradas duas violações ao espiritismo.

Religiões como catolicismo e protestantismo e rituais religiosos ligados a wicca (bruxaria) e ecumenismo (busca de uma prática universalista) receberam, cada uma, um registro de  violação. Em 23 casos a religião não foi declarada pelas vítimas.

Site Correio do Brasil com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Espiritualidade deve ser assunto nas consultas, diz novo documento médico

Orientação inédita pertence à nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Nos últimos anos, inúmeros estudos têm mostrado que a espiritualidade traz benefícios para a saúde física e mental, ajudando a prevenir uma série de doenças, como pressão alta, depressão e doenças cardiovasculares. Pois agora a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), uma das entidades mais sérias do país, criou uma diretriz inédita sobre o assunto, recomendando que a espiritualidade seja abordada no atendimento aos pacientes.

O texto, que foi incluído nas Diretrizes de Prevenção da SBC, orienta cardiologistas – e profissionais de saúde em geral – sobre a melhor forma de abordar questões de caráter espiritual durante a consulta. “A demanda partiu dos próprio pacientes, especialmente daqueles que sofrem com doenças crônicas. Eles esperam que o médico pergunte algo que é intrínseco a sua personalidade. Muitos ainda não verbalizam essa necessidade e os profissionais acabam não levantando o assunto, pois acham inadequado”, explica Roberto Esporcatte, presidente do Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular (Gemca). 

A espiritualidade é uma questão essencial para a maioria das pessoas: cerca de 80% da população mundial está ligada a alguma religião ou acredita em um poder superior. No Brasil, 86,7% dos brasileiros se denominam cristãos.

“É preciso ressaltar que esse não é um trabalho doutrinário. O intuito não é recomendar ao paciente a prática religiosa, mas entender como sentimentos, como gratidão e perdão, e até mesmo conflitos espirituais afetam sua saúde”, ressalta Esporcatte.

Quando abordar a espiritualidade na consulta?

Segundo Esporcatte, um dos principais pontos das diretrizes é ajudar os profissionais de saúde na identificação dos pacientes que desejam ou precisam dessa nova abordagem e, claro, o melhor momento para trazê-la à tona. A orientação é que sejam priorizados pacientes crônicos ou com doenças graves que os impedem de estar entre familiares ou participem das cerimônias religiosas que costumam frequentar. Saber a necessidade da presença religiosa dentro do hospital pode direcionar o médico na hora de tratá-los. Por esse motivo, a SBC ainda sugere que os hospitais ofereçam treinamento para os seus profissionais.

A questão também pode ser levantada durante a anamnese (entrevista realizada pelo médico, cujo objetivo é identificar um possível diagnóstico). Mas isso só deve ser feito se o profissional de saúde sentir que existe esta abertura. Os pacientes também devem avisar aos médicos que desejam falar sobre sua própria espiritualidade durante a consulta. 

“Entender o paciente ajuda no desenvolvimento de terapias direcionadas às suas necessidades. Além disso, falar sobre a espiritualidade pode fortalecer a relação médico-paciente já que isso demonstra para as pessoas que o profissional de saúde está interessado em compreender todos os aspectos que interferem no seu dia e dia e, consequentemente, na sua saúde”, diz o cardiologista.

Benefícios da espiritualidade

Estudo de 2016 publicado no JAMA Internal Medicine mostrou, por exemplo, que pessoas religiosas vivem mais. Enquanto isso, uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que jovens religiosos ou com maior grau de espiritualidade têm melhor saúde na vida adulta. 

Outro trabalho, realizado pela Mayo Clinic, prestigiada clínica médica americana, conclui que o envolvimento religioso e a espiritualidade promovem maior resiliência (capacidade de lidar com problemas), melhor qualidade de vida (mesmo durante doenças terminais), maior longevidade e menores índices de depressão, ansiedade e suicídio. Além disso, estudo publicado na revista PLOS One revelou que frequentar um culto ou cerimônia religiosa frequentemente está associado a mortalidade reduzida e menores níveis de stress.

Ou seja, para quem tem alguma religião ou forte senso de espiritualidade, mantê-lo ativo, inclusive durante o atendimento médico, traz inúmeros benefícios para a saúde. Por isso, não hesite em falar sobre isso com seu médico se sentir essa necessidade.

Fonte site da Veja

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Espiritismo além dos muros: jornalista leva leitura para encarcerados

DIÁLOGOS DA FÉ

Galeno Amorim acredita e aposta nos livros como aliados na ressocialização e reconstrução da cidadania entre pessoas privadas de liberdade.
“A verdadeira caridade é um dos mais sublimes ensinamentos de Deus para o mundo. Entre os verdadeiros discípulos da sua doutrina deve reinar perfeita fraternidade. Devem amar os infelizes, os criminosos, como criaturas de Deus, para as quais, desde que se arrependam, serão concedidos o perdão e a misericórdia, como para vós mesmos, pelas faltas que cometeis contra a sua lei. Pensai que sois mais repreensíveis, mais culpados que aqueles aos quais recusais o perdão e a comiseração, porque eles quase sempre não conhecem a Deus, como o conheceis, e lhes será pedido menos do que a vós.” O Evangelho Segundo o Espiritismo, Caridade com os criminosos, Allan Kardec

Em tempos de esfriamento dos ensinamentos de Jesus, do retorno do “olho por olho e dente por dente”, da ascensão das teologias das prosperidades e do flerte de espíritas com setores conservadores e retrógrados, algumas pessoas, espíritas ou não, têm se destacado com suas lições de fraternidade, solidariedade e amorosidade. Essas pessoas merecem nosso reconhecimento e suas boas práticas devem ser difundidas, como forma de incentivar outras pessoas.

O relato de hoje é um daqueles que aquece nosso coração e vem do interior de São Paulo, da cidade de Ribeirão Preto.

Galeno Amorim é um jornalista de 57 anos e tem quase 40 de profissão. Casado e pai de dois filhos, se tornou espírita em meados da década de 1990. Atuante em alguns centros, se dedicou à psicografia, que é a técnica utilizada pelos médiuns para escrever um texto sob a influência de um espírito desencarnado, utilizando para isso sua própria mão. Filho de mãe sem escolarização descendente de migrantes italianos e pai descendente de negros escravizados, foi o pai, que, “contando causos reais e inventados”, despertou nele o interesse pelos livros e leitura. Já na adolescência, “fugia” da casa dos pais para a casa da irmã professora e que, por esse motivo, tinha livros em casa. Foi presidente da Biblioteca Nacional, do Observatório do Livro e da Leitura e do CERLALC/Unesco (Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe). É, também, autor de 18 livros, boa parte para crianças e especialistas em leitura.

De fala mansa, Galeno é um espectador que dá gosto de conversar. Sempre disposto a partilhar uma aprendizagem. Ele acredita que todo mundo merece a chance de se transformar e evoluir e que a leitura pode ajudar nisso. Por esse motivo desenvolveu, a mais de 20 anos, o Observatório do Livro e da Leitura, responsável pelo projeto Jornada da Leitura no Cárcere, que leva livros e literatura para ressocialização e reconstrução da cidadania entre pessoas privadas de liberdade.

A população carcerária é uma das mais estigmatizadas e excluídas de nossa sociedade. Segundo o site Politize!, que sistematizou os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias), o sistema penitenciário brasileiro conta com uma população de mais de 730 mil adultos em 1.400 presídios vivendo em prisões (dados de 2014). A situação da maioria dos presídios é de superlotação, de pouca verba e infraestrutura insuficiente. São homens jovens, com idade entre 18 e 29 anos, negros, moradores de periferias e com baixo grau de escolarização.

Conforme o relatório do Ministério da Justiça, “manter os jovens na escola pelo menos até o término do fundamental pode ser uma das políticas de prevenção mais eficientes para a redução da criminalidade e, por conseguinte, da população prisional”.

Amorim acredita que há três dimensões simbólicas na leitura: entretenimento, para suprir o tempo ocioso; conhecimento, exercendo, inclusive, um papel muito grande para remissão da pena; e existencial, tendo os livros enquanto caminhos e reflexões para as respostas que buscamos para vida (quem somos, para onde vamos). E é nessa dimensão, destaca Amorim, que entra o ponto de vista espiritual, que é mais amplo que o religioso e tem a ver como se transmite valores, princípios, questões éticas.

Os detentos que participam dos projetos são tocados por essas dimensões. Além disso, o livro prepara para o exercício pleno da cidadania.

Galeno relata que há várias histórias de transformação, mas uma das que mais lhe causam alegria é a história de superação do Carlos, um rapaz que, mesmo tendo passado pela Fundação Casa (Extinta Febem) e conhecido de perto as agruras do sistema socioeducativo (penal), continuou cometendo infrações quando maior de idade. Viciado em drogas, parou de estudar por que achava a escola um ambiente chato, ruim, desconfortável – e sabemos bem como o sistema educativo consegue ser excludente e seletivo quando ele quer. Para sustentar seu vício, passou de consumidor a traficante, migrando para assaltos à mão armada. Preso e condenado a mais de dez anos de reclusão, descobriu na leitura uma forma de ver o mundo de uma outra forma. Gostava tanto de ler que se tornou coordenador do clube de leitura em duas cidades por onde passou, depois virou coordenador de educação na penitenciária e se formou no magistério ainda dentro da cadeia. Hoje é estudante de Direito e faz palestras sobre prevenção da criminalidade.

Perguntado sobre as questões religiosas, relata que está muito presente e diz que ouve, nos lugares onde vai fazer palestras, que a Bíblia e outros livros religiosos estão muito presentes nas leituras de quem está encarcerado. Augusto Curi e Zíbia Gasparetto são os livros espiritualistas e de autoajuda de maior destaque.
Os livros permitem que a gente viva várias vidas em uma só, por que a gente vive a vida das personagens, do escritor, experiências, descobertasGaleno Amorim
O sistema penal, com todos os seus avanços nos últimos tempos, é a forma mais difícil e degradante do ser humano se conscientizar de suas arbitrariedades. O Estado tem a obrigação de oferecer um recolhimento digno, por que é um direito em uma sociedade que pretende ser civilizada.

É preciso trabalhar contra esse encarceramento em massa que existe no Brasil e investir em penas alternativas para aqueles crimes que não representam perigo à vida humana e à sociedade.

“Empresas têm que criar vagas para ex-detentos e estabelecer percentuais para essa população, que obriguem as próprias empresas fornecedoras de presídios a contratarem. É sua contribuição em uma sociedade mais justa e pacífica”, afirma Amorim.

“Preso é segregado, discriminado, vítima de preconceito e intolerância e representa a visão da barbárie humana. Pessoas que cometeram algum tipo de crime – salvo algumas exceções das injustiças que há – devem ressarcir a sociedade e poder dar a volta por cima, se corrigir”, finaliza Galeno Amorim.

Escrito por Franklin Félix, para o site da Carta Capital

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

A espiritualidade nas empresas: um novo olhar nas organizações

Espiritualidade no ambiente empresarial combina? Normalmente, a primeira resposta seria não, mas, em alguns casos, questões ligadas à fé já estão sendo utilizadas como ferramentas de gestão. O ambiente de trabalho é considerado, de maneira geral, muito racional e mais fechado, principalmente em grandes empresas. No entanto, alternativas que melhorem o dia a dia no trabalho podem trazer vantagens competitivas e melhorar a convivência entre colaboradores.

É o que diz uma pesquisa publicada na 1ª edição de 2019 da Revista Perspectivas Contemporâneas, do Centro Universitário Integrado. O artigo, denominado “Espiritualidade nas Organizações, Dificuldades e Oportunidades, dos autores João Theobaldo Arrosi Schreiner, Roberto Birch Gonçalves e Leonardo Roth, da Universidade de Caxias do Sul, demonstram que a espiritualidade nas organizações tem sido considerada como uma nova ferramenta de gestão, principalmente para dar um sentido às empresas, além do lucro.

O estudo foi realizado com gestores e/ou diretores de seis empresas da região Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, de diversos setores. Os pesquisadores descobriram que as principais características da espiritualidade nas organizações são: a fé; os valores éticos e morais; a criatividade e produtividade; a alegria no trabalho; e a vida interior. Um ponto importante é que, a espiritualidade não foi relacionada à religião por nenhum dos entrevistados.

De acordo com os estudos, os autores afirmam que a espiritualidade, quando bem desenvolvida nas empresas, pode promover melhor engajamento dos colaboradores e desempenho organizacional. Assim, a espiritualidade pode ser considerada mais uma ferramenta gerencial para melhorar a vida das empresas e de seus funcionários.

A pesquisa pode ser consultada na íntegra, no site: grupointegrado.br. A revista Perspectivas Contemporâneas é editada pelo Centro Universitário Integrado. É um periódico científico da área de Ciências Sociais Aplicadas, com periodicidade quadrimestral, publicada desde 2006. Possui Qualis-Capes B1 e importantes indexadores. Além da revista Perspectivas Contemporâneas, o Integrado publica outros dois periódicos científicos: Campo Digital, da área de Ciências Exatas e da Terra e SaBios-Revista de Saúde e Biologia, com caráter multidisciplinar.

Segundo a supervisora de pesquisa do Integrado, Francielle Baptista, todas as revistas são on-line para permitir maior agilidade na edição, distribuição e publicação dos artigos. “Além disso, as revistas possuem acesso gratuito, contribuindo para a geração de um maior intercâmbio global de conhecimento”, afirma Francielle. Acesse as revistas do Centro Universitário Integrado no site

Site: Tá Sabendo Educação

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Reencarnação: Ciência está em busca de provas da base do Espiritismo

Como a reencarnação pode ser estudada pelo prisma científico? Confira a seguir as evidências mais consideradas pelos pesquisadores

Comprovar a reencarnação segundo os parâmetros limitados da ciência atual ainda parece um sonho impossível, embora o pesquisador canadense-americano Ian Stevenson (professor da Universidade da Virgínia falecido em 2007) tenha levado esse campo a avanços consideráveis.

As pesquisas envolvendo o tema analisam evidências que podem ser classificadas em três tipos diferentes. O primeiro deles se refere a episódios nos quais as pessoas falam espontaneamente sobre fatos e lembranças do que teria sido uma vida anterior. O segundo deriva da regressão hipnótica, e o terceiro está relacionado a mensagens do tipo mediúnico. Conheça mais sobre eles a seguir.

Memórias espontâneas

Esse grupo inclui ocorrências de sonhos, déjà vu, lembranças pós-traumáticas e experiências espontâneas (em geral apresentadas por crianças) de lembranças de vidas passadas. Nesta última subdivisão se encontram os casos mais sólidos, na opinião de Stevenson e de outros pesquisadores.

Segundo Stevenson, as crianças são o objeto preferido de estudos reencarnatórios porque a possibilidade de que elas tenham absorvido informações por meio de mídias diversas é bem reduzida. Em geral, elas começam a falar sobre essas “memórias” antes de ser alfabetizadas e as descrevem de forma bem simples, como se não se preocupassem com o fato de alguém acreditar ou não nelas. Como a pessoa morta teria falecido pouco antes do nascimento da criança na qual ela reencarnaria, fica mais fácil também reunir testemunhos de indivíduos que possam confirmar ou não dados dessa vida passada.

Sob esse prisma, as recordações do tipo déja vu têm importância muito menor. O general americano George S. Patton, herói da II Guerra Mundial, teve experiências famosas nesse terreno. Em 1943, após bater as tropas do Eixo na Sicília, por exemplo, o general passou algum tempo na ilha para conhecê-la. Ele interrompeu seu guia diversas vezes para falar sobre locais e detalhes de fatos históricos obscuros. Surpreso, o guia perguntou-lhe no fim se já havia visitado a Sicília e ele respondeu: “Acho que sim.”

Sonhos relacionados à reencarnação podem envolver tanto informações sobre uma vida passada quanto mensagens para uma mulher grávida relativas à existência anterior de seu bebê (estas últimas são mais comuns em culturas que aceitam a ideia de reencarnação).

Uma mulher britânica, por exemplo, sonhava constantemente que ela e um amiguinho caíam de uma galeria alta sobre um piso de mármore, num antigo pátio. Ao visitar uma casa abandonada, ela reconheceu o lugar e, ao ver dois retratos na parede, identificou-os como os de seus “pais”. Em seguida, descobriu que, séculos antes, um menino e uma menina, filhos do casal retratado, haviam caído daquela galeria e morrido.

Após um tombo no qual quase perdeu a vida, outra mulher britânica, então com 3 anos, passou a dizer que a Inglaterra não era seu país. Quando adulta, ela foi ao Museu Britânico e concluiu que sua morada anterior era o Egito, onde teria vivido como uma sacerdotisa. Tal era a força dessa conclusão que ela se casou com um egípcio e mudou-se em definitivo para o país africano.

Regressão hipnótica

Esse grupo, que abrange recordações extraídas sob hipnose ou terapia de vidas passadas (TVP), foi o responsável por reintroduzir o tema reencarnação em grande escala no Ocidente. Esse marco ocorreu em 1954, quando o hipnólogo amador Morey Bernstein causou um grande impacto nos Estados Unidos ao divulgar em jornais a história de Ruth Simmons, uma jovem dona de casa paciente sua que, sob hipnose, declarou se chamar Bridey Murphy e ter vivido na Irlanda no início do século 19.

Embora a moça fornecesse diversas informações verificáveis sobre Bridey e a vida cotidiana irlandesa daquela época, o caso posteriormente perdeu força porque muitos estudiosos disseram que a moça poderia simplesmente ter descrito dados lidos, vistos ou ouvidos quando ela era criança. Muitos profissionais que trabalham com a TVP, aliás, dizem que os conteúdos revelados por seus pacientes não representam necessariamente vidas passadas.

Mediunidade

Nesse grupo, detalhes sobre vidas passadas seriam transmitidos por médiuns – por exemplo, os relatos de reencarnações feitos pelo médium americano Edgar Cayce. Segundo os pesquisadores, esses são os casos mais vulneráveis a fraudes, e mesmo os dados mais críveis colhidos dessa forma podem ter sido obtidos consciente ou inconscientemente pelo médium em outras fontes de informação.

Fonte: TVCETE Espírita Online