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sexta-feira, 20 de março de 2020

Como o espiritismo nos apresenta a felicidade

O desejo de ser feliz é inerente à criatura humana e o Espiritismo auxilia nessa busca, na concretização desse objetivo, porque suas diretrizes morais permitirão a exata compreensão do que é a verdadeira felicidade e quais são os meios eficazes de atingirmos esse estado da alma.

O nobre Codificador, Allan Kardec, escreveu um notável artigo na Revista Espírita, com o título O Espiritismo em 1860, onde afirma que as ideias espíritas progridem e auxiliam o indivíduo a compreender o futuro, não um futuro de desgraça ou de felicidade advinda de privilégios, mas um futuro racional, decorrente das nossas ações e escolhas feitas na atual reencarnação, afastando, dessa forma, a incerteza sobre o futuro, e a incerteza, diz ele, é sempre um tormento, portanto, um obstáculo à felicidade.

Sem essa visão correta do futuro e das leis divinas, Allan Kardec afirma que a pessoa não terá motivação para ver o bem do próximo, não terá resistência para enfrentar as privações e no afã de ser feliz, desejará gozar, ter o que os outros possuem, se preocupar apenas em ter, tonando-se ávido, invejoso e egoísta, e não se tornará verdadeiramente feliz, porque o presente lhe parecerá curto.

E conclui: Repetimos que a principal fonte do progresso das ideias espíritas está na satisfação que proporcionam aos que se aprofundam, e que nelas veem algo mais do que fútil passatempo. Ora, como antes de tudo todos querem a felicidade, não é de admirar se liguem a uma ideia que torna feliz. (…)

(…)O Espiritismo progrediu principalmente desde que melhor compreendido em sua essência íntima, desde que se viu o seu alcance, pois toca na corda mais sensível do homem: a de sua felicidade, mesmo neste mundo.(…)

Assim sendo, percebemos que o Espiritismo, na sua missão de iluminar consciências e destruir o materialismo, tem ajudado a criatura humana a entender e a construir a própria felicidade.

É notável buscarmos o tópico Felicidade e infelicidade relativas, em O Livro dos Espíritos, e constatarmos que as elucidações dos benfeitores espirituais se mantêm atuais, parecendo que foram escritas nesses dias, porque, infelizmente, as mazelas e os equívocos morais de grande parte das criaturas humanas continuam no mesmo patamar.

Ainda no aludido livro, Allan Kardec pretende obter da espiritualidade superior a gradação de felicidade possível na Terra, obtendo como resposta que a felicidade absoluta, completa é impossível, pois ainda vivemos num mundo de provas e expiações, mas depende do homem a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.  E praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.

O confrade Raul Teixeira, com a sua pedagogia incomparável, nos ajuda a entender essa questão da felicidade relativa, afirmando que (…)é óbvio que na Terra jamais encontramos uma pessoa que usufrua de felicidade total.

Encontramos alguém que tem muito dinheiro, mas não tem saúde. Outros que têm muita saúde, mas não tem dinheiro. Encontramos quem mora bem, mas carrega problemas familiares tremendos; alguém que mora no gueto, na favela, mas a família é irmanada, é unida.

Todavia, é possível ser feliz dentro dos padrões relativos da Terra, seja na concretização dos sonhos materiais, desde que honestos e equilibrados, seja na conquista do brilho da alma, que surge com a melhoria dos nossos sentimentos.

Nas questões materiais, não será errado buscar a melhoria de nosso padrão intelectual, financeiro e social, conforme assevera Raul Teixeira, mas de entender que a busca principal, a felicidade mais ampla não estará nas coisas materiais, imediatas, mas nas questões do sentimento, onde buscaremos desenvolver amizades, cuidar da família, ajudar o próximo, tratar nossos conflitos íntimos etc.

No atual estágio da tecnologia, se não equilibramos nossos apetites materiais estaremos sempre infelizes, porque sempre haverá algo novo e mais moderno. Muitas vezes, nem sequer desfrutamos do que temos e conquistamos, porque já estamos ambicionando o produto novo que foi lançado.

Vejamos a lucidez dos benfeitores espirituais, quando Allan Kardec pergunta se a civilização, ao criar novas necessidades, gera novas aflições, obtendo a seguinte resposta:

Os males deste mundo estão na razão das necessidades factícias que vos criais. A muitos desenganos se poupa nesta vida aquele que sabe restringir seus desejos e olha sem inveja para o que esteja acima de si. O que menos necessidades tem, esse o mais rico.

De fato, saber limitar os desejos e ver sem cobiça o que o outro possui é um dos segredos para se buscar a felicidade na Terra, porque saberemos definir o que é necessário e o que é supérfluo para as nossas vidas.

Aliás, é importante saber, para ser feliz, olhar para aqueles que têm menos do que nós e são felizes, demonstrando que podemos ser felizes com o que temos, deixando de lado os caprichos ridículos que criamos, conforme asseveram os benfeitores espirituais. Dessa forma, vamos entendendo que a felicidade decorre das escolhas que vamos fazendo durante a nossa vida, sobretudo aquelas relacionadas ao sentimento, porque à medida que vamos vivenciando o amor estaremos cada vez mais ampliando o nosso estado de felicidade, que fará com que o cérebro libere, naturalmente, os neurotransmissores específicos (dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina) para que possamos, em nível biológico, sentir esse estado emocional.

A questão 9227, por sua vez, sintetiza a medida exata da felicidade comum a todos os homens, pontuando que para a vida material será a posse do necessário, e para a vida moral será a consciência tranquila e a fé no futuro.

Não podemos deixar de registrar que no item fé no futuro, o Espiritismo nos oferta em abundância a esperança na vida futura, porque somos Espíritos imortais em processo de aprendizagem na Terra, de forma que todos os males são passageiros e levaremos para a outra vida as nossas conquistas intelecto-morais, geradoras da nossa felicidade.

Encerramos este artigo com a lúcida ponderação de Raul Teixeira: Podemos ser felizes, na Terra, sem esperar a felicidade no reino dos céus, depois da morte, porque aprendemos que a felicidade maior não é propriamente aquela que apenas nós vivenciamos, mas aquela que experienciamos, doando-nos aos outros.

Tudo quanto doamos é o que verdadeiramente nos pertence; o que tentamos guardar, reter, armazenar, é o que perdemos.

Por isso, podemos ser felizes, neste mundo, usufruindo as coisas materiais e servindo a Deus acima de tudo.

Site Mundo Espírita

domingo, 26 de maio de 2019

7 pontos que afetam a sua Frequência Vibracional

1ª – Os seus pensamentos. Todo pensamento que você possui emite uma frequência para o Universo e essa frequência retorna para a origem, no caso, você! Então se você tem pensamentos negativos, de desânimo, tristeza, raiva, isso tudo vai voltar para você, por isso é tão importante que você cuide da qualidade dos seus pensamentos e aprenda a cultivar pensamentos mais positivos.

2ª – As suas companhias. As pessoas que estão a sua volta influenciam diretamente na sua frequência vibracional. Se você está ao lado de pessoas alegres, determinadas, você também entrará nessa vibração, agora se você se cerca de pessoas 'reclamonas' e fofoqueiras, tome cuidado, pois elas podem estar diminuindo a sua frequência e como consequência te impedindo de fazer a lei da atração funcionar a seu favor

3ª – Músicas. As músicas são poderosíssimas, se você só escuta músicas que falam de morte, traição, tristeza, isso tudo vai interferir naquilo que você vibra. Preste atenção na letra das músicas que você escuta, elas podem estar diminuindo a sua frequência vibracional. E lembre-se você atrai para sua vida exatamente aquilo que você vibra.

4ª – Coisas que você assiste. Quando você assiste muitos programas que abordem desgraças, mortes, traições, seu cérebro aceita aquilo como uma realidade e libera toda uma química no seu corpo, fazendo com que sua frequência vibracional seja afetada. Assista coisas que te façam bem e te ajudem a vibrar numa frequência elevada.

5ª – O Ambiente em que você fica. Seja na sua casa ou seu trabalho, se você passa grande parte do tempo num ambiente desorganizado, sujo, feio, isso também afetará a sua frequência. Melhore o que está a sua volta, organize e limpe o seu ambiente. Mostre ao Universo que você está apto a receber muito mais. Cuide do que você já tem.

6ª – O que você fala. Para você manter a sua frequência elevada é fundamental que você elimine o hábito de reclamar e de falar mal dos outros. Então evite fazer dramas e se vitimizar. Assuma a responsabilidade pela sua vida.

7 - Gratidão. Já agradeceu hoje?

Fonte: perfil do Instagram Espiritualidades

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Alerta - Divaldo Franco

Vivemos dias muito difíceis e desafiadores para o comportamento ético. Uma onda de loucura varre a sociedade que parece haver perdido o rumo. Agressividade e angústia são os efeitos do desconforto moral que assola, como insatisfação e desconfiança.

Os distúrbios morais e condutas alucinadas tornam-se efeitos imediatos do vazio existencial, que domina o mundo intelectualizado e sob o controle da tecnologia de ponta.

As notícias velozes apresentam maior índice de desespero e crime, de descontrole comportamental que portadoras de esperanças apaziguadoras. A cada instante estoura um escândalo mais perturbador do que aquele que o precedeu.

A visão do futuro é pessimista e a necessidade de gozar de imediato é cada vez mais imposta pelas circunstâncias aziagas.

Pergunta-se o que está acontecendo com a criatura humana? Quais os valores éticos que podem servir de sustentação íntima, neste momento de indecisões e aventuras?

O ser humano é algo mais do que a argamassa celular, e enquanto a conduta materialista domine-lhe o pensamento, somente lhe são válidos o prazer sensual, hedonista e o exibicionismo egoico, mediante os quais se apresenta, ocultando os conflitos que o atormentam.

Ninguém consegue ser pleno, enquanto esteja sob a constrição narcisista que o afasta da convivência social ou propele-o com propósito exibicionista.

Faz-se necessária reflexão em torno do sentido da vida, que tem caráter de imortalidade.

Embora os esforços contrários do materialismo e do utilitarismo, o ser é indestrutível, tornando-se fundamental a sua conduta intelecto-moral durante a jornada terrestre.

Os fatos imortalistas são comprovados amiúdo em toda parte, demonstrando a grandeza da vida e o sentido existencial.

A nova é a mesma ética platônica a respeito do dever retamente cumprido, que faculta a consciência de paz e a solidariedade como forma digna de sobrevivência.

Ninguém consegue ser feliz isolado, tampouco no tumulto das paixões asselvajadas.

A evolução antropológica vem erguendo o ser humano das exclusivas manifestações dos instintos primários para as experiências da emoção superior, à medida que avança com a tecnologia para a condição de homus virtualis, no qual praticamente nos encontramos.

Mesmo os indivíduos que não têm formação espiritualista ou não a desejam, faz-se-lhes urgente a mudança de conduta em forma de equilíbrio e respeito à vida nas suas diversas expressões, como manifestação de cultura e de sabedoria.

A vida humana é o período evolutivo mais nobre do processo evolutivo, que não lhe constitui etapa final.

O nosso alerta baseia-se na experiência do equilíbrio moral e comportamental, construindo uma sociedade pacífica e edificante.

 Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de fevereiro de 2019, por Divaldo Franco