Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O preço que pagamos pela necessidade de estar sempre certos

É satisfatório ser o sabe-tudo, mas quais são os custos desse tipo de atitude?

Recentemente, dois dos meus filhos iniciaram uma discussão que acabou levando os dois a recriminações e lágrimas. O motivo da briga era uma suposta melhor maneira de construir um caminhão de Lego. Cada um tinha em mente o modo “certo” de fazer o trabalho e não queria ceder. Tenho certeza de que você pode prever como a história terminou – duas crianças que não queriam mais brincar juntas.

Quando se trata de insistir no que achamos que é certo, os adultos não são diferentes. Discutimos sobre todos os tipos de minúcias, rotulamos um ao outro como teimosos, não podemos imaginar como outras pessoas poderiam estar tão terrivelmente erradas.

Estar certo é uma experiência que traz satisfação. Porém, há um ponto em que nossa necessidade de estar sempre certos começa a causar sérios desentendimentos em nossos relacionamentos. Todos nós pensamos que sabemos o melhor caminho e não precisamos estabelecer entendimentos, e geralmente estamos mais preocupados em ser corretos do que, misericordiosamente, deixar passar um erro sem fazer comentários maliciosos.

Há um custo não tão oculto por estar sempre certo: isso nos torna solitários. Você pode ser a pessoa mais certa do mundo, mas ainda assim se sentir como Shakespeare, em seu Soneto 29: “Sozinho, lamento meu banimento.” Um sabe-tudo é uma pessoa difícil de ser amiga; ninguém quer sair com uma pessoa que nunca estabelece acordos e entendimentos comuns. Uma pessoa que nunca perdoará um erro sem uma rendição total por parte da outra pessoa não está destinada a ser muito popular. Estudos mostram, por exemplo, que quanto mais propensos a reter o perdão, maior a probabilidade de sentirmos uma solidão crescente à medida que envelhecemos.

O desejo de estar certo a qualquer custo é um enorme impedimento para estar disposto a oferecer o perdão. Psicólogos que trabalham com pacientes para superar a vergonha, a culpa e a solidão dizem que envolver-se no processo de perdão é vital para o processo de cura. Exceto em casos abusivos, parece que a maioria de nossas brigas é sobre assuntos que não são tão significativos. Isso quer dizer que, para muitos de nós, é hora de abandonar a necessidade de provar cada detalhe, entrar em acordo e demonstrar aos outros um pouco de piedade.

É hora de admitir que existem outras qualidades na vida que talvez sejam mais importantes do que estar certo. Quando estou ouvindo confissões de paroquianos, percebo que muitas vezes eles têm dificuldade em perdoar por causa de um sentimento de ter sido injustiçado. Eles não podem deixar passar e não acham que outros merecem perdão. Também é comum, na minha experiência, que as pessoas desanimem porque querem desesperadamente ter razão, mas sabem que muitas vezes escolhem fazer o que é errado. Por causa disso, têm dificuldade em perdoar a si mesmas.

Talvez seja bom perguntar a si mesmo: eu tenho necessidade de estar sempre certo(a)?

Se a resposta for “Sim”, é hora de perceber que o custo de estar sempre certo não vale a pena. Às vezes, as pessoas estão erradas; elas nem sempre precisam ser corrigidas. Às vezes, as pessoas te magoaram e podem nem perceber; vá em frente e perdoe. Talvez você esteja desanimado(a) porque errou; permita-se o perdão e faça melhor amanhã. Perder o privilégio de estar sempre certo vale a pena. Isso contribui para ter um dia menos estressante, ter amizades mais saudáveis ​​e viver a alegria de não ter que se sentar para julgar os outros.

Artigo publicado no site Aletéia, por Michael Rennier em 08 de Maio de 2019

segunda-feira, 25 de março de 2019

Afetos e emoções

A restauração de nossos afetos e das nossas emoções só se tornarão possível quando nos abrirmos ao amor divino e ao amor humano.

Muitos de nós precisamos conquistar cura e equilíbrio em nossos afetos, visto que somos seres profundamente relacionais e, justamente por isso, colecionamos feridas que nasceram dos relacionamentos que experienciamos na vida. Nascemos e vivemos em um contexto profundamente relacional, pois, desde a mais tenra idade, encontramo-nos ligados a outras pessoas na família, na escola e, posteriormente, no trabalho.

Ninguém nasce para viver sozinho. Todos precisam de amigos, de relações calorosas e afetuosas, de uma família etc. É natural do ser humano o desejo de estar emocionalmente conectado e, quando essa necessidade não é satisfeita ou quando é vivida de maneira desequilibrada, acontece um intenso sofrimento psicológico/emocional que acaba nos marcando com profundas feridas.

Aqui, mais uma vez ressalto, com clareza e objetividade, que a causa de nossas feridas afetivo/emocionais estará sempre ligada à experiência do amor, a sua ausência ou a sua incorreta expressão e vivência. Afirmo, mais uma vez, que apenas o amor poderá curar as feridas por ele ocasionadas. Não, obviamente, a experiência de “qualquer amor”, mas de um amor que seja verdadeiro e que realmente nos devolva à vida.

Para um autêntico processo de cura, faz-se necessário, inicialmente, abrir-se inteiramente à experiência do amor de Deus, que é infinito e incondicional, acolhe-nos como somos e nos abarca em nossas afetivas necessidades. Por consequência, abrir-se à experiência do amor humano, visto que todos temos a necessidade de amar e sermos amados para alcançarmos a cura e o equilíbrio interior.

Postado no perfil do Instagram @amigos_de_luz

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Perdão

Observe que dentre tantas equações e cálculos matemáticos, uma das mais complexas operações é uma multiplicação simples: 70 X 7, sim, você sabe do que estou falando.

É tarefa difícil perdoar sabendo que a pessoa vai continuar no erro e que certamente mais cedo ou mais tarde a mesma situação se repetirá.

As vezes, podemos pensar que perdoando tantas vezes passamos a ser coniventes com o erro e o errado.

Isso não acontece pois perdoar não é esquecer e nem conviver e sim, re-significar o relacionamento para nós mesmos.

O nosso dever é perdoar e somos responsáveis apenas pelas nossas próprias atitudes e o que outrem está fazendo com nosso perdão e demais atos em sua vida, é de integral e intransferível responsabilidade sua.

E quando for difícil perdoar o próximo, não atribua esse perdão somente a ele.

Lembre-se que mesmo aqueles irmãos desafetos que mais tentam nos prejudicar, também são como nós, portadores de espíritos protetores que os protegem e tentam incessantemente os convencer a trilhar os caminhos certos da redenção.

Esses irmãos não descansam e não vacilam.

Como protetores que são, estão sempre velando por seus protegidos, buscando recursos para que lhe sejam concedidas novas oportunidades e que eles tomem novos rumos a partir dessas oportunidades conquistadas.

Por isso, lembre-se que ao perdoar um irmão que encontra-se em desarmonia com sua própria conduta, você está contribuindo com sua parte para que a espiritualidade tome conta dele assim como também toma conta de você.

Afinal de contas, estamos todos suscetíveis a errar e a precisar de proteção e perdão a qualquer momento.

Texto publicado no perfil do Instagram Fraternidade e Esperança (@fraternidadeeesperanca)