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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Por que devemos perdoar 70 vezes 7?

O que Jesus quis dizer quando responde a Pedro que devemos perdoar não 7 vezes, mas 70 vezes 7? Não é possível construir nada de bom na sociedade, enquanto não relevarmos os deslizes do próximo, porque ninguém é totalmente mal. Quando perdoamos estamos compactuando com o erro do outro? Acompanhe estas e outras dúvidas com Maria Izilda Netto aqui no Sem Dúvida.


Tv Mundo Maior

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Perdoar faz bem?

O perdão é bom, faz bem. Para quem? E por quê? Quem responde é Pedro Neves, diretor de Divulgação da União das Sociedades Espiritas Intermunicipal de Jundiaí(USE). 

Assista:



Fonte: Site Jundiaí Agora

domingo, 3 de novembro de 2019

Perdoar, para além das religiões, pode ser benéfico ao coração

Pesquisa evidencia relação entre a dificuldade de perdoar e ocorrências de infarto agudo do miocárdio

Perdoais-nos as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido. A frase repetida há milhares de anos durante a oração cristã traz, na verdade, um tema importante e recorrente dentro do ambiente religioso em geral: o perdão. O assunto, porém, tem transbordado dos templos ou igrejas para adentrar o mundo acadêmico.  

Tanto que estudos e pesquisas já mostram que o ato de perdoar pode garantir maior qualidade de vida e mais saúde para o coração. Uma pesquisa apresentada este ano no 40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) aponta relação entre a dificuldade de perdoar e ocorrências de infarto agudo do miocárdio.

Responsável pelo estudo, a psicanalista Suzana Avezum explica que separou dois grupos comparáveis. Um de infartados e outro de saudáveis. Eles passaram por testes e responderam a questionários e a conclusão foi que o grupo de pessoas que tinham sofrido infarto tinha uma menor disposição para perdoar. Enquanto os mais sadios tinham uma espiritualidade maior.  

Segundo Suzana, a espiritualidade interfere de maneira positiva em relação à disposição de perdoar. No entanto, a psicanalista alerta que o termo não deve ser confundido com religiosidade. Na espiritualidade, a pessoa busca um sentido para a vida e uma relação de harmonia consigo mesma e com os outros. Religiosidade tem a ver com dogmas, a pessoa segue uma religião, frequenta algum culto ou templo, explica ela.  

O mecanismo 

“Nosso cérebro está preparado para deixar nosso corpo pronto para se defender quando se sente ameaçado. Nos preparamos para atacar ou para fugir”, diz Suzana. Quando alguém nos faz algo ruim, ainda que não seja em nível físico, nosso cérebro interpreta como ataque e libera hormônios como adrenalina e cortisol para nos deixar em alerta. 

“O cérebro não tem calendário. Então, imagine você ao longo dos dias remoendo uma situação na qual você considera que alguém te fez mal, alimentando raiva e mágoa. E seu cérebro e corpo revivendo isso e liberando esses hormônios”, pondera Suzana. 

Segundo ela, perdoar é uma atitude mental em que o indivíduo abre mão da vingança, da raiva e da mágoa de quem lhe fez mal. Livrar a mente desses sentimentos é uma maneira de proteger o coração. 

Em seu estudo, Suzana cita que outras pesquisas já vêm associando a falta de perdão e ruminação da mágoa com a ocorrência de afetividade negativa, como raiva, estresse e depressão. Tais sentimentos podem ter efeito adverso na circulação sanguínea no coração e provocar o aumento da pressão arterial. 

O corpo é um 

Para José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), cada vez mais a Medicina tem se relacionado com a espiritualidade. “Temos evidências de que a paz, a tranquilidade e a alegria fazem bem ao cérebro, coração. Ao corpo de forma geral. Afinal de contas, o corpo é um só”. 

De certa forma, as expressões populares que ligam o coração às emoções fazem sentido: explode coração, coração partido, o coração não vai aguentar. “De forma geral nosso corpo está interligado e nossos pensamentos e nossas emoções também influenciam na saúde física”. 

Fonte: Site A Tribuna, escrito por Tatiane Calixto

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O preço que pagamos pela necessidade de estar sempre certos

É satisfatório ser o sabe-tudo, mas quais são os custos desse tipo de atitude?

Recentemente, dois dos meus filhos iniciaram uma discussão que acabou levando os dois a recriminações e lágrimas. O motivo da briga era uma suposta melhor maneira de construir um caminhão de Lego. Cada um tinha em mente o modo “certo” de fazer o trabalho e não queria ceder. Tenho certeza de que você pode prever como a história terminou – duas crianças que não queriam mais brincar juntas.

Quando se trata de insistir no que achamos que é certo, os adultos não são diferentes. Discutimos sobre todos os tipos de minúcias, rotulamos um ao outro como teimosos, não podemos imaginar como outras pessoas poderiam estar tão terrivelmente erradas.

Estar certo é uma experiência que traz satisfação. Porém, há um ponto em que nossa necessidade de estar sempre certos começa a causar sérios desentendimentos em nossos relacionamentos. Todos nós pensamos que sabemos o melhor caminho e não precisamos estabelecer entendimentos, e geralmente estamos mais preocupados em ser corretos do que, misericordiosamente, deixar passar um erro sem fazer comentários maliciosos.

Há um custo não tão oculto por estar sempre certo: isso nos torna solitários. Você pode ser a pessoa mais certa do mundo, mas ainda assim se sentir como Shakespeare, em seu Soneto 29: “Sozinho, lamento meu banimento.” Um sabe-tudo é uma pessoa difícil de ser amiga; ninguém quer sair com uma pessoa que nunca estabelece acordos e entendimentos comuns. Uma pessoa que nunca perdoará um erro sem uma rendição total por parte da outra pessoa não está destinada a ser muito popular. Estudos mostram, por exemplo, que quanto mais propensos a reter o perdão, maior a probabilidade de sentirmos uma solidão crescente à medida que envelhecemos.

O desejo de estar certo a qualquer custo é um enorme impedimento para estar disposto a oferecer o perdão. Psicólogos que trabalham com pacientes para superar a vergonha, a culpa e a solidão dizem que envolver-se no processo de perdão é vital para o processo de cura. Exceto em casos abusivos, parece que a maioria de nossas brigas é sobre assuntos que não são tão significativos. Isso quer dizer que, para muitos de nós, é hora de abandonar a necessidade de provar cada detalhe, entrar em acordo e demonstrar aos outros um pouco de piedade.

É hora de admitir que existem outras qualidades na vida que talvez sejam mais importantes do que estar certo. Quando estou ouvindo confissões de paroquianos, percebo que muitas vezes eles têm dificuldade em perdoar por causa de um sentimento de ter sido injustiçado. Eles não podem deixar passar e não acham que outros merecem perdão. Também é comum, na minha experiência, que as pessoas desanimem porque querem desesperadamente ter razão, mas sabem que muitas vezes escolhem fazer o que é errado. Por causa disso, têm dificuldade em perdoar a si mesmas.

Talvez seja bom perguntar a si mesmo: eu tenho necessidade de estar sempre certo(a)?

Se a resposta for “Sim”, é hora de perceber que o custo de estar sempre certo não vale a pena. Às vezes, as pessoas estão erradas; elas nem sempre precisam ser corrigidas. Às vezes, as pessoas te magoaram e podem nem perceber; vá em frente e perdoe. Talvez você esteja desanimado(a) porque errou; permita-se o perdão e faça melhor amanhã. Perder o privilégio de estar sempre certo vale a pena. Isso contribui para ter um dia menos estressante, ter amizades mais saudáveis ​​e viver a alegria de não ter que se sentar para julgar os outros.

Artigo publicado no site Aletéia, por Michael Rennier em 08 de Maio de 2019

terça-feira, 2 de abril de 2019

A Lei do Perdão

Todas as religiões e caminhos espirituais que conhecemos falam em perdão. Mas será que sabemos, de fato, perdoar?

Perdoar requer atitude de sobriedade e aceitação; o perdão deve brotar da consciência de si e dos limites de cada um. O exercício do perdão deve ser, primeiramente, praticado através do auto perdão, que muitas vezes é o mais difícil.

Perdoar nossos erros do passado, nossas falhas e faltas, aceitar nossos limites, nossa ignorância, nossa condição de aprendizes, é fundamental para encontrarmos um pouco de paz interior.

O orgulho e a arrogância devem ser deixados de lado e nosso coração e consciência devem se abrir ao auto perdão. A culpa é um sentimento que devemos reavaliar; que tal trocarmos a palavra culpa pela palavra responsabilidade? Não somos culpados enquanto inconscientes, mas responsáveis por cada atitude, cada palavra, cada comportamento. Assumindo a responsabilidade por cada movimento que fazemos, assumimos a consequência de todo ato praticado por nós. Assumindo a responsabilidade e a consequência, amadurecemos como seres humanos que somos e continuamos a percorrer o caminho do crescimento e evolução. Dessa forma, os erros são compreendidos e o perdão acontece naturalmente. Assumir responsabilidades por nós e nossas vidas, redimensionar nossos erros e faltas, procurar corrigi-los e, fundamentalmente, descer da cruz que nos foi imposta, é fundamental para nosso crescimento.

É natural, dentro das leis deste planeta, que passemos por graves problemas, perdemos o chão firme que sempre caminhamos com segurança, a razão, a consciência e nos vemos repetindo padrões antigos.

É preciso aprender a perdoar a nós mesmos, à nossa ancestralidade, nossa origem, nossos limites e quando fazemos isso, passamos a nos aceitar mais plenamente, aceitar nossa ancestralidade e origem, além dos nossos limites humanos.

Precisamos deixar de lado os conceitos, os rituais e toda manifestação externa da prática do perdão. Como disse, perdoar deve ser um ato de consciência e por isso deve brotar da experiência interna, de um processo de interiorização. Deve-se deixar de lado as raivas, a revolta e abraçar a entrega e a aceitação. 

Quando conseguimos alcançar esse lugar em nós, experimentamos a expansão, sentimos nossos corações se aquecerem e a sensação é de libertação. Há, certamente, uma tendência a repetirmos padrões que estão muito cristalizados pelo tempo e pela repetição, portanto, deve-se manter a consciência alerta e nunca desistir. É como um duro nó que precisa ser desatado, com amor e paciência.

Perdoar é um exercício de humildade, é preciso acreditar que existe algo maior e mais poderoso do que nós. 

Somos arremessados a um estado de bênção divina que nos permite continuar nossa jornada na direção de uma nova vida. Mas só conseguimos nos banhar nessas águas, quando aprendemos, a partir da consciência de nossos limites e faltas a praticar a lei do perdão. 

Fonte site Terra, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Ser gentil consigo mesmo

Muitas pessoas, diante de um erro por elas cometido, xingam a si mesmas, seja mental ou verbalmente. “Como sou burro/idiota/fraco”, costumam pensar ou dizer. Não raro, conferem a si próprias tratamento mais rígido do que teriam com familiares, amigos ou mesmo desconhecidos, cujas falhas até minimizam.

Para estas pessoas, qualquer desvio daquilo que pretendem realizar pode ser encarado com frustração. Não conseguem ser complacentes com metas não cumpridas em um dia ruim, têm dificuldade de aceitarem justificativas como cansaço físico ou mental ou de conhecer seus limites e identificar sua humanidade, que determinam que é impossível acertar e vencer obstáculos sempre.

Diante desta dinâmica, cada novo erro pode significar um novo ciclo de autoagressão e até desencadear a percepção de que se está sempre falhando, o que pode ter algumas consequências óbvias: a queda da autoestima e o desestímulo. Às vezes, se esquecem que para cada dia em que não seja possível cumprir as tarefas pode se seguir um outro para se recuperar da decepção e da punição autoimposta, em que pode haver uma perda enorme de energia e tempo.

Enquanto isso, quem acredita que é natural errar, que é comum a produtividade cair, que é humano ter cansaço, desmotivação ou até a pura preguiça, tende a encarar o dia seguinte com mais leveza, proporcionando-se uma nova oportunidade de acertar, sem o peso de débitos imaginários ou de prejuízos a serem recuperados de situações que não foram encerradas como se previa.

Para quem costuma ser muito autoexigente, mas compreensivo com o erro dos outros, pode ser necessário inverter o ditado do senso comum: tratar a si como trata aos outros e exercitar ser gentil consigo mesmo, para, afinal, adquirir o hábito de perdoar-se diariamente por ser falível e, assim, poder seguir em frente em novas tentativas.

Por Luiza - CVV Belém/PA postado no site do CVV.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Perdão

Observe que dentre tantas equações e cálculos matemáticos, uma das mais complexas operações é uma multiplicação simples: 70 X 7, sim, você sabe do que estou falando.

É tarefa difícil perdoar sabendo que a pessoa vai continuar no erro e que certamente mais cedo ou mais tarde a mesma situação se repetirá.

As vezes, podemos pensar que perdoando tantas vezes passamos a ser coniventes com o erro e o errado.

Isso não acontece pois perdoar não é esquecer e nem conviver e sim, re-significar o relacionamento para nós mesmos.

O nosso dever é perdoar e somos responsáveis apenas pelas nossas próprias atitudes e o que outrem está fazendo com nosso perdão e demais atos em sua vida, é de integral e intransferível responsabilidade sua.

E quando for difícil perdoar o próximo, não atribua esse perdão somente a ele.

Lembre-se que mesmo aqueles irmãos desafetos que mais tentam nos prejudicar, também são como nós, portadores de espíritos protetores que os protegem e tentam incessantemente os convencer a trilhar os caminhos certos da redenção.

Esses irmãos não descansam e não vacilam.

Como protetores que são, estão sempre velando por seus protegidos, buscando recursos para que lhe sejam concedidas novas oportunidades e que eles tomem novos rumos a partir dessas oportunidades conquistadas.

Por isso, lembre-se que ao perdoar um irmão que encontra-se em desarmonia com sua própria conduta, você está contribuindo com sua parte para que a espiritualidade tome conta dele assim como também toma conta de você.

Afinal de contas, estamos todos suscetíveis a errar e a precisar de proteção e perdão a qualquer momento.

Texto publicado no perfil do Instagram Fraternidade e Esperança (@fraternidadeeesperanca)