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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O poder do silêncio para acalmar a mente

A medicina integrativa é uma prática, não uma especialidade médica. Nessa prática, o médico tem um olhar para o paciente no seu todo, ou seja, leva em consideração tudo aquilo que faz parte da vida da pessoa, desde sua saúde física até as atividades rotineiras do seu dia a dia

O conceito de “ser saudável” é totalmente independente de “estar doente” na medicina integrativa. Ser saudável é estar em equilíbrio do ponto de vista físico, emocional e espiritual.

Mais do que nunca, hoje sabemos os danos causados pelo stress a curto, médio e longo prazo, inclusive se instalando na forma de doença. Como maneira de modular esse stress, indicamos práticas complementares aos tratamentos tradicionais. O silêncio é uma dessas práticas.

O silêncio entra como um braço do autocuidado, que é um pilar importante da medicina integrativa. Existem alguns estudos que mostram que ficar em silêncio aumenta a capacidade cognitiva e a criatividade. O silêncio reduz os níveis de hormônios ligados ao stress, como o cortisol, levando o corpo ao relaxamento.

Na vida moderna e urbana em que vivemos, existe um verdadeiro caos de sons. Esse excesso de ruídos pode perturbar o trabalho e a concentração. Prejudica também o sono, podendo provocar reações psicológicas e fisiológicas.

Com a mente mais quieta e silenciosa, aumentamos nossa capacidade de criar e de pensar, tudo fica mais organizado. A frequência cardíaca se reduz, levando a uma queda da pressão arterial, que em dias  mais tensos costuma subir. O corpo vai se acalmando, os hormônios do stress vão se reduzindo… É uma sinfonia perfeita com todo o organismo.

Não basta saber, é preciso praticar. As atividades exigem constância para virar rotina. Eu medito, pelo menos, duas vezes por dia. Pela manhã, me dá energia, me abastece de gratidão. De noite, o foco é o relaxamento. A parte mais difícil é baixar o fluxo dos pensamentos. Por nos trazer ao momento presente, o silêncio é ótimo para ansiedade, que nada mais é do que viver em tensão por causa do futuro.

Quem não souber meditar ou não quiser realizar a prática em si, fazer sua oração costumeira e tomar alguns minutinhos a mais no silêncio, acalmando os pensamentos... ajuda, e muito!

Site da Veja São Paulo com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

E-book revela pesquisas sobre meditação na ótica espírita

A Associação Médico-Espírita do Brasil Editora lançou nestes últimos dias de junho o livro Meditação: conexões médico-espíritas

A temática sobre a meditação tem sido amplamente pesquisada e, sob a organização do médico psiquiatra Paulo Rogério Dalla Coletta de Aguiar, o livro apresenta várias contribuições com textos sobre os fundamentos da meditação na ótica espírita, as bases neurofisiológicas da meditação e as evidências científicas dos benefícios na saúde. 

Com linguagem clara e acessível, ele traz informações sobre as práticas meditativas, as adaptações realizadas com crianças e jovens e as relações com o Espiritismo.

Ao ser questionado sobre a ideia primária do livro, Aguiar diz: "eu tive contato com o Instituto Brahma Kumaris há muitos anos, o que me ajudou muito em determinado momento da vida em que passei por bastante estresse. Mais recentemente, fiz alguns workshops sobre mindfulness, o que reavivou em mim o interesse pela meditação. A ideia do livro em si surgiu de forma curiosa e conto essa história na apresentação do livro: durante uma meditação em meu consultório, ele surgiu semipronto em minha cabeça. Só me restou levá-lo adiante."

No site da Revista O Consolador tem a entrevista completa, acesse aqui.

O livro eletrônico Meditação: Conexões Médico-Espíritas, já está disponível para aquisição em diversas livrarias online desde 1º de junho.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A ansiedade tem ligação com vidas passadas? Qual a visão espírita?

O espiritismo esclarece que a ansiedade é algo que pode estar ligado tanto a vidas passadas quanto na infância. Geralmente crianças onde os pais cobravam demais seus filhos e colocavam medo neles, ao crescerem, poderão sofrer de ansiedade.

Isso porque a criança ficou acostumada a viver sobre pressão, se cobrar demais, esperar sempre o pior e assim ser ansiosa. Mas isso não é uma regra, a criança pode ter tido uma infância tranquila e mesmo assim ter crises de ansiedade.

Então, para tratar desse mal é necessário conquistar a consciência de que nem tudo está sobre o nosso próprio controle. Pois, para chegarmos ao nível de plena sabedoria de nossas ações e acontecimentos, precisamos ter um grande nível de evolução espiritual.

E a evolução espiritual requer saúde espiritual e autoconhecimento. Então podemos notar que o caminho é longo para todos nós, mas um dia chegaremos, isso é uma certeza absoluta. Porque Deus nos criou para irmos enfrentando nossos desafios, adquirir sabedoria e evoluir.

Dicas para melhorar crises de ansiedade


  • Respiração e meditação: foi comprovado cientificamente que são a melhor solução para quando estiver em crise de ansiedade;
  • Frequentar um grupo espírita: neste local é realizado o estudo da doutrina e aplicado passe espiritual;
  • Criar metas pequenas durante o dia. Exemplo: “Hoje eu vou ler pelo menos uma página do livro que faz tempo que comprei e nunca li.” Lendo uma página por dia, chegará o dia em que você irá ler mais duas e então futuramente terá terminado;
  • Pratique exercícios: a liberação de endorfina causa bem estar e sensação de dever cumprido, fazendo assim termos os nervos relaxados;
  • Se manter em prece: orar e vigiar é um segredo para ter espíritos de luz por perto e auxiliar no nosso equilíbrio espiritual.

Site Chico de Minas Xavier

quinta-feira, 7 de maio de 2020

07 de Maio - Dia do Silêncio

O principal objetivo desta data é conscientizar as pessoas dos males que a poluição sonora provoca, em diversos aspectos, para a queda da qualidade de vida das pessoas.

Além de consequências físicas, o excesso de ruídos também prejudica a concentração e eleva os níveis de stress.

Por este motivo, o Dia do Silêncio convida a toda a população a separar uns minutos durante o dia e desfrutar do total silêncio!

Fazer meditações ou simplesmente estar num ambiente longe dos constantes ruídos que você está acostumado a ouvir diariamente é uma das propostas do Dia do Silêncio.

Origem do Dia do Silêncio

Não existe um consenso sobre a origem do Dia do Silêncio, mas supõe-se que tenha surgido popularmente a partir da inspiração provocada pela praticas milenares da meditação.

O filósofo estadunidense William James, um dos fundadores da psicologia moderna, conseguiu definir a essência da importância do silêncio na seguinte frase: “o exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra”.

Como usar o silêncio de forma positiva

A vertiginosa velocidade com que tudo acontece na atualidade também pode ser motivo para o desassossego, conduzindo ao desequilíbrio psíquico, caso providências preventivas não sejam adotadas.

O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea. Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que se não deve, se não sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.

Há uma preocupação muito excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão. Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, de tudo estar a par. Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.

Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.

Faze silêncio diante de observações pejorativas, de assuntos prejudiciais, matando, ao surgir, a informação malsã.

Quando te tragam opiniões infelizes, reclamações, queixas que põem mal diante de ti o ausente, seja ele quem for, não te deixes contaminar pelo morbo da palavra insensata.

Há pessoas que se autonomeiam fiscais do próximo e não se detêm a examinar a conduta, deste modo, reprochável.

Raramente, falam bem, referem-se ao lado bom das pessoas e dos acontecimentos. Usa o silêncio necessário. Não a mudez caprichosa, vingadora. Mas a discreta atitude de quietação e respeito. O silêncio faz bem àquele que o conserva.

Calendarr e trecho do texto "Silêncio Necessário" postado no site Reflexões Espíritas

segunda-feira, 30 de março de 2020

Dicas: Lançamentos de livros

Lista divulgada pelo site de O Consolador na edição Ano 13 - N° 663 - 29 de Março de 2020.

A Força da Vida
De: Zíbia Gasparetto
Espírito: Lucius
Editora: Vida & Consciência
Número:1
Ano: 2019
Número de Páginas: 320
Preço médio: R$ 50

As sábias leis da vida sempre nos colocam diante da verdade, forçando-nos a enxergar nossas fraquezas para que aprendamos, assim, a trabalhar em favor do nosso progresso. Assim aconteceu com Marlene, uma linda jovem da alta sociedade carioca, que, acostumada a ter todos os seus caprichos atendidos, se deixou levar pela vaidade, atraindo para si situações mal resolvidas do passado e causando dor e arrependimento em todos que a cercavam. Sempre utilizando o livre-arbítrio, a moça enfrentou os desafios que se interpuseram em seu caminho e aprendeu que cada escolha envolve uma consequência. Auxiliada pela espiritualidade, Marlene terá de buscar as verdadeiras aspirações do seu espírito para encontrar em si a força da vida.


Meditação - A Arte da Serenidade
De: Haroldo Dutra Dias
Editora: Intelitera
Capa dura: 80 páginas
Editora: Letra Mais; Edição: 1ª (14 de novembro de 2019)
Preço médio: R$ 25

Hoje, milhões de pessoas sofrem de estresse, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, ou mesmo de agitação, dificuldade de concentração, incapacidade de captar e armazenar informações. Este maravilhoso livro nos auxilia a termos autonomia e a ficarmos intactos às turbulências características do dia a dia e nos sentirmos relaxados e serenos. De forma clara e bem-humorada, Haroldo Dutra Dias nos ajuda a descobrir que a serenidade, a autoconfiança, o estado meditativo, o conhecimento detalhado de nossas potencialidades e características pessoais são conquistas acessíveis a qualquer pessoa. Venha descobrir! 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Silêncio e repouso: duas necessidades da mente

Tráfego, conversas, carros, aviões, trens, televisores e até mesmo o farfalhar constante do processador de nosso computador. Isso dá origem a um estado incessante de hiperatividade, capaz de alterar nosso humor, gerando irritação, fadiga, perda de concentração.

Descansar o corpo e a mente, desfrutar de um sono profundo e reparador, um pouco de silêncio e algumas horas de solidão… Isso é quase um luxo nos dias de hoje; no entanto, também é necessário para a saúde.

“Vivemos na era do barulho. O silêncio está quase extinto”, afirma o filósofo e aventureiro Erling Kagge.

Silêncio e descanso são dois bens preciosos e ameaçados. Eles são um luxo, um presente, que às vezes nos damos quando as obrigações e compromissos permitem. No entanto, longe de ser um capricho, eles são, ao contrário, duas necessidades básicas para nosso bem-estar e, acima de tudo, para o equilíbrio mental.

Ovídio afirmou que qualquer vida em que não há descanso logo desaparece. A verdade é que o famoso poeta romano não estava todo errado, porque além do que se poderia pensar, a falta de descanso e de viver em ambientes estressantes e estimulantes prejudicam nossa saúde e afetam negativamente a qualidade de vida.

A maioria de nós vive habitualmente imersa em situações em que reina uma constante cacofonia: tráfego, conversas, carros, aviões, trens, televisores e até mesmo o farfalhar constante do processador de nosso computador. Isso dá origem a um estado incessante de hiperatividade, capaz de alterar nosso humor, gerando irritação, fadiga, perda de concentração …

O aspecto mais estranho de tudo isso é que nos acostumamos com essa realidade. Dizemos a nós mesmos que é a coisa certa a fazer, que este é o ritmo da sociedade atual e que, portanto, devemos nos adaptar. Nesse mundo acelerado e hiper-conectado, e até mesmo privado do sono, tornamos silenciosos dois bens de luxo e não descansamos mais ao alcance de todos.


Silêncio e repouso, nutrientes para o cérebro


Morte por excesso de trabalho é uma realidade . E embora ainda não exista um nome em português para defini-lo, outros países acostumados a essa realidade há muito tempo lhe deram um nome. No Japão é karoshi , na China é guolaosi e na Coréia é gwarosa . Para estas populações onde o estilo de vida é ditado pelos ritmos da indústria, do comércio e, mais geralmente, da produtividade, o silêncio e o descanso não são apenas um luxo, mas cada vez mais raros.

O que realmente acontece nesses países é um aumento considerável nas taxas de suicídio . Exaustão e desespero são tão fortes que muitas pessoas não vêem outra solução para sua realidade pessoal e escolhem o caminho mais dramático. Se permanecermos no Ocidente, a situação muda um pouco.


Na Europa e na América não há dados relevantes que liguem a sobrecarga de trabalho ao suicídio, mas sim a doenças cardiovasculares e altas taxas de depressão, ansiedade, estresse, insônia … De acordo com especialistas do setor, como o Dr. Michael Roizen, diretor da Cleveland Wellness Clinic, “Hoje o descanso é o hábito de saúde mais subestimado”.

O cérebro precisa de calma e silêncio



Sabemos que o barulho persistente e os sons incessantes de nossas cidades prejudicam a saúde e o humor. Em um estudo publicado em 1975 na revista Environment and Behavior, já se argumentava que as crianças que estudavam em áreas de Manhattan perto dos trilhos do metrô apresentavam quase um ano de atraso escolar. Os dados são certamente significativos.


Além dos sons externos, no entanto, há também outro tipo de murmúrio que afeta nosso bem-estar: o martelar obsessivo de nossos pensamentos, preocupações, objetivos a serem alcançados. Mesmo esse ruído não é saudável e nos priva de calma.

O silêncio e o repouso configuram-se como dois antídotos vitais capazes de modular o cérebro para que ele possa alcançar a harmonia e que a mente se reconcilie e esteja em harmonia com sua essência mais autêntica.

Silêncio e descanso: o sono é um luxo cada vez mais raro


Talvez achemos um pouco difícil relacionar a falta de sono com a embriaguez. No entanto, um estudo publicado pelo Dr. David Geffen, da Universidade de Los Angeles, Califórnia, aponta que, não dormir, para o cérebro tem o mesmo efeito que o álcool. Nossos neurônios param de se comunicar efetivamente, ocorrem erros, problemas de concentração, problemas de desempenho, alterações de humor, irritabilidade, depressão …


Os efeitos psicológicos da privação do sono são enormes, mas continuamos a negligenciar esse aspecto. Fazemos isso com o nosso estilo de vida, com dispositivos eletrônicos e a luz azul de suas telas, que estimula o cérebro impedindo-nos de adormecer. Ao mesmo tempo, o trabalho e as preocupações que levamos para a cama também nos privam do descanso necessário para a saúde do físico e do cérebro.

Silêncio e descanso são duas palavras que estão se transformando em um negócio para muitas empresas. Tanto que no mercado já encontramos nas máscaras de dormir que monitoram nossas ondas cerebrais e na fase REM, cápsulas de alta tecnologia para tirar uma soneca no trabalho, spas e centros de sono que prometem nos levar para os braços de Morpheus em poucos minutos.

Portanto, evitemos chegar a esses extremos e nos conscientizar de um aspecto muito simples: o repouso é a vida; em um mundo imerso em ruídos incessantes, externos e internos, o silêncio é saúde. Lembremo-nos.

Fontes: Adaptado do artigo Silenzio e riposo: due necessità della mente de lamenteemeravigliosa.it – Via Pensar Contemporâneo. Texto publicado no site ContiOutra

sexta-feira, 15 de março de 2019

O que fazer para manter boas energias em casa

Depois de um dia inteiro de trabalho, estudo, e correrias diárias, chega uma hora em que todos nós sonhamos com o momento de estar em casa, não é mesmo?

Acontece que, muitas vezes, não nos damos conta de que nós mesmos, por absoluto descuido, acabamos levando para dentro de nossos lares, energias densas e sujeiras espirituais a que ficamos sujeitos enquanto circulamos pelos mais diversos ambientes por aí.

Por isso, da próxima vez que for entrar em casa, preste atenção a essas dicas… Anote aí!

Se você teve um dia difícil, acabou de se desentender com alguém, brigou no trânsito, ou foi obrigada a carregar alguns desaforos… Não leve nada disso para sua casa! Como? A ideia é simples: antes de abrir a porta de seu sagrado local de refazimento, pare na soleira por cinco minutos. Respire fundo umas seis ou sete vezes. Tenha uma conversa mental com aquele ou aqueles que a desequilibraram e tiraram a sua paz. Tente anular toda e qualquer energia de conflito, tristeza ou raiva que ainda estejam com você. Agora sim! Entre em seu “lar doce lar” com todo o respeito que ele merece.

Cultive bons pensamentos. De nada adianta parar cinco minutinhos para mudar as vibrações se continuarmos com padrões de pensamentos ruins ao longo do dia ou noite. Pare de pensar em vingança; pare de falar em doenças, mortes e desastres; pare de assistir muitos noticiários de TV… tudo que te deixa com baixo astral.

Ore! Ore muito e medite. No mundo em que vivemos hoje precisamos parar para processar tanta informação, frear nosso turbilhão de pensamentos e viver muito melhor. A oração é uma conversa com o Criador. Uma conversa na intenção de agradecer por tudo o que você tem, tudo o que conquistou até agora, mesmo que seus objetivos ainda não estejam próximos de serem alcançados. Agradeça!

Fazer o Evangelho no Lar também é uma ótima ferramenta. Veja palavras de Emmanuel através de Chico Xavier:

O culto do Evangelho no lar aperfeiçoa o homem.
O homem aperfeiçoado ilumina a família.
A família iluminada melhora a comunidade.
A comunidade melhorada eleva a nação.
O homem evangelizado adquire compreensão e amor.
A família iluminada conquista entendimento e harmonia.
A comunidade melhorada produz trabalho e fraternidade.
A nação elevada orienta-se no direito, na justiça e no bem.

"Da obra mediúnica Nosso Livro, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier."

Manter o lar em harmonia, sempre organizado e longe de baixas vibrações, atinge não só nossa família, mas a todos que a cercam e frequentam!

Site Bem Mais Mulher com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Meditação e Espiritismo – Você costuma meditar?

Temos de forma histórica a ideia de medicação conforme as crenças orientais e imaginamos como tal. As caras sisudas e pernas cruzadas são o cenário para o silêncio absoluto.

Entretanto, nossa mente não é silenciosa, para isso Del Mar Franco nos expõe exemplos significativos utilizando elementos da natureza. O vento passa pelas árvores, a luz pelos vidros, por isso não devemos brigar com nossos pensamentos.

A fluidez dos pensamento no momento da meditação é o caminho para a tranquilização da mente. A partir disso é possível iniciar o processo de interiorização e autoanálise a partir desse movimento.

E você costuma meditar? Existe maneira correta para fazer isso? Como praticar esse movimento interno? Confira!

Meditação e Espiritismo

A meditação pode ser uma prática relevante no processo de reforma íntima, assim como na busca do autoconhecimento. Traçamos a partir dessa ideia a questão de que essa prática irá nos direcionar a quem nós somos e o que em nós é verdadeiro e promissor.

Quando meditamos, é importante pedirmos proteção e sabedoria ao Mestre Jesus e aos espíritos protetores. Isso é devido a importância espiritual que a prática carrega. Vamos organizar nossos pensamentos e buscar com isso chegar a respostas interiores.

A meditação é a busca do divino em nós e deve ser realizada com sabedoria e muita responsabilidade. Devemos lembrar que o ato de meditar não substitui tratamentos e terapias, por isso busque profissionais da psicologia que auxiliem psicologicamente.

Como iniciar?

A definição da palavra meditar no dicionário Aurélio é: 1. v.t. Submeter a um exame interior. 2. Considerar, refletir. 3. Concentrar intensamente o espírito em algo.

Também podemos dizer que meditar é um exercício. Assim como nós fortalecemos a nossa musculatura ao fazer exercícios em uma academia, quando estamos meditando, estamos exercitando e fortalecendo a nossa capacidade de voltar a nossa atenção para o momento presente.

Para isso, quando o praticante inicia um exercício de meditação, ele escolhe um objeto de concentração, também conhecido como âncora meditativa, que nada mais é do que um ponto de foco para direcionar a sua atenção de maneira intencional, sempre que necessário.

Mas é só isso? Exercitar minha capacidade de concentração?

Na verdade, meditar não significa apenas exercitar a sua capacidade de concentração. Quando sentamos para meditar, precisamos de mais alguns elementos que acabam sendo treinados de maneira paralela quando estamos praticando. Esses elementos são:

- Autocuidado;

- Compaixão;

- Curiosidade;

- Abertura;

- Carinho.

Se você já tentou meditar alguma vez, provavelmente sabe o que costuma ocorrer pouquíssimo tempo depois de iniciar uma prática. A atenção do meditador é levada para outro local, geralmente para um pensamento sobre o passado ou futuro, um som ou qualquer outra coisa que possa sequestrar a sua atenção. 

Tenha em mente
A meditação não substitui tratamentos e recomendações médicas ou de qualquer outro profissional de saúde;

Não é recomendado praticar meditação caso você se encontre em uma condição clínica severa. Da mesma maneira, pacientes com transtornos de humor ou comportamento devem procurar profissionais qualificados e experientes para realizar algum programa específico para sua condição atual;

Ao meditar, é inevitável que a mente comece a vagar. Trate-se com carinho quando isso ocorrer e traga gentilmente a tua atenção de volta para o teu objeto de concentração;

É possível que você perceba sensações diferentes em teu corpo, bem como sensações já conhecidas como frio, por exemplo. É comum termos uma leve queda da temperatura corporal quando estamos meditando;

Podem surgir pensamentos sobre passado ou futuro, além de julgamentos sobre as outras pessoas e sobre você mesmo;

Para meditar com mais qualidade e segurança, procure um profissional certificado que possa orientar e supervisionar sua atividade. Dessa forma, será mais fácil e simples manter a rotina de exercícios, tirar dúvidas e trocar experiências enriquecedoras;

Meditar não significa, necessariamente, relaxamento, apesar de algumas práticas ou em algumas oportunidades isso acontecer, o objetivo não é ficar relaxado;

Meditar não é ficar sem pensar em nada (nossa mente foi feita para pensar);

Apesar de muitas religiões e tradições terem a meditação como parte de suas rotinas e práticas, para meditar, você não precisa estar ligado a uma religião;

Os benefícios e ganhos da prática da meditação são comprovados cientificamente. Inclusive, os programas de Meditação Mindfulness que são seculares e baseados em estudos e pesquisas científicas;

No início, comece com períodos mais curtos de meditação, 5 ou 10 minutos já são suficientes. Aumente o tempo de prática gradativamente. Mesmo se 5 minutos for tempo demais para você, não se preocupe. Não há nenhum problema em trabalhar com 2 ou 3 minutos enquanto estiver aprendendo e se familiarizando com a meditação. Lembre-se de se tratar com carinho e respeitar suas limitações;

Meditar é algo simples, mas isso não quer dizer que seja fácil. Implementar a meditação em sua rotina pode ser um desafio. Portanto, procure testar horários, posições e práticas diferentes. Desta maneira, pode ser que você consiga se adaptar com mais facilidade;

Algumas dificuldades e desafios como: sonolência, agitação, aversão, desejos e dúvidas são comuns e esperados durante a meditação. Eles também fazem parte do processo. Saiba que eles não acontecem somente com você. Falaremos detalhadamente sobre cada um mais adiante.

Sentado, deitado... como quiser, o importante é sentir-se relaxado (não com músculos rígidos) e pronto para se concentrar em fazer uma bela reforma íntima.

Artigo publicado no site da TV Mundo Maior, com informações do site Mundo Mindfulness com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Como combater o orgulho?

Primeiramente, vamos lembrar que, além de ser um dos setes pecados capitais, o orgulho, assim como o egoísmo, é considerado uma chaga da humanidade.

E segundo o dicionário Aurélio, o orgulho, diz respeito a um sentimento de dignidade pessoal, de exagero a respeito de si mesmo. E ainda, ele surge, a partir do momento em que tomamos uma decisão pensando somente em nós mesmo ou quando nos julgamos superiores ao próximo.

O espíritos superiores definiram o orgulho em O Livro dos Espíritos, da seguinte maneira:

O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!” (Questão 9)

E antes de saber como combater o orgulho, confira algumas características daquele que é orgulhoso:


  • desejo por ser o centro das atenções;
  • não aceita erros;
  • menospreza as ideias do próximo;
  • quando é elogiado, enche-se de satisfação presunçosa;
  • acha que o mundo precisa girar em torno de si;
  • usa ironia e deboche com o próximo

Já em O Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo IX, Bem-aventurados os brandos e pacíficos, item A Cólera, está escrito:

O orgulho vos induz a julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa re­baixar, e a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.”

Como combater o orgulho?

Como foi dito acima, o orgulho diz respeito a uma superioridade para com o próximo. E ainda, além de ocultar a verdade, ele fere a nossa alma e nos leva a vaidade.

De acordo com Vera Ruiz, no programa Labirinto, da TV Mundo Maior, quando isso ocorre acabamos nos distanciando de nós mesmos, não sabemos quem somos, o que realmente. E não deixamos o novo entrar em nossas vidas, ou seja, perdemos a nossa essência.

Com o orgulho, a vaidade, nos afastamos de nós mesmos. Com isso, vamos manifestamos apenas a nossa prepotência, o nosso poder, o nosso mando. - Vera Ruiz.

Para finalizar, podemos combater o orgulho das seguintes formas:


  • Autoconhecimento
  • Reforma íntima
  • Meditação
  • Evangelho

Sem eles não tem como vencermos o orgulho porque começamos a desvendar nós mesmo, começamos a tirar todas aquelas máscaras que colocamos para poder sobreviver. - Vera Ruiz.

Já em relação a meditação, ela permite uma auto-observação já que no momento em que fechamos os olhos nos desconectados do mundo.

E lembre-se que não existe uma fórmula para combater o orgulho, é um exercício diário.  Quando o orgulho invadir o coração, pensa que não precisa provar nada para ninguém.

Por isso, faça boas leitura, seja tolerante e conheça a si mesmo.

Publicado no site Rádio Boa Nova