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terça-feira, 18 de agosto de 2020

A Transição é Planetária, mas a ascensão é individual

A Terra não é um barco à deriva que recebe socorro e todos os seus tripulantes se salvam. Em vez disso, ela é uma Escola que ofereceu aprendizado para uma humanidade imensa por longos milênios.

Tantas oportunidades! Tanto tempo! Centenas, quiçá milhares de encarnações com indas e vindas pelo além-túmulo. Cada ser humano teve os mesmos Mestres, as mesmas lições, as mesmas oportunidades e o mesmo tempo disponível para esse aprendizado.

Os níveis evolutivos seguem sempre o grau de conhecimento individual. A Escola é coletiva, mas os degraus precisam ser galgados de forma individual. Nem todos são aprovados ao mesmo tempo. Em cada grupo, sempre há os que se habilitam primeiro e há também os que demoram mais para absorver os ensinamentos oferecidos à classe toda.

A Terra fará o seu movimento para um nível mais elevado em suas vibrações e, consequentemente, as consciências humanas também se expandirão a fim de acompanhar e se adequar ao novo ciclo de aprendizado, ou seja, à nova Escola.

Tudo isso vai acontecer independentemente de você fazer ou não a tua ascensão. Certamente haverá uma parcela da humanidade que acompanhará tal movimento e seguirá junto para a Nova Terra.

Trechos do texto escrito por Vital Frosi para o site Eu Sem Fronteiras

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Ofensa, Como Lidar ?

Interessante notar que somos testados a todo o momento em nossas atitudes, comportamento, maneira de pensar, estado de ânimo e em muitos outros sentimentos. Esse teste faz parte da vida, pois viemos ao mundo para em comunidade apararmos arestas, e é comum sofrermos alguma ofensa em nosso íntimo por questões das mais diversas. Basta que nos contrariem não tendo as mesmas ideias que passamos a nos fechar e ver na outra pessoa alguém que estaria contra nós. Isso é muito comum nas questões que envolvem espaço, poder, vitrine, e os que mais se ofendem são os orgulhosos.

Vemos muitas pessoas que não sabem o que se passa dentro de seu próprio lar, mas preocupa-se com a vida alheia tentando incutir suas ideias e costumes, sendo que jamais será digna de crédulo, pois se sua própria vida é desalinhada, como seguir seus parâmetros?

Mas o correto quando sofremos uma ofensa, é tentar respirar fundo e refletir, se pudermos, de como Jesus agiria em tal situação, já que o Mestre é que nos forneceu as diretrizes para nossa vida através do Evangelho. Se conseguirmos ter a serenidade no momento da ofensa, certamente conseguiremos passar sem deixar que aquela energia viciada contida nas palavras ou gesto que nos são desferidos, nos atinja psiquicamente e repercuta no corpo físico.

Tem pessoas que nem precisam ouvir ou ver uma fisionomia sisuda de determinada pessoa. Basta ser receptiva e sentirá como que sendo atingida por dardo magnético a lhe alcançar, tendo como sintoma dores musculares, dor de cabeça, mal estar, enjoo, tonteira, taquicardia ou apenas aflição.

Sabemos o que as palavras contêm, mas não sabemos o que contém nos pensamentos de cada um que se dirige a nós ou até mesmo nos abraça, ou aperta a mão traiçoeiramente. O gesto muitas vezes não vale tanto como o pensamento alheio que se acerca de nós, já que isto é energia. Uma prova de que pensamento é energia pura, é o porquê das orações serem atendidas.

Muitas das pessoas que nos ofendem estão adoentadas, vivem em direto confronto consigo mesmas, são gente perdida sem rumo e que não acharam ainda a razão pelas quais vieram a Terra. Vão passar esta reencarnação sem somarem nada na sua evolução espiritual e certamente são sofredoras, por isso destilam veneno, e se conseguirmos com a serenidade anular essa emissão energética equivocada, certamente sentir-nos-emos maiores perante as questões complexas de nosso Planeta, e cada vez mais nos fortificaremos.

A gente tem a teoria de que não devemos levar desaforo para casa, mas toda vez que revidamos, estamos deixando que o desaforo que nada mais é do que energia viciada nos envolva e acabamos levando sim para casa essa emanação, e dividindo com familiares causando problemas em casa, que é o objetivo do ofensor. Calar é a melhor defesa.

Possamos procurar o equilíbrio e harmonia diante da ofensa e certamente sentiremos menos dor. Ignore: o veneno só nos atinge se o ingerirmos. A vida se encarrega do ofensor. Jesus nos proteja a todos.

Autor: Nilton Cardoso publicado no site Portal do Espírito

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Como vai a nossa capacidade de ouvir?

Independentemente do imediatismo e senso de urgência que a vida moderna nos impõe, não podemos abdicar de averiguar – cuidadosamente, aliás - como estamos nos saindo na capacidade de ouvir. Contrariedades, reveses e problemas, em maior ou menor grau, permeiam a vida de todos nós humanos. Mas, às vezes, tendemos a achar que os nossos são muito maiores, mais complexos e complicados do que os dos outros. Desse modo, não raro, descarregamos em nossos interlocutores toda a carga de desajuste emocional que nos envolve. Ao fazê-lo podemos estar esquecendo que eles podem estar enfrentando situações incomparavelmente piores do que a nossa.  

Por isso, saber ouvir é, essencialmente, um ato de caridade e sabedoria. Muitos que nos abordam precisam, apenas, do providencial remédio de serem ouvidos com alguma paciência. Ademais, na vida não se evolui sem a dilatação de tal capacidade. Com efeito, homens e mulheres de grande responsabilidade e competência exercitam esse recurso a fim de melhor abalizar as suas decisões. Desse modo, se soubermos ouvir, aprenderemos sempre. Além disso, há momentos que o melhor a fazer é simplesmente nos calarmos. Como recomendou o apóstolo Tiago, “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (1: 19).

Nesse diapasão, o Espírito Joanna de Ângelis, em Florações Evangélicas (psicografia de Divaldo Pereira Franco), observa: “Receptores são os ouvidos, por cujos condutos as vozes da vida atingem o espírito eterno, momentaneamente revestido pela matéria, de forma a ajudá-lo no crescimento e na evolução”. 

Estendendo o raciocínio, o Espírito Emmanuel ensina, na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), que “Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam”. Para ele ainda, “Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva”.

Já o Espírito André Luiz, no livro Sinal Verde (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recomenda a necessidade de educarmos a visão e a audição, pois, “Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar”.

Concluindo, vale relembrar as sublimes orientações de Emmanuel, contidas na inspiradora obra Palavras da Vida Eterna (psicografia de Francisco Cândido Xavier) – ou seja:

“Ouvidos... Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os 'ouvidos de ouvir', a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria”.

Por Anselmo Ferreira Vasconcelos para O Consolador em Artigos, número 621