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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Cineasta de 20 anos ganha prêmio por filme poderoso de 1 minuto sobre casamento

Nós podemos não entender as palavras, mas, ao final, a mensagem ficará clara para todos.

Este breve vídeo, chamado Thursday Appointment, ganhou recentemente um prêmio no Luxor African Film Festival, uma organização sem fins lucrativos que incentiva e celebra a produção de filmes.

A produção é do premiado do cineasta iraniano Syed Mohammad Reza Kheradmand, de 20 anos.

O poderoso curta-metragem mostra um casal mais velho recitando um poema de Hafez um para o outro no carro, quando param em um sinal vermelho e veem um casal brigando ruidosamente no carro ao lado, em que filha está triste no banco de trás.

O casal mais velho faz um gesto que diz muito sobre seu próprio casamento e sobre como o amor conjugal pode ajudar a reconciliar e restaurar os outros ao nosso redor.

Infelizmente não achei dublado nem legendado em português, porém, as cenas são auto explicativas, a falta de entendimento da língua não interfere no na compreensão da mensagem final!



Site Aleteia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

06 de Fevereiro - Casamento de Allan Kardec

Em 6 de Fevereiro de 1832, em Paris, firmava-se o contrato de casamento. Amélie Boudet (36 anos), tinha nove anos mais que o Prof. Rivail (27 anos), mas tal era a sua jovialidade física e espiritual, que a olhos vistos aparentava a mesma idade do marido. Jamais essa diferença constituiu entrave à felicidade de ambos.

O casal compartilhava o mesmo amor e preocupação com a Educação. Trocavam ideias sobre o tema e juntos fundaram instituições ligadas a essa área de atuação; elaboraram materiais pedagógicos e ministraram aulas gratuitas ao menos favorecidos em sua própria residência. Tudo porque ambos acreditavam que todos deveriam ter acesso ao conhecimento, independente de condição social ou sexo. Juntos também enfrentaram a adversidade financeira, sempre de forma serena e firme.

A partir de 1854, quando ele inicia suas pesquisas que resultaram nas obras da Codificação, é em Gaby (forma carinhosa como Kardec chamava a esposa), então com 60 anos, que ele encontra, uma vez mais, a companheira amorosa e a auxiliar que o secundava nos novos e árduos trabalhos e, ainda, o incentivava a concluir sua missão.

*Na verdade há confusão sobre a data do casamento em si, encontrei a data do dia 06 de fevereiro e em outros lugares como dia 09 de fevereiro.

Fontes: Mundo Espírita, Grupo Chico Xavier e O Consolador.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Pequenos conflitos diários do relacionamento que nos machucam

Oito da noite numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal- humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe que estava errado.

Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria  insistir um pouco mais.

E ela diz: Entre ter razão e ser feliz, prefiro  ser feliz.

Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais teríamos estragado a noite.

Certamente uma sábia decisão.

Muitas vezes nós perdemos oportunidades de viver momentos felizes só porque queremos provar que estamos com a razão. Ou, pelo menos, pensamos que estamos.

De maneira alguma defendemos a omissão ou o não uso da razão, mas tão somente o uso da razão com sensibilidade.

Quantas amizades já destruímos por causa de uma obstinação em defender um ponto de vista?

Quanta energia já gastamos na defesa de uma ideia, desejando que os outros a aceitem a qualquer custo?

Quanto tempo perdido na elaboração de argumentos para convencer alguém de que temos razão em algum ponto?

Será que vale a pena essa maneira de ser?

Será que vale a pena perder a paz na tentativa de provar que estamos certos?

Não seria mais sábio de nossa parte optar pela harmonia, em vez de brigar por causa de pequenas questões irrelevantes?

É evidente que há momentos em que devemos defender nossa posição, e seria bom que o fizéssemos sem nos perturbar, sem sair do sério.

Mas o que geralmente acontece é que levamos as discussões, que deveriam ficar no campo das ideias, para o campo pessoal. E nos irritamos.

É importante considerar que para divergir não precisa dissentir.

Podemos discordar de alguém e ainda assim preservar a amizade e o respeito por esse alguém.

Pense nisso quando se apresentar uma situação em que você tenha que fazer essa opção e se questione, antes de agir:

Será que vale a pena perder a calma para defender esse ponto de vista?

Será que o momento certo para expor minha opinião é agora?

Será este o momento de impor minhas razões?

Talvez se prestássemos mais atenção em nossas palavras e nos porquês de nossas discussões frequentes, perceberíamos que, na maioria das vezes, poderíamos optar por ser feliz e ter paz, em vez de ter razão.

Considere que as energias gastas em discussões infrutíferas podem lhe fazer falta na manutenção da saúde física e mental, e busque usá-las de maneira útil e inteligente.

Afinal, todos os seus esforços devem ser usados em prol da harmonia comum, para que haja paz ao seu redor.

E lembre-se, sempre, antes de qualquer desgaste, de questionar: Quero ter razão, ou ser feliz?

Fonte site Chico Xavier de Minas

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Dia dos Namorados

Dia onde o amor se propaga com muita facilidade.

Seria tão bom se todos os dias o amor se tornasse parte maior em nossas palavras, atitudes e pensamentos.

Não é bom amar e ser amado?

Sentir o carinho, o olhar delicado, o cuidado fraterno, caminhar de mãos dadas…

A vivência com o próximo sempre fortalece a troca; e como acreditamos que o bem e o AMOR sempre prevalecem, seria bom pensarmos que…

Se a aflição fosse namorada do amor, ela aprenderia a ter mais fé.

Se a guerra fosse namorada do amor, ela aprenderia a ter mais paz.

Se o ódio fosse namorado do amor, ele aprenderia a ter mais compaixão.

Se a inveja fosse namorada do amor, ela aprenderia a ter mais generosidade.

Se as doenças e aflições fossem namoradas do amor, elas aprenderiam a ter mais caridade.

O mundo precisa de amor, e só! Pois ele transforma.

Experimente! Distribua seu amor através de um olhar, um sorriso, um abraço, uma palavra carinhosa ou até mesmo um pensamento para quem não tem tanto afeto.

Que façamos deste dia, momentos de divisão de amor. E que tal fazer com que este dia se perpetue durante toda semana, o mês, o ano e porque não, pra vida toda?

O que vale a pena é o amor, o carinho, a amizade, a família, a união.

Tudo depende de cada um de nós, aos poucos, contribuiremos com o nosso melhor para o mundo.

Feliz dia dos namorados.

Fonte Aliança Espírita Evangélica

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Adultério

O Livro dos Espíritos já nos orienta sobre vários assuntos que envolvem o amor. Na questão 701, do LE, ele nos diz que o casamento no olhar de Deus, tem que acontecer através da feição de dois seres que se unem, o amor, carinho, respeito, mas vejam bem, o casamento que ele cita não é a cerimônia em si, é o casamento das almas, já que é isso que importa para o espiritismo, ou seja, válido para qualquer tipo de relação. Aquele que vai contra isso, levado pelo desejo da carne, do subconsciente, pode atrair sérios prejuízos espirituais.

Se soubéssemos nos comportar mentalmente, entender que o outro em relação física é apenas uma carne e que não há necessidade de adoração, desejo, já que é apenas uma pessoa como tantas outras, entenderíamos o quanto é fútil essa relação de desejo carnal quando já existe alguém para suprir seus sentimentos. 

Somos todos humanos e é normal acharmos alguém bonito, mas quando isso já ultrapassa um estado mental de sujeira, com intenções sexuais, atraímos outros espíritos que gostam dessa sensação prazerosa do sexo. Por isso, qualquer pessoa que tenha o pensamento dominado pela ideia do sexo pode atrair espíritos que se tornam difíceis de se livrar e consequentemente, irão te influenciar a fazer com que isso não fica somente na cabeça, mas que ultrapasse para o lado físico, o ato em si.

Ainda somos muito pequenos quando a imensidão do que devemos aprender, mas o espiritismo é tão lindo que nos disponibilizam esses suportes em formas de orientação, para que todos os dias possamos absorver e levar para si. 

Apenas o amor vale a pena, cada um necessita entender suas prioridades. Não utilizem desculpas para explicar um erro cometido. A rotina de um casal se recria, o sexo se renova, os defeitos são moldados, para tudo há uma solução. Os desejos são tão passageiros, mas o amor não, ele cura, fortifica, purifica,  enaltece tua alma e te leva para uma eternidade divina.

Perfil no Instagram Aquele Jovem Espírita

quarta-feira, 20 de março de 2019

Casamento e divórcio

Poderíamos receber algumas noções acerca do matrimônio, bem como do divórcio no Plano Físico, examinados espiritualmente?

– Nas esferas elevadas, as almas superiores identificam motivo de honra no serviço de amparo aos companheiros menos evolvidos que estagiam nos planos inferiores.

Não podemos olvidar que, na Terra, o matrimônio pode assumir aspectos variados, objetivando múltiplos fins. Em razão disso, acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados podem experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companhia das almas afins com as quais realizariam a união ideal.

Isso porque, comumente, é preciso resgatar essa ou aquela dívida que contraímos com a energia sexual, aplicada de maneira infeliz ante os princípios de causa e efeito. Entretanto, se o matrimônio expiatório ocorre em núpcias secundárias, o cônjuge liberado da veste física, quando se ajuste à afeição nobre, freqüentemente se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro.

Quanto à reunião no Plano Espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. Se os viúvos e as viúvas das núpcias efetuadas em grau menor de afinidade demonstram sadia condição de entendimento, são habitualmente conduzidos, depois da morte, ao convívio do casal restituído à comunhão, desfrutando posição análoga à dos filhos queridos junto dos pais terrenos, que por eles se submetem aos mais eloquentes e multifários testemunhos de carinho e sacrifício pessoal para que atendam, dignamente, à articulação dos próprios destinos.

Contudo, se a desesperação do ciúme ou a nuvem do despeito enceguecem esse ou aquele membro da equipe fraterna, os cônjuges reassociados no plano superior, amparam-lhe a reencarnação, à maneira de benfeitores ocultos, interpretando-lhes a rebelião por sintoma enfermiço, sem lhes retirar o apoio amigo, até que se reajustem no tempo.

Ninguém veja nisso inovação ou desrespeito ao sentimento alheio, porquanto o lar terrestre enobrecido, se analisado sem preconceitos, permanece estruturado nessas mesmas bases essenciais, de vez que os pais humanos recebem, muitas vezes, no instituto doméstico, por filhos e filhas, aqueles mesmos laços do passado, com os quais atendem ao resgate de antigas contas, purificando emoções, renovando impulsos, partilhando compromissos ou aprimorando relações afetivas de alma para alma.

É nessa condição que em muitas circunstâncias surgem nas entidades renascentes, sem que o véu da reencarnação lhes esconda de todo a memória, as psiconeuroses e fixações infanto-juvenis, cuja importância na conduta sexual da personalidade é exagerada em excesso pelos sexólogos e psicanalistas da atualidade, carentes de mais amplo contacto com as realidades do Espírito e da reencarnação, que lhes permitiriam ministrar aos seus pacientes mais efetivo socorro de ordem moral.

Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.

Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores.

E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.

É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício dos nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que se não agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.

– Poderíamos receber algumas noções acerca do matrimônio, bem como do divórcio no Plano Físico, examinados espiritualmente?

– Nas esferas elevadas, as almas superiores identificam motivo de honra no serviço de amparo aos companheiros menos evolvidos que estagiam nos planos inferiores.

Não podemos olvidar que, na Terra, o matrimônio pode assumir aspectos variados, objetivando múltiplos fins. Em razão disso, acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados podem experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companhia das almas afins com as quais realizariam a união ideal.

Isso porque, comumente, é preciso resgatar essa ou aquela dívida que contraímos com a energia sexual, aplicada de maneira infeliz ante os princípios de causa e efeito. Entretanto, se o matrimônio expiatório ocorre em núpcias secundárias, o cônjuge liberado da veste física, quando se ajuste à afeição nobre, freqüentemente se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro.

Quanto à reunião no Plano Espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. Se os viúvos e as viúvas das núpcias efetuadas em grau menor de afinidade demonstram sadia condição de entendimento, são habitualmente conduzidos, depois da morte, ao convívio do casal restituído à comunhão, desfrutando posição análoga à dos filhos queridos junto dos pais terrenos, que por eles se submetem aos mais eloquentes e multifários testemunhos de carinho e sacrifício pessoal para que atendam, dignamente, à articulação dos próprios destinos.

Contudo, se a desesperação do ciúme ou a nuvem do despeito enceguecem esse ou aquele membro da equipe fraterna, os cônjuges reassociados no plano superior, amparam-lhe a reencarnação, à maneira de benfeitores ocultos, interpretando-lhes a rebelião por sintoma enfermiço, sem lhes retirar o apoio amigo, até que se reajustem no tempo.

Ninguém veja nisso inovação ou desrespeito ao sentimento alheio, porquanto o lar terrestre enobrecido, se analisado sem preconceitos, permanece estruturado nessas mesmas bases essenciais, de vez que os pais humanos recebem, muitas vezes, no instituto doméstico, por filhos e filhas, aqueles mesmos laços do passado, com os quais atendem ao resgate de antigas contas, purificando emoções, renovando impulsos, partilhando compromissos ou aprimorando relações afetivas de alma para alma.

É nessa condição que em muitas circunstâncias surgem nas entidades renascentes, sem que o véu da reencarnação lhes esconda de todo a memória, as psiconeuroses e fixações infanto-juvenis, cuja importância na conduta sexual da personalidade é exagerada em excesso pelos sexólogos e psicanalistas da atualidade, carentes de mais amplo contacto com as realidades do Espírito e da reencarnação, que lhes permitiriam ministrar aos seus pacientes mais efetivo socorro de ordem moral.

Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.

Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores.

E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.

É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício dos nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que se não agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.

Entretanto, é imprescindível que o sentimento de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio é o mal menor que possa surgir entre os grandes males pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se porém, que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas.

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. FEB. Capítulo 8. Publicado no site Chico de Minas Xavier

sexta-feira, 15 de março de 2019

É impossível ser feliz sozinho

Com muita razão dizia a canção, na época da Bossa Nova, e eternizada na linha do tempo, que "é impossível ser feliz sozinho".

O caro leitor pode encontrar algum autor de autoajuda que esteja dizendo que para você ser feliz só depende de você, pois a felicidade está dentro de você, e cabe somente a você o trabalho de despertá-la para o mundo exterior.

Só que precisamos entender e compreender que ninguém consegue viver sozinho. Em última hipótese, estaremos em nossa própria companhia, tendo a oportunidade da autoconvivência, a fim de resolvermos algumas pendências que ainda temos na consciência, ou seja, em relação a nós mesmos.

Veja bem! Todos nós nascemos em um grupo familiar. Isso não é por acaso. E sim por uma causa. Estamos todos numa nave espacial denominada Terra, correndo os mesmos riscos.

Nascemos e percorremos pela infância, dependendo de cuidados da mãe e do pai, e de todo o grupo familiar, para o nosso sustento e construção do ser na base da educação.

Trabalhamos para produzir algo para alguém.

Se compomos e cantamos, se escrevemos, é necessário que alguém nos ouça e nos leia. Senão, toda a obra nasce em vão. Não atinge o objetivo.

Não haverá aprendizado se não houver o professor para ensinar.

Não praticaremos o amor sem que haja a pessoa a ser amada.

Não faria sentido cuidar de uma flor se ela não pudesse ser ofertada a quem amamos.

De que valeria o brilho do sol e o aconchego do luar, se não tivéssemos com quem compartilhar tanta beleza poética?

Como poderíamos saborear as vivências da saudade, se não houvesse a pessoa querida para ser lembrada?

Que sentido faria o curso das lágrimas e o frescor do alívio? E a leveza do sorriso? E o calor aconchegante do abraço e do beijo?

Logo, depende de cada um de nós a conquista da própria felicidade, através do esforço em despertá-la de dentro de cada um de nós em particular.

Entretanto, possamos entender e compreender que sem amarmos uns aos outros, sem aprendermos a caminhar juntos e a lidar com as diferenças, jamais conseguiremos ser felizes o tanto quanto é possível neste planeta Terra.

Portanto, ainda é necessário conviver e aprender uns com os outros, sentir as vibrações fraternais uns dos outros.

Ainda precisamos de uma palavra de incentivo que nos arranque da cama ou da poltrona, ou de uma rede, para que nos despertemos rumo aos horizontes de felicidades que nos aguardam.

É como dizia na canção: "É impossível ser feliz sozinho".

Artigo de Yé Gonçalves postado no site de O Consolador

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O casal como uma relação de crescimento

O Espiritismo ensina-nos que o casamento "é um progresso na marcha da Humanidade" e que a sua abolição significaria o "retorno à vida animal"
(O Livro dos Espíritos, Questões 695 e 696 )

Para muitos, o casal é um freio em vez de uma fonte de energia, um lugar incômodo em vez de confortável. Isso acontece porque ainda persiste a concepção de relacionamento como um lugar, em essência, para concessão e sacrifício permanentes, e não como uma relação de crescimento.

Pergunte a si mesmo se você compartilha desta ideia, ou se conhece alguém que pensa assim. Qual é a sua visão pessoal da relação de casal no que diz respeito ao sucesso e ao crescimento pessoal? E a das pessoas que o rodeiam?

Como é uma relação de crescimento?

As relações pessoais podem tirar o melhor e o pior de nós, e inclusive podem fazer com que nos alternemos nos dois extremos. Por outro lado, não estamos falando de uma felicidade constante e “falsa”: nela também haverá momentos ruins ou instantes de dúvida.

No entanto, você se dá conta de que uma relação de casal favorece o seu crescimento quando, ao observá-la adotando o modo espectador, você vê que ela constitui um estímulo para chegar a uma versão de si mesmo da qual você goste.

O que queremos dizer ao mencionar que uma relação de crescimento tira o melhor de você? Que é uma relação que faz com que você se esforce para se sentir bem, que te faça rir e permita se conectar com os bons momentos do dia a dia. Quando uma relação tira o melhor de você, isso se manifesta ao fazer planos para o futuro, ter sonhos e expectativas de que a relação cresça e se torne cada vez mais sólida e íntima.

A relação de casal lhe permite crescer quando, ao observar a partir de uma certa distância, você nota que seu parceiro tira o melhor de você.

Estar em uma relação de casal que implique o crescimento significa ser parte de um projeto que lhe permita manter sua individualidade, atender as suas necessidades pessoais e se mostrar da forma como você é. Ao mesmo tempo, você se sente parte da vida do outro, sabe que tem direito à individualidade e não se sente culpado por ter seu espaço pessoal e aproveitá-lo. Dito de outra forma, uma relação de crescimento é uma relação de liberdade, sem culpabilidade.

Neste ponto, cabe destacar que uma vida em casal tem desafios que, dependendo de como forem enfrentados, podem favorecer nosso crescimento ou fazer com que fiquemos estagnados. Por exemplo, conviver com alguém pode ajudá-lo a crescer porque você terá que enfrentar situações nas quais terá que gerenciar emoções pouco desejáveis, como a raiva e a frustração.

Um artigo científico chegou à conclusão de que os seres humanos, ao viverem em casal, têm que fazer um esforço para alcançar um equilíbrio entre seu espaço pessoal e o compartilhado com seu parceiro (Fletcher, Simpson, Campbell, & Overall, 2015). Desta forma, o relacionamento pode ser o melhor cenário para que você melhore a nível pessoal, para que gerencie seus limites e elimine as barreiras que o impedem de constituir uma dinâmica sem muitas dissonâncias.

Como conclusão, se para você ter um parceiro representa limites, pesos e estagnação, há algo errado. É verdade que um relacionamento requer tempo e esforço que você não poderá dedicar a outros aspectos da sua vida pessoal, mas tenha em mente que uma relação de casal pode ser o motor do seu crescimento e o apoio necessário nos momentos mais complicados.

A visão espírita

Logo entendemos que o casamento é uma das formas de crescermos e evoluirmos espiritualmente de forma a entender nossas qualidades e nossos defeitos junto de um outro ser que escolhe a nossa companhia como a do espírito afim de se evoluir conjuntamente.
Existem casamentos missionários, onde o par é de espíritos amigos e que realmente se amam e buscam o aperfeiçoamento de suas habilidades, rever seus débitos e quita-los a fim de se desprender dos laços materiais que nos atrasam em busca de uma evolução.
E existem os casamentos onde são prioritariamente de provas e espiações. Onde reside a necessidade urgente de se estabelecerem laços, reverem problemas do passado e ajustar-se perante a lei universal.

Muita gente se pergunta: “qual seria o meu tipo de casamento?”. Bom, isso é difícil se precisar, visto que inúmeros fatores corroboram para o tipo de relação entre os espíritos numa encarnação. Uma coisa é fato, nada acontece atoa e tudo tem uma necessidade de ser. Se você está com alguém agora é porque isso estava no seu plano reencarnatório e – bom ou ruim – era uma necessidade da sua vivência. Desde que nos envolvemos num relacionamento com uma pessoa criasse um laço espiritual. Normalmente esses laços são programados pela agenda reencarnatória do indivíduo, mas existem casos em que isso é modificado durante a vida ou até mesmo adiado ou adiantado.

A questão mais importante é talvez a de diferenças entre o casal que levam normalmente a brigas e a acumulações de débitos. Segundo os espíritos o casamento é o que nos agrega valores emocionais e espirituais e nos difere dos animais na questão de reprodução e vivência. Nós com nossa capacidade intelectual somos capazes de nos compreender, viver e aprendermos juntos. O ser humano é com certeza um indivíduo que nasceu para viver em sociedade e conforme esta evolui, esse se torna melhor devido à troca de experiencias e sensações, elevando nosso acumulo espiritual de experiencias diversas.

Fonte: Site Espiritismo da Alma e A Mente é Maravilhosa, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.