quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O hábito de julgar

Na lição número 12, do livro Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o estimado benfeitor espiritual reporta-se à última ceia que Jesus fez com Seus discípulos, durante a qual avisa que alguém, entre eles, O trairia.

A história de Judas incomoda-nos tanto, a ponto de rapidamente condená-lo, incriminando-o, senão por gestos e atos de violência – comuns nas festividades de Páscoa – ao menos por pensamento. Mas por que esse fato nos incomoda?

A Psicologia moderna explica e vamos contar uma pequena história, buscando, através dela, responder a essa questão.

“Uma mulher vai ao seu terapeuta, que a atende semanalmente, e entra queixando-se das agressões verbais recebidas do marido, censurando-a por ser péssima mãe e péssima esposa. Diz ela sentir-se agredida e humilhada porque sabe ser ótima mãe e esposa devotada. O médico ouve-a atentamente e, quando ela encerra as reclamações, ele diz:

- Eu não me importaria com isso, mas sim, com a mancha que tem no rosto.

- Eu não tenho mancha no rosto – retruca ela.

- Tem sim, eu estou vendo – afirma o médico.

- Não, eu não tenho – contesta a paciente convicta.

A conversa continua com os queixumes dela. Depois de algum tempo, ele pergunta à mulher:

- Por que você não se incomodou com a minha afirmação de que tinha uma mancha no rosto?

- Porque sei que não tenho – responde ela.

- Eis aí – diz o médico – a resposta que precisava para suas lamentações. Se as agressões do seu marido lhe fazem tanto mal e a incomodam muito, é porque você própria não tem certeza de ser boa mãe e boa esposa. A agressão atingiu-a porque refletiu sobre sua própria realidade interior.”

Certamente, é isso que acontece conosco quando julgamos e condenamos o discípulo leviano e os nossos semelhantes.

Emmanuel traz para nós, na lição acima citada, a essência do ensinamento evangélico do “não julgai para não serdes julgados”, por nós mesmos.

A advertência tem razão de ser, na medida em que conclama à prática do Evangelho como forma de proteção contra nós próprios, permitindo-nos sair desse círculo de sofrimentos em que nos colocamos, pela nossa ignorância das coisas divinas.

O conhecimento e a prática dos ensinamentos de Jesus fazem-nos, lentamente, perceber que somos todos discípulos Dele, e não mestres como muitos supõem, aprendendo a vigilância dos próprios atos, para não fracassarmos mais; e discípulos em testemunho, a fim de aprendermos a exemplificar, compreendendo, agindo e perdoando, como o Mestre sempre fez.

Estamos caminhando com bastante dificuldade, mas através da escola bendita da reencarnação – “Necessário vos é nascer de novo” –, vamos combatendo o egoísmo, sendo menos exigentes nos prazeres egoísticos, percebendo a necessidade do outro. Também já estamos conseguindo ter alguma consciência da necessidade de cuidar da vida espiritual, e não ir somente à caça de bens materiais.

Jesus sabe das nossas limitações e não desconhece nossas fragilidades, e por isso nos conclama, através do Seu amor, refletido em todos os Seus ensinamentos, a desenvolvermos a humildade – sentimento contrário ao orgulho – para que não apenas Ele, mas nós próprios, também, reconheçamos nossos limites. Esse é, sem sombra de dúvida, o primeiro passo para conseguir superar nossas limitações e iniciar a construção do edifício íntimo do Reino de Deus em nossos corações.

Lembra Emmanuel, na obra supracitada, que “na edificação íntima do Reino de Deus, meditemos nossos erros, conscientes ou não, definindo nossas responsabilidades e débitos para com a vida, para com a Natureza e para com os semelhantes e, em todos os assuntos que se refiram à deserção perante o Cristo, teremos bastante força para desculpar as faltas do próximo, perguntando com sinceridade, no âmago do coração: “Porventura existirá alguém mais ingrato para contigo do que eu, Senhor?”

Dia virá em que, revestidos de poder e força, não mais julgaremos nossos semelhantes, pois teremos compreendido que quanto mais força moral e poder tivermos, mais nos compadeceremos das fragilidades humanas e mais estenderemos nossas mãos amorosas para socorrer, elevar e amparar, exatamente como Jesus faz conosco hoje.

Texto escrito por LEDA MARIA FLABOREA (ledaflaborea@uol.com.br), publicado em Crônicas e Artigos, Ano 10 - N° 490 - 6 de Novembro de 2016, no site da Revista O Consolador.

Sintonia e harmonização energética

A vontade é uma força de alta capacidade, principalmente quando associada a pensamentos e sentimentos elevados. 

Nossos sentimentos são propagados por ondas e cada tipo de emissão mental produz ondas peculiares. De uma maneira didática, diríamos que há ondas longas, médias, curtas e ultracurtas, conforme a natureza do pensamento emitido.

O ser humano, encarnado ou desencarnado, encontra-se mergulhado em um oceano de ondas, mas estabelece contato e intercambia energias conforme a sintonia que abre com o universo.

Do intercâmbio que estabelecemos entre nossas emanações mentais e as ondas externas, criamos em nossa psicosfera – aura – um estado de equilíbrio ou desequilíbrio que é dinâmico, ou seja, pode ser alterado constantemente.

Denominamos harmonização energética a postura que nos leva à circulação saudável de nossas energias extrafísicas. Toda e qualquer prática que melhore a qualidade das energias de alguém, eliminando e transformando energias pesadas e prejudiciais é, pois, um trabalho de harmonização energética.

Na realidade, a “limpeza” energética não precisaria ser promovida de fora para dentro ou por terceiros, pois todos nós temos o Deus interno, uma força interior suficiente para a resolução de todos os problemas. Frequentemente, entretanto, nos fragilizamos e sentimos a necessidade de recorrer ao auxílio de outros mais experientes, psiquicamente mais organizados ou até momentaneamente mais equilibrados.

Teoricamente, qualquer criatura está habilitada, pela própria natureza, a promover sua limpeza ou harmonização energética mantendo-se em equilíbrio. Todos nós somos capazes de captar, transformar e emitir energias, bastando para isto enviar pensamentos e sentimentos adequados, por meio da vontade. Sucede, no entanto, que nos deixamos fragilizar.

Ao se mencionar a expressão “força de vontade”, tem-se a ideia de algo muito subjetivo ou mesmo uma força de expressão, no entanto, a vontade é uma força que, quando mobilizada por nós, pode muito, principalmente quando associada a pensamentos e sentimentos elevados, pois estes formam poderosas ondas ultracurtas e de alta frequência.

A clássica expressão “mover montanhas” referindo-se às dificuldades, sejam dores, perseguições, traumas, entre outras, dá uma dimensão simbólica da força que possui um pensamento superior, intensificado pela vontade. Trata-se de uma força natural que todos nós possuímos em potencial, basta saber acioná-la.

A ação da nossa vontade, aliada ao pensamento superior, gerando ondas de alta frequência, pode propiciar em nós mesmos uma limpeza energética contínua, evitando que influências negativas (de baixa frequência) vindas do ambiente ou de outras mentes – sejam encarnadas ou desencarnadas – adentrem nosso campo energético e interfiram em nosso bem-estar.

Além da capacidade natural que todos nós temos de realizar nossa própria higiene e harmonização energética, é possível dispor de diversos métodos que podem nos auxiliar nesse processo, facilitando o fluxo de energias e promovendo a sua harmonização.

Os métodos de harmonização energética são conhecidos por nomes diversos e têm origens históricas e culturais diferentes, mas se assemelham no resultado final, isto é, a perceptível melhora da pessoa. Assim, a prece não decorada ou maquinal, mas como uma elevação do pensamento e do sentimento, buscando alçar níveis mais sutis de energias, alcança a dimensão espiritual e recebe um influxo de luz como retorno. A doação de energia pelo passe, seja ele espiritual ou magnético; a bênção quando efetuada com envolvimento profundo da alma e não como ritual; o “johrei” executado pelos messiânicos; a popular benzedura; a aplicação criteriosa do reiki; os métodos de cura prânica; a medicação homeopática que mobiliza energias; a acupuntura; o ioga e tantos outros procedimentos, muitos deles utilizando o poder das pontas das mãos como instrumento de doação energética.

Lembramos que, embora muitos procedimentos colimem para o mesmo resultado, devem ser aplicados em ambientes adequados e afins com a filosofia, cultura ou religião de cada meio. Prece, passes, irradiação mental e água energizada são os métodos utilizados em uma casa espírita.

A física reconhece e explica o chamado “poder das pontas”. São diversos os métodos que captam, de dimensões extrafísicas, energias diversas, com ou sem intermediários, mas, fundamentalmente, procedem do fluido cósmico universal. Essa energia é captada pelos pensamentos e sentimentos do doador, se concentra nas mãos e em seguida é irradiada e direcionada, principalmente pela vontade do doador que transmite, em geral, pela ponta dos dedos.

Lembremo-nos que estamos mergulhados em um mar de energias e de princípios espirituais. Todos somos espíritos encarnados ou desencarnados, cercados de energias mentais desta ou de outras dimensões em todos os momentos da nossa existência. Nunca estamos sozinhos, por mais solitários que nos sintamos, portanto, somos influenciados por espíritos e ao mesmo tempo nós também os influenciamos.

Nos médiuns essa influência recíproca é mais verdadeira e mais intensa, pois há um canal natural de contato com a dimensão extrafísica. Constantemente, médiuns estão intercambiando energias, mesmo que inconscientemente, com encarnados e desencarnados e em razão disto podem sofrer agressões energéticas que poderão ser neutralizadas e transmutadas ao chegar na psicosfera do médium, isto se a se energias intrusas receberem o impacto de pensamentos de alegria, trabalho, amor e fraternidade.
Assim se anularão e se modificarão em energias saudáveis.

Texto por Ricardo Di Bernardi (rhdb11@gmail.com), publicado no site do Jornal O Clarim em 01/12/2016.

Nossa Confraternização de fim de ano

Não é novidade que aos fins de ano acontecem as festividades ligadas ao Natal, ao próprio fim do ano e começo do outro.

Aqui no LEAE não será diferente, até porque todo ano fazemos uma pequena Confraternização comemorando todos os trabalhos feitos ao longo dos últimos 12 meses, as atividades desenvolvidas com tanto apreço e as conquistas que alcançamos com auxílio de todos da Casa.

Assim, dia 18 de dezembro, domingo, nos reuniremos aqui na sede do LEAE para um delicioso café da manhã, às 08h.
Kamila e sua família

E esperamos a presença de todos. Uma das participantes do antiga Juventude da Casa, a Kamila Sulelly de Almeida Severino, confessa que há algum tempo não vai mas que tentará ir ao nosso café da manhã. 'Acho ótima a ideia do encontro', se anima Kamila que ainda levará os três filhos pequenos e o marido.

A trabalhadora do Lar e responsável pela Evangelização Infantil do LEAE, Sibele Aparecida Matteussi, também confirmou presença, assim como fez nos 18 anos em que frequenta e trabalha na casa. "Acho importante esse encontro, é uma época em que todos se reúnem, festejam", diz ela. Com a família sempre junta, Sibele faz questão de levar a filha Thainá, de 07 anos e a sobrinha Yasmim de 14 anos. Desde pequenas as duas vão ao Centro e também adoram os encontros.

E não são somente os trabalhadores daqui de Cuiabá que torcem pelo encontro! A Noeme Silva Soares, uma das mais antigas parceiras do LEAE, mudou-se há cinco anos para Minas Gerais. Soube do encontro e se emocionou com a ideia. "Sei que se aproxima o dia da confraternização desta linda e querida família. Gostaria muito de poder estar aí, o que no momento se torna impossível. Tenho a certeza, de que esta confraternização será mais uma oportunidade para todos entender o verdadeiro sentido do estar perto uns dos outros, da união e que esse momento sirva também de reflexão e agradecimentos e uma grande festa no coração de cada um.". 

Noeme, energia positiva
para o encontro
Noeme ainda lembra que dos anos passados aqui: "Após quase 5 anos de distância física desta família LEAE, ainda me sinto muito ligada a ela. Foi onde conheci a Doutrina Espirita, onde continuarei para sempre, essa é minha vontade!".

Finalizando a lembrança e os votos, ainda deixa uma mensagem a todos: "Quero deixar aqui,  beijo em cada coração amigo  e querido que tive a honra de conviver e trabalhar."

"Confraternizar é, pois, sentir que somos todos irmãos; é agir no sentido de tornar a fraternidade universal!" - Prof. Newton Gonçalves de Barros.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Retribua o sorriso que receber


Corresponda na mesma altura.
Mostre como é o seu sorriso.
Dois sorrisos juntos aumentam a alegria do momento.
Retribuir ao sorriso é um ato de respeito e de amor.
Talvez quem lhe sorri esteja necessitado de sentir o calor do sorriso que só você tem.
Sorrir custa pouco mas rende muito.
Pode acabar com a sua tristeza.
Sorria.
Siga o impulso.
Desperte esta vontade.
Sorrir faz bem à saúde e à paz interior.
Revitaliza suas forças.
Sorrindo para alguém, você está sorrindo para Deus.


Texto extraído do site Gotas de Paz










Vamos assistir? Filme - Fica comigo esta noite

Imagine então que, após uma crise com seu namorado(a), ele(a) simplesmente morre. Pois é essa a premissa principal de "Fica Comigo Esta Noite". Edu e Laura, interpretados por Vladimir Brichta e Alinne Moraes, respectivamente, formam um casal até que bem resolvido, mas, como todos, acabam entrando em momentos mais ríspidos de relacionamento. 

Edu, um cara sempre brincalhão, visando o bem maior da relação, tenta resolver as coisas na brincadeira e uma dessas é se fingir de morto. O problema é que, em uma dessas, ele acaba realmente morrendo. A partir daí, ele vai protagonizar o filme do mundo dos mortos, tentando a todos os custos um contato final com sua amada Laura. No tal mundo dos mortos, ele encontra o Fantasma do Coração de Pedra (Gustavo Falcão) que, como ele pensava, era somente fruto da imaginação infantil dele, mas que realmente existe e o filme vai "explicar" o porquê. É junto com esse chato Fantasma que ele vai à busca do seu tento amoroso.

(...) Uma boa direção de João Falcão, aliada à boa fotografia de Mauro Pinheiro Jr., tornou o filme bem agradável visualmente. Fica claro que ele é filmado em grande parte em estúdio, o que não interfere no visual. Até porque a história de fantasma, outro mundo e etc, facilita para um cenário com penumbras e etc. É interessante notar também que a apresentação do filme é bem em tom de quadrinhos, visto que o personagem Edu é um desenhista de quadrinhos (...)

Dois elementos que se destacam é a direção e o roteiro, a direção já falei um pouco, mas é importante citar também o roteiro de João Falcão. Esse, cheio de referências ao espiritismo, poesias, outros filmes, dèjá vu, crenças populares e etc, é competentíssimo. 

(Crítica de Raphael PH Santos, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE)
Sinopse:

Edu e Laura se conheceram ainda jovens. Apaixonados, decidiram se casar e, anos mais tarde, passaram a viver uma crise no casamento. Em meio às turbulências no relacionamento Edu, repentinamente, morre. Decidido a se despedir de Laura de qualquer forma e querendo saber qual era o segredo que ela iria lhe contar pouco antes de morrer, Edu passa a buscar um meio de se comunicar com ela. Só que o único ser que podia ajudá-lo era o fantasma do coração de pedra, uma assombração experiente que detesta a companhia de outras pessoas. Trata-se de um filme Brasileiro, que aborda a espiritualidade numa comédia interessante de ser vista.

Ano: 2006
Duração: 1h 15min
Direção: João Falcão

Elenco: Milton Gonçalves, Laura Cardoso, Gustavo Falcão, Alinne Moraes, Vladimir Brichta, Clarice Falcão
Nacionalidade: Brasil





Veja o filme:



Eu sou médium – e daí?

Infelizmente ainda é comum tanto no meio espírita quanto fora dele, em meios espiritualistas, que o médium seja considerado um ser especial. Principalmente por pessoas que não entendem nada do assunto, pessoas que não sabem ao certo o que vem a ser mediunidade e o que a mediunidade representa de fato para o médium.

Na internet nós encontramos dezenas de blogs e canais no Youtube em que pessoas que se dizem médiuns (mesmo que deem outro nome para isso, como “canalizadores”, por exemplo) expõe as suas teorias como se fossem a última verdade.

Às vezes, no meu canal no Youtube, no espaço de comentários, alguém “corrige” minhas opiniões e posicionamentos. E qual é o seu grande argumento para dizer que eu estou errado e eles estão certos?
– Eles são médiuns!

Ora, eu também sou médium. Mas isso não faz de mim o consertador das verdades.

Esse carteiraço não cola. Pode colar entre aqueles que não sabem como se processa a mediunidade; pra mim não cola.

Esses dias teve um aí dizendo que no mundo de regeneração nós vamos viver centenas de anos.
Por quê?
Porque ele é médium e o mentor dele disse pra ele.

Com todo o respeito ao teu mentor, mas isso não quer dizer nada. Isso é a opinião de um espírito. Eu também sou espírito e tenho opiniões – será que isso faz de mim um ser especial? Será que a minha opinião está sempre certa? Não tem nada a ver.

Em primeiro lugar mediunidade é algo muito sutil. Nem sempre é possível distinguir o que vem do espírito, o que é intuição nossa e o que é apenas opinião.

Em segundo lugar, mesmo que tenhamos comunicações bastante claras, e que estejamos certos de que o que é comunicado vem integralmente do espírito comunicante, isso é apenas a opinião dele!
Agora, só  porque um espírito falou, tá falado? Desde quando isso? E as recomendações de Kardec, pra que servem? Pra nada?

Pra mim, particularmente, a opinião dos guias vale tanto quanto a minha própria opinião. É verdade que para muitos assuntos eles estão numa posição privilegiada – por estarem livres da influência da matéria densa, os seus horizontes de percepção são muito mais amplos. Além disso, temos que considerar que um espírito, para ser guia de um encarnado, deve estar no mínimo no mesmo nível do encarnado.

Mas a sua comunicação deve, necessariamente, passar pelo crivo da minha razão. Então o que vai prevalecer, no fim das contas, é a minha opinião. Se eu achar que a sua comunicação tem fundamento, ótimo. Se eu tiver dúvida, fica por isso mesmo – como recomenda a regra de trânsito, “na dúvida não ultrapasse”.

O que eu tenho visto de gente falando das suas reencarnações anteriores (tem um aí que diz que foi o Rei Ricardo Coração de Leão), gente que recebe extra-terrestres em casa, gente que nos atendimentos espirituais combate grandes seres das trevas, dragões, monstros terríveis… Tem um que é especializado em desmascarar grandes vultos do espiritualismo: já desmascarou a Helena Blavatzki, fundadora da Teosofia; o Mikao Usui, criador do Reiki – quem será o próximo?

Carteiraço de médium eu não aceito. Tem duas coisas que não rolam entre espíritas. Uma é carteiraço de médium; a outra é carteiraço de idade. Você pode ser um espírito muito mais velho e experiente do que um senhor octagenário que pretenda lhe dar lições. Você pode ser muito mais lúcido do que um médium e todos os seus “mentores” juntos.

Então vamos devagar.

Médium não é mais do que ninguém. Por melhor que seja o médium, ele vai perceber o que está de acordo com a capacidade de entendimento dele. O tempo em que tínhamos comunicações praticamente mecânicas, através de médiuns inconscientes, passou. Isso serviu para implantar as bases da Doutrina dos Espíritos. É o caso, por exemplo, da 1º edição de O Livro dos Espíritos, que foi concebido a partir das comunicações feitas através de três médiuns adolescentes, três meninas de 12 14 e 15 anos. Hoje não existe mais isso.

Num atendimento espiritual é diferente. Ali existe um propósito de cura, um propósito de caridade, e desde que o médium esteja imbuído desse propósito de fazer o bem e de ser apenas um instrumento do bem, a comunicação vai ser a melhor possível para o momento. Quando todos estão imbuídos do mesmo propósito de fazer o bem, o Bem age através de nós.

Mas o mesmo não acontece no que se refere a possíveis revelações e comunicações de ordem pessoal. É um perigo quando esses médiuns conseguem influenciar outras pessoas com as suas ideias – se essas ideias forem equivocadas, evidentemente.

Outro perigo é no âmbito familiar, no âmbito das relações mais próximas. Tem aqueles médiuns que atendem em casa, ou na casa dos seus parentes e amigos. E pra agradar aos seus parentes e amigos é capaz de mentir descaradamente, criando fantasias muito prejudiciais na mente dessas pessoas.

Eu sei de casos de médiuns (ou supostos médiuns) que recebem seus guias em casa e dão palpites em todos os assuntos familiares: se intrometem nos namoros dos filhos, no comportamento do cônjuge.

Conheci um caso de uma família em que o pai e marido tinha morrido. E uma médium amiga da família dizia que via ele sempre na casa. Chegavam a fazer festa pra comemorar o aniversário do falecido. E todos ali, na expectativa, olhando para a médium. Até que ela dizia: – Ó, ele está sentado aí. Tá comendo bolo!

Eu nem estou duvidando da presença do falecido lá. Nós sabemos que é relativamente comum que um desencarnado permaneça ligado aos entes e à casa que deixou. Mas esse tipo de situação não pode ser alimentada, isso cria fantasias muito perigosas.

Outra coisa que requer muito cuidado é divulgação de cartas supostamente psicografadas por pessoas famosas. Não duvido delas; não é o caso. Mas não podemos aceitar tudo cegamente – principalmente se notarmos, nessas cartas, qualquer posicionamento ideológico.

Temos que diferenciar a mediunidade, em que o espírito encarnado recebe informações do plano astral, e o desdobramento ou a projeção consciente, em que o encarnado é que se desloca ao plano astral em busca de informações. Aí realmente a coisa muda. Mas isso é assunto pra outra ocasião.

Veja o vídeo complementar:


Seja feliz

Eis uma ordem preciosa: seja feliz! Quantas vezes dizemos isso uns aos outros, desejando, intensamente, que se torne realidade?

Em verdade, cada um de nós deveria ter como meta, em sua vida, ser feliz.

Quase sempre, criamos infelicidade para nós mesmos, através de nossas atitudes.

E, no entanto, nunca se falou tanto, como na atualidade, em ser feliz, em conquistar valores positivos. Parece ser a tônica do momento.

Parece que as pessoas estão descobrindo o propósito da Divindade para conosco.

O mundo não é um local onde nascemos para sofrer, embora o sofrimento possa fazer parte de nossas vidas.

Não é um local onde viemos somente para nos esfalfarmos em conquistas materiais, mesmo que necessitemos trabalhar para nos sustentarmos, para adquirirmos certo conforto.

O importante é se ter a certeza que podemos melhorar muito nossa qualidade de vida, se desejarmos.

Vejamos algumas dicas.

Não se preocupe em demasia. Quem se estressa o tempo todo, pode desencadear problemas cardíacos. E não consegue ver o lado bom das coisas.

Concentre-se e termine. Isto é, faça uma coisa de cada vez. Termine uma tarefa e depois passe para a seguinte.

Não queira fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

O Mestre de Nazaré, há mais de dois milênios, prescreveu que a cada dia bastam as suas próprias preocupações.

Mande a raiva embora. Ela faz as artérias se contraírem, a taxa de batimentos cardíacos disparar e deixa o sangue mais grosso e fácil de coagular.

Quando tiver que enfrentar alguma situação exasperante, conte até dez. Isso faz o cérebro passar da emoção para o pensamento racional.

Respire fundo. Pense e não reaja.

A Sabedoria Nazarena prescrevia que perdoássemos aos nossos inimigos.

Cuide do lado espiritual. Você pode participar de determinada religião, exercitar a sua fé. Ou pode meditar, passar algum tempo sozinho, prestar serviços a uma boa causa.

Lecionava Jesus: Amai o vosso próximo como a vós mesmos.

Controle as imagens do cérebro. Não exagere nas observações e não alimente ideias negativas.

Não alimente a sua carga emocional com pensamentos como: Esse emprego vai me matar.

Sorria. Ria. Ouça música alegre. Isso relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo do sangue. Seu corpo se sentirá melhor.

Recomendava o Nazareno: Alegrai-vos...

Alimente a sua mente com coisas positivas. Escolha leituras que lhe façam bem, que o motivem à serenidade, a reflexões altruístas.

Sábio foi o Mestre Jesus nos conclamando a que tivéssemos vida e vida em abundância. Isto quer dizer, qualidade de vida, que contempla o espiritual, o emocional, o físico.

Pensemos nisso e alteremos nossa forma de nos conduzir nesta Terra. Em pouco tempo, sentir-nos-emos mais leves, felizes, tudo olhando com as lentes positivas de quem está disposto a contribuir para a paz do mundo que, sempre, começa na nossa própria intimidade.

Redação do Momento Espírita, com dicas extraídas do artigo Um coração saudável em meia hora, da Revista Seleções Reader’s Digest, de abril de 2010. Em 30.11.2016.

domingo, 4 de dezembro de 2016

10 valiosos conselhos para a busca da paz entre os homens

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. – Jesus.
(Mateus, 5:9.)

Na cultura da paz, saibamos sempre:

1. Respeitar as opiniões alheias como desejamos seja mantido o respeito dos outros para com as nossas;

2. Colocar-nos na posição dos companheiros em dificuldades, a fim de que lhes saibamos ser úteis;

3. Calar referências impróprias ou destrutivas;

4. Reconhecer que as nossas dores e provações não são diferentes daquelas que visitam o coração do próximo;

5. Consagrar-nos ao cumprimento das próprias obrigações;

6. Fazer de cada ocasião a melhor oportunidade de cooperar em benefício dos semelhantes;

7. Melhorar-nos, por meio do trabalho e do estudo, seja onde for;

8. Cultivar o prazer de servir;

9. Semear o amor, por toda parte, entre amigos e inimigos;

10. Jamais duvidar da vitória do bem.

Buscando a consideração de pacificadores, guardemos a certeza de que a paz verdadeira não surge, espontânea, uma vez que é e será sempre fruto do esforço de cada um.

Fonte: extraído do livro “Ceifa de Luz”, de Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel. Federação Espírita Brasileira.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Divaldo Franco esclarece sobre Tragédias Coletivas na visão espírita

Tragédias Coletivas - 02/12/2016 às 15h17

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

Constantemente a humanidade é surpreendida por tragédias coletivas. Desde os fenômenos sísmicos às guerras, aos acidentes de várias ordens, demonstrando a fragilidade do ser humano ante as forças da natureza e as suas próprias paixões, que, amiúde, somos convidados a reflexionar em torno da transitoriedade carnal e sobre a continuidade da vida em outra dimensão.
Há poucos dias, um desastre aéreo de lamentáveis consequências feriu dezenas de famílias, ceifando vidas juvenis em plena busca da felicidade. Desejamos referir-nos ao acidente que arrebatou 71 vidas, especialmente de chapecoenses, deixando aflições inomináveis em muitos familiares e amigos.
Os conceitos filosóficos do materialismo diante do infortúnio não conseguem acalmar as ansiedades e as dores dos sentimentos vitimados pelas ocorrências infelizes do cotidiano, provocando, não raro, revolta e desespero.
Algumas correntes religiosas despreparadas para o enfrentamento dos desafios afligentes que ferem a humanidade simplificam a maneira de os encarar, transferindo para a “vontade de Deus” todas as ocorrências nefastas, sem que, igualmente, com algumas exceções, logrem o conforto moral e a esperança nas suas vítimas.
Ao Espiritismo cabe a tarefa urgente de demonstrar que a criatura humana é autora do próprio destino através dos atos que realiza.
A Divindade estabelece leis morais que atuam nas existências, com a mesma severidade que aqueloutras que regem o Universo e são inalteradas.
Embora Deus seja amor, o dever e o equilíbrio são expressões desse incomparável amor pelas criaturas.
O sofrimento não é um ato punitivo da Divindade, mas uma resposta da Vida ao comportamento malsão de quem se permite desrespeito aos supremos códigos.
Por intermédio da reencarnação o Espiritismo explica a lógica de acontecimentos tão funestos.
No caso em tópico, segundo a Imprensa, a Anac havia proibido a viagem programada, mas a fatalidade conseguiu uma maneira de atender ao determinismo cármico, mediante o aluguel de uma outra aeronave boliviana. Alguns sobreviventes e outros, que não puderam viajar por uma ou outra razão, foram poupados da terrível provação, por não fazerem parte do grupo comprometido com as Leis divinas.
Provavelmente essas vítimas resgataram antigo débito moral no seu processo evolutivo e foram reunidas para o ressarcimento coletivo, conforme a responsabilidade do conjunto em algum desmando anterior, de existência pregressa.
Hoje, no mundo espiritual, na condição de vítimas das circunstâncias de que não são responsáveis, encontram-se amparados por Espíritos nobres, que os auxiliarão a encontrar a plenitude. Aos seus familiares e amigos, apresentamos a nossa solidariedade.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 1-12-2016.

Volta aos trabalhos!

Após algum tempo em inatividade, o Blog do LEAE volta com postagens novas, textos criativo e informativos e, claro, com nosso maior objetivo: divulgar nossa doutrina. 

Acompanhe-nos!