Desde muito cedo começamos a fazer as nossas escolhas, ainda primitivos, ainda de forma rudimentar, mais guiados pelo instinto do que pela razão, com senso moral ainda diminuto, mas já de forma consciente, ou não se poderia considerar qualquer atitude como escolha, pois que esta se trata de uma opção individual e voluntária.
A Doutrina Espírita nos esclarece que inicialmente percorremos a estrada da evolução como princípio inteligente do Universo até chegarmos ao ponto em que passamos a "seres inteligentes da Criação". A partir daí, em épocas muito remotas, começamos a "ensaiar para a vida", no dizer dos Espíritos Superiores, e gradualmente nos tornamos senhores do nosso livre-arbítrio - tal qual acontece na etapa reencarnatória quando, de início, bebezinhos, somos inteiramente dependentes, mas, à medida que vamos crescendo, conquistando conhecimento e experiência, assumimos responsabilidades relativas às nossas possibilidades.
O livre-arbítrio é consequência da liberdade de pensar e de consciência, atributos que nos distinguem e fazem de nós criaturas capazes de decidir com critério - ou não, dependendo do nosso nível evolutivo. Porque, até certo ponto, as nossas decisões são inteiramente acatadas, a fim de que possamos angariar méritos, ou gerar compromissos, em função do tipo de ações e atitudes que tenhamos realizado. Somente em casos de espíritos muito renitentes, cristalizados em comportamentos negativos graves, é aplicada a "lei da compulsória" e, então, não cabe a ele, naquele momento, nenhuma escolha.