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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Ocupações e Missões dos Espíritos

571. Só há Espíritos elevados no cumprimento de missões?

— A importância das missões está em relação com a capacidade e a elevação do Espírito. O estafeta que leva um despacho cumpre também uma missão, que não é a do general.

572. A missão de um Espírito lhe é imposta ou depende de sua vontade?

— Ele a pede e alegra- se de a obter.

572- a. A mesma missão pode ser pedida por muitos Espíritos?

— Sim, há sempre muitos candidatos, mas nem todos são aceitos.

573. Em que consiste a missão dos Espíritos encarnados?

— Instruir os homens, ajudá-los a avançar, melhorar as suas instituições por meios diretos e materiais. Mas as missões são mais ou menos gerais e importantes. Aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. Tudo se encadeia na Natureza; ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, também concorre por essa forma para o cumprimento dos desígnios da Providência. Cada um tem a sua missão neste mundo, porque cada um pode ser útil em algum sentido.

O Livro dos Espíritos, questões 571 a 573.

Site Luz do Espiritismo

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Dia dos Namorados

E eis que chega, outra vez. Hoje haverá muitas flores, perfumes, presentes.

Jantares à luz de velas, abraços, expectativas.

O que será que ele me reserva, neste dia? Será que ela me surpreenderá de alguma forma especial?

Sim, embora esse apressar das coisas que vivemos no mundo, de muitos ficares, de conquistas apressadas e descomprometimentos, o amor continua na moda.

E basta se anunciar o Dia dos Namorados para que o coração bata diferente.

O que será, desta vez? Ano passado, a gente nem estava junto e ele lembrou de me dar um presente. E este ano, como será?

O que eu poderia fazer, desta vez, para ser diferente? Já dei flores, já enviei cartão, já comprei perfume. Preciso pensar...

Um dia para aqueles que adoram demonstrar que amam. Um dia para todos os casais enamorados, noivos, casados.

Um dia especial para lembrar de como é bom amar. Como é bom ter alguém ao seu lado para dar e receber carinho.

E, neste dia, é bom recordar os tempos felizes de um início de namoro, de casamento.

E, se houverem rusgas, que sejam desfeitas, com um abraço, um beijo, flores e ternura.

Porque, afinal, é maravilhoso ter alguém para amar.

Você sabia que, no Brasil, a data do dia dos namorados é comemorada a 12 de junho, por ser a véspera do dia 13, dia de Santo Antônio?

É que Santo Antônio tem tradição de casamenteiro. Provavelmente, por suas pregações a respeito da importância da união familiar.

Redação do Momento Espírita, em 12.6.2018 com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

segunda-feira, 18 de maio de 2020

15 de Maio - Dia Internacional da Família

Esta data homenageia a instituição familiar, um núcleo essencial para a formação moral de todos os indivíduos.

Vale lembrar que família é o grupo de indivíduos que protegem, cuidam e amam você. Uma família pode ser formada por diferentes membros, não apenas um pai, uma mãe, por exemplo. Existem famílias com dois pais, duas mães, pais ou mães solteiros, tios, avós e etc.

Família - uma visão espiritualista

Muitos já se perguntaram porque justamente determinada pessoa faz parte de sua família: pai, mãe, irmão, tio... Por que justamente aquela pessoa e não outra? Ou "por que nasci nesta família"? Karma, reencarnação, destino? Dentre as várias possíveis respostas e especulações, as filosofias espiritualistas atribuem razões que tentam explicar o porquê das pessoas se encontrarem em convívio dentro de um determinado núcleo familiar e de relacionamentos. Vamos conferir de perto essas questões:

Uma família seria um agrupamento de espíritos ligados entre si por laços espirituais, que podem ter sido gerados de quatro formas possíveis:

1 - Laços cármicos de afinidade

Seriam espíritos que se atraem pelo sentimento de amor que nutrem uns pelos outros, ou espíritos simpáticos, atraídos pela semelhança de inclinações e interesses que cultivaram ao longo de sua existência, e que se reúnem na mesma família para ajudarem uns aos outros em suas jornadas evolutivas e para progredirem juntos. Os espíritos que se aproximaram por laços de afinidades são aqueles familiares que se relacionam bem entre si.

2 - Laços cármicos de divergência

Seriam desafetos que se ligaram por sentimentos de ódio ou conflitos que ainda não conseguiram resolver, e que reencarnam na mesma família justamente para resolver suas pendências, fazer as pazes, perdoar e buscar a reconciliação e harmonização entre si. Os espíritos reunidos por laços de divergências são aqueles que têm antipatia gratuita ou até mesmo aversão um pelo outro.

3 - Programação dos benfeitores

Os espíritos também podem ser reunidos na mesma família por uma programação reencarnatória feita por benfeitores espirituais, em função das necessidades evolutivas dos reencarnantes, com a finalidade de resgatarem suas faltas, servirem de provações e auxiliarem uns aos outros em seus processos de aprendizagem evolutiva.

4 - Ato de bondade de espíritos mais evoluídos

Seriam os casos de espíritos mais evoluídos que, por um ato de bondade, se propõem a ajudar espíritos menos evoluídos, e então reencarnam na mesma família.

A constituição da família, portanto, não seria uma simples obra do acaso, mas sim a consequência de ligações construídas por nós mesmos em vidas passadas e no mundo espiritual nos períodos entre uma reencarnação e outra, ou o resultado de planejamentos de espíritos benfeitores em função das nossas necessidades evolutivas, ou escolhas de espíritos mais evoluídos que resolveram nos ajudar.

Consequentemente, nas famílias onde todos os membros são espíritos mais evoluídos, onde todos se dão bem e se respeitam, praticamente não há conflitos. No lado oposto, também há famílias onde todos os membros são de um nível evolutivo menor, onde ninguém se dá bem com ninguém e os desentendimentos são constantes. E entre esses dois extremos há inúmeras combinações possíveis quanto aos graus evolutivos dos pais, filhos e irmãos, definidos pelos diversos níveis de saber e de ignorância, de bondade e de maldade, que cada um carrega.

A responsabilidade dos pais em receber àquele filho ou filha já teria se iniciado muito antes do nascimento ou da fecundação. Na grande maioria dos casos, esta responsabilidade teria se iniciado quando essas vidas se cruzaram em encarnações passadas, gerando ligações espirituais, de afinidades ou conflitos. Sua responsabilidade também pode ter iniciado por ocasião do planejamento reencarnatório, quando receberam a missão de serem pais de determinados filhos. Em todos os casos, a responsabilidade dos pais é grande porque têm influência direta em sua própria evolução espiritual e na de seus filhos.

A responsabilidade dos pais seria educar os filhos com amor, prudência e equilíbrio, sem demasiada severidade e sem demasiada benevolência - ou seja, com equilíbrio. E os exemplos de conduta são fundamentais para essa educação. O compromisso com os espíritos que estão como filhos começou antes da sua concepção - começou lá no mundo espiritual - e o amor dedicado a eles lá no plano espiritual e aqui - durante a gestação, infância, juventude, vida de adulto e velhice - é a mais significativa contribuição que pode ser dada para a sua evolução. Ser pai ou mãe seria, então, uma grande oportunidade de exercitar a capacidade de amar de forma incondicional, principalmente quando os filhos apresentam defeitos físicos, morais ou intelectuais.

Calendarr e trechos de um artigo do site Compra Zen

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Reencarnação e Autismo

Algumas teses espiritualistas relatam que o comportamento autista é decorrente do fato de o ser extrafísico não ter aceitado sua reencarnação. Em O livro dos espíritos, na Questão 355, é ensinado que a aliança do espírito ao corpo não é definitiva, porquanto os laços que o prendem ao corpo são muito fracos, podendo romper-se por vontade da individualidade espiritual, recuando diante da prova que escolheu.

Portanto, o espiritismo instrui que, nos casos de não aceitação da reencarnação, mediante o seu livre-arbítrio, a entidade se retira e acontece um aborto, denominado, pela ciência, de espontâneo.

Aparência enganadora

Os déficits cognitivos severos, associados às profundas alterações no inter-relacionamento social, caracterizam o autista, apresentando uma forma de identificação profundamente diferente, resultante do mau uso das faculdades intelectivas, em existências anteriores, quando errou, exatamente, na dissimulação das emoções, estabelecendo relações afetivas baseadas no engodo, no fingimento, para manter suas posições sociais abastadas, no campo do poder social e, principalmente, na vigorosa sedução sexual.

Utilizou o disfarce, a aparência enganadora, cobrindo com uma máscara psicológica a sua verdadeira personalidade, representando uma personagem falsa, enganando os circunstantes para auferir vantagens.

Quantos indivíduos, exercendo cargos religiosos, políticos, militares e policiais, sem a preocupação de ajudar o próximo, assoberbados de vantagens pessoais, preocupados apenas com o seu próprio bem-estar, apresentam-se como falsos líderes, ludibriando a muitos, mas não conseguindo enganar a si próprios.

Desprovido de controle

Na Parábola dos Talentos, Jesus alude aos que usaram seus dons, atributos, sem benefício para os semelhantes e, atormentados, posteriormente, pelo remorso, refletem um sofrimento que parece não ter fim (imagem simbólica do fogo eterno), recebendo a sentença que ressoa nos refolhos mais íntimos da consciência: “até o pouco que têm lhes será tirado”.

O indivíduo autista representa alguém necessitado de muita atenção, carinho e amor, vindo ao mundo físico em uma reencarnação essencialmente expiatória, totalmente desprovido do controle de suas emoções e com prejuízo acentuado na interação social.

Não desenvolve relacionamento eficaz com seus pares e revela fracasso marcante no contato visual direto, na expressão facial, na postura corporal, na tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas.

Está agora sujeito às consequências de seus atos impensados do pretérito. De tanto não conceder o devido respeito às pessoas e de não conceber que os seres pensam e têm sentimentos, retorna com déficit e prejuízo da empatia, com intensa dificuldade de construir vínculos, sem se sentir atraído pelas pessoas e sem interesse em tentar falar, considerando o rosto humano muito complexo, confuso e difícil de olhar.

No pretérito, a todo o custo, buscava a fama, a glória, o entusiasmo dos aplausos, o ardor dos cumprimentos e abraços; hoje, com aparência desorientada devido a uma expressão sem emoção, vivencia experiências caóticas, com dificuldade imensa de estar fora do seu casulo particular, principalmente quando ouve o ruído de um grupo de pessoas, causando acentuada confusão nos seus sentidos, sem saber distinguir os estímulos e, muitas vezes, aguçada dificuldade em relação à sensibilidade tátil, sentindo-se sufocado com um simples aperto.

Redenção espiritual

Deus, essencialmente o amor, proporciona ao indivíduo imortal, diante da Eternidade, a oportunidade da redenção espiritual.

Quando retornar à dimensão extrafísica, apresentar-se-á curado, sem mais o remorso lhe assenhoreando o íntimo, vivenciando a paz e agradecendo a valiosa oportunidade dispensada, a si próprio, de agora poder valorizar a utilização dos dons da comunicação e o ta‑ lento do carisma, visando o bem-estar do próximo e o seu próprio crescimento espiritual.

A chance de ter tido uma existência difícil, quando se entretinha, enfileirando brinquedos e objetos, particularmente, pauzinhos, caixinhas, peças coloridas para encaixe, despertou dentro de si o potencial da humildade.

Captando paulatinamente as vibrações amorosas de seus pais, familiares, amigos e abnegados terapeutas, assimilando-as intensamente, a carapaça da empáfia desabou e descobriu em plenitude o amor. Afinal, todos os filhos de Deus são herdeiros do Infinito e estão ainda iniciando sua jornada evolutiva no rumo das moradas grandiosas e incomensuráveis do Universo.

Texto publicado no Blog Espiritismo na Rede

domingo, 11 de agosto de 2019

Pessoas leais: o valor de ser fiel aos seus princípios

As pessoas leais são, acima de tudo, personalidades honestas. Elas se guiam por um código que está sempre em sintonia com seus valores, mas também com o comprometimento respeitoso com o outro. Nas suas relações, não cabem traições, mentiras ou atitudes interesseiras.

Estamos, sem dúvida, diante de um conceito tão interessante quanto profundo que vai muito além da confiança.

Atualmente, o panorama não é mais o mesmo. No entanto, de alguma forma, continuamos precisando desta proximidade e desta segurança de pessoas significativas para nos sentirmos bem.

Precisamos oferecer ao outro um sentimento de atenção, respeito e comprometimento contínuos, em relações nas quais sabemos que não seremos traídos. Nas quais não há interesses ocultos ou segundas intenções.

Há quem diga que hoje em dia a lealdade é quase um ideal, ou uma característica em risco de extinção. Muito além do que podemos pensar, esta dimensão continua estando presente no coração de muitas pessoas.

Por isso, devemos saber exatamente o que é ser leal, porque em muitas ocasiões, é possível cair em dinâmicas nas quais este princípio acaba sendo deturpado. Vejamos mais detalhes a seguir.

“Irei segui-lo até o último suspiro, com a verdade e a lealdade”.
– William Shakespeare –

Sêneca dizia que a lealdade parte da confiança, mas como já falamos antes, este conceito tem suas raízes em algo mais profundo e complexo ao mesmo tempo. Para começar, as pessoas leais são, acima de tudo, respeitosas com seus próprios princípios. 

É deles que parte o verdadeiro núcleo do comportamento leal: agir sempre com base em valores, sendo fiéis ao que consideram correto.

A lealdade, o compromisso de fazer a coisa certa
Lealdade provém do termo ‘legal’. Há, portanto, um componente de retidão e compromisso por fazer a coisa certa em cada circunstância. O que isso significa, traduzido no âmbito das relações?

Implica, por exemplo, que mesmo se terminarmos uma relação afetiva ou de amizade com alguém, o respeito sempre vai continuar existindo. Não iremos revelar intimidades, não faremos críticas e nem teremos comportamentos que possam machucar os outros de alguma forma.

Muito além da confiança, está a lealdade. Mesmo quando a primeira se perde e não há mais vínculo algum com este alguém, sobrevive o sentido profundo do respeito, uma virtude, sem dúvida, nobre e desejável.

A pessoa leal é sincera, não condescendente, e nos ajuda a crescer
As pessoas leais não são aquelas que fazem uso exclusivo da condescendência. Não são as que dizem ‘sim’ a tudo, as que nunca colocam objeções, as que nos apoiam em tudo que fizermos, em cada decisão e comportamento, por mais questionável que seja.

A lealdade também é sinceridade, e fazer uso de um comprometimento ativo com o nosso bem-estar.

Isso significa que, se em algum momento for necessário que alguém nos impeça de fazer algo, nos alerte a respeito de um problema ou nos ajude a abrir os olhos diante de uma realidade que não vemos, a pessoa leal vai fazer isso.

Afinal, ela é regida por valores firmes, não pelo servilismo ou pela passividade. Assim, quem deseja o melhor para nós nunca hesitará em ser o apoio capaz de dizer as verdades que machucam, capaz de nos mostrar nossos erros, mas também as nossas oportunidades de crescimento.

Para concluir, como podemos ver, o conceito de lealdade tem as suas nuances. Ninguém pode impôr a quem ou a quê devemos ser leais.

Este conceito não é externo; ele tem uma origem interna e está em harmonia com um código de valores baseado no respeito e na integridade que cada um vai construindo ao longo da sua vida.

Assim, as pessoas leais não ficam apenas nas palavras, porque a lealdade é exercitada e aplicada diariamente em qualquer circunstância e situação. Pensemos nisso.

A Mente é Maravilhosa com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE