Histórias de fé e cura
Levantamento feito no Brasil mostra que maioria dos pacientes se apoia na religiosidade para enfrentar doença
Conheça a experiência de três pessoas que encontraram na espiritualidade a força para continuarem vivas
São cada vez mais comuns pesquisadores que se interessam em investigar de que forma a religiosidade se relaciona com áreas como a medicina.
O que os especialistas começam a fazer é algo que sempre esteve presente na vida de pacientes. É muito comum que, ao adoecer, as pessoas busquem a medicina sem deixar de lado o aspecto espiritual. Um levantamento feito pelo cardiologista Fernando Antônio Lucchese com 259 internos do Serviço de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular da Santa Casa de Porto Alegre, por exemplo, constatou que 84,9% dos entrevistados acreditam nos benefícios da fé sobre a saúde, e 90,2% usam a religião como conforto no momento da doença. Feita em parceria com a Universidade de Duke, nos EUA, a pesquisa observou ainda que a maioria gostaria de ser atendido por um médico que abordasse o tema com eles.
O interessante é que, segundo o coordenador do trabalho, a crença pode render resultados concretos e observáveis do ponto de vista científico. “Com a espiritualidade desenvolvida, a pessoa entra em um estado mental que induz o equilíbrio neurofisiológico e dos hormônios, o que contribui diretamente para o aumento da imunidade (defesa do organismo)”, afirma Lucchese. O médico diz que, se o sistema neurológico do paciente está equilibrado, o estado psicológico fica propenso a trazer a sensação de esperança, de perdão, de amor e de altruísmo. “Isso estimula o desenvolvimento de energias interiores de autocura, o efeito placebo”, explica.