quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Espiritualidade melhora saúde independentemente da religião

Tratamentos espiritualizados
Apesar das diferenças nas crenças e nos rituais entre as diversas religiões, a espiritualidade sempre melhora as condições de saúde das pessoas.
 
A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Missouri (EUA).
 
Segundo eles, os profissionais de saúde devem aproveitar essa correlação entre a saúde - especialmente a saúde mental - e a espiritualidade, para desenvolver tratamentos e programas de reabilitação de acordo com as inclinações espirituais de cada paciente.

Perdão

O estudo envolveu a análise da correlação entre saúde mental e física, fatores de personalidade e espiritualidade entre budistas, muçulmanos, judeus, católicos e protestantes.

Em todas as cinco religiões, um maior grau de espiritualidade mostrou-se estreitamente correlacionado com uma melhor saúde mental, níveis mais baixos de neuroticismo e maior extroversão.

O perdão, ou a capacidade de perdoar, foi a única característica espiritual que conseguiu prever o estado de saúde mental dos voluntários, depois que todas as variáveis de personalidade foram consideradas.

Estilo espiritualizado
"Os resultados do nosso estudo suportam a ideia de que a espiritualidade funciona como uma característica da personalidade," explica o Dr. Dan Cohen, coordenador do estudo.

Isso porque os benefícios que a espiritualidade traz à saúde não apresentam correlação com o número de vezes que a pessoa vai ao templo ou participa de reuniões formais da sua religião.

Cohen acredita que a espiritualidade pode ajudar a melhorar a saúde mental das pessoas reduzindo o seu egocentrismo e desenvolvendo um sentimento de pertencimento a um todo maior.

Tradições religiosas muito diferentes incentivam a Espiritualidade, ainda que usem nomes diferentes para o processo.

Um monge cristão não vai dizer que atingiu o Nirvana, e nem um monge budista vai dizer que alcançou a comunhão com Jesus Cristo, mas ambos estão se referindo a fenômenos similares, conclui o pesquisador.

*Notícia extraída no site Diário da Saúde, publicada em 23/08/012.