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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Artigo: O valor que a vida tem

A maior riqueza que a vida proporciona ao ser humano é a feliz vivência do bom humor, descortinando o tesouro do bem-estar íntimo.

A boa regra é vencer os problemas, com a técnica saudável de uma postura motivadora, como se fossem desafios: degraus oportunos à evolução constante.

Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, ensina: A tristeza é um dos raros momentos que nos permite reflexão […], uma possibilidade de nos conhecer melhor, de saber o que queremos, do que gostamos.

Quando a questão – em setembro que se tornou amarelo – convida a humanidade à reflexão sobre o suicídio, é indispensável considerar que o fenômeno psicológico, de qualquer natureza, é essencialmente transitório.

Todos os que tiverem a cogitação infeliz do autocídio devem reflexionar sobre o despertamento à valorização da vida. Somente vivendo é possível buscar o néctar da paz íntima dessas conquistas.

Não permitir que esses pensamentos sombrios povoem o campo mental, buscando o diálogo com alguém com o qual tenha confiança.

Dialogar, abrir o coração, buscar a feliz e salutar convivência, não se refugiar no íntimo. Reeducar-se mentalmente, não dando guarida emocional às insinuações negativas: eis a tônica do bom viver.

Existem alguns sinais doentios.

Cuidado com a mágoa que enlouquece a razão e produz fixações perturbadoras, como a monoideia, que é ferramental de mentes trevosas.

Lembrar também que o Código Internacional de Doenças (CID 10), no item F 44.3, desde 1998 traz o diagnóstico da interferência espiritual obsessora. É a própria ciência oficial reconhecendo que esses assédios são reais e se reage a essa realidade com diagnóstico médico.

Mau humor é outra realidade comportamental que pode dar causa à obsessão espiritual, pois o pensamento e a imaginação atraem o que lhe for semelhante.

A distimia traz prejuízos à convivência diária e incapacita o ser, que se aliena em pensamentos perturbadores.

A ação preventiva e acauteladora deve ser a tônica indispensável ao debate desse tema. Os males psíquicos têm cura, quando observados e curados em tempo hábil.

Feliz a orientação de Meimei, por intermédio de Chico Xavier, que nos trouxe essa pérola para que a conquistemos diuturnamente: “Alegria é o cântico das horas com que Deus nos afaga a passagem pelo mundo”.

No contexto da prevenção, o Posto do CVV (Centro de Valorização da Vida), de Araçatuba, está a caminho da reativação. Se você estiver sensível a esta causa e quiser participar, deixe mensagem na página Movimento Amor à Vida (Facebook).

Por Luiz Carlos Barros, dirigente espírita em Fernandópolis e Jales, publicado no site Folha da Região

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

'Nunca campanha de prevenção ao suicídio se tornou tão necessária', diz profissional da saúde

Estamos no 'Setembro Amarelo', e nunca na história este tema se tornou tão relevante como no momento de pandemia que vivemos. A campanha iniciada em 2015 no Brasil escolheu o mês de setembro para conscientizar e ajudar com a prevenção e evitar que a depressão leve ao suicídio.

Após relatos de suicídios relacionados com o coronavírus e o confinamento a ele associado, o neurocientista, psicanalista  e especialista em estudos da mente humana, Fabiano de Abreu, foi contactado. Depois de ter confirmado que o número de casos de depressão se acentuou com esta crise psicológica da pandemia, o pesquisador logo concentrou-se em pesquisas e análises para avaliar o que ele já previa ocorrer.

“Eu já temia a possibilidade de que pessoas com depressão e/ou ansiedade potencializada, no confinamento, sendo bombardeadas com notícias ruins e a má utilização da ansiedade, poderiam piorar o quadro depressivo ou chegar nele; e ter um aumento no número de suicídios. Tomando ciência do ocorrido, reuni o meu grupo de pesquisa para tentarmos contribuir de alguma maneira para que isso não eleve mais ainda o número de mortos por causa do coronavírus, seja diretamente ou indiretamente".

Pessoas com uma ansiedade potencializada e contínua podem entrar em depressão e pessoas em depressão têm maior risco de suicídio. O risco é maior na vigência da doença e de comorbidades. "Estamos imersos num cenário de incertezas e elas geram medos e angústias. É importante cuidar do equilíbrio emocional a fim de evitar ações definitivas para problemas transitórios. O suicídio não é solução e sim mais um problema de saúde pública a ser tratado", enfatiza o médico.

Confira algumas dicas para as pessoas que estão passando por problemas como depressão e transtorno de ansiedade

1. Mantenha o tratamento psicoterápico on-line, a maioria dos profissionais trabalham nessa modalidade.


2. Se faz uso de medicação, siga corretamente a prescrição médica. Não aumente a dosagem, nem faça desmame por conta própria.



3. Se a sua medicação está no fim, entre em contato com o seu psiquiatra, todos estão a trabalhar sob novos protocolos.


4. Mantenha-se informado somente por vias sérias e éticas de notícias. Evite “fake news”.

5. Trabalhe a sua respiração através da meditação. A respiração consciente e ritmada, mantém a homeostase do corpo.

6. Durma bem, o sono fisiológico possibilita uma “psicoprofilaxia”, filtragem e limpeza de metabólitos cerebrais.

7. Mantenha uma alimentação equilibrada. Alimentos funcionais, menos processados e coloridos. “Descasque mais e desembrulhe menos”

8. Beba água, mantenha-se hidratado para o melhor funcionamento de todo o sistema de filtragem e eliminação, mantendo o organismo em bom funcionamento.

9. Use a criatividade e o espaço possível para uma atividade física que goste.

10. Evite excesso de álcool, evite drogas. Mantenha-se lúcido.

11. Mantenha a rotina, isso faz com que você continue orientado no tempo.

12. Desenvolva um plano, e faça um planejamento para realizar uma “comemoração” quando tudo isso passar. 

13. Traga para sua mente bons pensamentos e boas emoções. O que nós pensamos nós sentimos.

14. Sinta-se pertencendo a um grupo, o sentimento de pertença traz-nos importância.

15. Faça chamadas de vídeo ou mesmo videoconferência para reunir os amigos.

16. Não falta tempo, por isso organize a casa, os armários, leia os livros que guardou na estante, assista aos filmes e as séries que queria e não tinha “tempo”. Descubra algum talento oculto e use como terapia ocupacional.


Para casos mais graves em que tenha ocorrido uma tentativa ou pensamentos de suicídio, trabalhe na “redução de danos”, seguindo orientações básicas:



1. Seja presente de forma integral na vida do sujeito portador do transtorno - depressão.


2. Aproxime-se de pessoas que estão em sofrimento emocional/psicológico.


3. Ofereça conversa com escuta de qualidade.

4. Conduza a conversa até perceber que a pessoa está segura e confiando em si.


5. Pergunte abertamente se ela já pensou na própria morte.

6. Com o terreno preparado, pergunte se ela já pensou em tirar a própria vida.

7. Pergunte que método ela escolheria e por que seria assim?

8. Deixe-a falar, chorar, contar todo o seu plano.

9. Após tomar conhecimento da idealização e do planeamento, mostra-se solidário.

10. Compreenda “sem julgar”, a partir daí ofereça um “pacto ou um contrato de preservação” à vida.

11. O desafio e a confissão trazem alívio. Deixando a pessoa com o recurso de procurar ajuda naquele confidente ou num grupo de ajuda.

12. Quando nos esvaziamos desse sentimento de angústia e desesperança, começamos a valorizar a vida.

13. Ter alguém que guarda o nosso segredo conecta-nos a um outro ser. Esse sentimento de confiança forma um elo e traz motivação para superar o momento.

14. Ter ciência do plano e do planeamento para a execução, podendo tirar da pessoa a ferramenta que ela utilizaria.

15. Recolha a medicação, retire o que puder ser feito de corda, lâminas cortantes, e não deixe a pessoa sozinha. 

16. A presença traz a companhia e inibe a tentativa de atentar contra a própria vida

Site Gazeta Digital

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Atendimento Fraterno

O Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) está com suas atividades presenciais suspensas, porém, estamos ofertando o Atendimento Fraterno

Entendendo ser essencial este momento de acolhimento e escuta, continuamos o Atendimento Fraterno por meio de chamada de vídeo, de forma ética e sigilosa, àqueles que necessitam conversar neste momento de dificuldades, e claro, tudo sob a orientação da Doutrina Espírita.

Entre em contato, por WhatsApp, para agendamento através do número 99971-3822.

Atendimento Fraterno: O atendimento fraterno no Centro Espírita é uma oportunidade de falarmos sem julgamentos ou medos. A ajuda espiritual contribui na compreensão de nossas atitudes e relações familiares, por exemplo.

Geralmente a pessoa que vai até o Centro Espírita busca palavras de conforto e um direcionamento. Com base na Doutrina Espírita, as conversas fazem você mesmo refletir sobre as questões que te afligem.

Equipe do Atendimento Fraterno - LEAE

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Antes de condenar...

Conta o escritor Stephen Covey um fato ocorrido com ele numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.

As pessoas estavam lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranquila.

Então, um homem entrou no vagão com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou de repente.

O homem se sentou ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos, puxavam os jornais dos passageiros, incomodando a todos.

Mesmo assim o pai não fazia nada.

Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que aquele homem pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.

Ele podia perceber facilmente que as pessoas estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter o controle, Stephen virou-se para o homem e disse:

Senhor, seus filhos estão perturbando demais. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

Creio que o senhor tem razão. Acho que eu deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora...

Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.

* * *

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.

Por isso, é importante que cultivemos a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.

No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...

É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...

Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso relatado, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen se encheu de compaixão.

Sinto muito, disse ele. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar?

Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que a aparente indiferença de um pai ocultava. Simplesmente porque não sabia como lidar com o próprio sofrimento e o dos seus filhos.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no item De dentro para fora, do livro Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, ed. Best Seller. Em 4.6.2019.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Como vai a nossa capacidade de ouvir?

Independentemente do imediatismo e senso de urgência que a vida moderna nos impõe, não podemos abdicar de averiguar – cuidadosamente, aliás - como estamos nos saindo na capacidade de ouvir. Contrariedades, reveses e problemas, em maior ou menor grau, permeiam a vida de todos nós humanos. Mas, às vezes, tendemos a achar que os nossos são muito maiores, mais complexos e complicados do que os dos outros. Desse modo, não raro, descarregamos em nossos interlocutores toda a carga de desajuste emocional que nos envolve. Ao fazê-lo podemos estar esquecendo que eles podem estar enfrentando situações incomparavelmente piores do que a nossa.  

Por isso, saber ouvir é, essencialmente, um ato de caridade e sabedoria. Muitos que nos abordam precisam, apenas, do providencial remédio de serem ouvidos com alguma paciência. Ademais, na vida não se evolui sem a dilatação de tal capacidade. Com efeito, homens e mulheres de grande responsabilidade e competência exercitam esse recurso a fim de melhor abalizar as suas decisões. Desse modo, se soubermos ouvir, aprenderemos sempre. Além disso, há momentos que o melhor a fazer é simplesmente nos calarmos. Como recomendou o apóstolo Tiago, “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (1: 19).

Nesse diapasão, o Espírito Joanna de Ângelis, em Florações Evangélicas (psicografia de Divaldo Pereira Franco), observa: “Receptores são os ouvidos, por cujos condutos as vozes da vida atingem o espírito eterno, momentaneamente revestido pela matéria, de forma a ajudá-lo no crescimento e na evolução”. 

Estendendo o raciocínio, o Espírito Emmanuel ensina, na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), que “Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam”. Para ele ainda, “Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva”.

Já o Espírito André Luiz, no livro Sinal Verde (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recomenda a necessidade de educarmos a visão e a audição, pois, “Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar”.

Concluindo, vale relembrar as sublimes orientações de Emmanuel, contidas na inspiradora obra Palavras da Vida Eterna (psicografia de Francisco Cândido Xavier) – ou seja:

“Ouvidos... Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os 'ouvidos de ouvir', a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria”.

Por Anselmo Ferreira Vasconcelos para O Consolador em Artigos, número 621

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Trabalhadores espíritas também devem procurar o Apoio Fraterno

O bem que o apoio/atendimento fraterno faz serve para todos, sem exceção

Há algumas semanas o Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) tenta entrar num acordo sobre horários e dias para instalar efetivamente as atividades de Atendimento/Apoio Fraterno na Casa.

Somos privilegiados por termos muitos trabalhadores à disposição para desenvolver essas ações de extrema importância num centro espírita. 

Por isso, também de grande valia sabermos sobre o que se trata essa tarefa e para quem são destinados seus benefícios.

A tarefa de atendimento/apoio fraterno envolve alta responsabilidade, pois é a porta de entrada de muitos que chegam na casa. Quem promove essa atividade representa não apenas a casa espírita, mas também a doutrina e o que podemos extrair dela como auxílio em nossa vida e evolução espiritual e emocional.

O Atendimento Fraterno consiste em receber a pessoa que busca a compreensão espírita, proporcionando lhe oportunidade de expor livremente, em caráter privativo, suas dificuldades, fornecendo-lhe breves orientações evangélico-doutrinárias para compreensão de seus problemas, assim como encaminhá-la, se assim desejar, aos recursos espirituais que a Casa Espírita possui, assim como transmitir-lhe estímulos de que esteja precisando.

Nesta ação de apoio entendemos uma relação que deve estar presente em todas as atividades da vida humana e nas relações interpessoais.

Aqui faço uma pequena provocação: o trabalhador da casa espírita está isento desta necessidade? Se respondeu automaticamente que ‘sim’, revido-lhe assim: já viu algum médico precisar de atendimento médico/hospitalar? Pois bem, como ser humano, encarnado num corpo físico material, apresenta necessidades de sarar enfermidades do corpo, não?

Trabalhadores da Casa Espírita com certeza têm mazelas emocionais e espirituais, como todos em evolução neste planeta. Então a ideia de serem os primeiros a utilizar desta atividade benéfica não é absurda, não é? O “apoio fraterno” é autoexplicativo. Quando se entende que trata-se de um amparo entre irmãos, e no nosso caso, utilizando das ferramentas que o espiritismo nos dá, fica fácil entender que todos nós, trabalhadores da casa, devemos utilizar-nos dele. Apoiarmos em dificuldade, esclarecermos dúvidas, obtermos novas visões dos acontecimentos... são maneiras de trocarmos experiências para um bem maior. 

Procuremos nos fortalecer com os recursos que nossa casa nos proporciona!

Equipe de Comunicação do LEAE

terça-feira, 21 de maio de 2019

Você já se sentiu acolhido?

Acolhimento pode ser descrito como a maneira de receber ou de ser recebido; como recepção, consideração. Estas são apenas algumas das várias definições que encontramos nos dicionários. Mas o que de fato significa acolher?

O acolhimento acontece espontaneamente em nosso posicionamento, no comportamento pessoal frente às relações. Trata-se de uma postura que expressa uma crença a respeito do valor e dos direitos do ser humano.

O acolhimento acontece, entra em ação, na forma que me coloco presente para uma outra pessoa. Se acredito no valor e no potencial, irei naturalmente adotar uma postura de respeito frente a elas. Esta atitude será comunicada pela atenção que dedico ou pelas posturas mentais e corporais diante dos outros.

A maioria de nós, em algum momento da vida, já se sentiu ignorado, desvalorizado ou desconsiderado por alguém ou por um grupo. Por outro lado, podemos nos lembrar também de como nos sentimos quando fomos respeitados e valorizados, seja recebendo atenção, sendo ouvido ou percebendo na pessoa uma postura física que nos comunicasse que havia uma consideração pelos nossos pensamentos e ações.

A consideração é companheira do acolhimento, ela ajuda a sentirmos, a percebermos a valorização que alguém nos dedica, mesmo que não dita.

Outra atitude companheira de quem acolhe é a empatia. A atitude empática é aquela que demonstra nosso desejo de compreender o outro: suas dores, seus sentimentos e o significado daquilo que está passando, como está se sentindo, compreendendo todo o contexto.

Faz parte da empatia também um cuidado para reconhecer o outro naquilo em que ele é diferente. Pois damos sentidos diferentes para aquilo que vivemos. Assim, a empatia se mostra no olhar, na postura corporal e na comunicação diante daquilo que o outro nos mostra.

Este conjunto de coisas – consideração, atenção e empatia – pode facilitar a comunicação entre pessoas, grupos e relações que temos, duradouras ou não. A prática e o exercício dessas atitudes são a base do acolhimento.

Acolher de forma sincera é trazer o outro para perto de nós. Receber o diferente com consideração, com atenção, lembrando que, apesar das diferenças, carregamos algo em comum que nos une: a nossa humanidade.

Adriana – CVV Araraquara – SP

terça-feira, 26 de março de 2019

Curso de Atendimento/Apoio Fraterno

Ainda em fase de programação e acertos finais, o Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) com auxílio do Centro Espírita Cuiabá promove um Curso de Apoio Fraterno durante 04 dias.

Nos dias 28 de abril, 05, 19 e 26 de maio, trabalhadores do Centro Espírita Cuiabá ministrarão um curso rápido sobre Atendimento/Apoio Fraterno.