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terça-feira, 21 de maio de 2019

Você já se sentiu acolhido?

Acolhimento pode ser descrito como a maneira de receber ou de ser recebido; como recepção, consideração. Estas são apenas algumas das várias definições que encontramos nos dicionários. Mas o que de fato significa acolher?

O acolhimento acontece espontaneamente em nosso posicionamento, no comportamento pessoal frente às relações. Trata-se de uma postura que expressa uma crença a respeito do valor e dos direitos do ser humano.

O acolhimento acontece, entra em ação, na forma que me coloco presente para uma outra pessoa. Se acredito no valor e no potencial, irei naturalmente adotar uma postura de respeito frente a elas. Esta atitude será comunicada pela atenção que dedico ou pelas posturas mentais e corporais diante dos outros.

A maioria de nós, em algum momento da vida, já se sentiu ignorado, desvalorizado ou desconsiderado por alguém ou por um grupo. Por outro lado, podemos nos lembrar também de como nos sentimos quando fomos respeitados e valorizados, seja recebendo atenção, sendo ouvido ou percebendo na pessoa uma postura física que nos comunicasse que havia uma consideração pelos nossos pensamentos e ações.

A consideração é companheira do acolhimento, ela ajuda a sentirmos, a percebermos a valorização que alguém nos dedica, mesmo que não dita.

Outra atitude companheira de quem acolhe é a empatia. A atitude empática é aquela que demonstra nosso desejo de compreender o outro: suas dores, seus sentimentos e o significado daquilo que está passando, como está se sentindo, compreendendo todo o contexto.

Faz parte da empatia também um cuidado para reconhecer o outro naquilo em que ele é diferente. Pois damos sentidos diferentes para aquilo que vivemos. Assim, a empatia se mostra no olhar, na postura corporal e na comunicação diante daquilo que o outro nos mostra.

Este conjunto de coisas – consideração, atenção e empatia – pode facilitar a comunicação entre pessoas, grupos e relações que temos, duradouras ou não. A prática e o exercício dessas atitudes são a base do acolhimento.

Acolher de forma sincera é trazer o outro para perto de nós. Receber o diferente com consideração, com atenção, lembrando que, apesar das diferenças, carregamos algo em comum que nos une: a nossa humanidade.

Adriana – CVV Araraquara – SP

terça-feira, 12 de março de 2019

A Solidão dos Avós: Um curta-metragem emocionante que está fazendo o mundo refletir

Os avós são figuras muito importantes em nossas vidas. Na maioria das famílias, eles são um pilar que mantém todos unidos, mesmo nos momentos mais difíceis da vida. No entanto, não podemos negar um fato: mesmo nas famílias mais presentes, existe a solidão da terceira idade.

Os idosos, principalmente quando moram sozinhos, podem se sentir deixados de lado, porque todos estão ocupados demais com as próprias vidas e podem acabar negligenciando o relacionamento com eles. Eles nem sempre conversam sobre sua solidão, porque não querem “cobrar” os filhos e netos, mas no fundo seus corações desejam por mais companhia, alguém para conversar, contar suas histórias, falar sobre a vida.

Estar sozinho é bom, mas se a solidão é constante, pode acarretar problemas emocionais. A solidão na terceira idade sempre existiu, mas é mais falada atualmente devido ao modo de vida que levamos, que acaba nos aproximando da tecnologia, enquanto nos afasta das pessoas.

É preciso conscientizar as pessoas sobre esse tema, mostrar que os idosos também se sentem solitários, abandonados e, por mais que não falem, precisam de companhia, amor, carinho, cuidado e interesse.

Essas pessoas que dedicaram tanto tempo de suas vidas fazendo de tudo por nós, merecem também receber o melhor de nós.

Mostramos abaixo um curta realizado pela profissional de animação Laura Stewart, que mostrou de uma maneira muito sutil a maneira como milhares de idosos se sentem.

O vídeo conta a história de um senhor que mora sozinho, até se deparar com uma nova companhia, que apenas complica a sua vida. Vendo que não tem outra opção, ele tem uma atitude amigável para com ela, o que acaba por acarretar um resultado que nos faz refletir muito sobre o sofrimento vivido por essas pessoas, e até onde elas iriam para ter alguém do lado.

Confira abaixo:



Site O Segredo