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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Como vai a nossa capacidade de ouvir?

Independentemente do imediatismo e senso de urgência que a vida moderna nos impõe, não podemos abdicar de averiguar – cuidadosamente, aliás - como estamos nos saindo na capacidade de ouvir. Contrariedades, reveses e problemas, em maior ou menor grau, permeiam a vida de todos nós humanos. Mas, às vezes, tendemos a achar que os nossos são muito maiores, mais complexos e complicados do que os dos outros. Desse modo, não raro, descarregamos em nossos interlocutores toda a carga de desajuste emocional que nos envolve. Ao fazê-lo podemos estar esquecendo que eles podem estar enfrentando situações incomparavelmente piores do que a nossa.  

Por isso, saber ouvir é, essencialmente, um ato de caridade e sabedoria. Muitos que nos abordam precisam, apenas, do providencial remédio de serem ouvidos com alguma paciência. Ademais, na vida não se evolui sem a dilatação de tal capacidade. Com efeito, homens e mulheres de grande responsabilidade e competência exercitam esse recurso a fim de melhor abalizar as suas decisões. Desse modo, se soubermos ouvir, aprenderemos sempre. Além disso, há momentos que o melhor a fazer é simplesmente nos calarmos. Como recomendou o apóstolo Tiago, “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (1: 19).

Nesse diapasão, o Espírito Joanna de Ângelis, em Florações Evangélicas (psicografia de Divaldo Pereira Franco), observa: “Receptores são os ouvidos, por cujos condutos as vozes da vida atingem o espírito eterno, momentaneamente revestido pela matéria, de forma a ajudá-lo no crescimento e na evolução”. 

Estendendo o raciocínio, o Espírito Emmanuel ensina, na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), que “Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam”. Para ele ainda, “Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva”.

Já o Espírito André Luiz, no livro Sinal Verde (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recomenda a necessidade de educarmos a visão e a audição, pois, “Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar”.

Concluindo, vale relembrar as sublimes orientações de Emmanuel, contidas na inspiradora obra Palavras da Vida Eterna (psicografia de Francisco Cândido Xavier) – ou seja:

“Ouvidos... Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os 'ouvidos de ouvir', a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria”.

Por Anselmo Ferreira Vasconcelos para O Consolador em Artigos, número 621

quinta-feira, 9 de maio de 2019

13 de Maio - Comemorado o Dia da Fraternidade

O Dia da Fraternidade é celebrado anualmente em 13 de maio no Brasil.

Também conhecido como Dia da Fraternidade Brasileira, esta data celebra um dos valores mais importantes para manter a união e paz numa sociedade: a fraternidade.

A ideia da fraternidade está baseada no conceito de que todos os seres humanos são iguais e, neste sentido, devem ser tratados igualmente com dignidade e respeito.

Assim, a fraternidade faz com que todos os seres humanos sejam igualados ao status de irmãos, devendo possuir direitos iguais, independente da orientação sexual, etnia, religião ou classe econômica.

E neste contexto, o Dia da Fraternidade procura alertar as pessoas para as desigualdades que ainda existem no mundo.

A nível internacional, o Ano Novo (Reveillon) também é conhecido como Dia da Fraternidade Universal, celebrado em 1º de janeiro.

Origem do Dia da Fraternidade Brasileira

O Dia da Fraternidade Brasileira foi criado a partir da Campanha da Fraternidade, criada em 1961 por três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira, uma organização humanitária da Igreja Católica.

Artigo publicado no site da Mansão do Caminho, em 2015, procurava também, além de lembrar da data comemorativa do dia 13 de maio, também explicar a importância da Fraternidade. Abaixo alguns trechos: 

"Expressa no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a fraternidade é a afirmação de que “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e de consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

Entretanto, o que significa a palavra fraternidade? Origina-se do latim frater = irmão. Convivência harmoniosa e afetiva entre as pessoas. Relação entre irmãos (Irmandade). Amor ao próximo.

(...)

Igualmente, Joanna de Angelis (Florações Evangélicas - Divaldo Franco.) oferece o caminho para a tolerância e, consequentemente, para a fraternidade, quando  orienta:

 “O ser querido desertou do lar, vencido pela fragilidade das fôrças ainda impregnadas de alta dose de animalidade; todavia, acusa-te, fazendo-te responsável pela sua fuga. Sê tolerante e conserva-te fraterno em relação ao evadido.

O antigo dedicado de ontem não deseja mais a tua lealdade e sai, arremetendo diatribes que te maceram. Sustenta a tolerância e mantém a fraternidade pensando nele. O beneficiário da tua bondade, navegando em situação de bonança, esquece as tuas dádivas e faz-se soberbo, malsinando o teu nome. Acautela-te na tolerância e reserva-lhe a fraternidade.

As tuas palavras de advertência, tocadas no mais nobre desejo de acertar, são agora transformadas por antigos comparsas que se fizeram teus adversários, em açoites que te alcançam. Continua tolerante e dissemina a fraternidade.

Os convidados pela tua lição de sacrifício a participarem do banquete de luz e vida do Evangelho, apontam-te mil débitos, e sofres. Porfia na tolerância e trabalha pela fraternidade (…).

É chegada a hora do compromisso com a fraternidade assumir um espaço de destaque em nossos corações e colocar em prática o conhecimento de que somente nos enxergando como verdadeiros irmãos, filhos de um só Pai, construiremos um mundo melhor!"

Fontes: Wikipedia e site da Mansão do Caminho

domingo, 5 de maio de 2019

Nascimento de Divaldo Franco - 05 de maio de 1927

Divaldo é um verdadeiro apóstolo do Espiritismo. De todo seu trabalho devotado ao Espiritismo, envolveu ainda as crianças excluídas e as periferias de sua Salvador. 

Nasceu em 5 de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana, Bahia e, desde a infância, se comunica com os Espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Trabalhou como escriturário no antigo IPASE, em Salvador, aposentando-se em 1980.

É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores Espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o Mundo.

Seu currículo revela um exímio e devotado educador com mais de seiscentos filhos adotivos e mais de duzentos netos e bisnetos, atendendo atualmente a cerca de três mil crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda, por dia, em regime de semi-internato e externato.

Orador com mais de treze mil conferências, em mais de duas mil cidades em todo o Brasil e em sessenta e cinco países dos cinco continentes, tendo concedido mil e quinhentas entrevistas para rádio e TV, no Brasil e no Exterior.

Em 2010 esteve em algumas cidades, por primeira vez, como Dublin, capital da Irlanda; Elche Sur-Azette, em Luxemburgo; Schwarzach, na Alemanha e Villach, na Áustria. Em meados de 2010, esteve na Rússia, por primeira vez, fazendo contatos com amigos e tentando encaminhar a criação de um núcleo espírita.

Recebeu mais de seiscentas homenagens, de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais.

Como médium, publicou duzentos e cinquenta e cinco livros, com mais de oito milhões de exemplares, onde se apresentam duzentos e onze Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universais. Dessas obras, houve versões para dezessete idiomas (alemão, albanês, catalão, dinamarquês, espanhol, esperanto, francês, holandês, húngaro, inglês, italiano, norueguês, polonês, tcheco, turco, russo, sueco e sistema Braille). Existem, ainda, dezessete livros escritos por outros autores, sobre sua vida e sua obra. A renda proveniente da venda dessas obras, bem como os direitos autorais foram doados, em cartório, à Mansão do Caminho e outras entidades filantrópicas.

Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947. O Centro Espírita, administra, dentre outros, os seguintes órgãos assistenciais:

Mansão do Caminho (semi-internato para crianças e jovens carentes), fundado em 15 de agosto de 1952;
A Manjedoura (creche para crianças carentes de 2 meses a 3 anos de idade) ;
Escola Jesus Cristo (ensino fundamental), fundada em março de 1950;
Escola Allan Kardec (ensino fundamental), fundada em 1965;
Escola de Informática;
Escola de Educação Infantil Alvorada Nova, fundada em fevereiro de 1971 com o nome de Esperança;
Escola de Evangelização Nise Moacyr (evangelização espírita para público infantil);
Juventude Espírita Nina Arueira (evangelização e ensino espírita para o público jovem);
Caravana Auta de Souza (auxilia idosos e pessoas inválidas portadoras de doenças irrecuperáveis e degenerativas);Casa da Cordialidade (assiste a famílias carentes);
Centro de Saúde J. Carneiro de Campos;
Grupo Lygia Banhos (esclarecimento e consolo a comunidades carentes);
Livraria Espírita Alvorada Editora (LEAL- editora e gráfica).

Tema de muitos livros, já foi personagem em biografias diversas, aqui, algumas:

"Divaldo Franco - A trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos" - pela historiadora Ana Landi.
"A Jornada Numinosa de Divaldo Franco" - pelo jornalista Sérgio Sinotti.
"Divaldo, médium ou gênio?" - pelo jornalista Fernando Pinto.
"Moldando o Terceiro Milênio - Vida e obra de Divaldo Pereira Franco" - pelo jornalista Fernando Worm.
"O Semeador de Estrelas" - por Suely Caldas Schubert, contando episódios da vida de Divaldo.
"Viagens e entrevistas" - Obra organizada por Yvon ª Luz, relacionando algumas viagens e entrevistas de Divaldo.
"Divaldo Franco - A história de um humanista" - por Jason de Camargo.
"Recordações de um Apóstolo" - por Luciano Klein Filho.

Fonte Wikipedia e artigo do Blog Mundo Jovem Espírita