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domingo, 11 de agosto de 2019

Amanhã Eu Faço

Ele mesmo declarou que sua maior imperfeição moral era a preguiça. Ao final da existência, lamentou-se do péssimo hábito de tudo deixar para amanhã. Não levava adiante as providências em andamento, preferia adiar compromissos, sempre se atrasava em tudo e não percebia que seus atrasos prejudicavam terceiros, traziam aflições a quem dele dependia e que o maior lesionado de suas atitudes negligentes era ele mesmo.

Chamava-se João e o “amanhã” foi acrescentado como apelido. Ficou conhecido, pois, com o nome de João Amanhã. Todos conheciam aquele homem que sempre apresentava desculpas, muitas delas bem esfarrapadas, para justificar atrasos ou não cumprimento dos mais elementares deveres, o que trouxe muito sofrimento para seus pais, durante toda a vida. Na verdade, porém, os pais foram os maiores responsáveis pelo adulto negligente, pois não o corrigiram na infância, concordando com sua costumeira indolência.

A mãe tentou corrigi-lo na adolescência, entregando-o aos cuidados de um tio muito trabalhador e disciplinado que viajava muito. O rapaz o acompanhou, mas alguns meses depois recebeu comunicado da mãe para que voltasse, face à enfermidade que acometera o pai. O rapaz deixou para viajar no dia seguinte, como de hábito em tudo que fazia. Por força do adiamento, no dia seguinte, o veículo coletivo sofreu avaria causando considerável atraso na viagem. Indiferente com o reparo, resolveu adiar novamente a viagem, para o próximo dia. Quando conseguiu chegar o pai já havia morrido.

Mas não foi só. Um outro tio, solteiro, solicitou sua presença para cuidar de seus negócios – face a impedimento inesperado – e ele novamente viajou. Deixou a namorada e prometeu voltar assim que possível. Seis meses depois, em virtude de adiamentos sucessivos, quando tentou voltar, novamente perdeu o veículo coletivo que o traria de volta. No dia seguinte, quando viajaria, amanheceu enfermo e impossibilitado de viajar. Com isso, até se recuperar foram mais de três meses. Numa época em que ainda não havia telefones, ficou de escrever para a mãe e para a namorada, mas sempre deixava para o dia seguinte. A mãe a namorada acharam que ele tinha morrido, em face da ausência de notícias. A mãe enfermou e a namorada decidiu ir para o convento.

Quando chegou, um ano depois, a mãe havia morrido. A noiva, surpreendida pela volta do namorado, e agora já com votos religiosos, suicidou-se. Ele, por sua vez, por negligência contumaz, após a morte da mãe, foi sucessivamente perdendo os próprios bens e os recursos básicos de sobrevivência.

Transformou-se num mendigo, passou fome e vivia da caridade alheia, sem movimentar-se para nada. Quando solicitava esmolas para comer, diziam-lhe: você não comeu hoje, comerá amanhã. Morreu de fome, abandonado. E até seu corpo ficou insepulto naquela noite, pois os coveiros – numa tarde de chuva torrencial – disseram uns para os outros: deixemos para amanhã, como ele sempre fazia…

A vida é dinâmica e pede iniciativa, providências contínuas que nos preservem de enfermidades e nos garantam o sustento e o equilíbrio da própria existência. Entregar-se a atitudes irresponsáveis como a preguiça é um grande mal.

Observemos se nossos comportamentos não geram aflição para os outros, se nossos adiamentos e atrasos não prejudicam outras iniciativas e decisões. Nossas costumeiras pendências, alimentadas e mantidas, não se enquadram no triste exemplo acima, guardadas as devidas proporções? 

Quando nos atrasamos com compromissos, quando não respondemos a alguém que nos aguarda, quando não damos notícia ou quando mesmo não cumprimos nossos compromisso e deveres, estamos lesando alguém. Quando não respeitamos horários e permanecemos indiferentes com a série de obrigações diárias da simples convivência, não estaremos nós lesando a tranquilidade alheia e trazendo prejuízos ao bem geral?

Afinal quem somos para exigir benefícios pessoais em detrimento da harmonia do conjunto? Quem privilégio achamos que detemos acima de outras pessoas?

É algo para pensar, não é? Um bom convite a uma autoanálise sobre nós mesmos. Uma ótima oportunidade para pensar se não somos os velhos egoístas de sempre. Achar-se alguém superior a outrem é bem uma tola pretensão descabida. Ninguém é maior ou menor do que ninguém. Somos todos iguais, apesar das diferenças que possamos ter…

Autor: Orson Peter Carrara publicado no site Portal do Espírito

sexta-feira, 7 de junho de 2019

O Amor é Lindo - já pensando no Dia dos Namorados!

Certo dia, passeando pelas redes sociais, deparei-me com um pequeno texto – o qual não constava a autoria – que recomendava a todos os navegantes em busca de felicidade que, na vida, não devemos nunca mendigar estas três coisas: atenção, amor e carinho.

A partir daí, retornei-me do meu abençoado passeio nas redes sociais e passei a conversar com os meus botões sobre a sabedoria do referido texto, pelo que parti para os questionamentos sobre a vida privada e suas neuroses um tanto quanto confusas.

Quantos relacionamentos se frustram justamente por que um permanece esperando a atenção, o amor e o carinho por parte do outro?

Por que muitos de nós nos colocamos na voz passiva dos acontecimentos, nos posicionando pelos desvãos da lamúria e do sofrimento, passando anos a fio colecionando melindres e comprometendo a saúde espiritual e física?

Diante desses questionamentos, seguem as dicas:

1) que possamos inverter o modus operandi, ou seja, não esperemos que o outro nos dê atenção, amor e carinho;

2) cada um tome a iniciativa, faça a sua parte, seja voz ativa, sujeito da ação, dando atenção, amor e carinho sem, jamais, esperar pelo outro, até mesmo reconhecimento;

3) que possamos aplicar a lei divina que nos diz que é dando que se recebe, pelo que é dando atenção que se recebe atenção, é dando amor que se recebe amor, é dando carinho que se recebe carinho;

4) agindo assim fica mais fácil o relacionamento, porque só depende do sujeito da ação, a personagem principal do controle das emoções.


* * *

Agora, depois dessas reflexões, despeço-me dos meus queridos botões e antes de me retornar ao passeio pelas redes sociais, veio-me uma ideia.

Abri a janela e vi desfilando na passarela um casal de namorados trocando atenção, amor e carinho.

E sobre o telhado de um dos vizinhos, da mesma forma, encontrava-se um casal de pombos em plena carícia.

E olhando para o alto, pássaros, em acrobacia, interagindo-se e formando no azul do céu um só coração.

Voltei aos meus botões, recordando o amigo Dadá Maravilha com a sua famosa frase:

O amor é lindo!!!

Autor: Yé Gonçalves para o site Portal do Espírito

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Como vai a nossa capacidade de ouvir?

Independentemente do imediatismo e senso de urgência que a vida moderna nos impõe, não podemos abdicar de averiguar – cuidadosamente, aliás - como estamos nos saindo na capacidade de ouvir. Contrariedades, reveses e problemas, em maior ou menor grau, permeiam a vida de todos nós humanos. Mas, às vezes, tendemos a achar que os nossos são muito maiores, mais complexos e complicados do que os dos outros. Desse modo, não raro, descarregamos em nossos interlocutores toda a carga de desajuste emocional que nos envolve. Ao fazê-lo podemos estar esquecendo que eles podem estar enfrentando situações incomparavelmente piores do que a nossa.  

Por isso, saber ouvir é, essencialmente, um ato de caridade e sabedoria. Muitos que nos abordam precisam, apenas, do providencial remédio de serem ouvidos com alguma paciência. Ademais, na vida não se evolui sem a dilatação de tal capacidade. Com efeito, homens e mulheres de grande responsabilidade e competência exercitam esse recurso a fim de melhor abalizar as suas decisões. Desse modo, se soubermos ouvir, aprenderemos sempre. Além disso, há momentos que o melhor a fazer é simplesmente nos calarmos. Como recomendou o apóstolo Tiago, “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (1: 19).

Nesse diapasão, o Espírito Joanna de Ângelis, em Florações Evangélicas (psicografia de Divaldo Pereira Franco), observa: “Receptores são os ouvidos, por cujos condutos as vozes da vida atingem o espírito eterno, momentaneamente revestido pela matéria, de forma a ajudá-lo no crescimento e na evolução”. 

Estendendo o raciocínio, o Espírito Emmanuel ensina, na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), que “Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam”. Para ele ainda, “Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva”.

Já o Espírito André Luiz, no livro Sinal Verde (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recomenda a necessidade de educarmos a visão e a audição, pois, “Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar”.

Concluindo, vale relembrar as sublimes orientações de Emmanuel, contidas na inspiradora obra Palavras da Vida Eterna (psicografia de Francisco Cândido Xavier) – ou seja:

“Ouvidos... Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os 'ouvidos de ouvir', a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria”.

Por Anselmo Ferreira Vasconcelos para O Consolador em Artigos, número 621

terça-feira, 28 de maio de 2019

10 Formas De Ensinar As Crianças a Pensar Positivo

Ajudar as crianças a entender o efeito de seus pensamentos, palavras, ações é essencial para construir uma base para seu bem-estar futuro. 

Quando as crianças aprendem a pensar positivamente desde cedo, elas terão uma chance muito maior de levar uma vida feliz, saudável e bem-sucedida quando crescerem.

Há muitas formas eficazes de ajudar a guiar as crianças por um grande caminho na vida, mas cabe a nós, adultos em suas vidas, começar na melhor direção possível.

10 maneiras para ajudar os seus filhos a pensar positivamente:

1. Ser um grande modelo a seguir

“As crianças são como cimento fresco. Qualquer coisa que caia sobre elas causará uma boa impressão.” Haim Ginott

Se você quer que as crianças pensem positivamente, é importante ser um modelo exemplar. Quando você tem um filho, estar ciente de seus pensamentos se torna um objetivo claro quando você os vê e começa a imitar seu humor, sua fala e suas ações em relação aos outros.

Encontre uma perspectiva positiva sobre suas experiências e explique por que a escolha que você fez é importante. Os adultos sabem que o mundo não é todo o sol e arco-íris, mas as crianças podem esquecer essa consciência em sua idade. Seja alguém de quem você pode aprender tanto através do sucesso quanto do fracasso.

2. Ajude a se sentir confortável com suas emoções

A velha suposição de que “as crianças não devem chorar e as meninas devem sempre ser delicadas” pode dificultar a criatividade e a capacidade de a criança tirar proveito de sua fonte de amor para si e para os outros. 

De fato, foi demonstrado que promover o bem-estar emocional entre crianças evita “doenças mentais” mais tarde na vida, junto com muitos outros benefícios sociais e de saúde.

Ensine seu filho a rir, chorar e expressar sua alegria. Deixe que eles vivam em um ambiente onde eles se sintam seguros o suficiente para comunicar o que sentem e o que querem na vida.

3. Pense na lei da atração

A lei da atração simplesmente afirma que, eventualmente, você receberá a oportunidade, de alguma forma, de alcançar o que está alinhado com seus pensamentos mais dominantes. 

Se as crianças entenderem esse conceito, elas podem aprender a se concentrar e alcançar tudo o que quiserem. 

Ensine seus filhos a pensar bem em si mesmos, como eles são agora. Ensine-os a serem gentis e compassivos com os outros. Além disso, peça ao seu filho para repetir afirmações positivas no espelho com você todos os dias. Frases como “sou criativo, sou forte, sou um bom amigo e faço diferença no mundo“, elas semeiam as sementes do positivismo em seus corações e causam impacto tremendo em suas vidas.

4. Ser motivador e animador

Ajude seu filho a acreditar que ele pode ser o melhor. O encoraje a seguir seus sonhos e acreditar que eles podem realizar grandes coisas na vida.

Mesmo que seu filho falhe alguma coisa, incentive ele a se levantar e seguir em frente: ensine a ele que, em cada resultado, sempre há um lado positivo. 

Se o seu filho espera ganhar o primeiro lugar na feira de ciências, mas não ganha, reconheça os sentimentos dele. Fale sobre projetos interessantes e como eles podem ser inspirados para o seu próximo projeto. 

Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é dizer que fez o melhor que podia, e que outra oportunidade está a caminho.

5. Pense como concentrar nas soluções

“Os seguidores falam sobre problemas. Os líderes falam sobre soluções.“

A resolução de problemas é uma habilidade crítica que as crianças precisam para ganhar confiança, continuar a pensar positivamente e a se destacar na vida. Ajude as crianças a aprender sobre o problema e o que o criou e, em seguida, como superar e focar em uma solução.

Se mover para a “área de soluções” o mais breve possível, isso irá encorajar a sempre pensar positivamente e ter certeza de que as respostas estão sempre disponíveis.

6. Permita a liberdade de fazer o que amam

Para prosperar, as crianças precisam de alguma liberdade para fazer o que amam. Orientar as crianças para encontrar seu propósito e paixão com confiança. 

Crie um ambiente de aprendizagem baseado no que os excita na vida. Tudo tem uma lição, e cabe a nós fornecer essa lição da maneira mais atraente de maximizar o aprendizado de uma criança.

7. Envolva eles com pessoas positivas

Envolva as crianças com um ambiente positivo e estimulante. Explique que eles são um produto das pessoas com quem passam mais tempo e que devem tentar se associar com outras pessoas que também pensam positivamente. 

A partir desse ambiente positivo e fértil, você pode avançar ajudando os outros a pensar positivamente também.

8. Promova moral e valores sólidos

As crianças podem crescer e se tornar líderes fortes e positivos se valores positivos e morais forem construídos desde cedo. 

Saber o que é “certo e errado” interagir com os amigos, responsabilizar por seus erros e ensinar a cumprir seus compromissos são princípios fundamentais da prática da positividade.

Para ajudar a compreender facilmente, fale sobre suas próprias experiências de vida, como devolver a carteira a alguém ou intencionalmente fazer amizade com uma nova criança na escola.

9. Pergunte sobre os eventos positivos do seu dia

Em vez de apenas perguntar como foi o dia, pergunte sobre as coisas positivas que aconteceram durante o dia. Essas perguntas específicas os ajudam a se concentrar em suas conquistas e não em suas decepções.

Quando as crianças se concentram em pensar positivamente, suas experiências positivas só continuarão a crescer.

10. Crie um ambiente rico em alfabetização

Apoiar a alfabetização desde cedo leva a lugares onde eles podem abraçar seus próprios poderes. 

Uma criança que lê é muitas vezes enriquecida com o poder de criar estratégias e resolver problemas. 

Dê as crianças cartões de biblioteca, forneça quebra-cabeças, leia livros variados e insira livros no dia a dia.

Fonte site Significado dos Sonhos

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Todas as mulheres nasceram para ser mães?

Para entrarmos nesse assunto precisamos primeiro falar sobre PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO.

O que é esse planejamento? É o que fazemos quando estamos nos preparando para reencarnar. É nesse planejamento que decidimos se viremos homem ou mulher, se seremos ricos ou pobres, se teremos filhos ou não, escolhemos nossos corpos, e tudo mais que irá nos ajudar a passar pelas provas e expiações necessárias quando estivermos encarnados.

Agora sim vamos falar sobre maternidade. Como cada pessoa faz o seu planejamento, cada pessoa decide que tipo de sentimento ainda precisa exercitar, que tipo de prova precisa passar. Nem todos os espíritos que reencarnam como mulher escolhem passar pela maternidade, por isso é tão comum nos depararmos com mulher que diz: Não tenho vontade de ter filhos.

O que leva essa mulher a escolher não passar pela maternidade? Como o espiritismo não é matemático , não há uma resposta exata. Muitas vezes essa mulher precisa aprender a sentir outro tipo de amor, que não o materno, ou o planejamento reencarnatório dela foi para dedicar-se a outro tipo de trabalho, que não o maternal. Mulher nenhuma é obrigada a sentir vontade de ser mãe.

Precisamos entender que não há uma fórmula para dizer se a mulher é feliz ou não. Casar, e ter filhos, não está no planejamento de todas as mulheres e tá tudo bem!

Cada pessoa está aqui para viver a vida que precisa para sua evolução, com filhos ou não, a reencarnação está muito além de formar ou não uma família. 

Por isso, tenhamos o entendimento de o nosso planejamento reencarnatório não é o mesmo que o do nosso irmão. E respeitemos isso.

Estamos todos juntos caminhando para nossa evolução espiritual.

Lembremos sempre que mais vale uma vida sem filhos mas dedicada ao amor, do que uma com uma família enorme onde a gente não se esforça para amar ninguém.

Texto publicado no perfil do Istagram Uma Jovem Espírita

quarta-feira, 15 de maio de 2019

15 de Maio - Dia da Família!

No dia 15 de maio, comemora-se o Dia Internacional das Famílias ou, simplesmente, o Dia Internacional da Família. 

Esse dia foi definido em 20 de setembro de 1993, em deliberação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde então, no dia 15 de maio sempre há, em várias partes do mundo, conferências e celebrações para discutir e traçar projetos para o futuro da instituição familiar.

A Federação Espírita Brasileira (FEB) há 25 anos planeja e implementa a campanha Viver em Família. A Campanha foi elaborada por meio de proposta apresentada ao Conselho Federativo Nacional da FEB para que, no ano de 1994, fosse implantada em todo o Brasil por ser considerado o Ano Internacional da Família pela ONU. 

Após o período de construção que passou pelas Comissões Regionais de todo país, no ano de 1993 o CFN aprovou a campanha “Viver em família” com o título “O melhor é viver em família: aperte mais esse laço”.

Este ano a Campanha “Viver em Família” faz 25 anos e recebe atualização e adequação às necessidades humanas atuais para levar a mensagem espírita a todos os corações.

A Redação Momento Espírita elaborou um texto sobre a família e sua importância.

Por que existe a família?

Você já pensou sobre qual é o objetivo da família, na Terra?

Afinal de contas, por que existe a família?

Se Deus, que é o Criador de todas as coisas, criou a necessidade da vida em família, é porque ela tem uma finalidade importante para o progresso do Espírito.

Vamos encontrar a resposta para essa questão, nos ensinamentos do maior Sábio de todos os tempos.

Jesus recomendou que devemos amar o próximo como a nós mesmos.

Assim, a família é essa escola onde podemos aprender a amar umas poucas pessoas para um dia amar a Humanidade inteira.

Deus, que é a Inteligência Suprema, sabe que no estágio evolutivo em que se encontra, o homem é incapaz de amar todos os seres humanos como a si mesmo.

Por essa razão Ele distribui as pessoas nessas pequenas escolas chamadas lares, para que aprendam o amor ao próximo mais próximo.

É assim que em nossas múltiplas existências vamos aprendendo o amor, nas suas diversas facetas: amor de mãe para filho, de filho para mãe, de irmão para irmão, de avô para neto, de neto para avô, de tio para sobrinho, de sobrinho para tio, de esposo para esposa e assim por diante.

E, quando conseguimos amar verdadeiramente um filho, por exemplo, nosso coração se enternece também pelos filhos alheios.

Quando desenvolvemos profundo amor por uma avó ou pelos pais, toda vez que uma velhinha ou velhinho cruzar nosso caminho, sentiremos algum carinho, porque nos lembraremos dos nossos queridos velhos.

Assim, os laços de afeto vão se formando, aos poucos, para que um dia possam se estender por toda a grande família humana.

Considerando-se, ainda, a lei da reencarnação, ou seja, das várias existências no corpo físico, vamos solidificando esses laços de afetividade com um maior número de Espíritos, que nascem sob o mesmo teto que nós.

Dessa forma, nossa família espiritual se amplia e os laços de bem-querer se solidificam a cada nova possibilidade de convívio.

Podemos constatar essa realidade no amor que nutrimos pelos amigos, que não fazem parte da parentela corporal, mas com os quais temos laços sólidos de afeição.

Se o amor ao próximo é lei da vida, teremos, mais cedo ou mais tarde, que aprender esse amor. E nada mais lógico do que começar pelos familiares, que a sabedoria das Leis Divinas reuniu no mesmo lar.

Portanto, viver em família é um grande desafio e, ao mesmo tempo, um importante aprendizado, pois o convívio diário nos dá oportunidade de limar as arestas com aqueles que por ventura tenhamos alguma diferença.

Nascendo no mesmo reduto familiar é mais fácil superar as desafeições, pois os laços de sangue ainda se constituem num ponto forte a favor da tolerância e da convivência pacíficas.

É por essa razão que existe a família: para que aprendamos a nos amar como verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Criador.

*   *   *

Olhando a Humanidade como uma grande família, todas as barreiras que separam os povos caem por terra, pois num outro país, numa outra raça, numa outra religião, pode estar alguém que já foi nosso parente consanguíneo ou nosso grande amigo numa existência física passada.

Assim, se você entender que isso tudo faz sentido, comece a ver as pessoas que cruzam seu caminho com outros olhos. Com olhos de quem entende e atende a recomendação do Cristo: Ame o próximo como a si mesmo.

Pense nisso!


Redação do Momento Espírita, com base em palestra de Raul Teixeira Em 22.08.2011.