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terça-feira, 28 de maio de 2019

Será que o estresse está afetando a sua personalidade?

O estresse também muda nossa personalidade. Você, que antes era tão otimista, confiante, que respondia a todos com um sorriso e não parou de colocar ilusões no seu horizonte, agora você se percebe de uma forma muito diferente. 

Tudo te incomoda, você não tem paciência, você está sempre de mau humor, você se tornou mais cínico e não há dia em que você possa se livrar dessa apatia…

Esse sentimento soa familiar? É uma realidade de muitos, é um estado que, sem dúvida, afeta completamente a nossa qualidade de vida. 

Agora, o mais impressionante de tudo é que, nesses casos, a pessoa está plenamente consciente de sua própria mudança. Sua maneira de reagir ao ambiente cria uma alta dissonância. “Eu não me reconheço. Por que eu ajo assim?” Frequentemente perguntam.

Como apontou o psicoterapeuta Carl Rogers, o simples fato de estar ciente desse desconforto e saber que não somos bons com o que fazemos e com o que nos acontece, já é um bom passo em si mesmo. 

É quando temos a oportunidade de abordar o problema de maneira clara e corajosa. A única coisa que precisamos é usar os recursos adequados. 

O estresse também muda nossa personalidade, como isso acontece?

O estresse também muda nossa personalidade e o faz de várias maneiras. Alguém que costumava se definir não faz muito por motivação, dedicação e gentileza, ele pode transformar depois de meses em alguém irritável. 

Algo assim pode ser visto não apenas em nós mesmos, mas também nesse colega de trabalho, naquele amigo ou parceiro que não mais parece gostar de nossa companhia. 

Eles se tornam relutantes, respondem mal, ficam frustrados facilmente e sempre vêem problemas onde antes só havia soluções. 

Por que isso acontece? O que acontece dentro de nós, na mente ou no cérebro, para que possamos mudar dessa maneira?

O estresse nos deixa pessimistas

Não muito tempo atrás especialistas pensaram que a personalidade, torna-se um fator estável em uma dimensão não facilmente de mudar ao longo do tempo. No entanto, estudos como o realizado na Universidade da Califórnia pelo Dr. Grant Shields, nos mostram algo muito marcante.

Nossa personalidade flutua e sofre mudanças. Isso acontece especialmente em face de eventos adversos ou experiências que aprendemos e que nos fazem ver o mundo de outra maneira. Algo assim é algo positivo porque nos permite crescer e progredir como seres humanos.

Agora, por outro lado, há também aquelas experiências menos encorajadoras em que o estresse crônico e o longo período de tempo mantido, geram várias mudanças mais do que evidentes em nós.

O estresse crônico muda nossa personalidade porque nos torna pessimistas. O estado de desamparo e esgotamento psicológico é tão profundo que destila emoções tão adversas quanto o pessimismo, a negatividade e a angústia que inunda tudo.

O estresse muda nossos circuitos neurais

O estresse ativa uma rede cerebral composta pelo hipotálamo, pela glândula pituitária e pelo córtex adrenal.

Tudo isso provoca a liberação de vários compostos muito semelhantes à cortisona, como os glicocorticoides. O mais conhecido e aquele que tem o maior impacto no cérebro e no nosso corpo é o cortisol. 

Desta forma, se o estresse também muda nossa personalidade, é basicamente devido ao efeito desse hormônio. 

Estamos mais exaustos, não podemos focar a atenção, temos falhas de memória e também experimentamos o que é conhecido como “hipersensibilidade ao meio ambiente”. 

Qualquer estímulo é vivido intensamente. É por isso que falta paciência, que aumentamos as pequenas coisas e que qualquer circunstância nos ultrapassa.

O que podemos fazer para reduzir o impacto do estresse?


Estresse e ansiedade fazem parte de nossas vidas. O propósito não é, portanto, fazê-los desaparecer, mas colocar em um ponto intermediário onde possam ser manipulados, onde tenham controle total sobre essas realidades psicológicas. 

Assim, e caso o nosso estresse seja crônico, é altamente recomendável ir a profissionais especializados. 

Vejamos, no entanto, algumas chaves básicas e simples nas quais deveríamos pensar em gerar mudanças.


  • Definir prioridades. Tanto quanto possível, é aconselhável simplificar e organizar o nosso dia a dia. 
  • Práticas como o pensamento positivo são muito eficazes na redução do estresse.
  • Há uma regra muito elementar que devemos usar no dia-a-dia: começar uma coisa de cada vez e terminá-la. É proibido pensar e fazer atividades diferentes ao mesmo tempo.
  • Defina objetivos positivos ao longo dos nossos dias: inscreva-se num curso, faça um passeio…
  • Cuide do diálogo interno. Essa conversa com nós mesmos deve ser sempre a nosso favor, deve ser gentil e hábil, por sua vez, para detectar pensamentos negativos e incapacitantes.
  • É altamente recomendável poder contar com pessoas importantes.

Para concluir, dado que o estresse também muda nossa personalidade, vamos manter esse fato em mente para aplicar estratégias apropriadas. 

Não permitimos que essas condições nos transformem em alguém que não somos, em uma pessoa em quem não nos reconhecemos.

Fonte: site Significado dos Sonhos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Suicídio Inconsciente

É sempre muito difícil quando precisamos escrever sobre suicídio. 

As estatísticas em nosso país crescem vertiginosamente. Dados estatísticos apontam que do ano de 2000 ao ano de 2015, os suicídios cresceram 65% entre pessoas com idade entre 10 e 14 anos, e 45% em pessoas de 15 a 19 anos. 

Mais assustador ainda é falar em números reais. No nosso país, em média, 32 pessoas tiram a própria vida por dia, sendo essa a segunda maior causa de mortes entre jovens dos 15 aos 29 anos de idade, principalmente entre mulheres dos 15 aos 19 anos.

Entretanto, esse tema já foi trabalhado em artigos anteriores e, por isso, hoje trabalharemos um assunto pouco abordado, mas não menos importante: o Suicídio Inconsciente.

Mas, em que consiste o suicídio inconsciente ou, como também é chamado, suicídio indireto? É o ato de aniquilarmos, lenta e progressivamente, nosso corpo material. Como? De diversas formas.

Viver irritado é uma de suas formas, haja vista que tal estado é causador de problemas circulatórios; fazer uso indiscriminado e não seguindo orientações médicas de calmantes, buscando uma tranquilidade artificial; usar alucinógenos através de drogas, lícitas ou ilícitas, buscando uma euforia de caráter ilusório; vícios mentais, que de tanto pensarem negativo, desenvolvem doenças psicossomáticas; os maledicentes que passam a vida se envenenando com a maldade que eles julgam erroneamente estar em seu próximo; aqueles que alimentam rebeldia e constante inconformidade com a vida e seus caminhos; os que são demasiadamente apegados à pessoas ou bens materiais, que passam a vida toda pensando em ter, cuidar, não perder, entre outros sentimentos e; por fim, os excessos de diversos tipos: alimentação pouco ou nada saudável, tabagismo, bebida alcoólica em excesso, sexo sem responsabilidade e desregrado. Aqui fica a exclamação. Muitos de nós fazemos uma ou mais dessas coisas que usei como exemplo.

O mais conhecido caso de suicídio inconsciente é do Espírito André Luiz, que descreveu suas experiências e sua surpresa por ser considerado suicida, no Livro Nosso Lar. Segue trecho do livro onde ele demonstra que assim o acusavam sem que ele tivesse consciência de que havia atentado contra sua própria vida:

- Que buscais, infeliz! Aonde vais, suicida?

Tais objurgatórias, incessantemente repetidas, perturbavam-me o coração. Infeliz, sim; mas, suicida? – nunca! Essas increpações, a meu ver, não eram procedentes. Eu havia deixado o corpo físico a contragosto. Recordava meu porfiado duelo com a morte. Ainda julgava ouvir os últimos pareceres médicos, enunciados na Casa de Saúde; lembrava a assistência desvelada que tivera, os curativos dolorosos que experimentara nos dias longos que se seguiram à delicada operação dos intestinos. Sentia, no curso dessas reminiscências, o contato com o termômetro, o pique desagradável da agulha de injeções e, por fim, a última cena que precedera o grande sono: minha esposa ainda jovem e os três filhos contemplando-me, no terror da eterna separação. Depois, o despertar na paisagem úmida e escura e a grande caminhada que parecia sem fim (LIVRO NOSSO LAR).

Olvidava-se André Luiz dos excessos alimentares e de bebidas alcoólicas que cometera ao longo de sua vida, levando-o a destruição de todo seu aparelho gástrico e levando-lhe à condição de suicida inconsciente.

Pois é, meus queridos leitores. Todos os dias nós cometemos os mais variados excessos. Todos os dias nós tomamos atitudes que vão minando a saúde de nosso corpo físico antes da hora. Principalmente nos dias atuais, onde nos estressamos demais, trabalhamos demais, queremos demais, fingimos demais, somos fúteis demais, nos preocupamos demais com o que os outros vão pensar, bebemos em excesso dando a desculpa de que trabalhamos demais na semana e merecemos, fumamos em excesso porque alivia nosso estresse. Para tudo temos desculpas... E em tudo, nos matamos um pouco.

Infelizmente, as consequências de tal “tipo” de suicídio está descrita no Livro dos Espíritos, das questões 943 a 957 e já foram abordadas oportunamente em artigo anterior.

Entretanto, o suicídio involuntário, sabendo-se de seus “instrumentos”, pode ser evitado por nós. Como? Reforma íntima, oração e vigília! Todos podemos nos tornar pessoas melhores, todos podemos cuidar mais de nosso corpo físico, todos podemos fazer mais por nós mesmos... Basta que tenhamos força de vontade!

Vamos tentar?

Rafaela Paes, texto publicado no site Espiritismo na Rede