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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Curso Beneficente de Oratória, em Cuiabá

Comunicar-se bem é indispensável para qualquer carreira profissional. Mesmo para aqueles que trabalham em setores não responsáveis pela comunicação e apresentação da empresa, ter uma boa expressão é uma ótima tática para desempenhar seu papel e obter benefícios para crescer profissionalmente.

Pensando no tamanho da importância do tema, o jornalista Elias Neto ministrará o Curso Beneficente de Oratória, pelo valor de R$ 70. O evento é uma parceria com o Grupo Fraterno Associação Espírita Joanna De Ângelis, e todo o valor arrecadado será para a manutenção e melhoria da sede do grupo.

O curso será realizado no dia 11 de maio, próximo sábado, na Livraria Janina do Shopping Pantanal, em Cuiabá. Para inscrições procurem Solange pelo telefone/Whatsapp 65 9 9983-7274.

Oratória e suas vantagens

O bom orador fala de forma fluida, inteligente e natural. Aplica os conceitos técnicos com linguagem simplificada. Conquista a atenção dos ouvintes com bom humor e simpatia. A elegância da boa comunicação ultrapassa o conteúdo. O próprio orador se torna o conteúdo como um todo, apresentando, argumentando e defendendo as suas posições.

Para conseguir desenvolver a boa comunicação e utilizá-la para impulsionar a sua carreira e a sua vida, a solução é dominar a oratória, que nada mais é do que se expressar bem, com retórica na fala e confiança para encantar o seu público com seus gestos e ações.

Talvez você ainda esteja em dúvida sobre a importância e a diferença que essa arte pode fazer na sua vida. Por isso, separamos 6 motivos que mostram por que você deve investir seu tempo e seus esforços para aprender técnicas de oratória. Confira:

1. Superar medos
Segundo uma pesquisa realizada pelo jornal inglês “The Sunday Times”, o medo de falar em público é maior do que o da morte para 41% das pessoas.  

Muitas vezes perdemos oportunidades na vida pelo medo do fracasso mesmo tendo condições para assumir uma posição melhor. Dominar as técnicas de oratória contribui para a superação do medo de ser julgado. Quem se expressa bem consegue ver o mundo com mais positividade e deixa a baixa autoestima de lado. Assim fica muito mais fácil se destacar no mercado.

2. Expressar ideias com clareza
Não conseguir expor os pensamentos para ser entendido é muito comum. Podemos ter um ponto de vista relevante e propostas eficientes, mas se não soubermos como apresentar nossas ideias, dificilmente conseguiremos ser valorizados e ouvidos. A boa comunicação facilita o entendimento e faz com que os superiores nos olhem com outros olhos.

3. Demonstrar características de liderança
Líderes precisam ser seguros, fortes, confiantes e confiáveis. Dominar a oratória conduz a essas características. Se você tem capacidade para gerenciar equipes pela sua experiência mas ainda não chegou lá, o caminho está na busca pela qualificação da sua comunicação pessoal e profissional.

Alguns aspectos da liderança nos levam a desenvolver boas práticas de como ter boa oratória. O bom líder tem a capacidade de inspirar as pessoas em todos os lugares que ela frequenta. Quando você sabe gerenciar de maneira correta suas competências, você tem um bom engajamento com as pessoas.

4. Saber persuadir
Portar-se em público e conseguir a atenção das pessoas é sempre uma tarefa árdua que requer muito esforço. Prender a concentração das pessoas em um mundo em que cada uma quer fazer várias coisas ao mesmo tempo, não é um desafio para qualquer um. Mas como fazer com que aquilo que vou transmitir seja mais interessante do que algo que ela esteja vendo em seu celular?

Quem domina a oratória tem um recurso importante para diversas situações da vida: a capacidade de influenciar e persuadir. Usando essas técnicas é possível ir muito além de apresentar o ponto de vista com clareza. Conseguimos vender nossas posições para o nosso público com facilidade, basta saber quais são as características das pessoas que estão ouvindo, quais são seus objetivos, anseios e crenças, informações obtidas por meio do estudo de público, um dos primeiros passos aprendidos na arte da oratória.

5. Transmitir credibilidade
O acesso à produção de conteúdo que temos hoje em dia facilitou a transmissão de informação e ideias entre pessoas. Por um lado, isso traz diversos aspectos vantajosos, entretanto facilitou a difusão de informações com erros graves. Essa facilidade baixou a taxa de credibilidade que temos em tudo que lemos, vemos e ouvimos, o que tornou ainda mais difícil alcançarmos posições de destaque.

Saber como usar a expressão em favor do que acreditamos é uma ótima solução para a falta de credibilidade que vemos por aí. Quando mostramos domínio de conhecimento e segurança, passamos tranquilidade e confiança para quem nos ouve. Assim fica muito mais fácil sermos levados em consideração, não é mesmo?

Outra maneira de transmitir credibilidade é utilizar dados para suportar suas opiniões. Quantas vezes já ouvimos alguém dizer sobre um assunto e depois ser desacreditado pelos dados, não é mesmo? Para não correr esse risco é importante saber como analisar dados, um assunto que tem ficado cada vez mais importante nas organizações modernas.

6. Melhorar o desempenho pessoal
Quem aprende oratória não aprende apenas formas de progredir no mercado. Quem sabe se comunicar sabe como se portar em todos os ambientes, inclusive nas relações interpessoais.

Impressionante, não acha? A boa comunicação consegue melhorar drasticamente o seu desempenho. Como você poderia liderar pessoas e equipes se ainda não sabe interpretar suas expectativas, desejos e transmitir metas e diretrizes?


FACILITADOR:

ELIAS NETO é Jornalista, Editor-Chefe e Apresentador de TV. Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior pela UNIC. Professor de Comunicação e Oratória em vários cursos e Autor do livro “Do rádio ao telejornalismo – A Trajetória de um Aprendiz”. 

Entrou para a história como o primeiro apresentador a ultrapassar três décadas no mesmo telejornal em Mato Grosso.

Equipe de Comunicação do LEAE com dados fornecidos pelo site da Escola EDTI

terça-feira, 30 de abril de 2019

01 de Maio - Dia do Trabalhador: O valor do trabalho na visão espírita

O Dia do Trabalho (ou do Trabalhador) é celebrado no primeiro dia do mês de maio, movimento que teve origem em 1886 nos Estados Unidos com a manifestação de trabalhadores em busca de reivindicar seus direitos.

Além de relembrar a história desse ato, no qual muitos trabalhadores lutaram para assegurar melhores condições, se trata também de uma ótima ocasião para  homenagear o valor do trabalho. É por meio dele que evoluímos, uma oportunidade de desenvolver potencialidades, exercitar o esforço em beneficio de si mesmo e da comunidade em que se vive.

A Doutrina Espírita explica que a lei do trabalho é natural e traz progresso tanto material  quanto espiritual.  A questão 675 de O Livro dos Espíritos esclarece que não devemos entender como trabalho apenas as ocupações materiais: “Não; o Espírito também trabalha, como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho”.

Enquanto o trabalho material traz o sustento e garante as necessidades físicas, por outro lado, espiritualmente permite que o ser humano corrija imperfeições e aprenda a ter disciplina.

O espírito Joana de Ângelis pela psicografia do médium Divaldo Pereira Franco faz uma referência belíssima  a importância do trabalho realizado com alegria, como antídoto contra o desânimo e a favor da evolução e da ação no bem.  “Considera o trabalho o melhor meio para progredir. Quem não trabalha, entrega-se à paralisia moral e espiritual. O homem que não se dedica à ação libertadora do trabalho faz-se peso negativo na economia da sociedade. O trabalho é vida.

Portanto nesse dia do trabalho você pode abrir espaço para uma análise sob um novo ângulo do assunto, direcionando a energia da produtividade, seja qual for o campo de atuação, à construção da felicidade individual e coletiva.

Fonte: Blog Mundo Maior

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Os Santos e o Espiritismo

O Espiritismo não possui o hábito de devoção a Santos, conforme costume da Igreja Católica, mas compreendemos, de acordo com o ensinamento dos Espíritos, que os chamados Santos, foram pessoas que realizaram grandioso trabalho em prol do próximo, sendo espíritos elevados e que, agora, desencarnados, continuam a realizar grandiosos trabalhos em prol de todos nós, trabalhando por meio de falanges de luz. Podemos considerar os Santos como Espíritos Elevados.

A representação desses espíritos por imagens, vem também da Igreja católica. Os santos por serem espíritos esclarecidos, bondosos, que deram testemunho de que são acima da matéria, não ficam presos a representações nem a imagens.

Vamos lembrar que nenhum objeto tem força por si só. O que tem força é o seu pensamento. E se você acreditar que aquela imagem irá te ajudar irá registrar em sua mente que aquilo irá te salvar. Sendo assim, a cura, a bênção e o milagre virão, mas não pela imagem, e sim pela sua força mental.

Uma pessoa ao olhar para a imagem de Jesus, ela toma um respeito pela imagem e pelo nome dele. Quando ela entra em um lugar que tenha a imagem de um santo, ela vai se policiar para não xingar, não falar coisas indevidas, não dispersar o assunto, não pensar em coisas que não são vinculadas a fé.

Assim como Emmanuel mentor de Chico usava roupas romanas, porque se sentia bem; o espírito de um Papa pode usar roupas sacerdotais, assim como Joanna de Ângelis se plasma como freira.

Vamos lembrar que, Chico Xavier em sua Humildade, tinha imagens de santos. Não que ele as cultuava e adorava mas ele respeitava e gostava muito. Inclusive tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Abadia (padroeira da cidade de Uberaba-MG).

Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, dizia que tudo o que ele fazia era em nome de Nossa Senhora.

A Doutrina Espírita não usa imagens, mas não condena aqueles que usam. Um bom espírita não condena, apenas auxilia quando solicitado.

Fonte: Perfil do Instagram Letra Espírita (@letraespirita) e site do MAP – “Movimento de Amor ao Próximo” .

quinta-feira, 21 de março de 2019

Palestrante convidado do LEAE abordará sobre a Reconciliação, em abril

Como já é sabido, o Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) costuma trazer palestrantes convidados para as exposições de segunda-feira, dia determinado para as palestras da Casa.

Ora deixando os convidados à vontade em relação aos temas, ora sugerindo assuntos de acordo com as obras básicas, a variedade do que nos é exposto é incrível.

Tão incrível e atemporal é o conteúdo escolhido para ser exposto por Thiago de Freitas Toledo, palestrante convidado para o dia 08 de abril: "Reconciliação - A Arte de Desenvolver a Compaixão".

A ideia é partir da proposta de Jesus para que nos conciliemos depressa com nossos adversários (Mateus, 5:25-26). Thiago nos adianta que 'à luz do conhecimento espírita, verificaremos quais são esses adversários, internos e externos, e como, de forma prática e aplicável, operarmos essa conciliação'.

O jovem palestrante expõe que como instrumentos de trabalho para a realização da tarefa de reconciliação, podemos seguir as orientações do Espírito Joanna de Ângelis, pela mediunidade de Divaldo Franco, presentes em trechos de mensagens das obras Filho de Deus e Momentos de Harmonia. "Seremos convidados, dessa forma, a um olhar sensível para com as experiências pelas quais temos passado, de modo que encontremos nos variados desafios cotidianos a oportunidade de que necessitamos para produzir paz e saúde interior", ressalta.

Com grandes expectativas sobre o encontro do dia 08 de abril, Thiago lembra ainda que esta é uma oportunidade singela, mas de graves proporções. 'Acredito que será um encontro de fraternidade e valorosas reflexões aos corações conflituados como os que ainda trazemos.  Espero conseguir trazer ao público aquilo que, todos nós, necessitamos ouvir, uma vez que ainda estamos em evolução'.

Sobre o palestrante

Thiago de Freitas Toledo, 23 anos, estudante de Comunicação Social - habilitação em Publicidade e Propaganda, chegou ao movimento espírita pelas vias do programa reencarnatório. 

Nascido em família espírita, participou ao longo de toda a infância e juventude das atividades de evangelização no Centro Espírita Cuiabá (localizado no Centro da Cidade) e de teatro no Grupo Espírita de Arte Cristã Juventude Ativa. 

Em 2011 participou da Caravana Federativa da Região Centro, em Cuiabá, onde teve um contato mais direto com o trabalho realizado pela Federação Espírita do Estado de Mato Grosso (Feemt) e, logo na sequência, passou a integrar sua equipe de trabalhadores. 

Em 2014, ao participar de outro evento promovido pela mesma instituição é que pode aquilatar o sentido de nos encontrarmos enquanto espíritas na atual existência. Desde então, nosso trabalho tem tido outro significado.

Atualmente integra a Diretoria Executiva da Feemt e trabalha como colaborador no Centro Espírita Joana D'Arc e no Centro Espírita Lar de Amor.

Thiago é a 'carinha' que estampa os vídeos publicados pela Federação Espírita de MT em seu site e YouTube. 

Sobre o convite do LEAE em nos auxiliar com as exposições e divulgação dos ensinamentos da doutrina espírita, o jovem comunicador diz que 'é sempre uma alegria estar com os amigos do Lar Espírita Aprendizes do Evangelho pela importante contribuição que a instituição vem ofertado à humanidade junto aos corações necessitados do Parque Cuiabá. Foi com muita alegria que recebemos o novo convite, tanto pela oportunidade de confraternização, quanto pela possibilidade de refletirmos juntos, em torno da mensagem cristã, que tanto acolhimento nos oferece ao coração.'

Esperamos a presença de todos na sede do LEAE, dia 08 de abril, para apreciarmos a exposição do jovem palestrante. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Tatuagens e Piercings – Opinião Espírita

No espiritismo nada se julga, tudo se entende e se esclarece. Assim um tema polêmico como a tatuagem sempre foi alvo dos mais ferrenhos debates dentro dos estudos doutrinários. Afinal é errado se tatuar? Colocar vários piercings no corpo? Seriam mutilações ou expressões artísticas? Qual a visão espírita do assunto?

Bem, para iniciarmos devemos sempre lembra a posição de neutralidade que o espiritismo tem diante das escolhas. Estas são de cada um, e a ninguém cabe a autoridade moral de julgar. Dito isso, vejamos o que tem a nos dizer os Espíritos, pois que deles advêm o grande conhecimento acerca das leis divinas.

André Luiz elucida que o perispírito não é reflexo do corpo físico; este é que reflete a alma. “As lesões do corpo físico só terão, pois, repercussão no corpo espiritual se houver fixação mental do indivíduo diante do acontecido ou se o ato praticado estiver em desacordo com as leis que regem a vida.” (Evolução em dois mundos, Chico Xavier e Waldo Vieira, Edição FEB) . 

Mas o que entender disso? Bem, como quase tudo na doutrina o ato em si tem gravidade ou não, valor ou não, dependendo principalmente da intensão pro detrás do gesto. Muitas vezes o significado e o intuito de tal atitude pode valorizar ou desmoralizar esta.

Partindo deste ponto inicial há de se passar pelo crivo da lógica como Allan Kardec nos instruiu: A tatuagem não tem finalidade útil alguma, sendo portanto um ato primordialmente estético. Como atos estéticos, a intensão por detrás desta busca pode dizer se o ato em si é bom ou mal. Tatuar uma frase de um filósofo ou até mesmo uma frase espírita é um ato com nobre intensão, mesmo que sem nenhuma utilidade maior, porém um ato pensado por si com uma causa dita nobre, portanto, sem uma intensão negativa o ato não se torna negativo em si. Tatuar-se com caveiras, símbolos que remontem a sexualidade, preconceito ou sensações de baixa vibração são diretamente ligados a atitudes de mal gosto.

Tendo em vista isso, passemos agora para o lado perispiritual. O perispírito – um medianeiro entre o espírito e o corpo material – é carregado das impressões de ambas dimensões da vida. Se sentimos raiva, nosso perispírito é marcado com a mancha deste sentimento ruim o que causa angustias na alma e desequilíbrios no corpo somático, causando até mesmo doenças físicas. Portanto, a tatuagem ou o uso de piercings é um ataque ao perispírito visto que há lesão nas camadas da epiderme. Porém, esta lesão não é de caráter profundo e, portanto, a questão física em si não é o problema. Mais uma vez voltamos ao parágrafo anterior, onde a intensão e o que foi marcado que poderão dar a gravidade ou não do ato.

“Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.”

(Joana de Ângelis)

Outro fator a atentar é que a tatuagem pode ser uma insígnia que marcará o espírito e então se o que foi marcado era um simbolo com significado de mal gosto o seu espírito poderá ser marcado com este símbolo e atrairá a estirpe de espíritos condizentes com aquela significação. Se sua tatuagem remonta a demônios ou assombrações, seu espírito pode ser assolado por espíritos com vibrações condizentes com esta marca, tudo é claro dependendo de nossos sentimentos para agravar ou amenizar.

Segundo Divaldo Pereira Franco, pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings, são almas que ainda trazem reminiscências vivas de encarnações em épocas bárbaras, quando guerreiros sanguinários se utilizavam desses meios para se impor frente aos adversários. Essa afirmação, claro, não serve para todos os casos. Muitas vezes adolescentes que estão em época de formação de opinião fazem tatuagens por estar na moda, ou querendo expressar algum sentimento ou opinião. É um estado transitório mas que deve ser comedido e pensado de forma a não corromper seu perispírito de forma fútil e que possa causar arrependimentos posteriores.

Há casos de obsessões que levam pessoas a tatuar seus corpos, a fazerem mutações até ficarem com formas reptilianas ou animalescas. Estes casos raros podem significar desequilíbrio espiritual, pois que são a retomada de instintos mais primitivos do ser e a sua animalização pela aparência a fim de causar tremor, e desafiar as pessoas, uma rebeldia espiritual. Mas nem todos os casos são obsessões, na verdade, boa parte são nossa ansiedade em querer fazer algo, mas também em muitos casos por mera vontade de fazer um procedimento “estético” e de eternizar algum simbolo.

Que dizer de tatuagens do rosto de jesus? De frases de Chico Xavier? Seriam essas marcas espirituais algo de ruim? É claro que não! E mais : Será que uma marca física poderia se sobrepor às qualidades morais do ser ? Logicamente, não! Por isso devemos ter essa questão de estudo como mera curiosidade e esclarecimento, nunca como ponto principal e principalmente; nunca como foco de julgamento. O espiritismo não proíbe nada, apenas esclarece e deixa ao Livre-arbítrio de cada um o julgamento de si mesmo. O objeto deste estudo é somente a parte prática observada de alguns casos do ato de tatuar-se e da mutilação corporal.

Por trás dessas questões simplistas há sempre a questão moral. Porque as pessoas acabam se marcando, as vezes se mutilando, se modificando? Seria às vezes por mero capricho? Outras por obsessão? Noutras ainda um estado transitório evolutivo ainda preso a remanescências de encarnações mais selvagens? Todas as perspectivas estão corretas, porém, cada caso um caso, não nos cabe julgar, lembrando que estamos todos numa escola e que nossas escolhas definem nossos aprendizados e destinos de luta.

Kardec nos leva ao autoconhecimento, ao entendimento de si mesmo a fim de procurarmos nossas necessidades evolutivas e por isso mesmo fica claro que são escolhas oriundas do livre arbítrio do espírito, o corpo é estado passageiro que reflete a alma do espírito e existem milhares de formas mais de mutilação da alma que não só a autoflagelação mas até mesmo o desequilíbrio de emoções, portanto, o que é uma tatuagem marcando um perispírito quando muitos “tatuam” no perispírito símbolos de egoismo, de vingança, de ódio, de orgulho…

Não é a tatuagem, os piercings, ou qualquer fator físico que influenciará primordialmente na evolução do ser humano. Claro os exageros com o templo do corpo serão pagos, mas isso não se estabelece som com tatuagens mas também com excessos de toda sorte como alcoolismo, glutonismo, fumo, etc. O mais importante é o pensamento, o que atrai bons ou maus espíritos são nossas vibrações que emanam do ser, das suas atitudes e seus pensamentos. Por isso antes de tudo meus amigos, cuidem dos pensamentos, pois o corpo perfeito com pensamentos ruins é como Jesus via os fariseus, sepulcros caiados.

Apenas quando o homem for capaz de compreender que mais importante do que temos é o que SOMOS, essas questões não terão maior importância moral e meramente serão grandes reflexões científicas da doutrina. Se possuir uma tatuagem não se atenha a isso, foi uma escolha sua e só a ti cabe o entendimento disto, o foco deve ser sempre na reforma moral do ser integral, da sua melhoria com as virtudes e somente através do “conhece-te a ti mesmo” chegaremos a lograr exito em seguir os caminhos de Jesus na seara do bem, Muita paz!

Fonte: Espiritismo da Alma