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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Trailer de gameplay destaca mundo dos espíritos

Mundo dos jogos aborda temática espírita. O que acha disso? Veja a matéria:

Trailer de gameplay destaca mundo dos espíritos

A Bloober Team, conhecida por Layers of Fear e The Blair Witch, divulgou nesta quinta (22) um novo trailer de The Medium, que mostra trechos de gameplay. Confira logo abaixo (desculpem, não achei legendado).

O vídeo destaca o sistema de troca entre mundos: o real e o dos espíritos. O jogador controla uma médium que está ligada aos dois mundos e, para desvendar um mistério, precisa explorá-los. Vale destacar que há momentos em que é preciso explorar ambos ao mesmo tempo.

O jogo é focado na história de Marianne, uma médium que está ligada ao plano real e ao plano espírita, sendo assombrada por uma tragédia que aconteceu anos atrás. O objetivo é desvendar o mistério por trás dessas visões assustadoras.

The Medium será lançado para PC e Xbox Series X no dia 10 de dezembro de 2020.



Jovem Nerd

terça-feira, 7 de abril de 2020

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Documentário reflete sobre evolução, Universo e previsões de Chico Xavier

No dia 7 de Novembro, o mundo poderá conhecer um pouco mais sobre o documentário DESPERTAR – Data Limite. É que a ocasião marcará a pré-estreia Nacional e Internacional (Latam) da produção nas plataformas Now, Vivo Play, Itunes, Google Play, Looke e Microsoft. Posteriormente, haverá o lançamento no Amazon Prime Video.

Dirigido por Fabio Medeiros e Rebeca Casagrande, o documentário discute fenômenos de aparições de discos voadores, experiências de quase-morte, paranormalidade e mediunidade que desafiam as leis da natureza e intrigam a humanidade há séculos.

Tudo isso, com uma profunda reflexão sobre a evolução moral da humanidade, o progresso individual, a grandeza do universo e os possíveis desdobramentos de um futuro próximo, aliado as previsões do médium brasileiro Chico Xavier.

Para corroborar os questionamentos apresentados, cientistas e pesquisadores participam da produção e começam a decifrar as experiências extraordinárias de que a consciência possa ir fora do corpo físico, indo além para outras dimensões.

DESPERTAR – Data Limite
Produtora: Cinemakers
Direção: Fabio Medeiros e Rebeca Casagrande
Roteiro: Rebeca Casagrande
Fotografia: Fabio Medeiros
Gênero: Documentário
Duração: 80 min
Características: Colorido, 2k, português
Produção Executiva: Rebeca Casagrande e Fabio Medeiros

Fonte: Site do Jornal da Cidade BH

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Reencarnação: Ciência está em busca de provas da base do Espiritismo

Como a reencarnação pode ser estudada pelo prisma científico? Confira a seguir as evidências mais consideradas pelos pesquisadores

Comprovar a reencarnação segundo os parâmetros limitados da ciência atual ainda parece um sonho impossível, embora o pesquisador canadense-americano Ian Stevenson (professor da Universidade da Virgínia falecido em 2007) tenha levado esse campo a avanços consideráveis.

As pesquisas envolvendo o tema analisam evidências que podem ser classificadas em três tipos diferentes. O primeiro deles se refere a episódios nos quais as pessoas falam espontaneamente sobre fatos e lembranças do que teria sido uma vida anterior. O segundo deriva da regressão hipnótica, e o terceiro está relacionado a mensagens do tipo mediúnico. Conheça mais sobre eles a seguir.

Memórias espontâneas

Esse grupo inclui ocorrências de sonhos, déjà vu, lembranças pós-traumáticas e experiências espontâneas (em geral apresentadas por crianças) de lembranças de vidas passadas. Nesta última subdivisão se encontram os casos mais sólidos, na opinião de Stevenson e de outros pesquisadores.

Segundo Stevenson, as crianças são o objeto preferido de estudos reencarnatórios porque a possibilidade de que elas tenham absorvido informações por meio de mídias diversas é bem reduzida. Em geral, elas começam a falar sobre essas “memórias” antes de ser alfabetizadas e as descrevem de forma bem simples, como se não se preocupassem com o fato de alguém acreditar ou não nelas. Como a pessoa morta teria falecido pouco antes do nascimento da criança na qual ela reencarnaria, fica mais fácil também reunir testemunhos de indivíduos que possam confirmar ou não dados dessa vida passada.

Sob esse prisma, as recordações do tipo déja vu têm importância muito menor. O general americano George S. Patton, herói da II Guerra Mundial, teve experiências famosas nesse terreno. Em 1943, após bater as tropas do Eixo na Sicília, por exemplo, o general passou algum tempo na ilha para conhecê-la. Ele interrompeu seu guia diversas vezes para falar sobre locais e detalhes de fatos históricos obscuros. Surpreso, o guia perguntou-lhe no fim se já havia visitado a Sicília e ele respondeu: “Acho que sim.”

Sonhos relacionados à reencarnação podem envolver tanto informações sobre uma vida passada quanto mensagens para uma mulher grávida relativas à existência anterior de seu bebê (estas últimas são mais comuns em culturas que aceitam a ideia de reencarnação).

Uma mulher britânica, por exemplo, sonhava constantemente que ela e um amiguinho caíam de uma galeria alta sobre um piso de mármore, num antigo pátio. Ao visitar uma casa abandonada, ela reconheceu o lugar e, ao ver dois retratos na parede, identificou-os como os de seus “pais”. Em seguida, descobriu que, séculos antes, um menino e uma menina, filhos do casal retratado, haviam caído daquela galeria e morrido.

Após um tombo no qual quase perdeu a vida, outra mulher britânica, então com 3 anos, passou a dizer que a Inglaterra não era seu país. Quando adulta, ela foi ao Museu Britânico e concluiu que sua morada anterior era o Egito, onde teria vivido como uma sacerdotisa. Tal era a força dessa conclusão que ela se casou com um egípcio e mudou-se em definitivo para o país africano.

Regressão hipnótica

Esse grupo, que abrange recordações extraídas sob hipnose ou terapia de vidas passadas (TVP), foi o responsável por reintroduzir o tema reencarnação em grande escala no Ocidente. Esse marco ocorreu em 1954, quando o hipnólogo amador Morey Bernstein causou um grande impacto nos Estados Unidos ao divulgar em jornais a história de Ruth Simmons, uma jovem dona de casa paciente sua que, sob hipnose, declarou se chamar Bridey Murphy e ter vivido na Irlanda no início do século 19.

Embora a moça fornecesse diversas informações verificáveis sobre Bridey e a vida cotidiana irlandesa daquela época, o caso posteriormente perdeu força porque muitos estudiosos disseram que a moça poderia simplesmente ter descrito dados lidos, vistos ou ouvidos quando ela era criança. Muitos profissionais que trabalham com a TVP, aliás, dizem que os conteúdos revelados por seus pacientes não representam necessariamente vidas passadas.

Mediunidade

Nesse grupo, detalhes sobre vidas passadas seriam transmitidos por médiuns – por exemplo, os relatos de reencarnações feitos pelo médium americano Edgar Cayce. Segundo os pesquisadores, esses são os casos mais vulneráveis a fraudes, e mesmo os dados mais críveis colhidos dessa forma podem ter sido obtidos consciente ou inconscientemente pelo médium em outras fontes de informação.

Fonte: TVCETE Espírita Online

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O que é o Espiritismo? (Humor e Espiritismo)

Mediunidade, cura, aprendizado, ciência, religião... Afinal, o que é o Espiritismo?

Amigos da Luz - Canal no Youtube



terça-feira, 26 de março de 2019

Data Comemorativa: 02 de abril - Nascimento de Chico Xavier

Não há uma pessoa que nunca escutou este nome...Chico Xavier. Há inúmeros sites, artigos, frases, notícias acerca desta personalidade muito conhecida mundialmente, principalmente por ser um enorme porta voz do Espiritismo.

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, no dia 2 de abril de 1910, faleceu em Uberaba no dia 30 de junho de 2002. Chico foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo.

Seu nome de batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos.

Chico Xavier psicografou mais de 450 livros, tendo vendido mais de 50 milhões de exemplares e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história, mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade. Também psicografou cerca de dez mil cartas, nunca tendo cobrado algo ao destinatário. Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo.

O legado do médium ultrapassa as barreiras religiosas e ele é reconhecido como o maior "líder espiritual" do Brasil, sendo uma das personalidades mais admiradas e aclamadas no país e ressaltado principalmente por um forte altruísmo.Vem recebendo grandes homenagens e honrarias, por exemplo: Em 1981 e 1982 foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo seu nome conseguido cerca de 2 milhões de assinaturas no pedido de candidatura; em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico Xavier; e em 2012 ele foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi "eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade".

Biografia

Chico Xavier (1910-2002) nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, no dia 2 de abril de 1910. Filho do operário humilde e da lavadeira Maria João de Deus ficou órfão de mãe quando tinha cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se mostrou uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-o diariamente, inicialmente por qualquer pretexto e, mais tarde, sob a alegação de que o "menino tinha o diabo no corpo", era uma mulher nervosa que o maltratava cruelmente. 

Não se contentando em açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha no ventre, não permitindo que ele os retirasse, o que ocasionou terríveis sofrimentos ao menino. Os únicos momentos de paz que tinha consistiam nos diálogos com o espírito de sua mãe, com quem se comunicava desde os cinco anos de idade. O menino viu-a após uma prece, junto à sombra de uma bananeira no quintal da casa. Nesses contatos, o espírito da mãe recomendava-lhe "paciência, resignação e fé em Jesus".

A madrinha ainda criava outro filho adotivo, Moacir, que sofria de uma ferida incurável na perna. Rita decidiu seguir a simpatia de uma benzedeira, que consistia em fazer uma criança lamber a ferida durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno Francisco. Revoltado com a imposição, Francisco conversou novamente com o espírito da mãe, que o aconselhou a "lamber com paciência". O espírito explicou-lhe que a simpatia "não é remédio, mas poderia aplacar a ira da madrinha", esta sim passível de colocar em risco a sua vida. Os espíritos se encarregariam da cura da ferida. De fato, curada a perna de Moacir, Rita de Cássia melhorou o tratamento dado a Francisco
Chico Xavier passou a ter sonhos. Durante a noite se levantava agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava seus sonhos a sua família. O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos que depois de ouvi-lo recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse. Precisava aprender a obediência para que Deus um dia lhe concedesse a confiança dos outros. Durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.

Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Se confessava, comungava, comparecia pontualmente a missa e acompanhava as procissões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e em seguida seguia para o serviço da fábrica onde trabalhava de três da tarde, para sair as onze da noite.

Em 1925 deixou a fábrica indo trabalhar na venda do Sr. José Felizardo. As perturbações noturnas continuaram, depois de dormir, caia em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs ficou doente. Um casal de espíritas, reunido com sua família realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar em sua casa. Na mesa, dois livros, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Ouviu da mãe: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros a nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e em breve a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos".

A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam no dia seguinte levar uma composição descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza.

Em 7 maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado.

A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Nesse mesmo ano Chico passou a receber as primeiras poesias e escreveu "Parnaso de Além-Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. 

Em 1943, vem a público um dos livros mais populares da literatura espírita, o romance Nosso Lar, o mais vendido e divulgado da extensa obra do médium, que no ano de 2010 se tornou um filme e já havia vendido mais de dois milhões de exemplares. Esse é o primeiro de uma série de livros cuja autoria é atribuída ao espírito André Luiz.

Nesse período, a celebridade de Chico Xavier é crescente e cada vez mais pessoas o procuram em busca de curas e mensagens, transformando a pequena cidade de Pedro Leopoldo em um centro informal de peregrinação. Tendo morrido na miséria o seu antigo patrão, José Felizardo, o médium empenha-se em arranjar-lhe um sepultamento digno, pedindo doações de casa em casa para esse fim. De acordo com o seu biógrafo Ubiratan Machado, "...até mesmo um mendigo cego doou-lhe toda a féria do dia".

Em 1950, Chico Xavier já havia psicografado mais de 50 livros.

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba, transformou-se num polo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.

Os direitos autorais de seus livros publicados são cedidos gratuitamente às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Chico psicografou 451 livros, reproduzia o que os espíritos lhe transmitiam. Seus livros foram traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias.

Chico Xavier faleceu em Uberaba, Minas Gerais, no dia 30 de junho de 2002.

Homenagens e premiações


  • Ao longo de sua vida, Chico Xavier recebeu o título de cidadão honorário de mais de cem cidades brasileiras, inclusive as principais.
  • Foi homenageado em filmes e documentários como Chico Xavier - O Filme, As Mães de Chico Xavier e 100 Anos Com Chico Xavier - Gratidão e Homenagem.
  • Cantores como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Fábio Júnior, Moacir Franco, Nando Cordel e Vanusa compuseram músicas em sua homenagem.
  • Em 1981 e 1982 Chico Xavier foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo havido uma mobilização de cerca de dois milhões de pessoas que deram suas assinaturas em todo Brasil e em organizações de 29 países pedindo o Nobel da Paz para ele.
  • Em 1999, o Governo de Minas Gerais instituiu a "Comenda da Paz Chico Xavier", condecoração que é outorgada anualmente a pessoas físicas ou jurídicas que trabalham pela paz e pelo bem estar social.
  • Em 2000, Chico Xavier foi eleito o "Mineiro do século XX", seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek, em um concurso popular realizado pela Rede Globo Minas, tendo vencido com 704.030 votos.
  • Após Chico Xavier falecer, a casa onde ele morou entre 1948 e 1959 e a casa em que ele morou entre 1959 e 2002 foram transformadas em museus sem fins lucrativos em referência a sua vida e obra; e o interior da Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo, local onde ele trabalhou como datilógrafo entre 1930 e o final dos anos 50, também foi transformado em um memorial em sua homenagem.
  • Em 2006, em uma votação popular promovida pela Revista Época, ele foi eleito o "O Maior Brasileiro da História".
  • Em 2009, a Lei nº 12.065 deu o nome “Chico Xavier” ao trecho da rodovia BR 050, entre a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e a divisa dos municípios de Uberaba com Uberlândia. 
  • Em 2010, o Correio Brasileiro lançou o selo e o cartão postal comemorativo em homenagem ao centenário do médium. No mesmo ano, a Casa da Moeda do Brasil lançou a "Medalha Comemorativa do Centenário de Chico Xavier".
  • O centenário do médium também foi comemorado em uma sessão solene pela Câmara dos Deputados do Brasil, à época presidida por Michel Temer.
  • Em Outubro de 2012, no programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, transmitido pelo SBT, Chico foi eleito, por voto popular, como "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos". Na semifinal do programa, disputou com Ayrton Senna, venceu com 63,8% dos votos. Na final do programa, Chico disputou com Santos Dumont e Princesa Isabel, vencendo com 71,4% dos votos.
  • Atualmente Chico Xavier tem um memorial com seu nome em Uberada, aberto à visitações.


Filme biográfico

Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreou Chico Xavier - O Filme, baseado na biografia As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior. Dirigido e produzido pelo cineasta Daniel Filho, Chico Xavier é retratado pelos atores Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier, respectivamente, em três fases de sua vida: de 1918 a 1922, 1931 a 1959 e 1969 a 1975. O filme alcançou a marca de mais de 3,5 milhões de espectadores nos cinemas.

Dados por Dilva Frazão, Wikipedia, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

quarta-feira, 13 de março de 2019

Allan Kardec e o Espiritismo no Brasil

O professor francês Allan Kardec entrevistou espíritos para descobrir as leis que regem o mundo dos mortos. Mas foi no Brasil que um grupo de seguidores transformou seus escritos em uma nova religião, o espiritismo

Às 22h30 de 17 de setembro de 1865, apenas oito anos depois da fundação oficial do espiritismo na França, foi realizada em Salvador a primeira sessão da doutrina no Brasil, liderada por um jornalista, Luís Olímpio Teles de Menezes. No mesmo ano, surgiu o primeiro centro do país. Em pouco tempo, a visão científica, filosófica e religiosa de Allan Kardec se transformaria em uma religião tipicamente brasileira, divulgada por intelectuais nas nossas maiores cidades. Anos antes de ganhar as massas com Chico Xavier, os seguidores de Kardec já tinham uma nova capital, nos trópicos.

O trabalho iniciado por Kardec tem mais de 13 milhões de seguidores no mundo. A maioria, cerca de 3,8 milhões, está no Brasil. Nossos espíritas têm os melhores indicadores socioeducacionais dentre os fiéis de todas as religiões praticadas no país – 31,5% deles têm nível superior completo, segundo o IBGE. Entre 2000 e 2010, eles saltaram de 1,3% da população para 2%. O sucesso nos cinemas é resultado da boa imagem da religião: em 2010, Chico Xavier, a biografia do médium mais famoso do século 20, alcançou 3,4 milhões de espectadores e Nosso Lar, no mesmo ano, chegou a 4 milhões.

Mas o que explica essa adesão massiva a uma doutrina que se equilibra entre a religião e a ciência no maior país católico do mundo? “O Brasil tem uma tradição de religiosidade popular muito aberta ao contato com a vida após a morte e a comunicação com espíritos. As classes média e alta não podiam contar com as religiões de origem africana ou indígena como expressões formais de sua fé. O kadercismo, com seu berço francês, satisfez essa necessidade”, afirma John Monroe, historiador e professor da Universidade de Iowa.

Mesas que rodam

Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon em 3 de outubro de 1804 e encontrou sua vocação na Suíça. O pai, o juiz católico Jean-Baptiste-Antoine Rivail, e a mãe, a dona de casa Jeanne Duhamel, enviaram o menino Hippolyte, de apenas 10 anos, para estudar no Instituto de Yverdon, no castelo de Zahringenem, fundado e mantido pelo pedagogo Johan Heinrich Pestalozzi. Na volta, instalou-se em Paris em 1820 e, quatro anos depois, começou a dar aulas. Lecionava matemática, física, química, astronomia, anatomia e francês.

O professor convivia com problemas financeiros recorrentes. A partir da década de 1830, passou a reforçar a renda escrevendo gramáticas e aritméticas – e até mesmo uma peça, chamada Uma Paixão de Salão, levada aos palcos em 1843. Também começou a usar os conhecimentos de matemática para administrar a contabilidade de pequenas companhias, como o teatro Les Folies Marigny, nos Champs-Élysées. Ali eram realizados espetáculos muito em voga em meados do século 19 – com uma mistura de magnetismo e experiências elétricas e mecânicas.

Rivail assistia a alguns desses shows com prazer. Ele acompanhava com euforia a evolução das ciências, que pareciam prontas para explicar definitivamente o funcionamento do mundo, da vida e do além. Em 1834, em um de seus artigos defendendo as aulas de ciências para crianças, ele registrou: “Aquele que houver estudado as ciências rirá, então, da credulidade supersticiosa dos ignorantes. Não mais crerá em espectros e fantasmas. Não mais aceitará fogos-fátuos por espíritos”.

Quando as mesas rodantes ficaram famosas na França, na década de 1850, o pedagogo tinha uma explicação pronta para o fenômeno. Curioso sobre os mistérios da hipnose, do sonambulismo, do magnetismo e da eletricidade, ele dizia que os corpos reunidos geravam uma força eletromagnética extraordinariamente forte, capaz de movimentar objetos. Quando conheceu o fenômeno pessoalmente, em uma terça-feira de maio de 1855, percebeu que a explicação não era tão simples.

Foi na casa da senhora Plainemaison, na Rue Grange Batelière, número 18. Ali o professor ficou impressionado. As mensagens tinham linguagem diferente da que os médiuns usavam no dia a dia e com um grau de conhecimento da vida privada dos visitantes que não tinham como possuir. O pesquisador então elencou uma nova hipótese: a de que a realidade visível não é a única que existe. E que espíritos são tão reais quanto o mundo microscópico e as forças físicas invisíveis, como a lei da gravidade.

Leis dos espíritos

Por serem reais, apesar de invisíveis, os espíritos seguem leis, da mesma forma que os seres de carne e osso. “Entrevi naquelas aparentes futilidades qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim investigar a fundo”, ele relataria anos depois, para concluir que a força que movia aqueles móveis apresentava perguntas que mereciam resposta. “Há ou não uma força inteligente? Eis a questão. Se essa força existe, o que é? Qual será sua natureza e sua origem? Está além da humanidade?”

Durante 20 meses, o professor dedicou as horas vagas a entrevistar dez diferentes espíritos, principalmente por intermédio de três garotas, Ruth Japhet, de 20 anos (que havia enchido 50 cadernos com mensagens dos espíritos), e as irmãs Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos. Fazia a elas perguntas como “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?” e “O que é espírito?” Na casa dos Boudin, na Rue Rochechouart, ele se apresentava todas as terças-feiras, com novas perguntas, ou as mesmas, para cruzar e checar as respostas. Ele não tinha mediunidade – aliás, foi o professor quem cunhou o termo “médium” para definir os intermediários entre os espíritos os seres humanos.

Rivail alega que teve a oportunidade de entrevistar os espíritos do filósofo Sócrates, do apóstolo de Jesus João Evangelista, do sacerdote Vicente de Paulo e do cientista e político Benjamin Franklin. Um dos interlocutores mais recorrentes era o espírito que se apresentava com o nome Zéfiro. Foi ele quem disse ao professor que o conhecia de outras encarnações, quando Rivail era um sacerdote druida chamado Allan Kardec e morador da Gália na época do imperador Júlio César, entre 58 e 44 a.C. Rivail não queria assumir a autoria da coleção de respostas – preferia se apresentar apenas como codificador e editor.

E também queria diferenciar seu trabalho pedagógico com essa nova vertente de pesquisa. Daí Rivail ter adotado o pseudônimo que se lê na capa da primeira edição de O Livro dos Espíritos: “Princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec”.

Os primeiros exemplares do livro deixaram a Tipografia de Beau, na cidade de Saint-Germain-en-Laye, em 18 de abril de 1857 – a data oficial do nascimento do espiritismo, nome criado por Kardec, apresentado da seguinte maneira: “A crença espírita, ou o espiritismo, consiste em acreditar nas relações entre o mundo físico e os seres do mundo invisível, ou espíritos”. Rapidamente, Kardec suplantaria Rivail em fama e reconhecimento: a primeira edição da obra inaugural do espiritismo, vendida a 3 francos a unidade, foi esgotada em dois meses.

Em 1º de abril de 1858, reuniu as dezenas de seguidores que havia arregimentado com a publicação do livro e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Enquanto recebia visitas de médiuns, mais ou menos sérios, cartas pedindo ajuda e textos psicografados, novas traduções e edições eram publicadas. Na Espanha, o bispo de Barcelona, Antônio Palau y Termens, mandou confiscar todos os exemplares de O Livro dos Espíritos e organizou um auto de fé: as obras foram empilhadas e queimadas em praça pública. Em 1864, a Igreja Católica inseriu a obra no Index Librorum Prohibitorum, a lista de livros proibidos para seus fiéis.

Kardec melhorou sua situação financeira com a venda de seus livros e trocou de casa diversas vezes. A última mudança seria para um terreno que ele havia comprado na Avenida Ségur para construir seis pequenas casas para seu sucessor e seguidores espíritas de poucos recursos. A residência da família ficou pronta rapidamente, mas ele não chegou a morar lá.

Depois de publicar uma segunda edição de  O Livro dos Espíritos, bastante ampliada, e outros quatro livros, Kardec faleceu, aos 64 anos, por volta das 11h de 31 de março de 1869, quando um aneurisma se rompeu, um dia antes da mudança definitiva para a Avenida Ségur. Na época, ele trabalhava numa obras sobre as relações entre o magnetismo e o espiritismo. Os restos de Kardec estão no Cemitério Père-Lachaise. Na lápide, ficou gravado seu novo nome, e não Rivail, e seu lema: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar. Esta é a lei.”

Místicos x Cientistas

O fundador não deixou um sucessor definido – ele previa que o espiritismo fosse conduzido por um grupo com comandantes seguindo mandatos curtos. Sua morte acabou por lançar o espiritismo num debate ferrenho: ciência ou religião?

Na Europa, venceram os partidários da tese de que os estudos do professor tinham caráter científico. Eles tinham bons motivos para isso. “Kardec foi um dos pioneiros a propor uma investigação científica, racional e baseada em fatos observáveis, das experiências espirituais. Desenvolveu todo um programa de investigação dessas experiências, ao qual deu o nome de Espiritismo”, afirma Alexander Moreira-Almeida, professor da Escola de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF. “A proposta mais ousada de Kardec foi a de naturalizar a dimensão espiritual, tornando-a, assim, passível de investigação científica.”

“Hoje, entre os europeus, o kardecismo é visto como pseudorreligião. Na virada do século 20, fazia todo o sentido acreditar que os conceitos dele seriam incorporados às pesquisas do meio acadêmico”, afirma o historiador John Monroe, professor da Universidade de Iowa.

O Brasil viu a mesma divisão, e, num primeiro momento, parecia que o mesmo lado seria vencedor. Um dos mais importantes líderes do espiritismo do Brasil, o jornalista e professor italiano Afonso Angeli Torteroli, liderava os científicos e organizou o 1º Congresso Espírita Brasileiro, em 1881, no Rio de Janeiro. Foi lá que intelectuais defenderam a nova linha de pensamento – pessoas respeitáveis a ponto de terem sido recebidas pelo imperador dom Pedro II em 28 de agosto de 1881. Mas, bem de acordo com o pensamento progressista da época, os espíritas eram, em geral, republicanos e abolicionistas.

Mas foi o aspecto religioso do espiritismo que venceu. E por dois motivos. Em primeiro lugar, o lado religioso funcionava melhor para uma população ligada a um cristianismo que, em geral, convivia tranquilamente com curandeiros, benzedeiros e cartomantes. “A preocupação científica e filosófica não tem o mesmo appeal para nós como tem o lado religioso-ritualístico: tomar um passe, livrando-se das energias ruins se apresentaria como mais conveniente do que adotar uma doutrina complexas e cheia de princípios”, afirma o professor de sociologia da Universidade de Brasília Paulo César da Conceição Fernandes, em uma tese de mestrado sobre as origens da religião no Brasil.

Em segundo lugar, o mais importante líder entre os espíritas depois de Allan Kardec e antes de Chico Xavier, o ex-deputado Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, concordava com os místicos. Mas teve também o talento de não dispensar os científicos. A Federação Espírita do Brasil, criada em 1884 pelo fotógrafo português Augusto Elias da Silva, seria presidida duas vezes pelo doutor Bezerra e estimulou a publicação de livros e textos de cunho acadêmico. “O espiritismo oferece uma orientação para a prática da mediunidade, recomendando que ela seja praticada quando contribuir para o bem e para a educação espiritual do homem”, afirma Antonio Cesar Perri de Carvalho, presidente da Federação Espírita Brasileira.

Nomes famosos da literatura nacional aderiram rápido. Os poetas Castro Alves e Augusto dos Anjos, de um lado, se aproximaram da nova religião. Já José de Alencar e Machado de Assis a atacavam – mas só depois de se darem ao trabalho de conhecê-la. Augusto dos Anjos foi o mais empolgado: em sua cidade, Engenho do Pau D’Arco, Paraíba, ele conduzia sessões, recebia espíritos e psicografava. Quando Chico Xavier nasceu, em 1910, o hábito de receber romances do além já era disseminado e se tornaria uma das marcas da nova religião, que, para muitos, já tinha muito pouco a ver com o que Kardec havia imaginado.

Fonte Site UOL - Aventuras na História por Tiago Cordeiro

sexta-feira, 1 de março de 2019

Vícios ocultos

Sempre relacionamos a imagem de que o vício no álcool,  no cigarro, no sexo desregrado entre outros que também nocivos à saúde, são convidados e anfitriões para obsessão.
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Espíritos sofredores, presos ao vício na matéria buscam sentir através de emanações fluídicas, as sensações impressas no encarnado, que acaba se tornando "vítima" do que conhecemos por vampiros espirituais.
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Onde existe a possibilidade de encontrar o objeto de seus desejos materiais, estes espíritos se fixam para compartilhar das emanações fluídicas do ambiente.
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Mas, isso acontece também através da simbiose de ideais dos que se ligam pela mesma frequência de pensamentos.
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Portanto, aquele que se compraz na desgraça alheia também convida irmãos sofredores para seus banquetes espirituais de explorar as dores humanas com desdém e sarcasmo.
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Aquele que ignora a indulgência e faz questão de explorar e divulgar o erro alheio também o faz procurando indiretamente confrades mesquinhos que se interessam pela mesma temática.
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Vangloriar-se perante o próximo humilde, clama a presença de espíritos estacionados na escala evolutiva que desde épocas remotas reinavam grandes dinastias e ainda hoje não compreenderam o verdadeiro valor é o mais humilde.
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Nem todos os vícios estão classificados como tais, assim como as formas de atrair companhias nocivas ao nosso redor.
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Evite consórcios simbióticos com energias que não irão te auxiliar e que você não conseguirá auxiliar também.

Fonte perfil do Instagram Fraternidade e Esperança