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terça-feira, 7 de abril de 2020

Artigo - Solidão

"Solidão é a ausência do outro. Solitude é a própria presença. "(OSHO)

Sentir-se em solidão é a valorização da ausência do outro na própria vida. A ausência física de alguém não deveria ser sinônimo de dor, ou de perda.

O coração humano abriga muitos afetos, e seu espaço  dimensional tem capacidade ao infinito. É o aprendizado do acolhimento da família universal, a qual aumenta na medida que se aumenta a capacidade de amar. Entretanto,  esse abrigo é de partilha, não de ocupação. E se em algum momento existe o afastamento físico,  não significa que houve um afastamento afetivo, cujos fios de ligação são imperecíveis.

Para que o fato de estarmos sós não denote solidão precisamos nos colocar no estado psíquico da SOLITUDE, quando nos permitimos um momento de estar a sós conosco mesmo. A solitude é  indispensável ao autoconhecimento; à ressignificação dos sentimentos; e às  mudanças de comportamentos escravizantes da alma,  para comportamentos libertadores. A solidão escraviza; a solitude liberta. A solidão dói; a solitude cura. A solidão conduz à tristeza; a solitude à alegria de viver. A solidão destrói; a solitude constrói.

Ideal procurarmos um espaço do dia para estarmos em solitude, a fim de educarmos nossos sentimentos, substituindo a solidão que ainda esteja assombreando nossa vida. Nascemos para a felicidade; nascemos para a liberdade; nascemos para voar em direção ao Grande Sol. Que a nossa convicção seja a de que somos frutos do Amor, e para o Amor retornaremos, na medida em que despertamos o Amor que somos.

Rosária Soares, Coordenadora de Estudo e Doutrina do LEAE

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

30 de Janeiro - Dia da Saudade

Esta data serve para recordar a memória das pessoas que já partiram, os tempos bons que já passaram e as lembranças da infância.

"Saudade" é uma palavra extremamente complexa, cheia de significado e muito difícil de traduzir do português para outros idiomas, devido a sua precisão.

O léxico "saudade" é exclusivo da língua portuguesa e galega. Uma empresa britânica, que teve a colaboração de mais de mil tradutores, criou uma lista onde constam as palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo. A palavra "saudade" foi considerada a 7ª palavra mais difícil de se traduzir para outros idiomas.

A palavra saudade é de origem latina, do vocábulo "solitatem", que quer dizer “solidão”.

Seu significado é ligado à memória e a nostalgia de lugares, pessoas e situações. As atribuições e, principalmente, os sentimentos contidos na palavra saudade foram se moldando com a cultura portuguesa.

Muitas vezes esse sentimento oscila entre as sensações de tristeza e felicidade, melancolia e alegria. Ao sentir saudade de alguém ou algo podemos dizer que ele é um sentimento intenso que pode existir entre encarnados e desencarnados.

Seria possível então sentir saudades de alguém que você não conhece? E ter lembranças que ainda não aconteceram?

Nosso inconsciente guarda informações de nossas vidas passadas, de experiências na erraticidade e também as instruções do nosso plano reencarnatório. Assim, a memória não tem acesso à essas informações para não influenciarem na nossa encarnação atual.

No entanto, o inconsciente pode conversar conosco por meio de sonhos ou sensações. Portanto, tristezas repentinas e a falta de algo que você não consegue definir pode indicar saudades de pessoas que conviveu; encarnadas ou não em vidas passadas.

Alguns podem até associar esse sentimento a algo romântico, mas não necessariamente será sobre o amor passional. É possível tratar-se de espíritos afins que você espera como filhos, por exemplo.

Sonhos detalhados com as feições, situações e pessoas que você não conhece – mas sabe que são familiares – podem indicar essa possível ligação entre espíritos que poderão se reencontrar nesta encarnação.

A certeza que temos é de que as ações do plano espiritual em nossas vidas são perfeitas. Se algo não acontecer é porque nós mesmos alteramos os rumos com liberdade concedida por Deus. Considere as sensações ou sonhos como um bom sinal e saiba que a vida é eterna e que vamos reencontrar – seja nessa ou em em vidas futuras – os espíritos afins que fazem parte da nossa história.

Calendarr e TV Mundo Maior

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A falta de esperança: quando achamos que tudo está perdido

A falta de esperança é exaustão mental, emocional e comportamental. É estar cansado de tantas decepções e tristezas acumuladas.

A falta de esperança é um veneno que pouco a pouco apaga sonhos, motivações e energias. É uma camada de decepção permanente.

É aquela sensação que nos faz respirar através da amargura até nos mergulhar em uma armadilha psicológica muito perigosa. Porque com o tempo, esses estados nos deixam muito vulneráveis à depressão e a outros transtornos com um alto custo emocional.

Na prática clínica do dia a dia, sabemos que grande parte das condições psicológicas dispõem de intervenções estabelecidas que podem servir de ajuda às pessoas.

O que exatamente é a falta de esperança?

A palavra esperança vem do termo francês “espoir”, e significa respiração. Portanto, a falta de esperança seria a simbolização não apenas da falta de respiração, mas também da ausência de “espírito” ou da perda da essência que nos torna humanos. 

Para além desse significa simbólico, sem dúvida há a realidade objetiva que se desprende desse sentimento. A falta de esperança, longe de possuir apenas uma explicação, tem na verdade uma complexa rede de dinâmicas e processos internos muito significativos.

Isso faz com que, por exemplo, seja tão complicado para a pessoa responder por quais motivos ela se sente sem esperança.

O que se sente é a perda de significado. De repente, nada mais tem sentido para a pessoa.

  • Há um acúmulo de experiências negativas que não foram processadas de maneira correta.
  • Há uma baixa autoestima.
  • Observa-se, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade evidente. Chega-se a um ponto no qual se considera como certo que nada, nenhuma ação específica, poderá mudar as coisas.
  • Há a presença de sentimentos como a tristeza, a apatia, o cansaço físico, a desmotivação, o desinteresse por tudo que antes definia a pessoa.
  • Há frustração, amargura e um grande pessimismo.

Um aspecto que não podemos deixar de lado ao viver toda essa sintomatologia é que, se essas dinâmicas psicológicas e comportamentais forem persistentes, abriremos caminho a um evidente processo depressivo.

Recuperar a esperança para prevenir a depressão

A falta de esperança, geralmente, vem e vai. É uma inquilina incômoda que nos visita em determinadas épocas, mas que aos poucos tende a desaparecer quando mudamos a perspectiva ou colocamos novos hábitos em prática.

Alguns estudos, como o realizado pela Universidade de Twente, na Holanda, afirmam que a falta de esperança costuma estar vinculada ao nosso estilo de personalidade.

Há perfis com uma maior tendência ao pessimismo e à vulnerabilidade. No entanto, isso não quer dizer que estejam obrigatoriamente destinados a sofrer uma depressão após a outra.

Todos nós temos a possibilidade (e a obrigação) de fazer uso de recursos pessoais adequados para enfrentar a falta de esperança. Algumas dicas para refletir são as seguintes:


  • Entenda como você se sente, tentando nomear cada estado mental e emocional.
  • Compreenda que a falta de esperança frequentemente segue a regra dos três: estou exausto por me sentir triste, frustrado, decepcionado. Afinal de contas, é um estado cumulativo. É ter deixado passar muitas coisas sem tê-las resolvido previamente. Portanto, é importante tentar se livrar da origem desses sentimentos.
  • A falta de esperança é um estado emocional que se intensifica, ao mesmo tempo, pelos nossos comportamentos. Seguir as mesmas rotinas vai fazer com que alimentemos essa situação, esse estado. Portanto, devemos colocar novos hábitos em prática. Devemos tentar nos conectar com a realidade de outros modos, inovar, iniciar novos projetos, ser criativos na medida do possível.

Para concluir, quando nos encontramos nessa prisão da falta de esperança simbolizada no quadro de Evelyn De Morgan, o mais importante é gerar alternativas, abrir novas portas, transitar por novos ares.

Fica claro, no entanto, que nem sempre é possível sair desses cubículos de dor psicológica sozinhos.

Terapias como a cognitivo-comportamental podem nos ajudar nesses casos. Não devemos hesitar, portanto, em buscar ajuda profissional se for necessário.

Fonte: A Mente é Maravilhosa

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O preço que pagamos pela necessidade de estar sempre certos

É satisfatório ser o sabe-tudo, mas quais são os custos desse tipo de atitude?

Recentemente, dois dos meus filhos iniciaram uma discussão que acabou levando os dois a recriminações e lágrimas. O motivo da briga era uma suposta melhor maneira de construir um caminhão de Lego. Cada um tinha em mente o modo “certo” de fazer o trabalho e não queria ceder. Tenho certeza de que você pode prever como a história terminou – duas crianças que não queriam mais brincar juntas.

Quando se trata de insistir no que achamos que é certo, os adultos não são diferentes. Discutimos sobre todos os tipos de minúcias, rotulamos um ao outro como teimosos, não podemos imaginar como outras pessoas poderiam estar tão terrivelmente erradas.

Estar certo é uma experiência que traz satisfação. Porém, há um ponto em que nossa necessidade de estar sempre certos começa a causar sérios desentendimentos em nossos relacionamentos. Todos nós pensamos que sabemos o melhor caminho e não precisamos estabelecer entendimentos, e geralmente estamos mais preocupados em ser corretos do que, misericordiosamente, deixar passar um erro sem fazer comentários maliciosos.

Há um custo não tão oculto por estar sempre certo: isso nos torna solitários. Você pode ser a pessoa mais certa do mundo, mas ainda assim se sentir como Shakespeare, em seu Soneto 29: “Sozinho, lamento meu banimento.” Um sabe-tudo é uma pessoa difícil de ser amiga; ninguém quer sair com uma pessoa que nunca estabelece acordos e entendimentos comuns. Uma pessoa que nunca perdoará um erro sem uma rendição total por parte da outra pessoa não está destinada a ser muito popular. Estudos mostram, por exemplo, que quanto mais propensos a reter o perdão, maior a probabilidade de sentirmos uma solidão crescente à medida que envelhecemos.

O desejo de estar certo a qualquer custo é um enorme impedimento para estar disposto a oferecer o perdão. Psicólogos que trabalham com pacientes para superar a vergonha, a culpa e a solidão dizem que envolver-se no processo de perdão é vital para o processo de cura. Exceto em casos abusivos, parece que a maioria de nossas brigas é sobre assuntos que não são tão significativos. Isso quer dizer que, para muitos de nós, é hora de abandonar a necessidade de provar cada detalhe, entrar em acordo e demonstrar aos outros um pouco de piedade.

É hora de admitir que existem outras qualidades na vida que talvez sejam mais importantes do que estar certo. Quando estou ouvindo confissões de paroquianos, percebo que muitas vezes eles têm dificuldade em perdoar por causa de um sentimento de ter sido injustiçado. Eles não podem deixar passar e não acham que outros merecem perdão. Também é comum, na minha experiência, que as pessoas desanimem porque querem desesperadamente ter razão, mas sabem que muitas vezes escolhem fazer o que é errado. Por causa disso, têm dificuldade em perdoar a si mesmas.

Talvez seja bom perguntar a si mesmo: eu tenho necessidade de estar sempre certo(a)?

Se a resposta for “Sim”, é hora de perceber que o custo de estar sempre certo não vale a pena. Às vezes, as pessoas estão erradas; elas nem sempre precisam ser corrigidas. Às vezes, as pessoas te magoaram e podem nem perceber; vá em frente e perdoe. Talvez você esteja desanimado(a) porque errou; permita-se o perdão e faça melhor amanhã. Perder o privilégio de estar sempre certo vale a pena. Isso contribui para ter um dia menos estressante, ter amizades mais saudáveis ​​e viver a alegria de não ter que se sentar para julgar os outros.

Artigo publicado no site Aletéia, por Michael Rennier em 08 de Maio de 2019

terça-feira, 12 de março de 2019

A Solidão dos Avós: Um curta-metragem emocionante que está fazendo o mundo refletir

Os avós são figuras muito importantes em nossas vidas. Na maioria das famílias, eles são um pilar que mantém todos unidos, mesmo nos momentos mais difíceis da vida. No entanto, não podemos negar um fato: mesmo nas famílias mais presentes, existe a solidão da terceira idade.

Os idosos, principalmente quando moram sozinhos, podem se sentir deixados de lado, porque todos estão ocupados demais com as próprias vidas e podem acabar negligenciando o relacionamento com eles. Eles nem sempre conversam sobre sua solidão, porque não querem “cobrar” os filhos e netos, mas no fundo seus corações desejam por mais companhia, alguém para conversar, contar suas histórias, falar sobre a vida.

Estar sozinho é bom, mas se a solidão é constante, pode acarretar problemas emocionais. A solidão na terceira idade sempre existiu, mas é mais falada atualmente devido ao modo de vida que levamos, que acaba nos aproximando da tecnologia, enquanto nos afasta das pessoas.

É preciso conscientizar as pessoas sobre esse tema, mostrar que os idosos também se sentem solitários, abandonados e, por mais que não falem, precisam de companhia, amor, carinho, cuidado e interesse.

Essas pessoas que dedicaram tanto tempo de suas vidas fazendo de tudo por nós, merecem também receber o melhor de nós.

Mostramos abaixo um curta realizado pela profissional de animação Laura Stewart, que mostrou de uma maneira muito sutil a maneira como milhares de idosos se sentem.

O vídeo conta a história de um senhor que mora sozinho, até se deparar com uma nova companhia, que apenas complica a sua vida. Vendo que não tem outra opção, ele tem uma atitude amigável para com ela, o que acaba por acarretar um resultado que nos faz refletir muito sobre o sofrimento vivido por essas pessoas, e até onde elas iriam para ter alguém do lado.

Confira abaixo:



Site O Segredo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O que diz o silêncio?

Ao contrário do que possa parecer, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em sua aparente falta de palavras uma intensidade tamanha de sentimentos, uma grande carga emocional, às  vezes mais significativa do que uma enxurrada de palavras.

O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou violentar. Em algumas ocasiões pode trazer paz, em outras, tempestades. O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós.

Às vezes, o silêncio é solidão, vazio, dor e tristeza. Outras vezes, o silêncio é desistência, quando se chega à conclusão que não vale a pena insistir em algo ou alguém, tentar convencer, clamar por atenção e reciprocidade. Pode também significar desapego, libertação, livramento. Esvaziamento de algo que já não faz mais sentido.

Também pode o silencio refletir felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis.

Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, nem sempre conseguimos verbalizar o que queremos, o que temos dentro de nós e muitas vezes nos privamos de conflitos quando optamos por não falar.

O ideal seria que pensamento e palavras convivessem harmonicamente, de forma que um não atropelasse o outro ou a nós mesmos, colocando-nos em situações constrangedoras, por impulso.

Palavras, após ditas, não voltam mais, deixando suas marcas.

Quando o silêncio tem o objetivo de calar sentimentos fortes, pode internalizar angústias e nos fazer mal, diminuindo nossa confiança e vitalidade. Quando, porém, é uma atitude pensada e voltada para o autocuidado, pode ser valioso e nos auxiliar a caminhar com mais leveza rumo aos nossos objetivos.

Escrito por Adriana, CVV Araraquara (SP), publicado no site do CVV.