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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Dicas para sair da zona de conforto. Reforma íntima já!

A reforma íntima é um processo contínuo de autoconhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente, em todos os sentidos da nossa existência. Parece fácil, não?

E para quê precisamos pensar e fazer a reforma íntima? Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e iniciarmos o trajeto da nossa evolução. Ou seja, literalmente sair da zona de conforto! E não entenda isso como negativo não! Sair da zona de conforto pode sim ter um incômodo inicial, afinal, para organizar tem que bagunçar, mas o resultado é satisfatório.

Antes de tudo, entendamos o que seria zona de conforto: bom, a zona de conforto pode ser definida como uma série de ações que adotamos por costume. Ou seja, comportamentos e hábitos diários que não são mudados ou melhorados. Quando dizemos que alguém está na zona de conforto, significa que esta pessoa está totalmente acomodada à sua rotina, que tem medo de arriscar e mudar, e simplesmente aceita as coisas como elas estão, por pior que seja.

Muitos desejam mudar, já entenderam os ganhos de se tornar melhores, mas não sabem como. Para ajudar, trouxemos algumas dicas para quem deseja se forçar a sair da zona de conforto.

Cumpra o prometido

Nunca prometa o que sabe que não pode cumprir. Sempre que falar que irá fazer algo, se comprometa por inteiro e faça. Corra atrás e faça acontecer.


Motive-se

Provavelmente alguns momentos difíceis aparecerão no caminho. Mesmo assim, nunca desista e continue focado no seu objetivo. Não importa se você está sozinho tentando alcançar suas metas, empurre a si mesmo e continue. Para seguir em frente é preciso de muita força de vontade. Não desistir é um hábito das pessoas de sucesso.



Faça uma lista



Coloque todos os seus objetivos numa lista, assim como o trajeto que você deverá fazer para alcançá-los. Lendo ou apenas mentalmente, repasse a lista todas as manhãs para se motivar. A cada meta alcançada, risque, e siga para a próxima. Nunca pare, e, mesmo quando todos os seus objetivos forem alcançados, crie metas ainda maiores.



Procure ser o melhor


Não faça apenas o que é necessário. Vá além, e sempre que possível, tente fazer mais. Procure ser o melhor todos os dias. Se precisar, tente novamente, faça diferente e busque a perfeição em tudo o que for fazer. Que tal começar agora mesmo a se esforçar e dar o seu melhor?

Saiba pedir ajudar

Não tenha medo ou vergonha de pedir informação e ajuda quando achar necessário. O máximo que você ouvirá é um “não” ou “não sei”. Pedir ajuda faz parte da experiência de aprendizado de qualquer pessoa, por isso, tenha humildade para ouvir e aprender!


Tenha a mente aberta


Deixe a mente aberta para novas ideias e opiniões, pois assim você terá mais chances de abraçar novas oportunidades. Busque aprender algo novo ou se atualizar nas áreas que você já tem conhecimento. Não deixe de fazer algo apenas porque não conhece. Não tenha medo do novo! Arrisque-se, mergulhe em novas ideias e não tenha medo de errar.

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

O poder do sorriso

O sorriso é uma das formas mais comuns de se avaliar se uma pessoa está bem, contente com os acontecimentos e com a vida. Sorrimos por inúmeros motivos: por encontrar alguém querido, quando vemos algo engraçado, quando uma coisa boa acontece, quando vamos registrar algum momento em uma foto e, alguns, até por nervoso. São muitas as motivações.

Estudos comportamentais apontam que, desde o advento da fotografia, mais de 80% dos registros nos quais há pessoas, elas estão sorrindo ou se esforçando para saírem bem nas imagens. Sim, é a nossa tendência natural. Querer estar bem na foto é mais do que uma expressão. Em geral, se faz esforço para isso. Quando não se consegue naturalmente, já é até possível contar com a ajudinha de aplicativos em pontos que vão muito além do sorriso. O ajuste no nariz que não gostamos, uma arrumadinha na barriga, o sumiço das manchas e rugas que envelhecem, corrigir o dente um pouquinho torto… enfim maquiar algo para parecermos melhores. Eternizar um momento em uma foto com nossa versão melhorada.

Se para alguns o sorriso vem fácil, espontaneamente, para outros pode ser mais difícil de ser expresso naturalmente. Quem não está bem consigo mesmo, por vários motivos – descontentamento com a aparência, alguns aspectos da vida, saúde, trabalho, relacionamentos, entre tantos outros exemplos – pode ter dificuldades para que a alegria venha a tona e se transforme num sorriso largo.

A espontaneidade do sorriso é difícil de ser forçada, não é uma tarefa fácil fingir um sorriso ou mesmo retribuir quando por dentro não estamos bem. Pode ser dolorido, triste e cansativo demais sorrir a força para se sentir aceito, para se sentir parte, para agradar com quem convivemos. Se não é natural, se não é consequência de bons momentos, de lembranças significativas e situações especiais, pode representar enorme gasto de energia.

Não há receita de como sorrir, assim como não há receita de felicidade que sirva para todos. Cada um tem seu tempero especial para tornar a vida mais leve, colorida e saborosa. Conseguir sorrir e ganhar um sorriso sincero de alguém é um desafio prazeroso e de valor incalculável que pode transformar o dia de alguém e pode ter um poder terapêutico para muitos de nós.

Adriana – CVV Araraquara

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Em vez de cobrar, que tal motivar?

Já parou para pensar o quanto a cobrança nos aprisiona?

Esse texto gira em torno da palavra cobrar; e quando vou ao dicionário para ver o significado desse verbete, eu me assusto: “Receber ou tentar receber (dívida ou aquilo a que se tem direito)”. Até aí, beleza, mas quando continuo minha caça de significados, encontro este que me deixa pasmo: “Exigir de outrem (obrigação, cumprimento de palavra etc.)”.
Fico pensando no quanto de energia gastamos quando cobramos. Quando trazemos para nosso interior esse “cobrar” (receber, exigir, obrigar), temos de trabalhar com um monte de expectativas que tendem a nos levar a uma multidão de frustrações. Nessa hora, temos de parar e pensar: o certo seria mesmo “cobrar”?

Acredito que seria mais interessante “motivar”. Às vezes, a cobrança vem sem motivos, sem causas justificadas, sem destino certo. Outras vezes, encharcada por uma gama de sentimentos de inferioridade, insegurança, medo e carência. Ao passo que, quando motivo alguém, trabalho com expectativas. Nessa hora, parto do motivo, do real, e isso não agride. A motivação visa o bem; a cobrança, o interesse de alguém.

O ato de cobrar é interesseiro

Já parou para pensar o quanto a cobrança nos aprisiona? Tantas pessoas se cobram para ter um alto rendimento, mas, por se aprisionarem em tal situação, têm o mais baixo rendimento. Já vi pessoas se cobrarem tanto para tirar um “10” na prova – por isso, vivem uma angústia ao extremo –, mas acabam tirando uma nota 4, pois ficam presas à “expectativa de um 10”.

Pior é quando colocamos essa cobrança no outro, exigimos, colocamos metas e até obrigamos a pessoa a corresponder ao nosso “ego”, tornando-o prisioneiro de nossos desejos. Relacionamentos assim tendem mais à “explosão” que à verdadeira paixão.

A motivação visa o bem; a cobrança visa o interesse de alguém. Incentivar e entusiasmar não são tarefas fáceis, mas é possível as realizar. Todos nós trazemos certa dose de cobrança em nós. Já nascemos assim. Quando éramos crianças, chorávamos para “cobrar” o peito da mãe, o colo do pai, o brinquedo do irmão. Temos essa tendência, ela está em nós.

Quando surgir o impulso de cobrança, que tal escolher o caminho da motivação, do incentivo e do entusiasmo? O resultado será mil vezes mais satisfatório e livre. Pense: em vez de cobrar uma visita do seu namorado nos fins de semana, por que não o incentivar a estar mais com aqueles que moram com você? Em vez de cobrá-lo para conversar mais com sua mãe (a sogra!), por que não o motivar a descobrir nela virtudes até então escondidas?

A maneira com que levamos a vida pode fazer de nós e dos outros mais leves ou pesados. Fica a dica!

Em vez de cobrar, que tal motivar? A maneira como nos colocamos no mundo determina o lugar que ocupamos no coração de quem amamos!

Por Adriano Gonçalves, via Canção Nova. Texto publicado no site Aleteia.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A falta de esperança: quando achamos que tudo está perdido

A falta de esperança é exaustão mental, emocional e comportamental. É estar cansado de tantas decepções e tristezas acumuladas.

A falta de esperança é um veneno que pouco a pouco apaga sonhos, motivações e energias. É uma camada de decepção permanente.

É aquela sensação que nos faz respirar através da amargura até nos mergulhar em uma armadilha psicológica muito perigosa. Porque com o tempo, esses estados nos deixam muito vulneráveis à depressão e a outros transtornos com um alto custo emocional.

Na prática clínica do dia a dia, sabemos que grande parte das condições psicológicas dispõem de intervenções estabelecidas que podem servir de ajuda às pessoas.

O que exatamente é a falta de esperança?

A palavra esperança vem do termo francês “espoir”, e significa respiração. Portanto, a falta de esperança seria a simbolização não apenas da falta de respiração, mas também da ausência de “espírito” ou da perda da essência que nos torna humanos. 

Para além desse significa simbólico, sem dúvida há a realidade objetiva que se desprende desse sentimento. A falta de esperança, longe de possuir apenas uma explicação, tem na verdade uma complexa rede de dinâmicas e processos internos muito significativos.

Isso faz com que, por exemplo, seja tão complicado para a pessoa responder por quais motivos ela se sente sem esperança.

O que se sente é a perda de significado. De repente, nada mais tem sentido para a pessoa.

  • Há um acúmulo de experiências negativas que não foram processadas de maneira correta.
  • Há uma baixa autoestima.
  • Observa-se, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade evidente. Chega-se a um ponto no qual se considera como certo que nada, nenhuma ação específica, poderá mudar as coisas.
  • Há a presença de sentimentos como a tristeza, a apatia, o cansaço físico, a desmotivação, o desinteresse por tudo que antes definia a pessoa.
  • Há frustração, amargura e um grande pessimismo.

Um aspecto que não podemos deixar de lado ao viver toda essa sintomatologia é que, se essas dinâmicas psicológicas e comportamentais forem persistentes, abriremos caminho a um evidente processo depressivo.

Recuperar a esperança para prevenir a depressão

A falta de esperança, geralmente, vem e vai. É uma inquilina incômoda que nos visita em determinadas épocas, mas que aos poucos tende a desaparecer quando mudamos a perspectiva ou colocamos novos hábitos em prática.

Alguns estudos, como o realizado pela Universidade de Twente, na Holanda, afirmam que a falta de esperança costuma estar vinculada ao nosso estilo de personalidade.

Há perfis com uma maior tendência ao pessimismo e à vulnerabilidade. No entanto, isso não quer dizer que estejam obrigatoriamente destinados a sofrer uma depressão após a outra.

Todos nós temos a possibilidade (e a obrigação) de fazer uso de recursos pessoais adequados para enfrentar a falta de esperança. Algumas dicas para refletir são as seguintes:


  • Entenda como você se sente, tentando nomear cada estado mental e emocional.
  • Compreenda que a falta de esperança frequentemente segue a regra dos três: estou exausto por me sentir triste, frustrado, decepcionado. Afinal de contas, é um estado cumulativo. É ter deixado passar muitas coisas sem tê-las resolvido previamente. Portanto, é importante tentar se livrar da origem desses sentimentos.
  • A falta de esperança é um estado emocional que se intensifica, ao mesmo tempo, pelos nossos comportamentos. Seguir as mesmas rotinas vai fazer com que alimentemos essa situação, esse estado. Portanto, devemos colocar novos hábitos em prática. Devemos tentar nos conectar com a realidade de outros modos, inovar, iniciar novos projetos, ser criativos na medida do possível.

Para concluir, quando nos encontramos nessa prisão da falta de esperança simbolizada no quadro de Evelyn De Morgan, o mais importante é gerar alternativas, abrir novas portas, transitar por novos ares.

Fica claro, no entanto, que nem sempre é possível sair desses cubículos de dor psicológica sozinhos.

Terapias como a cognitivo-comportamental podem nos ajudar nesses casos. Não devemos hesitar, portanto, em buscar ajuda profissional se for necessário.

Fonte: A Mente é Maravilhosa