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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O poder do silêncio para acalmar a mente

A medicina integrativa é uma prática, não uma especialidade médica. Nessa prática, o médico tem um olhar para o paciente no seu todo, ou seja, leva em consideração tudo aquilo que faz parte da vida da pessoa, desde sua saúde física até as atividades rotineiras do seu dia a dia

O conceito de “ser saudável” é totalmente independente de “estar doente” na medicina integrativa. Ser saudável é estar em equilíbrio do ponto de vista físico, emocional e espiritual.

Mais do que nunca, hoje sabemos os danos causados pelo stress a curto, médio e longo prazo, inclusive se instalando na forma de doença. Como maneira de modular esse stress, indicamos práticas complementares aos tratamentos tradicionais. O silêncio é uma dessas práticas.

O silêncio entra como um braço do autocuidado, que é um pilar importante da medicina integrativa. Existem alguns estudos que mostram que ficar em silêncio aumenta a capacidade cognitiva e a criatividade. O silêncio reduz os níveis de hormônios ligados ao stress, como o cortisol, levando o corpo ao relaxamento.

Na vida moderna e urbana em que vivemos, existe um verdadeiro caos de sons. Esse excesso de ruídos pode perturbar o trabalho e a concentração. Prejudica também o sono, podendo provocar reações psicológicas e fisiológicas.

Com a mente mais quieta e silenciosa, aumentamos nossa capacidade de criar e de pensar, tudo fica mais organizado. A frequência cardíaca se reduz, levando a uma queda da pressão arterial, que em dias  mais tensos costuma subir. O corpo vai se acalmando, os hormônios do stress vão se reduzindo… É uma sinfonia perfeita com todo o organismo.

Não basta saber, é preciso praticar. As atividades exigem constância para virar rotina. Eu medito, pelo menos, duas vezes por dia. Pela manhã, me dá energia, me abastece de gratidão. De noite, o foco é o relaxamento. A parte mais difícil é baixar o fluxo dos pensamentos. Por nos trazer ao momento presente, o silêncio é ótimo para ansiedade, que nada mais é do que viver em tensão por causa do futuro.

Quem não souber meditar ou não quiser realizar a prática em si, fazer sua oração costumeira e tomar alguns minutinhos a mais no silêncio, acalmando os pensamentos... ajuda, e muito!

Site da Veja São Paulo com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

07 de Maio - Dia do Silêncio

O principal objetivo desta data é conscientizar as pessoas dos males que a poluição sonora provoca, em diversos aspectos, para a queda da qualidade de vida das pessoas.

Além de consequências físicas, o excesso de ruídos também prejudica a concentração e eleva os níveis de stress.

Por este motivo, o Dia do Silêncio convida a toda a população a separar uns minutos durante o dia e desfrutar do total silêncio!

Fazer meditações ou simplesmente estar num ambiente longe dos constantes ruídos que você está acostumado a ouvir diariamente é uma das propostas do Dia do Silêncio.

Origem do Dia do Silêncio

Não existe um consenso sobre a origem do Dia do Silêncio, mas supõe-se que tenha surgido popularmente a partir da inspiração provocada pela praticas milenares da meditação.

O filósofo estadunidense William James, um dos fundadores da psicologia moderna, conseguiu definir a essência da importância do silêncio na seguinte frase: “o exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra”.

Como usar o silêncio de forma positiva

A vertiginosa velocidade com que tudo acontece na atualidade também pode ser motivo para o desassossego, conduzindo ao desequilíbrio psíquico, caso providências preventivas não sejam adotadas.

O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea. Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que se não deve, se não sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.

Há uma preocupação muito excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão. Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, de tudo estar a par. Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.

Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.

Faze silêncio diante de observações pejorativas, de assuntos prejudiciais, matando, ao surgir, a informação malsã.

Quando te tragam opiniões infelizes, reclamações, queixas que põem mal diante de ti o ausente, seja ele quem for, não te deixes contaminar pelo morbo da palavra insensata.

Há pessoas que se autonomeiam fiscais do próximo e não se detêm a examinar a conduta, deste modo, reprochável.

Raramente, falam bem, referem-se ao lado bom das pessoas e dos acontecimentos. Usa o silêncio necessário. Não a mudez caprichosa, vingadora. Mas a discreta atitude de quietação e respeito. O silêncio faz bem àquele que o conserva.

Calendarr e trecho do texto "Silêncio Necessário" postado no site Reflexões Espíritas

terça-feira, 29 de outubro de 2019

O problema da paciência

Muitos de nós – ou mesmo a maioria – podemos estar em conflito com os pedidos que fazemos a Deus no campo da paciência.

Ao amanhecer, pedimos a Deus que nos dê paciência para resolvermos os desafios do dia. Logo nos aparece uma situação difícil que nos tire do sério.

Ficamos inconformados diante dos desafios e questionamos a Deus:

– Quanto mais lhe peço paciência, mais complicação me aparece.

Por que isso acontece?

Talvez um simples silêncio, de alguém que cumprimentamos, já é motivo para nos tirar do sério; talvez por que o café da manhã não estava ao nosso gosto trivial; ou mesmo por causa da visita inesperada de alguém que julgamos inconveniente.

Agora, imaginemos se sairmos de casa atrasados para o serviço; e, de repente, no meio do caminho, depararmos com um engarrafamento no trânsito!

E então, como procederemos? Dispensa comentários?!!!

Muitos até brincam, enquanto muitos até questionam contundentemente:

– Não mais pedirei a Deus paciência, porque toda vez que lhe peço paciência, algo me aparece e me tira do sério…

* * *
Na verdade, a coisa é simples assim:

– Estamos todos nós, indistintamente, submetidos à Lei do Progresso, percorrendo pela eternidade através das sendas evolutivas a que nos cabe.

No nosso caso, amigo leitor, estamos na lida das provas e das expiações desta tão abençoada oficina Terra, na busca do auto aprimoramento moral e espiritual que compete a cada um de nós em particular.

Eis um grande questionamento:

– Como evoluir sem que haja uma situação adversa, um desafio a vencer, um fator complicador???

Ah! Então o amigo leitor poderia me contradizer:

– Então a coisa não é tão simples assim!!!

É e não é!!! Defendo-me!

É simples assim:

Se entendermos que a paciência é uma virtude que desenvolvemos com esforço próprio. E uma vez adquirida, integra-se ao nosso patrimônio espiritual. Ou seja: uma vez averbada ao nosso patrimônio espiritual, jamais a perderemos. É uma conquista para sempre.

Por exemplo: Se perdemos a paciência com alguém ou com uma situação ou coisa, é porque ainda não a temos.

É o contrário do que se refere aos bens materiais. Se perdemos um bem material, é porque o temos.

Com a paciência é diferente: se a perdemos é porque não a temos; se a temos não a perderemos.

Então, quando pedimos a Deus paciência, é lógico que Ele, Pai de amor e bondade, todo misericordioso, prontamente nos ajuda a desenvolvê-la, fornecendo-nos os meios e os instrumentos necessários, traduzidos, por exemplo, numa pessoa de difícil relacionamento, ou numa situação que nos requer esforço de compreensão.

É como desenvolver a musculatura da paciência, exercitando em nós a ciência da paz; a paz consciente que se desenvolve de dentro de nós, ao lidar com as situações da vida, resolvendo-as… e resolvendo os conflitos de nós mesmos nas sendas evolutivas pelo caminho da eternidade.

Não é tão simples assim:

Se acharmos que cabe a Deus resolver todos os nossos problemas sem o nosso concurso.

Que ao pedir a Deus paciência, Ele tenha de nos dar tão somente tranquilidade, vida paradisíaca e resolver tudo por nós.

Autor: Yé Gonçalves

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Silêncio e repouso: duas necessidades da mente

Tráfego, conversas, carros, aviões, trens, televisores e até mesmo o farfalhar constante do processador de nosso computador. Isso dá origem a um estado incessante de hiperatividade, capaz de alterar nosso humor, gerando irritação, fadiga, perda de concentração.

Descansar o corpo e a mente, desfrutar de um sono profundo e reparador, um pouco de silêncio e algumas horas de solidão… Isso é quase um luxo nos dias de hoje; no entanto, também é necessário para a saúde.

“Vivemos na era do barulho. O silêncio está quase extinto”, afirma o filósofo e aventureiro Erling Kagge.

Silêncio e descanso são dois bens preciosos e ameaçados. Eles são um luxo, um presente, que às vezes nos damos quando as obrigações e compromissos permitem. No entanto, longe de ser um capricho, eles são, ao contrário, duas necessidades básicas para nosso bem-estar e, acima de tudo, para o equilíbrio mental.

Ovídio afirmou que qualquer vida em que não há descanso logo desaparece. A verdade é que o famoso poeta romano não estava todo errado, porque além do que se poderia pensar, a falta de descanso e de viver em ambientes estressantes e estimulantes prejudicam nossa saúde e afetam negativamente a qualidade de vida.

A maioria de nós vive habitualmente imersa em situações em que reina uma constante cacofonia: tráfego, conversas, carros, aviões, trens, televisores e até mesmo o farfalhar constante do processador de nosso computador. Isso dá origem a um estado incessante de hiperatividade, capaz de alterar nosso humor, gerando irritação, fadiga, perda de concentração …

O aspecto mais estranho de tudo isso é que nos acostumamos com essa realidade. Dizemos a nós mesmos que é a coisa certa a fazer, que este é o ritmo da sociedade atual e que, portanto, devemos nos adaptar. Nesse mundo acelerado e hiper-conectado, e até mesmo privado do sono, tornamos silenciosos dois bens de luxo e não descansamos mais ao alcance de todos.


Silêncio e repouso, nutrientes para o cérebro


Morte por excesso de trabalho é uma realidade . E embora ainda não exista um nome em português para defini-lo, outros países acostumados a essa realidade há muito tempo lhe deram um nome. No Japão é karoshi , na China é guolaosi e na Coréia é gwarosa . Para estas populações onde o estilo de vida é ditado pelos ritmos da indústria, do comércio e, mais geralmente, da produtividade, o silêncio e o descanso não são apenas um luxo, mas cada vez mais raros.

O que realmente acontece nesses países é um aumento considerável nas taxas de suicídio . Exaustão e desespero são tão fortes que muitas pessoas não vêem outra solução para sua realidade pessoal e escolhem o caminho mais dramático. Se permanecermos no Ocidente, a situação muda um pouco.


Na Europa e na América não há dados relevantes que liguem a sobrecarga de trabalho ao suicídio, mas sim a doenças cardiovasculares e altas taxas de depressão, ansiedade, estresse, insônia … De acordo com especialistas do setor, como o Dr. Michael Roizen, diretor da Cleveland Wellness Clinic, “Hoje o descanso é o hábito de saúde mais subestimado”.

O cérebro precisa de calma e silêncio



Sabemos que o barulho persistente e os sons incessantes de nossas cidades prejudicam a saúde e o humor. Em um estudo publicado em 1975 na revista Environment and Behavior, já se argumentava que as crianças que estudavam em áreas de Manhattan perto dos trilhos do metrô apresentavam quase um ano de atraso escolar. Os dados são certamente significativos.


Além dos sons externos, no entanto, há também outro tipo de murmúrio que afeta nosso bem-estar: o martelar obsessivo de nossos pensamentos, preocupações, objetivos a serem alcançados. Mesmo esse ruído não é saudável e nos priva de calma.

O silêncio e o repouso configuram-se como dois antídotos vitais capazes de modular o cérebro para que ele possa alcançar a harmonia e que a mente se reconcilie e esteja em harmonia com sua essência mais autêntica.

Silêncio e descanso: o sono é um luxo cada vez mais raro


Talvez achemos um pouco difícil relacionar a falta de sono com a embriaguez. No entanto, um estudo publicado pelo Dr. David Geffen, da Universidade de Los Angeles, Califórnia, aponta que, não dormir, para o cérebro tem o mesmo efeito que o álcool. Nossos neurônios param de se comunicar efetivamente, ocorrem erros, problemas de concentração, problemas de desempenho, alterações de humor, irritabilidade, depressão …


Os efeitos psicológicos da privação do sono são enormes, mas continuamos a negligenciar esse aspecto. Fazemos isso com o nosso estilo de vida, com dispositivos eletrônicos e a luz azul de suas telas, que estimula o cérebro impedindo-nos de adormecer. Ao mesmo tempo, o trabalho e as preocupações que levamos para a cama também nos privam do descanso necessário para a saúde do físico e do cérebro.

Silêncio e descanso são duas palavras que estão se transformando em um negócio para muitas empresas. Tanto que no mercado já encontramos nas máscaras de dormir que monitoram nossas ondas cerebrais e na fase REM, cápsulas de alta tecnologia para tirar uma soneca no trabalho, spas e centros de sono que prometem nos levar para os braços de Morpheus em poucos minutos.

Portanto, evitemos chegar a esses extremos e nos conscientizar de um aspecto muito simples: o repouso é a vida; em um mundo imerso em ruídos incessantes, externos e internos, o silêncio é saúde. Lembremo-nos.

Fontes: Adaptado do artigo Silenzio e riposo: due necessità della mente de lamenteemeravigliosa.it – Via Pensar Contemporâneo. Texto publicado no site ContiOutra

quarta-feira, 13 de março de 2019

3 perguntas que te ajudarão a manter o equilíbrio emocional

Se você tem pensamentos negativos, faça estas perguntas muito simples

O ritmo frenético da vida pode dificultar o contato com nossas necessidades mais profundas e nosso verdadeiro sentimento.

Quando paramos e fazemos silêncio, começa o turbilhão de pensamentos e emoções que inundam o nosso ser. Os questionamentos, a ansiedade e os pensamentos auto-destrutivos podem mostrar sua força. E isso pode estimular condutas evasivas que tentam apenas eliminar o sofrimento a curto prazo.

Pare e reflita

Talvez você esteja cansado de buscar soluções para o que lhe ocorre. Mas já parou para pensar no que realmente está acontecendo e no que você sente?

Com frequência, permanecemos num nível de pensamento pouco prático e objetivo. São os chamados pensamento irracionais: “estou mal”, “nada tem sentido”, “ninguém me entende”, “tudo está ruim”… Esses pensamentos não levam a nada, e costumam estar intoxicados pela interpretação que fazemos dos fatos segundo nossos medos, sentimentos de culpa, ressentimentos, complexos de inferioridade e baixa auto-estima.

Esquecemo-nos de que somos um unidade de corpo, sentimentos, espírito e uma cabeça pensando constantemente. Temos a capacidade de decidir, de sentir e agir de maneira harmônica, dando coerência ao que acontece conosco, gerenciando a emoção que surge diante dos fatos e reagindo de maneira adaptava e sadia.


Para alcançar o equilíbrio, proponho a você 3 perguntas que facilitarão com que você se conecte com o que sente, com o que pensa e com o que precisa:

O que sinto?
Escolha uma situação que provoque em você emoções exageradas e escreva o que você sente: raiva, medo, tristeza, nojo, impotência, inveja, angústia, insegurança, culpa.

O que penso?
Esta situação gera em você pensamentos desestabilizadores porque estes pensamento estão baseados em uma interpretação subjetiva dos fatos. Faça uma lista baseando-se em três áreas: o que penso de mim mesmo; o que penso do outro; o que penso da situação.

Preciso do quê?
Conecte-se com seus pensamentos mais profundos. Necessidade de afeto, descanso, silêncio, comunicação, compreensão, escuta, limites, organização.

Lembre-se que captamos influências do plano espiritual, é sempre importante mantermos nossa vibração num patamar elevado, mantermos as energias sempre positivas, além claro, de nos mantermos em oração e vigia. Tudo junto nos ajuda a equilibrar nossos sentimentos e emoções, alinhar nossas atitudes com pensamentos 'do bem'.

Estas são perguntas simples, que mudarão sua maneira de enfocar o problema. Tente um caminho diferente e assuma o controle de sua vida. A mudança começa por você.

Fonte: Site Aletéia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O que diz o silêncio?

Ao contrário do que possa parecer, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em sua aparente falta de palavras uma intensidade tamanha de sentimentos, uma grande carga emocional, às  vezes mais significativa do que uma enxurrada de palavras.

O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou violentar. Em algumas ocasiões pode trazer paz, em outras, tempestades. O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós.

Às vezes, o silêncio é solidão, vazio, dor e tristeza. Outras vezes, o silêncio é desistência, quando se chega à conclusão que não vale a pena insistir em algo ou alguém, tentar convencer, clamar por atenção e reciprocidade. Pode também significar desapego, libertação, livramento. Esvaziamento de algo que já não faz mais sentido.

Também pode o silencio refletir felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis.

Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, nem sempre conseguimos verbalizar o que queremos, o que temos dentro de nós e muitas vezes nos privamos de conflitos quando optamos por não falar.

O ideal seria que pensamento e palavras convivessem harmonicamente, de forma que um não atropelasse o outro ou a nós mesmos, colocando-nos em situações constrangedoras, por impulso.

Palavras, após ditas, não voltam mais, deixando suas marcas.

Quando o silêncio tem o objetivo de calar sentimentos fortes, pode internalizar angústias e nos fazer mal, diminuindo nossa confiança e vitalidade. Quando, porém, é uma atitude pensada e voltada para o autocuidado, pode ser valioso e nos auxiliar a caminhar com mais leveza rumo aos nossos objetivos.

Escrito por Adriana, CVV Araraquara (SP), publicado no site do CVV.