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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A falta de esperança: quando achamos que tudo está perdido

A falta de esperança é exaustão mental, emocional e comportamental. É estar cansado de tantas decepções e tristezas acumuladas.

A falta de esperança é um veneno que pouco a pouco apaga sonhos, motivações e energias. É uma camada de decepção permanente.

É aquela sensação que nos faz respirar através da amargura até nos mergulhar em uma armadilha psicológica muito perigosa. Porque com o tempo, esses estados nos deixam muito vulneráveis à depressão e a outros transtornos com um alto custo emocional.

Na prática clínica do dia a dia, sabemos que grande parte das condições psicológicas dispõem de intervenções estabelecidas que podem servir de ajuda às pessoas.

O que exatamente é a falta de esperança?

A palavra esperança vem do termo francês “espoir”, e significa respiração. Portanto, a falta de esperança seria a simbolização não apenas da falta de respiração, mas também da ausência de “espírito” ou da perda da essência que nos torna humanos. 

Para além desse significa simbólico, sem dúvida há a realidade objetiva que se desprende desse sentimento. A falta de esperança, longe de possuir apenas uma explicação, tem na verdade uma complexa rede de dinâmicas e processos internos muito significativos.

Isso faz com que, por exemplo, seja tão complicado para a pessoa responder por quais motivos ela se sente sem esperança.

O que se sente é a perda de significado. De repente, nada mais tem sentido para a pessoa.

  • Há um acúmulo de experiências negativas que não foram processadas de maneira correta.
  • Há uma baixa autoestima.
  • Observa-se, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade evidente. Chega-se a um ponto no qual se considera como certo que nada, nenhuma ação específica, poderá mudar as coisas.
  • Há a presença de sentimentos como a tristeza, a apatia, o cansaço físico, a desmotivação, o desinteresse por tudo que antes definia a pessoa.
  • Há frustração, amargura e um grande pessimismo.

Um aspecto que não podemos deixar de lado ao viver toda essa sintomatologia é que, se essas dinâmicas psicológicas e comportamentais forem persistentes, abriremos caminho a um evidente processo depressivo.

Recuperar a esperança para prevenir a depressão

A falta de esperança, geralmente, vem e vai. É uma inquilina incômoda que nos visita em determinadas épocas, mas que aos poucos tende a desaparecer quando mudamos a perspectiva ou colocamos novos hábitos em prática.

Alguns estudos, como o realizado pela Universidade de Twente, na Holanda, afirmam que a falta de esperança costuma estar vinculada ao nosso estilo de personalidade.

Há perfis com uma maior tendência ao pessimismo e à vulnerabilidade. No entanto, isso não quer dizer que estejam obrigatoriamente destinados a sofrer uma depressão após a outra.

Todos nós temos a possibilidade (e a obrigação) de fazer uso de recursos pessoais adequados para enfrentar a falta de esperança. Algumas dicas para refletir são as seguintes:


  • Entenda como você se sente, tentando nomear cada estado mental e emocional.
  • Compreenda que a falta de esperança frequentemente segue a regra dos três: estou exausto por me sentir triste, frustrado, decepcionado. Afinal de contas, é um estado cumulativo. É ter deixado passar muitas coisas sem tê-las resolvido previamente. Portanto, é importante tentar se livrar da origem desses sentimentos.
  • A falta de esperança é um estado emocional que se intensifica, ao mesmo tempo, pelos nossos comportamentos. Seguir as mesmas rotinas vai fazer com que alimentemos essa situação, esse estado. Portanto, devemos colocar novos hábitos em prática. Devemos tentar nos conectar com a realidade de outros modos, inovar, iniciar novos projetos, ser criativos na medida do possível.

Para concluir, quando nos encontramos nessa prisão da falta de esperança simbolizada no quadro de Evelyn De Morgan, o mais importante é gerar alternativas, abrir novas portas, transitar por novos ares.

Fica claro, no entanto, que nem sempre é possível sair desses cubículos de dor psicológica sozinhos.

Terapias como a cognitivo-comportamental podem nos ajudar nesses casos. Não devemos hesitar, portanto, em buscar ajuda profissional se for necessário.

Fonte: A Mente é Maravilhosa

quarta-feira, 22 de maio de 2019

22 de Maio - Dia do Abraço

O Dia do Abraço é comemorado anualmente em 22 de maio.

O abraço é uma demonstração de carinho, afeto ou amizade que está presente em todas as culturas. Normalmente, o abraço pressupõe alguma intimidade, mas algumas culturas são mais "abraçadeiras" do que outras.

Nesta data é normal comemorar dando muitos abraços, como acontece com as pessoas que oferecem os “Free Hugs” ou Abraços Grátis! Afinal de contas, a melhor maneira de desejar para alguém um feliz Dia do Abraço é dando um abraço!

Esta data teria surgido a partir da iniciativa do australiano Juan Mann que criou a campanha Free Hugs Campaign, em 2004, com o simples objetivo de distribuir abraços "gratuitos" pelas ruas de Sydney.

O PODER DO ABRAÇO

Todos nós sabemos o que é abraçar ou o ato de abraçar, mas podemos defini-lo de algumas formas. No seu primeiro sentido seria o ato de envolver com os braços, mas também pode ser o acolhimento com os braços como forma de saudação, carinho ou conforto. Ou seja, o abraço é um excelente meio de comunicação entre as pessoas que não precisa ser expressado através de palavras. Mas, além de todas essas definições teóricas, você alguma vez já pensou nas implicações de um abraço? Como sentimos os abraços e qual é o impacto que eles têm sobre nós?

Muitos de nós, se voltarmos às situações do nosso passado, encontraremos muitas situações importantes em que um abraço foi suficiente para nos consolar, uma resposta para algo que precisávamos, e até mesmo um presente dos nossos entes queridos.

Abraçar é uma forma maravilhosa de dar amor aos que nos rodeiam, aquecem a alma dos que os recebem. Tudo funcionaria melhor se abraçássemos mais, porque apesar de abraçar ser um ato cotidiano, desconhecemos os benefícios que um abraço proporciona.

Existem muitos tipos de abraços, alguns mais positivos, outros mais negativos, cada um tem uma intenção, estabelecendo uma linguagem simbólica entre a pessoa que dá e a que recebe. Mas o importante não é só receber abraços, mas também dar e pedir se for necessário.

É impossível listar todos os benefícios de um abraço, uma vez que teríamos que parar em cada situação específica, observar o contexto, a motivação, as pessoas envolvidas e a história de cada um, mas podemos citar alguns benefícios gerais que os abraços positivos nos trazem.

Diminui o estresse.
Sentimento de segurança e proteção.
Melhora a autoestima.
Transmite energia e coragem.
Melhora os relacionamentos interpessoais.
Proporciona um sentimento de tranquilidade.

No entanto, é melhor que você comprove tudo isso por si mesmo quando abraçar alguém, porque não há dois abraços iguais, por mais que desejemos.

“Existe um traje que se molda a todos os corpos… um abraço.”
(Texto no site A Mente é Maravilhosa)