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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Mãe

Na questão nº 890 de O Livro dos Espíritos Kardec pergunta:  Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais?

“Uma e outra coisa. A natureza deu a mãe o amor à seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais; cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo. Bem vedes que há nele, coisa diversa do que há no amor do animal.”

Mas do ponto de vista espiritual o que significa ser mãe? A Doutrina Espírita esclarece que se trata de um compromisso importante, porque ao gerar um filho assume-se um compromisso perante as Leis de Deus, oferecendo oportunidade para que um espírito por meio da reencarnação possa evoluir, cabendo aos pais o amparo necessário para sua caminhada de novos aprendizados.

Existem tantos tipos de mães, aquelas que tem a oportunidade de gerar em seu próprio ventre, àquelas que chamamos de mães do coração, mas todas com algo predominante, o sentimento profundo que devotam aos seres chamados filhos. O principal é o carinho, a atenção e o imenso desvelo que tem por eles. Ela se torna especial, o maior destaque para alguém. Ela vai alimentá-lo, vai velar pelo seu sono, vai mantê-lo aquecido, mas principalmente, vai instruí-lo. Acredito que não há ainda, algo tão refinado como educar alguém. Ensinar a moral, ensinar o respeito à todos os seres vivos, ensinar o auto amor, o auto respeito. Direcionar pelo caminho da retidão, da honestidade, a formação do caráter.

No calendário anual, foi escolhido um dia para homenagear essa mulher, esse ser angelical, que tanto se dedicou a nós. O papel fundamental que transforma uma casa em um lar. Aquela que nos deu a oportunidade de renascer, e viver uma nova história, e se colocou no papel de mentora, que irá trilhar ao nosso lado, o caminho que nos fará chegar até Vós. Ciente de que é uma missão onde o filho não é sua propriedade, mas sim um Espírito imortal, em busca da sua evolução.

Que saibamos receber em nossos corações, esse novo ser enviado a nós, que possamos exercer esse papel com todo o amor e dedicação, que saibamos, acima de tudo, compreender o amor de Deus por nós, ao nos oportunizar tão sagrada missão.

Que Deus abençoe todas as mães.

Que adoce aqueles corações que viram seus filhos retornarem à pátria espiritual antes delas (não sei se existe dor maior).

Que elas possam sentir se amparadas, que possam encontrar em cada olhar infantil, uma nova possibilidade de amar. 

Crendo que somos seres imortais e o sentimento de amor transcende à vida material.

Feliz Dia das Mães

Bibliografia:
Livro dos Espíritos- Alllan Kardec
https://blog.mundomaior.com.br/04/05/2015/missao-de-ser-mae-segundo-o-espiritismo/

Artigo escrito pela colaboradora do LEAE,  Kamila Suélly


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Todas as mulheres nasceram para ser mães?

Para entrarmos nesse assunto precisamos primeiro falar sobre PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO.

O que é esse planejamento? É o que fazemos quando estamos nos preparando para reencarnar. É nesse planejamento que decidimos se viremos homem ou mulher, se seremos ricos ou pobres, se teremos filhos ou não, escolhemos nossos corpos, e tudo mais que irá nos ajudar a passar pelas provas e expiações necessárias quando estivermos encarnados.

Agora sim vamos falar sobre maternidade. Como cada pessoa faz o seu planejamento, cada pessoa decide que tipo de sentimento ainda precisa exercitar, que tipo de prova precisa passar. Nem todos os espíritos que reencarnam como mulher escolhem passar pela maternidade, por isso é tão comum nos depararmos com mulher que diz: Não tenho vontade de ter filhos.

O que leva essa mulher a escolher não passar pela maternidade? Como o espiritismo não é matemático , não há uma resposta exata. Muitas vezes essa mulher precisa aprender a sentir outro tipo de amor, que não o materno, ou o planejamento reencarnatório dela foi para dedicar-se a outro tipo de trabalho, que não o maternal. Mulher nenhuma é obrigada a sentir vontade de ser mãe.

Precisamos entender que não há uma fórmula para dizer se a mulher é feliz ou não. Casar, e ter filhos, não está no planejamento de todas as mulheres e tá tudo bem!

Cada pessoa está aqui para viver a vida que precisa para sua evolução, com filhos ou não, a reencarnação está muito além de formar ou não uma família. 

Por isso, tenhamos o entendimento de o nosso planejamento reencarnatório não é o mesmo que o do nosso irmão. E respeitemos isso.

Estamos todos juntos caminhando para nossa evolução espiritual.

Lembremos sempre que mais vale uma vida sem filhos mas dedicada ao amor, do que uma com uma família enorme onde a gente não se esforça para amar ninguém.

Texto publicado no perfil do Istagram Uma Jovem Espírita

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Dia das Mães - próximo domingo, dia 12 de maio


Este ano, aqui no Brasil, comemoramos dia 12 de maio. Anualmente é comemorado sempre no segundo domingo do mês de maio.

É comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do Dia das Mães. Essa data já se tornou sinônimo de afeto, carinho e consideração pelas genitoras. 

O Dia das Mães é uma data de singular importância para o mundo ocidental, sobretudo por reforçar os vínculos familiares.

Um pouco de história...

A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. A Enciclopédia Britânica diz: "Uma festividade derivada do costume de adorar a mãe, na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Rhea, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos idos de março, em toda a Ásia Menor."

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. 

Jarvis organizou em 1865 o Mother's Friendship Days (dias de amizade para as mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período. Em 1870 a escritora Julia Ward Howe (autora de O Hino de Batalha da República) publicou o manifesto Mother's Day Proclamation, pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.

Reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual é a filha de Ann Maria Reeves Jarvis, a metodista Anna Jarvis, que em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à sua mãe e iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 8 de maio de 1914, aprovada a data pelo Congresso dos Estados Unidos, instalando-se assim, ao segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. 

Assim, o Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez em 9 de maio de 1914.

A primeira celebração no Brasil ocorreu em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre. Aos poucos, a festividade foi se espalhando pelo país e, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio.

Importância das mães

Uma figura que é fundamental para uma vida mais feliz é a presença positiva da mãe. 

Até por uma questão biológica, a mãe prioriza a vida dos próprios filhos ao invés da dela, fazendo o possível e o impossível para a felicidade de seus filhos.

A criança é gerada dentro da mulher, portanto, até mesmo antes da noção de sua própria existência, a mãe já zela e a ama desde sempre. É a primeira pessoa a ensinar a criança o significado de amor. Muitos, quando chegam na vida adulta, até acreditam que a única e verdadeira experiência amorosa na vida é a de mãe. “Amor é só de mãe”, já diz uma popular frase da sabedoria humana, que carrega uma parcela muito verdadeira.

Num artigo intitulado "Espiritismo e o Dia das Mães", publicado no site Espírito Imortal, escrito por Morel Felipe Wilkon, há alguns pontos interessantes sobre a visão espírita sobre o papel materno:

"O Espiritismo produz uma farta literatura. E a literatura espírita é pródiga em exemplos de mães que se desvelam por seus filhos mesmo além da esfera carnal. O Dia das Mães nos induz a pensar sobre isso.

(...)

A Mãe é quem nos recepciona e orienta neste plano de que não temos lembrança quando aqui chegamos. É quem nos passa as primeiras informações de como a coisas funcionam por aqui. E se for uma Mãe como se espera que seja, vai nos lembrar valores que estão adormecidos dentro de nós, e que precisam ser reativados para que possamos utilizá-los. E vai perceber e corrigir desvios de caráter de que ainda não nos livramos, e que trazemos junto com o resto de nossa bagagem milenar.

Estranho ser, este, chamado Mãe. Se apega tanto aos seres que reencarnaram por seu intermédio que nem sempre sabe quando é o momento de deixar que eles caminhem com seus próprios pés, e que caiam de vez em quando para que aprendam a se levantar. Leva tão a sério o seu papel de recepcionista e instrutora do ser que brotou dentro dela, que custa a perceber e aceitar que este ser já existia há muito tempo, que não pertence a ela, que é um ser único, individual, um ser de ninguém. Filho de Deus, como todo mundo.


(...)

A literatura espírita é cheia de exemplos de mães que zelam durante séculos por seus filhos, no astral. A obra de André Luiz traz exemplos muito interessantes de mães bastante evoluídas espiritualmente que deixaram de desfrutar dos planos a que teriam direito para não se afastarem daqueles a quem permanecem amando como filhos do seu coração."


O Espírito André Luiz, no livro Entre a Terra e o Céu, psicografado pelo querido médium Chico Xavier, editado pela FEB, diz em suas páginas a respeito da maternidade: “é sagrado serviço espiritual em que a alma se demora séculos, na maioria das vezes aperfeiçoando qualidades do sentimento”.

Fontes: Wikipedia, Brasil Escola, Eu sem Fronteiras.