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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Vamos pensar também sobre valores? Lições ilustradas sobre convivência e ética com a Turma da Mônica


Vamos pensar também sobre valores? propõe aos jovens leitores novas reflexões sobre filosofia, ética e convivência. As 35 lições presentes no livro reve­lam a diversidade de pensamentos e assuntos que são comuns a todos nós, como a memória, o afeto e o aprendizado.


O livro ainda apresenta ideias de pensadores de diferentes épocas como ferramenta para aguçar nossa maneira de pensar e aumentar nosso repertório.

A parceria entre Mario Sergio Cortella e Mauricio de Sousa teve início em 2017, com o lançamento do primeiro título da coleção Vamos pensar um pouco? e, em 2018, com a publicação do segundo livro Vamos pensar + pouco?


Cortez Editora


Autor: Mauricio de Sousa e Mario Ser­gio Cortella
Número de páginas: 80
Áreas: Infantojuvenil e Filosofia
Preço: R$ 36


SINOPSE: Neste livro, Mauricio e Cortella tratam de temas como ética, convivên­cia, formação e justiça. E falam também de outros assuntos relevantes na nossa trajetória, tais como aprendizados, artes, afetos e memórias.

A reunião de talentos de Cortella e Mau­ricio traz à tona diversos personagens e ideias bacanas neste livro. E aí? Vamos continuar pensando?

Wendele Nascimento

quinta-feira, 25 de junho de 2020

10 lições de boas maneiras para as crianças de hoje

As crianças só têm a ganhar quando as noções de bons modos tradicionais são combinadas com a etiqueta moderna

Ao longo dos séculos, os pais sempre tentaram ensinar boas maneiras para os filhos. Entretanto, isso não é tão fácil e pode demandar muito tempo e esforço.

O certo é que ter boas maneiras é uma das maiores heranças que um pai ou mãe pode transmitir a um filho e para a sociedade.

À medida que a sociedade evolui, o comportamento dos filhos precisam ser adequados. Incluindo os óbvios “por favor” e “obrigado”, aqui estão algumas boas maneiras que você deve reforçar em seus filhos para torná-los os cidadãos maravilhosos e gentis com que você sempre sonhou.

Os atuais 'por favor' e 'obrigado'

Sabemos que as expressões "por favor" e "obrigado" são obrigatórios, mas podem correr o risco  de serem deixadas de lado em nosso mundo automatizado. Ainda assim, são importantíssimos, mostram educação e o sentimento de gratidão pelo relacionamento.

Reconhecer e cumprimentar as pessoas


Os eletrônicos pode ser ótimos na educação das crianças e mantê-las ocupadas, mas há coisas que eles não substituem. Uma delas é que, se as crianças estiverem com os olhos colados na tela do celular e alguém chega em casa elas podem nem levantar a cabeça para reconhecer e cumprimentar a pessoa. Isso não é apenas rude, mas impede que a criança pratiquem uma das etiquetas sociais mais básicas: cumprimentar as pessoas.

Ter consideração com os outros

Muitas vezes há reclamações de que crianças (e adultos) não oferecem seus assentos nos transportes ou locais públicos para pessoas mais velhas ou outras que possam estar em necessidade. Insistam para que seus filhos ofereçam seu lugar quando necessário e também dê o exemplo. Uma nova regra de etiqueta (e educação) a se ensinar é que eles precisam cuidar dos outros enquanto estão em público, desperte a humanidade neles.

Nada de celular durante as refeições


Com o crescente hábito de comer em frente às telas (celular, tv, tablet ou computador), as crianças estão perdendo o costume de se comportar adequadamente à mesa. Ensine seus filhos a arrumar a mesa para as refeições, dedique à explicar que é uma reunião familiar e deve ser participativo e respeitoso inclusive com a comida.

Cuidado com o que se fala

Em um mundo onde todos podem compartilhar suas opiniões com apenas um clique, muitas vezes há uma enxurrada de críticas e observações cruéis que podem caudas danos às outras pessoas. Ensine seu filho a ser seletivo com o que expõe e a ter cuidado com as palavras, compartilhar apenas o que gostaria que fizessem com ele. Reforce a necessidade de ser gentil e isso deve colocá-lo no caminho certo.

Não interromper adultos

É importante que as crianças saibam  que, às vezes, elas não estão no centro das atenções dos pais. Num momento de conversa de adultos eles não podem simplesmente interromper e buscar a atenção de todos como únicos. Há momentos em que eles devem dar espaço e, caso necessitem pedir algo, que peçam 'licença' na conversa.

Pergunte antes de postar

Uma questão moderna é a que envolve as mídias sociais. Existem várias regras que seus filhos devem seguir ao usar sua plataforma preferida. Lembrem-se de ensiná-los a não compartilhar notícias, fotos, informações de outras pessoas, ou de si mesmos, antes de pedir autorização, assim conseguem filtrar sobre o que está sendo compartilhado. Além disso, verifiquem se o compartilhamento é verdadeiro (nada de fake news) e se a pessoa que recebe entende isso também.

Mostrar interesse pelo outro


As crianças e os adolescentes tendem a ser um pouco egocêntricos. Por isso é importante ensinar aos seus filhos a se interessarem pelos outros e pelo que eles têm a dizer. Incentive-os a interagir.

Nada de palavrões

É provável que seu filho se depare com palavrões e blasfêmias na escola, na TV ou nas redes sociais. Mais um motivo para alertá-los de que isso não se faz e orientá-los a manter a linguagem adequada, sem termos chulos em quaisquer circunstâncias.

Saber compartilhar


Certifique-se de que seu filho saiba a importância de compartilhar seus brinquedos, suas guloseimas e até ideias com outras pessoas. Isso não apenas será uma grande lição como também lhe mostrará que ele faz parte de algo maior do que sua própria família.

Aleteia com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Ensinar empatia às crianças

Todo indivíduo faz diferença.
 Jane Goodall

Aspiramos a que uma criança cresça empática?

Ainda que a empatia seja uma inclinação natural do ser humano, ela depende na infância de estímulo para desenvolver-se. Como em qualquer situação, o primeiro passo é o exemplo. Porque as crianças absorvem tudo – as atitudes positivas e os comportamentos negativos. Logo, se queremos crianças empáticas, devemos também ser pessoas empáticas – em casa, na rua, no dia a dia, deixando que percebam, observem e absorvam de modo repetido nosso cuidado e atenção com os outros e, ainda, as consequências de nossas atitudes gentis, atentas, compassivas.

A habilidade de se colocar no lugar do outro pode também ser estimulada na primeira infância por meio da literatura infantil, que é um pilar importante no desenvolvimento da criança.

Quando a criança tem contato com os cenários diversos da literatura, ela tem a oportunidade de viver diferentes experiências, abrindo-se a emoções distintas – medo, raiva, tristeza, alegria –, integrando-se a contextos que abordam perspectivas plurais da humanidade, o que contribui para que ela cresça  com mais compreensão, mais empatia.

Contar histórias para as crianças pequenas e permitir que  cresçam com acesso fácil a livros contribuem de modo bastante eficaz com o fortalecimento das habilidades emocionais, portanto da empatia, porque a identificação com personagens dão o caldo  imaginário necessário para a criança se reconhecer e se colocar no lugar dos personagens, entender diferenças e conhecer novas formas de resoluções de conflitos que poderão, por exemplo, ser reproduzidas nas situações reais.

Por permitir a diversidade, despertando na criança seu potencial reflexivo e crítico, a literatura, sem mencionar outros aspectos, é um recurso que, na infância, favorece o desenvolvimento da empatia.

Notinhas

A empatia – habilidade de se colocar no lugar do outro – não é uma característica individual que depende somente de fatores genéticos. Aliás, é sabido hoje que os fatores ambientais têm influência expressiva para o desenvolvimento da empatia.

É na primeira infância (período entre os 0 e 6 anos) que o nosso cérebro passa pelo maior número de conexões neuronais (sinapses), criando uma janela de oportunidade para o aprendizado. Assim, se área do cérebro responsável por habilidades emocionais como a empatia não é devidamente estimulada na infância, fica mais difícil  desenvolvê-la na vida adulta.

É possível observar, desde o nascimento, comportamentos que são uma espécie de precursores da empatia, como o choro reativo de um bebê ao ouvir outra criança chorando. Mas é a partir do primeiro/segundo ano de vida que os fatores ambientais – como a interação com os pais – começam a preponderar no desenvolvimento da empatia.

Por Eugênia Pickina para O Consolador

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Lidando com as tempestades emocionais infantis

As emoções são importantes para todos nós, nos auxiliando na tomada de decisões para estarmos seguros e saudáveis. Contudo, algumas vezes elas se tornam fortes e difíceis de manejar - são como verdadeiras tempestades emocionais.

Quando falamos de crianças, isso se mostra ainda mais presente, tendo em vista que elas não possuem maturação para lidar com impulsos. A área de cérebro responsável pela regulação emocional estará completamente madura entre 20 e 25 anos de idade. É ISSO MESMO!!!

Muitas vezes, nós adultos estamos esperando ou exigindo habilidades emocionais para as quais as crianças não estão prontas. Outras vezes, desejamos delas um autocontrole que nem nós mesmos temos. E fazemos isso custe o que custar, principalmente para cessar tempestades em público.

Antes de tudo, o adulto é quem precisa de acalmar. Através dos neurônios-espelho, isso já pode ser um grande passo para que a criança comece a diminuir a sua tempestade. Raiva e irritabilidade são contagiosas.

Dreikurs aconselha os pais para "fechar a boca e agir". Ficar dando sermões, explicações ou tentando gerar culpa será em vão, tendo em vista que o cérebro está inundado de emoções e não consegue "pensar".

PALAVRAS SÃO COMO JOGAR COMBUSTÍVEL EM CHAMAS. Já perceberam isso? 

Respire fundo, quando todos estiverem calmos, vocês poderão conversar e aprender com erros.

Em uma Tempestade Emocional estamos todos desconectados. Para "integrar" o cérebro e pensar novamente, devemos começar pelos adultos com uma respiração focada, um copo de água, uma pausa positiva, pegue uma foto bem especial do seu pequeno e olhe pra ela por 5 minutos.

Assim que estivermos nos sentindo melhores, poderemos ajudar a criança a encontrar o mesmo processo e focarmos juntos nas soluções dos problemas.

Perfil do Instagram Positivamente_PSI

terça-feira, 28 de maio de 2019

Infância implica rotina

A melhor coisa do mundo é saber ser você mesmo. M. Montaigne

Criança precisa de rotina: depois da soneca tem a fruta; antes de dormir, há a história; no almoço, não só feijão, mas também ovo e saladinha; no período da tarde, jogar bola no quintal, correr, brincar de casinha…

Por promover vínculo e ordem na convivência, desde cedo é importante que as crianças contem com horários para acordar, realizar as tarefas, brincar em contato com a natureza, fazer as refeições, ir à escola, tomar banho, dormir…

Filhos cujos pais não se preocupam em planejar a vida familiar tendem a crescer inseguros, ansiosos ou, pior, fadados à tirania ou a uma série de transtornos. Já as casas que têm regras claras para o dia a dia familiar oferecem às crianças estabilidade, segurança. Porque, na infância, experienciar com confiança as coisas e o mundo depende de um contexto doméstico permeado por ordem e hábitos saudáveis – depois de brincar, guardar os brinquedos; depois de comer, escovar os dentes; celular não tem razão de ser antes da adolescência...

Da família a criança espera amor, respeito e educação. No começo da vida, os filhos necessitam de um ambiente familiar estável e organizado a fim de crescerem conscientes do seu papel na família, na escola, de suas próprias habilidades, porque é isso que promoverá pouco a pouco independência e autonomia.

Como a falta da rotina, o excesso é também um equívoco e, por isso, não vale transformar a casa em um quartel! É preciso saber ser flexível para que o dia a dia da criança não se torne opressor. Nos finais de semana, por exemplo, a criança, sobretudo depois do primeiro setênio, pode dormir umas horinhas a mais ou almoçar mais tarde, por exemplo. O importante é estabelecer horários e criar hábitos saudáveis que tornem a dinâmica familiar mais organizada e confortável para todos – adultos e crianças.

Por Eugênia Pickina postado no site O Consolador

10 Formas De Ensinar As Crianças a Pensar Positivo

Ajudar as crianças a entender o efeito de seus pensamentos, palavras, ações é essencial para construir uma base para seu bem-estar futuro. 

Quando as crianças aprendem a pensar positivamente desde cedo, elas terão uma chance muito maior de levar uma vida feliz, saudável e bem-sucedida quando crescerem.

Há muitas formas eficazes de ajudar a guiar as crianças por um grande caminho na vida, mas cabe a nós, adultos em suas vidas, começar na melhor direção possível.

10 maneiras para ajudar os seus filhos a pensar positivamente:

1. Ser um grande modelo a seguir

“As crianças são como cimento fresco. Qualquer coisa que caia sobre elas causará uma boa impressão.” Haim Ginott

Se você quer que as crianças pensem positivamente, é importante ser um modelo exemplar. Quando você tem um filho, estar ciente de seus pensamentos se torna um objetivo claro quando você os vê e começa a imitar seu humor, sua fala e suas ações em relação aos outros.

Encontre uma perspectiva positiva sobre suas experiências e explique por que a escolha que você fez é importante. Os adultos sabem que o mundo não é todo o sol e arco-íris, mas as crianças podem esquecer essa consciência em sua idade. Seja alguém de quem você pode aprender tanto através do sucesso quanto do fracasso.

2. Ajude a se sentir confortável com suas emoções

A velha suposição de que “as crianças não devem chorar e as meninas devem sempre ser delicadas” pode dificultar a criatividade e a capacidade de a criança tirar proveito de sua fonte de amor para si e para os outros. 

De fato, foi demonstrado que promover o bem-estar emocional entre crianças evita “doenças mentais” mais tarde na vida, junto com muitos outros benefícios sociais e de saúde.

Ensine seu filho a rir, chorar e expressar sua alegria. Deixe que eles vivam em um ambiente onde eles se sintam seguros o suficiente para comunicar o que sentem e o que querem na vida.

3. Pense na lei da atração

A lei da atração simplesmente afirma que, eventualmente, você receberá a oportunidade, de alguma forma, de alcançar o que está alinhado com seus pensamentos mais dominantes. 

Se as crianças entenderem esse conceito, elas podem aprender a se concentrar e alcançar tudo o que quiserem. 

Ensine seus filhos a pensar bem em si mesmos, como eles são agora. Ensine-os a serem gentis e compassivos com os outros. Além disso, peça ao seu filho para repetir afirmações positivas no espelho com você todos os dias. Frases como “sou criativo, sou forte, sou um bom amigo e faço diferença no mundo“, elas semeiam as sementes do positivismo em seus corações e causam impacto tremendo em suas vidas.

4. Ser motivador e animador

Ajude seu filho a acreditar que ele pode ser o melhor. O encoraje a seguir seus sonhos e acreditar que eles podem realizar grandes coisas na vida.

Mesmo que seu filho falhe alguma coisa, incentive ele a se levantar e seguir em frente: ensine a ele que, em cada resultado, sempre há um lado positivo. 

Se o seu filho espera ganhar o primeiro lugar na feira de ciências, mas não ganha, reconheça os sentimentos dele. Fale sobre projetos interessantes e como eles podem ser inspirados para o seu próximo projeto. 

Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é dizer que fez o melhor que podia, e que outra oportunidade está a caminho.

5. Pense como concentrar nas soluções

“Os seguidores falam sobre problemas. Os líderes falam sobre soluções.“

A resolução de problemas é uma habilidade crítica que as crianças precisam para ganhar confiança, continuar a pensar positivamente e a se destacar na vida. Ajude as crianças a aprender sobre o problema e o que o criou e, em seguida, como superar e focar em uma solução.

Se mover para a “área de soluções” o mais breve possível, isso irá encorajar a sempre pensar positivamente e ter certeza de que as respostas estão sempre disponíveis.

6. Permita a liberdade de fazer o que amam

Para prosperar, as crianças precisam de alguma liberdade para fazer o que amam. Orientar as crianças para encontrar seu propósito e paixão com confiança. 

Crie um ambiente de aprendizagem baseado no que os excita na vida. Tudo tem uma lição, e cabe a nós fornecer essa lição da maneira mais atraente de maximizar o aprendizado de uma criança.

7. Envolva eles com pessoas positivas

Envolva as crianças com um ambiente positivo e estimulante. Explique que eles são um produto das pessoas com quem passam mais tempo e que devem tentar se associar com outras pessoas que também pensam positivamente. 

A partir desse ambiente positivo e fértil, você pode avançar ajudando os outros a pensar positivamente também.

8. Promova moral e valores sólidos

As crianças podem crescer e se tornar líderes fortes e positivos se valores positivos e morais forem construídos desde cedo. 

Saber o que é “certo e errado” interagir com os amigos, responsabilizar por seus erros e ensinar a cumprir seus compromissos são princípios fundamentais da prática da positividade.

Para ajudar a compreender facilmente, fale sobre suas próprias experiências de vida, como devolver a carteira a alguém ou intencionalmente fazer amizade com uma nova criança na escola.

9. Pergunte sobre os eventos positivos do seu dia

Em vez de apenas perguntar como foi o dia, pergunte sobre as coisas positivas que aconteceram durante o dia. Essas perguntas específicas os ajudam a se concentrar em suas conquistas e não em suas decepções.

Quando as crianças se concentram em pensar positivamente, suas experiências positivas só continuarão a crescer.

10. Crie um ambiente rico em alfabetização

Apoiar a alfabetização desde cedo leva a lugares onde eles podem abraçar seus próprios poderes. 

Uma criança que lê é muitas vezes enriquecida com o poder de criar estratégias e resolver problemas. 

Dê as crianças cartões de biblioteca, forneça quebra-cabeças, leia livros variados e insira livros no dia a dia.

Fonte site Significado dos Sonhos

terça-feira, 7 de maio de 2019

Palestras do mês de Maio abordam a família, homenageando as Mães, no LEAE


Ontem, dia 06 de maio, como toda segunda-feira, tivemos palestra pública. Abrindo o mês de maio com a proposta de abordarmos temas ligados à família, assistimos a exposição da Rosária Maria falando sobre 'Desenvolvimento Infantil'.

Comemorando o Mês das Mães, o Lar Espírita Aprendizes do Evangelho (LEAE) pensou em passar maio conversando sobre nossos laços como familiares mais próximos, abordando aspectos sociais, educacionais, relacionados à saúde e, claro, espirituais.

Rosária expôs na noite de ontem uma seqüência de fatores e fases de transformações progressivas das crianças. Auxiliando, assim, o entendimento de cada etapa como pais e orientadores desses espíritos. 

Citando nomes como Freud e Piaget, a palestrante mostrou as evoluções sociais, cognitivas, afetivas e físicas que as crianças passam quando bem amparadas. Além disso, frisou a importância desse amparo para as relações familiares, ainda mais sob o entendimento do Espiritismo que nos alerta que nem sempre os espíritos que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são simpáticos entre si. 

Ligados por anteriores relações pode acontecer de ser algum resgate mútuo (ou não) ou ainda completamente estranhos uns aos outros. Independente da condição a que se propuseram, quanto mais saberem lidar com as questões nesta encarnação, maior a probabilidade de evolução de todos.

Bem, com tempo reduzido, considerando a extensão do tema e interesse do público, postamos aqui a continuação de pontos importantes relacionados ao tema de ontem, intitulado 'Desenvolvimento das Virtudes por Faixa Etária'. Além disso, seguem algumas indicações de leitura feito pela palestrante.


















Literatura recomendada:
Livro dos Espíritos- CAP. VI - Da Infância

Pestalozzi, Educação e Ética - Dora Incontri



A construção do Homem Segundo Piaget - Lauro de Oliveira Lima

O Juizo Moral da Criança - Jean Piaget

Infância normal e Patológica - Anna Freud

Pensando sobre crianças - Donald Winnicott

Pais e Filhos, Companheiros de Jornada- Rita Folker

Famílias Espiritualmente Inteligentes - Rita Folker

SOS Família - Joanna de Ângelis


Amor e Liberdade na educação da Criança - Cesar Perneta

Pais e Filhos, fortalecendo vínculos - Alberto Almeida


terça-feira, 26 de março de 2019

Data Comemorativa: 02 de abril - Dia Internacional do Livro Infantil

O Dia Internacional do Livro Infantil é comemorado anualmente em 2 de abril.

Esta data é destinada ao incentivo e conscientização da importância desde gênero literário para a formação de novos leitores.

De acordo com a psicopedagoga Thalita Thomé, a leitura tem o poder de estimular a mente das crianças, por isso é tão importante e necessária ainda na infância. “Os livros têm o poder de transportar a criança para outro mundo e ampliar seus conhecimentos de uma forma gostosa e divertida. Por isso, os pais podem usar a criatividade com teatros, usar objetos que tenham em casa, tudo para fazer a criança se sentir parte da aventura”, recomenda a especialista.

Ninguém nasce sendo um leitor. Por isso, o incentivo ao hábito da leitura tem que começar desde os primeiros anos de vida da criança, e a literatura infantil é a porta de entrada para isso.

A literatura infantil também é uma poderosa ferramenta de aprendizado, não apenas a nível de conhecimentos, mas principalmente de valores morais e éticos.

Os brasileiros também comemoram o Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril), homenageando principalmente os grandes autores deste gênero no Brasil. Destacam-se: Monteiro Lobato, Lygia Bojunga, Ziraldo, Ruth Rocha, Maurício de Souza, Cecília Meireles, dentre outros.

Origem do Dia Internacional do Livro Infantil

O dia 2 de abril foi escolhido para ser o Dia Internacional do Livro Infantil por ser a data de nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

Hans Andersen foi o primeiro escritor a adaptar antigas fábulas para o público infantil, incluindo importantes lições de moral nas entrelinhas. Dentre as principais obras do autor está “O Patinho Feio”, “A Pequena Sereia”, “A Roupa Nova do Rei”, entre outros contos.

A iniciativa para a criação do Dia Internacional do Livro Infantil foi do Concelho Internacional sobre Literatura para Jovens – IBBY, que comemoram esta data desde 1967.

Comemoração de 2019

A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilidade da Lituânia, consta de um texto e cartaz do escritor e ilustrador Kęstutis Kasparavičius. Leia na íntegra:

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL 2019 – MENSAGEM DA LITUÂNIA PARA O IBBY INTERNACIONAL

OS LIVROS CONVIDAM A UMA PAUSA

“Tenho pressa! … Não tenho tempo!... Adeus!...” Eis aqui expressões que ouvimos quase todos os dias, provavelmente não apenas na Lituânia, no coração da Europa, mas um pouco por todo o mundo. E também com frequência se ouve dizer que vivemos numa época de excesso de informação, de pressa, de aceleração.

Arte da ilustradora Abigail Ascenso
Mas quando pegamos num livro, sentimo-nos logo diferentes. É como se os livros tivessem uma característica maravilhosa: ajudam-nos a relaxar. Abrimos um livro, mergulhamos nas suas profundezas tranquilas, e esquecemos o medo de que tudo passe ao nosso lado a uma velocidade vertiginosa, não nos permitindo ver o que quer que seja. O livro faz-nos acreditar que podemos abandonar as tarefas aparentemente urgentes. Nele, tudo se passa calma e silenciosamente, segundo uma ordem pré-definida. Será porque as suas páginas são numeradas, e porque o virar das folhas, uma após outra, produz um murmúrio tão calmo, tão leve?  Num livro, aquilo que é já passado encontra-se docemente com o que está ainda por chegar.

O mundo do livro é um mundo aberto; nele, a realidade convive com a fantasia e com a imaginação. E às vezes não sabemos bem onde observamos - se no livro, se na vida - a beleza dos pingos de neve que escorrem do telhado da casa, ou do musgo que cobre a cerca do vizinho. Terá sido no livro ou na vida que provamos as bagas silvestres e percebemos que, apesar de bonitas, são igualmente amargas? E foi no livro ou na vida que um dia te deitaste na relva, ou te sentaste depois, de pernas cruzadas, contemplando o movimento das nuvens que atravessam o céu?

Os livros ensinam-nos a abrandar, ensinam-nos a observar; os livros convidam-nos, obrigam-nos quase a estar sentados. Sentamo-nos para ler um livro, poisamo-lo numa mesa ou nos joelhos – é ou não assim?!

E será que nunca sentiram outro milagre? É que quando leem um livro, ele também vos lê. Sim, os livros também sabem ler. Leem a vossa testa, as sobrancelhas, os cantos dos lábios, que sobem, que descem, mas sobretudo, claro, leem os vossos olhos. E através dos olhos, eles veem… bem, todos sabemos o que eles veem!

Tenho a certeza de que os livros poisados nos vossos joelhos não se aborrecem nem um minuto. É que quem lê – seja criança ou adulto -, é só por isso muito mais interessante do que aquele que resiste a pegar num livro, que está sempre com  pressa e nunca se senta, e jamais tem tempo de observar seja o que for à sua volta.

No Dia Internacional do Livro Infantil, o meu maior desejo é que existam livros interessantes para os leitores - e leitores interessantes para os livros. 

Kęstutis Kasparavičius - (Trad. Maria Carlos Loureiro)

Fonte Calendarr Brasil, site da Rádio Campanário, com modificações da Equipe de Comunicação do LEAE.