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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Repensando a educação

Educação de filhos é algo um tanto complexo. Isso porque não existe um manual sem falhas que estabeleça a forma precisa de educá-los.

Exatamente porque cada ser humano é único e, assim, o que alguns sugerem em tantos livros pode ser válido para uns. Não para todos.

Por isso, pais e educadores se servem de várias orientações, de Rousseau, Pestalozzi, Piaget aos mais atuais pedagogos.

Existem pais, no entanto, que resolvem se abster de qualquer orientação que catalogam como moderna e dizem que irão educar seus filhos exatamente como foram educados.

Se deu certo para com eles, há de dar certo para seus filhos. A respeito dessa atitude, importante considerar que cada um tem os pais que precisa para seu próprio crescimento.

Nós tivemos os pais que precisávamos. Nossos filhos nos têm. Somos os pais que eles necessitam para a sua condução na vida e crescimento individual.

Dessa forma, o que foi válido para nós, em tempos passados, pode não ter o mesmo peso, a mesma validade para os pequenos de hoje.

Cada criança é um Espírito imortal, que traz sua própria bagagem de conhecimento, de conquistas. Assim, as necessidades dos nossos filhos poderão não ser exatamente as que foram as nossas.

As carências que tivemos poderão não ser as mesmas das crianças de hoje. Da mesma maneira, as virtudes ou os vícios que eles trazem, podem ser totalmente diferentes dos apresentados por nós.

Uma outra forma equivocada de pensar é de que deveremos dar aos nossos filhos tudo aquilo que não tivemos. Convenhamos que não tivemos tantas coisas e elas não nos fizeram realmente falta.

A prova é que nos encontramos hoje no mundo, tendo crescido, formado a própria família, nos realizado profissionalmente. Ou seja, encontramos nosso caminho.

Alguns mais felizes, mais prósperos. Outros, tendo atravessado penúrias, dificuldades mas que nos garantiram enfibratura moral e nobreza de caráter.

O que devemos exaltar em nossos antepassados é exatamente isto: a firmeza de conduta que demonstraram, a sua lucidez de vistas, a noção de limites, a honestidade.

Enfim, valores imperecíveis que devemos repassar aos nossos filhos. Valores de todos os tempos: a honra, a verdade, o trabalho, o servir ao próximo.

No restante, não podemos esquecer que os tempos mudaram, a tecnologia avançou, o mundo está diferente.

Perigos que hoje se fazem presentes, para os pequenos, não existiam nessa dimensão, em nosso tempo.

Divertimentos, brincadeiras – algumas persistem, mas ainda assim, com modificações.

Pensemos nisso e exerçamos nosso sagrado papel de orientadores dessas almas que Deus nos confia para que as auxiliemos a crescer para Ele.

A se transformarem, no mundo, em homens de bem, cidadãos que fazem a diferença onde se encontrem.

Seres interessados no estudo, no trabalho, no pensar um futuro melhor para todos.

Tenhamos a certeza de que não acertaremos o tempo todo, que cometeremos enganos na conduta educacional dos nossos filhos.

Mas guardemos a consciência tranquila de que buscamos lhes ensinar o melhor do bom, do belo, dos valores de um homem integral.

Redação do Momento Espírita, inspirado no seminário
Educação e violência, de Raul Teixeira, de 27.4.2003,
do VI Simpósio Paranaense de Espiritismo.
Em 17.10.2019.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Infância implica rotina

A melhor coisa do mundo é saber ser você mesmo. M. Montaigne

Criança precisa de rotina: depois da soneca tem a fruta; antes de dormir, há a história; no almoço, não só feijão, mas também ovo e saladinha; no período da tarde, jogar bola no quintal, correr, brincar de casinha…

Por promover vínculo e ordem na convivência, desde cedo é importante que as crianças contem com horários para acordar, realizar as tarefas, brincar em contato com a natureza, fazer as refeições, ir à escola, tomar banho, dormir…

Filhos cujos pais não se preocupam em planejar a vida familiar tendem a crescer inseguros, ansiosos ou, pior, fadados à tirania ou a uma série de transtornos. Já as casas que têm regras claras para o dia a dia familiar oferecem às crianças estabilidade, segurança. Porque, na infância, experienciar com confiança as coisas e o mundo depende de um contexto doméstico permeado por ordem e hábitos saudáveis – depois de brincar, guardar os brinquedos; depois de comer, escovar os dentes; celular não tem razão de ser antes da adolescência...

Da família a criança espera amor, respeito e educação. No começo da vida, os filhos necessitam de um ambiente familiar estável e organizado a fim de crescerem conscientes do seu papel na família, na escola, de suas próprias habilidades, porque é isso que promoverá pouco a pouco independência e autonomia.

Como a falta da rotina, o excesso é também um equívoco e, por isso, não vale transformar a casa em um quartel! É preciso saber ser flexível para que o dia a dia da criança não se torne opressor. Nos finais de semana, por exemplo, a criança, sobretudo depois do primeiro setênio, pode dormir umas horinhas a mais ou almoçar mais tarde, por exemplo. O importante é estabelecer horários e criar hábitos saudáveis que tornem a dinâmica familiar mais organizada e confortável para todos – adultos e crianças.

Por Eugênia Pickina postado no site O Consolador

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Todas as mulheres nasceram para ser mães?

Para entrarmos nesse assunto precisamos primeiro falar sobre PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO.

O que é esse planejamento? É o que fazemos quando estamos nos preparando para reencarnar. É nesse planejamento que decidimos se viremos homem ou mulher, se seremos ricos ou pobres, se teremos filhos ou não, escolhemos nossos corpos, e tudo mais que irá nos ajudar a passar pelas provas e expiações necessárias quando estivermos encarnados.

Agora sim vamos falar sobre maternidade. Como cada pessoa faz o seu planejamento, cada pessoa decide que tipo de sentimento ainda precisa exercitar, que tipo de prova precisa passar. Nem todos os espíritos que reencarnam como mulher escolhem passar pela maternidade, por isso é tão comum nos depararmos com mulher que diz: Não tenho vontade de ter filhos.

O que leva essa mulher a escolher não passar pela maternidade? Como o espiritismo não é matemático , não há uma resposta exata. Muitas vezes essa mulher precisa aprender a sentir outro tipo de amor, que não o materno, ou o planejamento reencarnatório dela foi para dedicar-se a outro tipo de trabalho, que não o maternal. Mulher nenhuma é obrigada a sentir vontade de ser mãe.

Precisamos entender que não há uma fórmula para dizer se a mulher é feliz ou não. Casar, e ter filhos, não está no planejamento de todas as mulheres e tá tudo bem!

Cada pessoa está aqui para viver a vida que precisa para sua evolução, com filhos ou não, a reencarnação está muito além de formar ou não uma família. 

Por isso, tenhamos o entendimento de o nosso planejamento reencarnatório não é o mesmo que o do nosso irmão. E respeitemos isso.

Estamos todos juntos caminhando para nossa evolução espiritual.

Lembremos sempre que mais vale uma vida sem filhos mas dedicada ao amor, do que uma com uma família enorme onde a gente não se esforça para amar ninguém.

Texto publicado no perfil do Istagram Uma Jovem Espírita

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Dia das Mães - próximo domingo, dia 12 de maio


Este ano, aqui no Brasil, comemoramos dia 12 de maio. Anualmente é comemorado sempre no segundo domingo do mês de maio.

É comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do Dia das Mães. Essa data já se tornou sinônimo de afeto, carinho e consideração pelas genitoras. 

O Dia das Mães é uma data de singular importância para o mundo ocidental, sobretudo por reforçar os vínculos familiares.

Um pouco de história...

A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. A Enciclopédia Britânica diz: "Uma festividade derivada do costume de adorar a mãe, na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Rhea, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos idos de março, em toda a Ásia Menor."

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. 

Jarvis organizou em 1865 o Mother's Friendship Days (dias de amizade para as mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período. Em 1870 a escritora Julia Ward Howe (autora de O Hino de Batalha da República) publicou o manifesto Mother's Day Proclamation, pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.

Reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual é a filha de Ann Maria Reeves Jarvis, a metodista Anna Jarvis, que em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à sua mãe e iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 8 de maio de 1914, aprovada a data pelo Congresso dos Estados Unidos, instalando-se assim, ao segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. 

Assim, o Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez em 9 de maio de 1914.

A primeira celebração no Brasil ocorreu em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre. Aos poucos, a festividade foi se espalhando pelo país e, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio.

Importância das mães

Uma figura que é fundamental para uma vida mais feliz é a presença positiva da mãe. 

Até por uma questão biológica, a mãe prioriza a vida dos próprios filhos ao invés da dela, fazendo o possível e o impossível para a felicidade de seus filhos.

A criança é gerada dentro da mulher, portanto, até mesmo antes da noção de sua própria existência, a mãe já zela e a ama desde sempre. É a primeira pessoa a ensinar a criança o significado de amor. Muitos, quando chegam na vida adulta, até acreditam que a única e verdadeira experiência amorosa na vida é a de mãe. “Amor é só de mãe”, já diz uma popular frase da sabedoria humana, que carrega uma parcela muito verdadeira.

Num artigo intitulado "Espiritismo e o Dia das Mães", publicado no site Espírito Imortal, escrito por Morel Felipe Wilkon, há alguns pontos interessantes sobre a visão espírita sobre o papel materno:

"O Espiritismo produz uma farta literatura. E a literatura espírita é pródiga em exemplos de mães que se desvelam por seus filhos mesmo além da esfera carnal. O Dia das Mães nos induz a pensar sobre isso.

(...)

A Mãe é quem nos recepciona e orienta neste plano de que não temos lembrança quando aqui chegamos. É quem nos passa as primeiras informações de como a coisas funcionam por aqui. E se for uma Mãe como se espera que seja, vai nos lembrar valores que estão adormecidos dentro de nós, e que precisam ser reativados para que possamos utilizá-los. E vai perceber e corrigir desvios de caráter de que ainda não nos livramos, e que trazemos junto com o resto de nossa bagagem milenar.

Estranho ser, este, chamado Mãe. Se apega tanto aos seres que reencarnaram por seu intermédio que nem sempre sabe quando é o momento de deixar que eles caminhem com seus próprios pés, e que caiam de vez em quando para que aprendam a se levantar. Leva tão a sério o seu papel de recepcionista e instrutora do ser que brotou dentro dela, que custa a perceber e aceitar que este ser já existia há muito tempo, que não pertence a ela, que é um ser único, individual, um ser de ninguém. Filho de Deus, como todo mundo.


(...)

A literatura espírita é cheia de exemplos de mães que zelam durante séculos por seus filhos, no astral. A obra de André Luiz traz exemplos muito interessantes de mães bastante evoluídas espiritualmente que deixaram de desfrutar dos planos a que teriam direito para não se afastarem daqueles a quem permanecem amando como filhos do seu coração."


O Espírito André Luiz, no livro Entre a Terra e o Céu, psicografado pelo querido médium Chico Xavier, editado pela FEB, diz em suas páginas a respeito da maternidade: “é sagrado serviço espiritual em que a alma se demora séculos, na maioria das vezes aperfeiçoando qualidades do sentimento”.

Fontes: Wikipedia, Brasil Escola, Eu sem Fronteiras.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Filhos problemáticos - como o Espiritismo entende isso?

Como devem ser encarados os filhos problemáticos? Precisamos considerar, primeiramente, que cada filho que nasce é uma alma que já viveu diversas outras vidas e está reencarnando na Terra para continuar o seu progresso. Só o corpo é novo, criado graças à contribuição biológica dos pais; ele é simples instrumento do qual se vale o espírito para manifestar-se na matéria, como o mergulhador usa o escafandro para descer às profundezas dos mares.

Ao nascer, o Espírito perde temporariamente a lembrança do passado, para que os fatos e relacionamentos já vividos, em especial os dolorosos, não atrapalhem o objetivo a que ele se propõe na vida atual. Não obstante, traz consigo, mais ou menos afloradas, tendências e inclinações, as quais são indicadores da sua maior ou menor condição evolutiva, e a análise das mesmas pode contribuir para o crescimento pessoal.

Essas tendências, muitas vezes, já se manifestam desde a tenra idade e identificam caracteres dóceis ou rebeldes, egoístas ou generosos, malvados ou bondosos. Os pais zelosos devem observar atentamente as atitudes dos filhos. Aos que são bons é preciso proporcionar todos os recursos ao desenvolvimento de suas capacidades, sem o protecionismo ou a exaltação do ego que os possam perder. Aos revoltados, de outro lado, é necessário oferecer também a disciplina e a energia equilibradas pelo amor, a fim de que se corrijam, conquistando virtudes.

Por essa razão, certas peraltices da infância nem sempre são “coisas de criança”, passageiras, a serem aceitas com risos e incentivos. Podem ser a manifestação da personalidade deturpada da alma, a requisitar dos pais acompanhamento e medidas saneadoras, sugerindo-se diálogos francos e esclarecedores, restrição de benefícios pessoais, como forma de conscientização do erro, e encaminhamentos psicológicos ou psiquiátricos. Imprescindível, igualmente, que a criança seja levada a crer em Deus e nas suas leis, comungando com Ele pela religião e pelo pensamento.

Crescendo sem a efetiva presença e orientação dos pais, a criança-problema transforma-se, via de regra, em um jovem mais problemático ainda. A adolescência é a fase em que o espírito se assenhoreia por completo do corpo, manifestando-se tal como é no seu íntimo. As más inclinações ficam acentuadas e, agora com maior liberdade de ação, o jovem dá vazão aos seus desejos e pretensões, criando situações que fogem ao controle dos pais, que já não podem mais com a sua “criança”.

Desrespeito aos pais, inclusive com o uso de palavrões, total indisciplina dentro do lar, especialmente quanto ao cumprimento de horários, uso e abuso de cigarros, bebidas alcoólicas e até mesmo de drogas, desinteresse pelo estudo e pelo trabalho e iniciação precoce no sexo são os desvios de conduta mais comuns da juventude moderna.

Necessário, ante a adolescência conturbada, que os pais redobrem a paciência, participem mais intensamente da vida dos filhos, conversem com eles com sinceridade e firmeza, procurando demonstrar nas palavras e atitudes o amor que lhes devotam. Em não conseguindo sucesso, outro remédio não há senão o de orar por eles, deixando que aprendam com a vida, conquanto isso possa ferir de morte o coração.

Possível perceber, pois, que o bom encaminhamento dos filhos depende de um esforço contínuo dos pais desde a primeira infância, moldando-lhes a alma. Lembremos, porém, que o exemplo tem mais força que as palavras, razão pela qual é necessário que sejamos nós os primeiros a fazer aquilo que queremos que os nossos filhos façam.

Donizete Pinheiro é divulgador do espiritismo. Artigo publicado no site Comércio do Jahu