Mostrando postagens com marcador pais e filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pais e filhos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Como ajudar seus filhos a ter bons hábitos

Ainda me lembro do choque que senti quando percebi que meu primeiro filho, que 2 anos na época, havia internalizado meu hábito de ligar a TV enquanto o ninava.

Naquele ano, desisti da TV em vários momentos em que eu sabia que os prejudicaria. Então, numa noite, trouxe um livro para a cadeira de balanço em vez de ligar a TV. Mas meu filho ficou furioso no meu colo, apontando insistentemente para a tela escura da TV.

“Não, não vamos ver TV”, eu disse. “Mas eu posso contar uma história!” Nada de acordo, pois ele insistia na TV.

De fato, foi uma semana difícil antes dele parar de fazer birra. Mas isso foi para mim uma lição de como as crianças aprendem de nós os hábitos (bons e maus).

Infelizmente, levei quase uma década para realmente descobrir como ajudar meus filhos a ter bons hábitos, e isso foi depois de anos de tentativa e erro.

Eu não tinha um sistema claro para esse processo – até ler o livro Atomic Habits, de James Clear. Ele explica em termos claros e simples muito do que eu tinha aprendido a tanto custo.

Resultados são bons. Metas são boas. Mas tentar mudar seu comportamento para atingir um “objetivo” futuro nebuloso simplesmente não funciona na psicologia humana – especialmente entre adolescentes e pré-adolescentes. É necessário criar um sistema que você goste – um que o recompense hoje para criar a motivação para fazê-lo novamente amanhã.

Desde que implementei este sistema de quatro etapas, percebi que ele passou a funcionar. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês.

1 - TORNE O PROBLEMA EVIDENTE

Você deve começar impedindo que o problema seja ignorado. É preciso deixar que o fato realmente incomode. Então comece por não evitar o hábito que você está querendo criar. Para meus filhos, por exemplo, criei um espaço de lição de casa à mesa, ao lado da cozinha. É o espaço por onde eles passam quando chegam em casa. Eles não podem evitá-lo e sabem que eu notarei se eles tentarem evitar.

2 - TORNE ATRATIVO

Você não pode criar um hábito se ficar com medo ou repulsa dele todos os dias. Portanto, é necessário torná-lo atraente de alguma forma. A lição de casa das crianças é sempre um momento difícil. No começo, tentei organizar o material escolar em caixas no meio da mesa, bem arrumado, o que não funcionou, obviamente. Então pensei: por que não deixar as crianças comerem o lanche enquanto fazem a tarefa? Eles sempre querem um lanchinho, por isso foi fácil tornar a tarefa mais saborosa.

3 - FACILITE

A melhor maneira de causar um curto-circuito na criação de hábitos é torná-la complicada ou excessiva. Você não pode mudar cinco hábitos em um mês – talvez possa mudar um, e isso se for bem disciplinado. Você pode criar um hábito simples por vez. Então, quando eu comecei a trabalhar o hábito da lição de casa, trabalhei apenas ele por alguns meses.

4 - RECOMPENSE

Essa foi a melhor coisa que aprendi sozinha sobre hábitos – se não houver recompensa imediata, eles são insustentáveis. Algumas crianças são intrinsecamente motivadas pela satisfação do trabalho realizado, mas a maioria não. Elas estarão, no entanto, motivadas a sair para brincar com seus amigos, ou ir a festas de aniversário ou passar as horas antes do jantar com tempo livre. E elas sabem que, depois que a lição de casa termina, têm um tempo livre. É incrível a rapidez com que a lição de casa é concluída.

Portanto, seja criativo e implemente esse sistema de 4 etapas para criar novos hábitos. É fácil e eficaz – quase não consigo acreditar com que frequência meus filhos se sentam para fazer a lição de casa agora, sem reclamações. Gastar tempo e esforço na sistematização do hábito poupará inúmeras horas de estresse mais tarde – e dará aos seus filhos as habilidades para criar seus próprios bons hábitos nos próximos anos.

Fonte site Aleteia

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

23 de Setembro - Dia dos Filhos

Esta data foi criada com o intuito de ajudar a fortalecer os laços filiais que ligam pais e filhos.

No agitado mundo contemporâneo, muitos pais trabalham muito e acabam por não aproveitar os momentos livres para acompanhar o cotidiano e relação com seus próprios filhos e filhas.

No Dia dos Filhos, o objetivo é justamente chamar a atenção dos pais e dos filhos para que possam repensar suas rotinas e separar um tempo especial dedicado exclusivamente à família.

Na realidade, o dia 23 de setembro é a comemoração do Dia Mundial dos Filhos em Portugal. O Brasil ainda não tem uma data destinada para esta celebração, porém, o 23 de setembro começa a se popularizar nas terras brasileiras, a exemplo da tradição portuguesa.

Mensagem, autor desconhecido

Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.

Isto mesmo!

Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Dicas para manter a calma - para pais

Pais e Mães são seres humanos e, por mais que não desejem, cometem erros. Passamos por situações estressantes, temos nossas dificuldades e, uma hora ou outra, podemos perder o controle de como reagimos com as crianças.

Tudo bem.

O que precisamos fazer é aprender a identificar quando isso está acontecendo, quanto antes reconhecermos, melhor.

Primeiro, evite danos! Faça o que puder para não dizer palavras das quais depois se arrependerá. Fique em silêncio e segure suas mãos para proteger seu filho a qualquer custo.

Segundo, se afaste da situação e procure se recompor. Avise Que vai dar um tempo para se acalmar, assim seu filho não se sentirá rejeitado.

Respire, relaxe, mova-se. Pense em algo bom, lembre-se do seu amor, olhe para as fotos do seu filho.

Além de conseguir se regular, você estará ensinando da melhor maneira (modelo) sobre como seus filhos podem fazer isso.

Por fim, repare e reconecte-se.

Agora você poderá cuidar do dano emocional e relacional que tenha sido provocado. Pode ser preciso se desculpar e aceitar a responsabilidade dos seus atos.

Quanto antes for recuperada a conexão, mais cedo poderá ser recuperado o equilíbrio emocional e você é seu filho voltam a aproveitar o relacionamento.

Planejem soluções para os problemas e como evitar que se repitam.

Lembre-se: erros são oportunidades para aprender.

Trechos de "O Cérebro da Criança" (Daniel Siegel). Seleção postada no perfil do Instagram @positivamente_psi

domingo, 11 de agosto de 2019

Dia dos Pais!

No Brasil fixou-se a data comemorativa do Dia dos Pais no segundo domingo de agosto a partir de 1953. Escolhida, inicialmente, para ser realmente uma data comercial, com finalidade de aumentar as vendas. A implementação da data é atribuída ao jornalista Roberto Marinho, para incentivar as vendas do comércio e, por conseguinte, o faturamento de seu jornal.

Mas, pensando além desse início e escolha, temos realmente motivos para comemorar e homenageá-los.

No Livro dos Espíritos, Allan Kardec e a Espiritualidade esclarecem sobre a paternidade:

582 - Pode se considerar como missão a paternidade?

"É, sem dúvida, uma missão, e é ao mesmo tempo um dever muito grande que obriga, mais que o homem pensa, sua responsabilidade diante do futuro. Deus colocou a criança sob a tutela de seus pais para que esses a dirijam no caminho do bem, e facilitou a tarefa, dando à criança um organismo frágil e delicado que a torna acessível a todas as influências. Mas há os que se ocupam mais em endireitar as árvores de seu pomar e as fazer produzir bons frutos do que endireitar o caráter de seu filho. Se esse fracassa por erro deles, carregarão a pena e os sofrimentos do filho na vida futura, que recairão sobre eles, porque não fizeram o que deles dependia para seu adiantamento no caminho do bem".

Fica clara a missão sagrada e divina atribuída aos pais, biológicos e adotivos... Afinal, eles são peça fundamental no destino reencarnatório dos espíritos sob sua tutela. André Luiz esclarece que "(...) a paternidade e a maternidade, dignamente vividas no mundo, constituem sacerdócio dos mais altos para o Espírito reencarnado na Terra, pois através dela a regeneração e o progresso se efetuam com segurança e clareza".

O exemplo evangélico é nosso grande emblema, afinal José, simples de carpinteiro, participou da missão de trazer Jesus à Terra, protegendo a sagrada família. Quando anunciado pelo Anjo que Maria traria o Cristo, por um momento pensou em secretamente partir, mas com fidelidade ilimitada a Deus, aceitou sua missão como pai.

José não nos deixou uma só palavra. Entregou-nos, entretanto o seu silêncio. Esse silêncio não é mutismo de quem não tem nada a dizer, ou absenteísmo de quem, alienado, não se dá conta do que ocorre consigo. Ele falava com as mãos e ferramentas, refletindo sua intensa vida interior. Jesus, durante o seu ministério público, utilizou o silêncio como técnica de ensino. Tal como José são milhares de pais sobre a Terra.

É preciso refletir assim no papel destes homens, que diariamente dão o suor do trabalho para o alimento de seus filhos. Sacrificam-se muitas vezes, para dar um conforto que nunca obtiveram para si mesmos. São, ainda, referência moral única. No arquétipo masculino representam fortaleza, sapiência, firmeza de caráter, proteção... faces ativas do Amor. Estando em casa, tudo o que precisam para renovar-lhe as forças é um abraço dos pequenos, um afago das suas queridas princesas, ou uma boa conversa dos seus melhores amigos, os filhos já crescidos.

Desde que nascemos, somos todos filhos ou filhas... E como tal, devemos nos lembrar do nosso dever assinalado desde a revelação divina a Moisés “Honrai Pai e Mãe” tão bem explicado no Evangelho Segundo Espiritismo no capítulo XIV, Piedade Filial:

“O mandamento é uma conseqüência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais; mas o imperativo honra implica um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Deus quis demonstrar, assim, que o amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência, o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. (...) Honrar ao pai e à mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionando-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância”

Se, por vezes alguns homens não atendem a este chamado divino, não cabe a nós, filhos, censurá-los, pois o único credor de sua responsabilidade é o próprio Deus, nosso Pai Maior. A Doutrina Espírita, trazendo a compreensão de que os laços de Amor são mais fortes que os biológicos, coloca os pais em posição de reverência. Muitas vezes eles são aqueles que seguram as emoções, as lágrimas, para passar aos filhos a firmeza e segurança de que tanto precisamos.

Fonte: Site da Casa do Caminho

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Lidando com as tempestades emocionais infantis

As emoções são importantes para todos nós, nos auxiliando na tomada de decisões para estarmos seguros e saudáveis. Contudo, algumas vezes elas se tornam fortes e difíceis de manejar - são como verdadeiras tempestades emocionais.

Quando falamos de crianças, isso se mostra ainda mais presente, tendo em vista que elas não possuem maturação para lidar com impulsos. A área de cérebro responsável pela regulação emocional estará completamente madura entre 20 e 25 anos de idade. É ISSO MESMO!!!

Muitas vezes, nós adultos estamos esperando ou exigindo habilidades emocionais para as quais as crianças não estão prontas. Outras vezes, desejamos delas um autocontrole que nem nós mesmos temos. E fazemos isso custe o que custar, principalmente para cessar tempestades em público.

Antes de tudo, o adulto é quem precisa de acalmar. Através dos neurônios-espelho, isso já pode ser um grande passo para que a criança comece a diminuir a sua tempestade. Raiva e irritabilidade são contagiosas.

Dreikurs aconselha os pais para "fechar a boca e agir". Ficar dando sermões, explicações ou tentando gerar culpa será em vão, tendo em vista que o cérebro está inundado de emoções e não consegue "pensar".

PALAVRAS SÃO COMO JOGAR COMBUSTÍVEL EM CHAMAS. Já perceberam isso? 

Respire fundo, quando todos estiverem calmos, vocês poderão conversar e aprender com erros.

Em uma Tempestade Emocional estamos todos desconectados. Para "integrar" o cérebro e pensar novamente, devemos começar pelos adultos com uma respiração focada, um copo de água, uma pausa positiva, pegue uma foto bem especial do seu pequeno e olhe pra ela por 5 minutos.

Assim que estivermos nos sentindo melhores, poderemos ajudar a criança a encontrar o mesmo processo e focarmos juntos nas soluções dos problemas.

Perfil do Instagram Positivamente_PSI

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Falta amar

Um vídeo circulou pelas redes sociais. Mostrava algo bastante singelo e valioso: filhos adolescentes, jovens, ligando para seus pais para dizer simplesmente: Eu te amo.

Eram ligações de celular, inesperadas, a qualquer hora do dia. O pai ou a mãe atendiam, ouviam um Olá e logo depois: Pai, mãe, eu queria dizer que te amo. Só liguei para dizer isso.

As reações foram belíssimas. Pais dizendo: Puxa, como é bom ouvir isso. Eu também te amo, meu filho.

E do lado de cá, de quem estava fazendo as chamadas, da mesma forma: lágrimas de emoção de jovens que, raramente, ou nunca haviam proferido tais palavras.

Como se o simples contato com essas palavras mágicas, quando verdadeiramente sentidas, já provocasse neles algum tipo de transformação.

Muitos podem dizer que o amor está subentendido, está nos gestos, na companhia diária, não exige provas. E que talvez não precise ser declarado.

Muitos temem ser pieguismo expressar-se dessa forma. Será?

Banalizamos o Eu te amo, é certo, recitando-o da boca para fora muitas vezes, automaticamente.

As paixões avassaladoras e efêmeras se apropriaram dele, tornando-o menor, pois da mesma forma que o amor nasce, voraz, também morre, triste, pouco tempo depois em relações vazias.

O Eu te amo dos altares enfeitados, das grandes festas, não sobrevive às primeiras intempéries de muitos casamentos.

Esse amor das infinitas canções, das belas obras, mas também das puramente sentimentalistas, que nada acrescentam para a verdadeira arte.

Curioso. O Eu te amo foi dito tantas vezes que parece ter enfraquecido pelo mundo afora, praticamente caindo no esquecimento.

* * *

Não falta amor nos poemas, nas músicas, nas bocas. Falta, sim, amar.

Não falta amor nos lares, nas famílias: falta amar.

Não falta amor nos pensamentos, nas ideias: falta amar.

Não falta amor nas potências de nossa alma. Falta, sim, o movimento do amar.

E muitas vezes, a expressão pura e simples desse amor já é grande parte desse amar.

Quando verdadeiramente sentimos dentro de nós essa afeição profunda, esse querer bem, essa consciência do quão importante é aquela pessoa, nada mais natural do que dizer, do que extravasar.

Bom para quem diz, pois se encharca de suas vibrações benfazejas e revigorantes.

Bom para quem ouve, pois recebe muito mais que palavras. Recebe o conforto, o aconchego e a gratidão que tal declaração guarda em si.

Ouvir um Eu te amo de verdade, é como ser levado pelas mãos a um passeio, uma viagem para um mundo melhor, de menos preocupações e sofrimentos, um refrigério para a alma em luta na Terra.

Voltamos renovados, dispostos a seguir adiante e mais, voltamos conhecendo o amor um pouco melhor.

Ainda sabemos pouco do amor em sua profundidade. Estamos dando os primeiros passos depois de deixar o primitivismo necessário.

Falta amar para encontrá-lo e permanecer nele por mais tempo.

Falta amar para podermos declará-lo sem medo de pieguismos empobrecedores.

Falta apenas amar, nada mais.

Fonte: Redação do Momento Espírita. Em 15.5.2019.